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BLOG

Quarta-feira, 14/5/2008
Blog
Redação

A morte absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão — felizes! — num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante.
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança duma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento.
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
— Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira, no Casmurro, um blog que eu acabei de descobrir.

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por Julio Daio Borges
14/5/2008 à
00h39
 
Sonhos Sujos

Uma nova vida por vir.
Um homem
Uma mulher
Uma procura.

Tainah, que Comenta aqui, no seu blog.

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por Julio Daio Borges
13/5/2008 à
00h47
 
Live Mesh, by Steve Gillmor

Back in the good old days, big software companies did big things. Little companies tiptoed around in the shadow of the platform makers, gaining enough speed to liftoff and attract enough attention to survive long enough to be acquired. Like the old movie studios of the 30's and 40's, the technology studios of the 80's and 90's built stars and played them off until the inevitable decline.

So it went with Microsoft, as the seeming invulnerability of Gates' machine accelerated to the boundaries of global saturation. Though we tend to think of Google as the conqueror, the reality is that Microsoft has struggled most with itself, the victim not of decline but of lack of fuel — the very customers who created the megalith in the first place.

Everything changed with the Net. The platform wars, the browser wars, the widget wars — they're all really battles in the grappling with the living, breathing, swarm that is the Web. Even the argument over whether Office is dead is bogus, a joke that became a conference that begat a series of endless reiterations of the first O'Reilly Peer-to-Peer conference known as Web 2.0. The stuff that went over the wire now goes over the air; the stuff that used to persist solely on the client now comes from G@d knows where in the Cloud.

[...]So we grow to expect little of big companies, entrenched publishers, and the various gatekeepers that fester at the margins of this unruly beast of the Net. Google grew so fast we bought the laughable notion they weren't attacking Microsoft with freeware, but it only seemed like a big company play after the fact, and even today is laughed off by so-called "enterprise" seers as a toy, albeit a collaborative one that can't be duplicated by the incumbent without triggering self-destruction.

Instead, we watch big company plays emerging from virtualized roots, the Amazon services, the social media clouds, the endless "little" company dance of instability, VC stupidity, and media carbonation of the Valley. This is the universe of the little Duchies, the Fenwicks where media storms roll down through the hills and tumble past with names like Twitter and Friendfeed and Twhirl.

I'll call them microbigs, because the media treats them like they're big companies with little to lose and everything to gain. The microbigs can seem transcendent like Facebook or possessing the lifetime of a gnat like a thousand forgotten startups or neverwases, but nowhere are the range of possible outcomes more encapsulated than Twitter.[...]

Steve Gillmor, sobre o futuro da Microsoft, no hoje imbatível TechCrunch.

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por Julio Daio Borges
12/5/2008 à
00h31
 
Equilíbrio

Vou começar este artigo com dois clichês: o mercado de trabalho é cruel; o início mais ainda. Sinceramente, não sei se isso é bem verdade. Acho que as pessoas, desapontadas pelo trabalho, que em nada parece com o que se vê nos filmes, acabam por se decepcionar. A desilusão está a um passo da sensação de injustiça que, por sua vez, nos faz pensar em crueldade.

No trabalho virei noites e não tive finais de semana. Na época da faculdade, perdi aulas e cheguei até mesmo a faltar semanas seguidas. Porém, este mesmo trabalho árduo e cansativo me abriu uma nova visão do mundo, me fez pesquisar matérias das quais na faculdade nem havia ouvido falar, e participar de projetos que depois li em jornais. Em síntese: me senti útil e enriquecido.

Mas e se as sensações acima não aparecerem constantemente? E se mesmo que elas apareçam isso não for o suficiente para lhe deixar satisfeito?

E se somado ao descontentamento, você ainda é daqueles (que nem eu) que quando vê a nova propaganda do SENAC ― divulgando que em 4 anos a relação de emprego irá mudar, com metade da população trabalhando em casa, com os tipos de emprego crescendo em progressão geométrica, mas as vagas somente progressão aritmética ― se sente desconfortável, atrasado ou completamente fora do mundo, por favor, não se sinta mal.

