Digestivo nº 475 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Quarta-feira, 26/1/2011
Digestivo nº 475
Julio Daio Borges

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Internet >>> Julian Assange, o homem por trás do WikiLeaks
Catarse. Caos. Carnaval. Todas as considerações ficam menores diante da comemoração do Pentacampeonato. Talvez o dionisíaco de Nietzsche seja isso: uma impossibilidade de racionalizar o que quer que seja, entregando o corpo e a alma às festividades alucinadas. E o Brasil parou. E, pelo menos por um dia, fugimos à imposição do calendário. Até mesmo do domingo ficamos livres. Por um tempo. O dia seguinte exige, nem que seja, um esboço de explicação para o que aconteceu. Bem. O mais importante, e o mais duro para o brasileiro certamente, é admitir que essa seleção (tanto quanto a de 94) não faz jus às campeãs de 58, 62 e 70. Aliás, é quase um chavão. Apesar de Ronaldo Nazário (fenômeno para uns, amarelão para outros). Apesar de tantos outros (inclusive Luiz Felipe Scolari, para quem o futebol tático tinha como modelo supremo [adivinhe se puder...] Carlos Alberto Gomes Parreira). Ainda que a celebração tenha libertado, por algumas horas, os brasileiros das amarras, em campo, o talento nunca esteve tão sufocado. Não havia definitivamente uma “campanha” em curso. As oportunidades de gol pareciam, quase sempre, tão aleatórias que, por um momento, qualquer time poderia sair vencedor. Qualquer um (vide os arroubos de países como Coréia do Sul, Turquia e Senegal). A teoria da “caixinha de surpresas” nunca esteve tão em voga. Ainda que exorcizados por Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, é de se pensar que os melhores jogadores em campo tenham sido os goleiros, como Kahn e Marcos. Que raio de esporte é esse em que a defesa pode brilhar mais que o ataque? Mas, como foi dito, considerações como essa se tornam menores diante do Pentacampeonato. Por mais alienado que pareça aos nossos olhos, o País esteve unido, pôs as diferenças de lado, e acreditou em si mesmo. Não é um exercício fácil. Nem deve ser desprezado. E isso não tem nada a ver com gostar ou não de futebol. O Pentacampeonato está aí. Que inspire então as melhores ações e os melhores sentimentos. [Comente esta Nota]
>>> WikiLeaks and Julian Paul Assange
 



Literatura >>> A desmoralização dos prêmios literários no Brasil
Catarse. Caos. Carnaval. Todas as considerações ficam menores diante da comemoração do Pentacampeonato. Talvez o dionisíaco de Nietzsche seja isso: uma impossibilidade de racionalizar o que quer que seja, entregando o corpo e a alma às festividades alucinadas. E o Brasil parou. E, pelo menos por um dia, fugimos à imposição do calendário. Até mesmo do domingo ficamos livres. Por um tempo. O dia seguinte exige, nem que seja, um esboço de explicação para o que aconteceu. Bem. O mais importante, e o mais duro para o brasileiro certamente, é admitir que essa seleção (tanto quanto a de 94) não faz jus às campeãs de 58, 62 e 70. Aliás, é quase um chavão. Apesar de Ronaldo Nazário (fenômeno para uns, amarelão para outros). Apesar de tantos outros (inclusive Luiz Felipe Scolari, para quem o futebol tático tinha como modelo supremo [adivinhe se puder...] Carlos Alberto Gomes Parreira). Ainda que a celebração tenha libertado, por algumas horas, os brasileiros das amarras, em campo, o talento nunca esteve tão sufocado. Não havia definitivamente uma “campanha” em curso. As oportunidades de gol pareciam, quase sempre, tão aleatórias que, por um momento, qualquer time poderia sair vencedor. Qualquer um (vide os arroubos de países como Coréia do Sul, Turquia e Senegal). A teoria da “caixinha de surpresas” nunca esteve tão em voga. Ainda que exorcizados por Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, é de se pensar que os melhores jogadores em campo tenham sido os goleiros, como Kahn e Marcos. Que raio de esporte é esse em que a defesa pode brilhar mais que o ataque? Mas, como foi dito, considerações como essa se tornam menores diante do Pentacampeonato. Por mais alienado que pareça aos nossos olhos, o País esteve unido, pôs as diferenças de lado, e acreditou em si mesmo. Não é um exercício fácil. Nem deve ser desprezado. E isso não tem nada a ver com gostar ou não de futebol. O Pentacampeonato está aí. Que inspire então as melhores ações e os melhores sentimentos. [3 Comentário(s)]
>>> A política dos prêmios literários
 



