Digestivo nº 248 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Sexta-feira, 14/10/2005
Digestivo nº 248
Julio Daio Borges

+ de 3400 Acessos




Literatura >>> Deus é brasileiro
Primeira constatação a se fazer depois de assistir Ben-Hur em DVD: trata-se de um filme do século passado. Não apenas cronologicamente falando, mas sobretudo em aspectos formais: diálogos com longas pausas dramáticas; gestos demorados (contrariando frontalmente a impaciência destes tempos de agora); música grandiloqüente, conduzindo a narrativa por altos e baixos; brutalidade masculina beirando o animalesco (mas sem recorrer açougues ou dissecações); sentimentalismo feminino às raias do piegas (mas sem que haja qualquer protagonista mulher de relevância, apenas homens). A história do sujeito que é destituído de suas funções, perdendo o prestígio e a reputação (para depois recuperá-los em triunfo), foi retomada muitas vezes depois de 1959. Recentemente no Gladiador de Ridley Scott que, se se for observar, contém uma versão atualizada e, em termos de duração e enredo, relativamente "diet" se comparada à saga de Judah Ben-Hur. William Wyler, o diretor, trabalhava muito bem com símbolos, desde os mais evidentes até os mais sutis: romano versus judeu (ocidental versus oriental); cavalos brancos versus cavalos pretos (pureza versus corrupção); uniforme em azul versus uniforme em vermelho (céu versus inferno); inclemência versus misericórdia (mal versus bem, paganismo versus cristianismo). Se surgisse como produção em pleno século XXI, Ben-Hur seria duramente criticado por seu moralismo simplificador, por seu apelo às emoções (em lugar do entendimento), por seus excessos (ao recorrer constantemente a cenas e a episódios totalmente acessórios), por seu herói canastrão (dada a popularidade de Charlton Heston como ator). Trata-se, porém, de um clássico. Convém assisti-lo sem discuti-lo. Inclusive, é até mais compensador. [Comente esta Nota]
>>> Obra Seleta - João Ubaldo Ribeiro - 1421 págs. - Nova Aguilar | De Ubaldo para Glauber | O sorriso do lagarto
 



Gastronomia >>> O Conselheiro também come (e bebe)
Primeira constatação a se fazer depois de assistir Ben-Hur em DVD: trata-se de um filme do século passado. Não apenas cronologicamente falando, mas sobretudo em aspectos formais: diálogos com longas pausas dramáticas; gestos demorados (contrariando frontalmente a impaciência destes tempos de agora); música grandiloqüente, conduzindo a narrativa por altos e baixos; brutalidade masculina beirando o animalesco (mas sem recorrer açougues ou dissecações); sentimentalismo feminino às raias do piegas (mas sem que haja qualquer protagonista mulher de relevância, apenas homens). A história do sujeito que é destituído de suas funções, perdendo o prestígio e a reputação (para depois recuperá-los em triunfo), foi retomada muitas vezes depois de 1959. Recentemente no Gladiador de Ridley Scott que, se se for observar, contém uma versão atualizada e, em termos de duração e enredo, relativamente "diet" se comparada à saga de Judah Ben-Hur. William Wyler, o diretor, trabalhava muito bem com símbolos, desde os mais evidentes até os mais sutis: romano versus judeu (ocidental versus oriental); cavalos brancos versus cavalos pretos (pureza versus corrupção); uniforme em azul versus uniforme em vermelho (céu versus inferno); inclemência versus misericórdia (mal versus bem, paganismo versus cristianismo). Se surgisse como produção em pleno século XXI, Ben-Hur seria duramente criticado por seu moralismo simplificador, por seu apelo às emoções (em lugar do entendimento), por seus excessos (ao recorrer constantemente a cenas e a episódios totalmente acessórios), por seu herói canastrão (dada a popularidade de Charlton Heston como ator). Trata-se, porém, de um clássico. Convém assisti-lo sem discuti-lo. Inclusive, é até mais compensador. [Comente esta Nota]
>>> La Tambouille - Avenida 9 de Julho, nº 5925 - Itaim - 3079-6277
 



Música >>> Na casa do mouro
Primeira constatação a se fazer depois de assistir Ben-Hur em DVD: trata-se de um filme do século passado. Não apenas cronologicamente falando, mas sobretudo em aspectos formais: diálogos com longas pausas dramáticas; gestos demorados (contrariando frontalmente a impaciência destes tempos de agora); música grandiloqüente, conduzindo a narrativa por altos e baixos; brutalidade masculina beirando o animalesco (mas sem recorrer açougues ou dissecações); sentimentalismo feminino às raias do piegas (mas sem que haja qualquer protagonista mulher de relevância, apenas homens). A história do sujeito que é destituído de suas funções, perdendo o prestígio e a reputação (para depois recuperá-los em triunfo), foi retomada muitas vezes depois de 1959. Recentemente no Gladiador de Ridley Scott que, se se for observar, contém uma versão atualizada e, em termos de duração e enredo, relativamente "diet" se comparada à saga de Judah Ben-Hur. William Wyler, o diretor, trabalhava muito bem com símbolos, desde os mais evidentes até os mais sutis: romano versus judeu (ocidental versus oriental); cavalos brancos versus cavalos pretos (pureza versus corrupção); uniforme em azul versus uniforme em vermelho (céu versus inferno); inclemência versus misericórdia (mal versus bem, paganismo versus cristianismo). Se surgisse como produção em pleno século XXI, Ben-Hur seria duramente criticado por seu moralismo simplificador, por seu apelo às emoções (em lugar do entendimento), por seus excessos (ao recorrer constantemente a cenas e a episódios totalmente acessórios), por seu herói canastrão (dada a popularidade de Charlton Heston como ator). Trata-se, porém, de um clássico. Convém assisti-lo sem discuti-lo. Inclusive, é até mais compensador. [Comente esta Nota]
>>> Christoph von Dohnányi & NDR | Mozarteum Brasileiro
 
>>> EVENTOS QUE O DIGESTIVO RECOMENDA



>>> Mesa Redonda
* Gilberto Freyre – Um Vitoriano nos Trópicos - Maria Lúcia Pallares-Burke, José de Souza Martins, Elide Rugai Bastos e Antonio Dimas
(Ter., 18/10, 19h00, VL)

>>> Noites de Autógrafos
* Manual de Processo Penal - José Carlos G. Xavier de Aquino e José Renato Nalini
(Seg., 17/10, 18h30, CN)
* Arquiteto Décio Tozzi - Décio Tozzi
(Ter., 18/10, 18h30, CN)
* O Homem à frente das profecias - Mario Enzio
(Qua., 19/10, 18h30., CN)
* Opus Dei – os bastidores - Dario Fortes Ferreira, Jean Lauand e Marcio Fernandes da Silva
(Qua., 19/10, 19h30, VL)
* Tarso de Castro – 75kg de Músculos e Fúria - Tom Cardoso
(Qui., 20/10, 19h00, CN)

>>> Shows
* Original Dixieland Jazz Band - Traditional Jazz Band
(Sex., 21/10, 20hs., VL)

* Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos (VL): Av. Nações Unidas, nº 4777
** Livraria Cultura Conjunto Nacional (CN): Av. Paulista, nº 2073
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Julio Daio Borges
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