Cabe primeiro refletir sobre o que é trabalho. Em minha opinião, é algo que nos acrescenta culturalmente, economicamente, socialmente e politicamente (por que não?)! Faltando um desses fatores (ou não), devemos investir em um segundo emprego. Não um hobby, este podemos sempre parar e adiar. O segundo emprego exige prazos e dedicações, mas não tem chefe e você só (quase) faz o "filé mignon".

Se você não praticar o negócio, ops, o hobby, ops, seu segundo emprego não vai para frente, ou seja, exige comprometimento. Não é um lazer, pode até se assemelhar, mas exige maior esforço e objetivos delineados.

Entendo por segundo emprego escrever para algum blog, não dependendo disto para viver; investir no mercado financeiro, com o intuito de enriquecer, lógico, mas não sendo seu sustento, entre outros exemplos que você possa imaginar!

Os pontos positivos do segundo emprego é que você não é subordinado a ninguém, não tem horário, não tem obrigações, fora as consigo mesmo.

Mas o mais importante é a possibilidade de você poder entrar em um mundo completamente diferente de sua rotina! É a emoção de realizar projetos para as quais você estudou por gosto, simplesmente por amor!

Novas fontes de leitura, formas de escrever, no caso dos escritores; avaliações econômicas e posições das ações, para os plantonistas do mercado financeiro. Tudo por diversão! Tudo para viver!

Até porque nada mais chato do que pessoas que só falam sobre o mesmo assunto!

O livro O vendedor de tempo, de Fernando Trias de Bes, faz uma ótima reflexão sobre o tempo e como o gastamos. Critica, ainda, a relação da sociedade com o sistema, fazendo com que o leitor observe que sua relação com o dinheiro vai além da famosa e batida frase: "tempo é dinheiro". No livro, dinheiro é que é tempo, e os cidadãos de um imaginado país são desafiados a comprar tempo, fugindo do sistema e se proporcionando prazer!

Caro leitor, pare e reflita: quanto tempo você tem diariamente para você? Pois comece a ter, senão será impossível desenvolver o seu 2º emprego.

É nesse sentido que prego aqui o equilíbrio. Pode ser que seu chefe seja chato! Que o trabalho seja estafante e você não se sinta reconhecido! Pense pelo lado positivo, no seu segundo emprego você é o rei, faz tudo o que você quer e, mais do que isso, deixa sua cabeça sempre sadia para novos ventos!

Boa sorte no seu 3º emprego? Quem sabe... só o tempo dirá!

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por Daniel Bushatsky
9/5/2008 às
19h47
 
PalavraNaTela2008, by MarioAV

Como exercício preliminar para o painel do Digestivo Cultural, tentei responder previamente às perguntas básicas colocadas no site como temas para a discussão. Durante a conversa, os assuntos foram para um monte de outras direções interessantes e até renderam inspiração para uns posts futuros.[...]

Mario "AV" Amaya, no seu blog, sobre o nosso evento (com foto, acima, da Verônica...).

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por Julio Daio Borges
9/5/2008 às
10h12
 
O blog do conquistador



Ian Black, dando dicas para blogueiros tímidos, via Twitter.

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por Julio Daio Borges
9/5/2008 à
00h22
 
Only the paranoid survive

"Success breeds complacency. Complacency breeds failure. Only the paranoid survive."

Andy Grove, empregado nº 3 da Intel, na Wikipedia.

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por Julio Daio Borges
8/5/2008 à
00h26
 
Wozniak sobre a Web 2.0

[...]A Web 2.0 tem nos proporcionado muito mais do que jamais tivemos. Há uma energia criativa, apóio muito isso, as pessoas criam coisas, como eu costumava fazer.

Uma das principais ferramentas em nossa vida é a enciclopédia, e agora temos a Wikipédia ― ela é muito mais certa, segura, exata e abrangente do que qualquer enciclopédia de papel que eu já tive na vida.[...]

Steve Wozniak, co-fundador da Apple, na Folha Online.