Artes >>> Conversas com Paul Rand, por Michael Kroeger
Catarse. Caos. Carnaval. Todas as considerações ficam menores diante da comemoração do Pentacampeonato. Talvez o dionisíaco de Nietzsche seja isso: uma impossibilidade de racionalizar o que quer que seja, entregando o corpo e a alma às festividades alucinadas. E o Brasil parou. E, pelo menos por um dia, fugimos à imposição do calendário. Até mesmo do domingo ficamos livres. Por um tempo. O dia seguinte exige, nem que seja, um esboço de explicação para o que aconteceu. Bem. O mais importante, e o mais duro para o brasileiro certamente, é admitir que essa seleção (tanto quanto a de 94) não faz jus às campeãs de 58, 62 e 70. Aliás, é quase um chavão. Apesar de Ronaldo Nazário (fenômeno para uns, amarelão para outros). Apesar de tantos outros (inclusive Luiz Felipe Scolari, para quem o futebol tático tinha como modelo supremo [adivinhe se puder...] Carlos Alberto Gomes Parreira). Ainda que a celebração tenha libertado, por algumas horas, os brasileiros das amarras, em campo, o talento nunca esteve tão sufocado. Não havia definitivamente uma “campanha” em curso. As oportunidades de gol pareciam, quase sempre, tão aleatórias que, por um momento, qualquer time poderia sair vencedor. Qualquer um (vide os arroubos de países como Coréia do Sul, Turquia e Senegal). A teoria da “caixinha de surpresas” nunca esteve tão em voga. Ainda que exorcizados por Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, é de se pensar que os melhores jogadores em campo tenham sido os goleiros, como Kahn e Marcos. Que raio de esporte é esse em que a defesa pode brilhar mais que o ataque? Mas, como foi dito, considerações como essa se tornam menores diante do Pentacampeonato. Por mais alienado que pareça aos nossos olhos, o País esteve unido, pôs as diferenças de lado, e acreditou em si mesmo. Não é um exercício fácil. Nem deve ser desprezado. E isso não tem nada a ver com gostar ou não de futebol. O Pentacampeonato está aí. Que inspire então as melhores ações e os melhores sentimentos. [Comente esta Nota]
>>> Conversas com Paul Rand
 



Imprensa >>> The Daily, de Rupert Murdoch, no iPad
Catarse. Caos. Carnaval. Todas as considerações ficam menores diante da comemoração do Pentacampeonato. Talvez o dionisíaco de Nietzsche seja isso: uma impossibilidade de racionalizar o que quer que seja, entregando o corpo e a alma às festividades alucinadas. E o Brasil parou. E, pelo menos por um dia, fugimos à imposição do calendário. Até mesmo do domingo ficamos livres. Por um tempo. O dia seguinte exige, nem que seja, um esboço de explicação para o que aconteceu. Bem. O mais importante, e o mais duro para o brasileiro certamente, é admitir que essa seleção (tanto quanto a de 94) não faz jus às campeãs de 58, 62 e 70. Aliás, é quase um chavão. Apesar de Ronaldo Nazário (fenômeno para uns, amarelão para outros). Apesar de tantos outros (inclusive Luiz Felipe Scolari, para quem o futebol tático tinha como modelo supremo [adivinhe se puder...] Carlos Alberto Gomes Parreira). Ainda que a celebração tenha libertado, por algumas horas, os brasileiros das amarras, em campo, o talento nunca esteve tão sufocado. Não havia definitivamente uma “campanha” em curso. As oportunidades de gol pareciam, quase sempre, tão aleatórias que, por um momento, qualquer time poderia sair vencedor. Qualquer um (vide os arroubos de países como Coréia do Sul, Turquia e Senegal). A teoria da “caixinha de surpresas” nunca esteve tão em voga. Ainda que exorcizados por Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, é de se pensar que os melhores jogadores em campo tenham sido os goleiros, como Kahn e Marcos. Que raio de esporte é esse em que a defesa pode brilhar mais que o ataque? Mas, como foi dito, considerações como essa se tornam menores diante do Pentacampeonato. Por mais alienado que pareça aos nossos olhos, o País esteve unido, pôs as diferenças de lado, e acreditou em si mesmo. Não é um exercício fácil. Nem deve ser desprezado. E isso não tem nada a ver com gostar ou não de futebol. O Pentacampeonato está aí. Que inspire então as melhores ações e os melhores sentimentos. [1 Comentário(s)]
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