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por Julio Daio Borges
7/5/2008 à
00h48
 
O livro é só uma tecnologia



[...]A mídia digital, através das tecnologias sociais, permite que as pessoas utilizem o conhecimento de forma diferente, tornando-se atores participativos em ambientes de colaboração e cooperação. Ela favorece a criatividade e a inovação, combustíveis das organizações do mundo de hoje. Veja o vídeo acima, que mostra as dificuldade que normalmente as pessoas têm ao se defrontar com as novas mídias e seus produtos. Não seja um simples leitor passivo, mostre que você já se apropriou dessa mídia...

Antonio Mendes Ribeiro, via Peabirus.

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por Julio Daio Borges
6/5/2008 à
00h10
 
Há algo especialmente podre...

na Áustria? Em março, li Medo de voar, da Erica Jong. Em meio a tantas considerações mais importantes e relevantes sobre esse marco do que chamam "literatura feminista", me surpreendeu o quanto a personagem principal detesta Viena e os austríacos (e os alemães de uma forma geral, já que ela é judia e viveu na Alemanha do pós-guerra, tentando se encontrar nos destroços nazistas).

E na última semana de abril, terminei O náufrago (Companhia das Letras, 2006, 140 págs.), de Thomas Bernhard, tão bem resenhado pelo Julio D. Borges que fica complicado encontrar algo que complemente o texto do nosso editor. O gancho salvador é que, assim como a Isadora de Jong, os três personagens do livro abominam a terra de Mozart.

Dois deles são ficcionais e austríacos e o terceiro é o pianista (artista do piano, como prefere o narrador, um ex-virtuose) américo-canadense Glenn Gould. Eles se conhecem no Mozarteum de Salzburgo onde, juntos, terão aulas de piano durante alguns meses. De tão horrível (na opinião deles), não conseguem morar na cidade e alugam uma casa numa localidade vizinha.

Do início ao fim, opiniões deprimentes sobre as cidades austríacas pontuam a narração, que é o fluxo de pensamento do ex-virtuose enquanto aguarda a deprimente dona da deprimente pousada onde vai se hospedar. Ele pinta um país destruidor de pessoas, de mentes, de corações, a ponto de cogitar se a geografia contribuiu para o suicídio do amigo, o náufrago do título. O único, por sinal, que permaneceu na Áustria.

Enquanto Glenn Gould volta para os Estados Unidos e o ex-virtuose, alguns anos depois, refugia-se em Madri, o náufrago permanence e soçobra em meio à decepção por jamais poder alcançar o talento de seu colega americano. Uma constatação que é feita muito cedo, ainda no Mozarteum, o que torna tudo ainda mais cruel. Como diz o livro, se ele nunca tivesse se deparado com o gênio, se ele nunca tivesse passado pela sala 33 e ouvido Gould interpretar as Variações Goldberg, de Bach, Wertheimer, o náufrago, talvez tivesse sobrevivido ― mesmo vivendo na Áustria.

O fato é que, em dois meses, li dois livros cujos personagens detestam a Áustria. E enquanto isso, o governo austríaco trabalha para melhorar sua imagem depois de o mundo se chocar com o caso de um de seus cidadãos, o pai que abusou, engravidou e manteve a filha presa em um porão por 24 anos. Episódio que, somado a outro longo seqüestro de uma jovem (que ficou presa 8 anos, mas pelo menos o carrasco não era o pai), pode fazer as pessoas imaginarem o que há de errado com esse país.

Infelizmente, não conheço a Áustria. Felizmente, já ouvi/li muito mais opiniões positivas do que negativas sobre o país. Tenho uma amiga morando lá e ela está muito satisfeita. Comento aqui a coincidência porque me fascina a maneira como certas informações, de origens muito distintas, se repetem, sem que possamos saber, antes de ler um livro ou abrir o jornal, o quanto os conteúdos se entrelaçam.

Não concluo nada sobre a coincidente relação temporal entre os livros e os fatos. Talvez, apenas, que existem bons livros falando mal da Áustria. E que, provavelmente, a humanidade está ficando cada vez mais podre, seja na Europa, no Brasil ou em qualquer outro canto do globo.

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por Adriana Baggio
5/5/2008 às
17h29
 

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