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BLOG

Quinta-feira, 14/1/2010
Blog
Redação

25 anos do Rock in Rio

No dia 11 de janeiro de 1985 as portas se abriam na "Cidade do Rock". As chuvas, que castigaram a capital fluminense, transformaram o enorme terreno de várzea (arrendado ao lado do autódromo de Jacarepaguá) num pântano. O boato que circulava na época, antes do evento começar, é que, segundo uma profecia de Nostradamus, um festival na América do Sul acabaria em tragédia. Nem chuva, nem lama, nem Nostradamus. Nada foi capaz de conter o maremoto de sons, cores e atitudes que varreriam a cidade e o país. Era o Rock in Rio. Há 25 anos, o festival que, para muitos, é o Woodstock brasileiro, mudaria conceitos, quebraria paradigmas e colocaria definitivamente o Brasil na rota dos grandes shows internacionais. Era o marco zero do rock no Brasil.

Antes disso, poderíamos contar nos dedos as atrações internacionais que já haviam passado por aqui: Santana (1971 e 1973), Alice Cooper (1974), Genesis (1977), Queen (1981), The Police (1982), Van Halen e Kiss (1983). Esta primeira ― e, até hoje, melhor ― de todas as edições do Rock in Rio trazia bandas como Yes, AC/DC, Queen, Scorpions, Iron Maiden, B-52's e Whitesnake, além de artistas solo como Ozzy Osbourne, Rod Stewart e George Benson. Todos no auge. E James Taylor, que chegou ao Rio em frangalhos, teve sua carreira reabilitada no palco. O festival também trazia atrações nacionais, como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Pepeu Gomes, Lulu Santos, Kid Abelha e Blitz, o que culminaria na explosão da cena roqueira nacional (o BRock). O Rock in Rio ainda voltaria em 1991 e 2001 ― e viraria franquia, sendo exportado para Portugal e Espanha ―, mas foi em 1985 que as comportas foram abertas. Até ali não havia publicações especializadas sobre música no Brasil, a divulgação era sofrível, as informações eram desencontradas e a infraestrutura para shows era ainda mais precária do que a que temos hoje. Com o sucesso do festival, todo um mercado relacionado à música pop e rock foi finalmente descoberto.



Roberto Medina penou como nunca para idealizar o Rock in Rio. Até ali, ele estava mais familiarizado com artistas como Barry White, Julio Iglesias e Frank Sinatra ― e sofreu para lidar com as bizarrices dos roqueiros. O caso mais conhecido foi o de Ozzy Osbourne, que naquela época já era conhecido pelo fatídico episódio em que mordeu um morcego vivo no palco. Pelo seu contrato, ele estava proibido de abocanhar qualquer animal vivo durante o show e foi fiscalizado por membros da sociedade protetora dos animais. Outro problema foi o sino de uma tonelada que o AC/DC usava na música "Hell's Bells". Se fosse usado, a estrutura do palco cederia. A banda bateu o pé: sem sino, não há show. Tiveram que produzir uma réplica de gesso do sino, e as badaladas foram acionadas eletronicamente.

Era uma época de muita curiosidade, de efervescência e de transição ― política e comportamental. Entre goles da cerveja Malt 90 (também conhecida como "Malt Nojenta"), gírias como "chocante" e a estranha moda "New Wave", a imprensa (não especializada) ainda sofria para encontrar a melhor cobertura para o evento. Os roqueiros, que ficaram conhecidos pelas alcunhas de "metaleiros", "agressivos" e "barulhentos", mostraram a sua cara e uma nova geração ali se desenhava. Dez dias, 1,38 milhão de espectadores e muitas toneladas de lixo depois, o Yes encerrava o último show do Rock in Rio. E o rock no Brasil nunca mais seria o mesmo a partir dali.

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por Diogo Salles
14/1/2010 às
19h13
 
Imagens do Haiti



O Haiti antes e depois da tragédia, cortesia do Flickr.

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por Julio Daio Borges
13/1/2010 às
15h36
 
Concurso de Literatura ME

Mulheres Emergentes é o nome de uma publicação trimestral, em formato de pôster, que, há 18 anos, é produzida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mas não é só isso: o ME circula internacionalmente, teve resenhas no Brasil e na Europa e comemorou sua maioridade com um livro de 41 escritoras, organizado pela guerreira Tânia Diniz.

Agora é a vez de rolar o 5o. Concurso Internacional de Minicontos ME, para comemorar o vigésimo ano (2009) de existência desse mural poético. Idealizado pela escritora Tânia Diniz, e agora editado por ela e por Ana Carol Diniz, o ME está aberto à participação de meninos e meninas. As regras do concurso já existem e estão na ponta da língua da editora. Mais detalhes com Tânia Diniz, em memerg@gmail.com ou 5concursome@gmail.com ou ainda, pelo telefone, em (31) 3332 2111.

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por Ana Elisa Ribeiro
13/1/2010 às
02h29
 
Diana Krall Live in Rio



Diana Krall, no trailer do seu DVD no Rio, onde ela confessa que leu Ruy Castro...

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por Julio Daio Borges
8/1/2010 às
11h57
 
O Kindle no Entrelinhas



Especial do Entrelinhas sobre o Kindle, uma dica do nosso amigo Edu Carvalho (que participa).

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por Julio Daio Borges
7/1/2010 às
19h12
 
São Luiz do Paraitinga

Poucas situações foram mais tristes que andar pelas ruas do centro de São Luiz do Paraitinga. Há três meses comparecemos à Semana da Canção, quando nos impressionamos com a conservação da cidade e o empenho dos moradores em manter o patrimônio arquitetônico.

As ruas estão imundas. O lodo e o esgoto empesteiam tudo. Casarões em ruínas ou interditados pela defesa civil. Os moradores dividem-se entre tirar o lodo das residências ou jogar seus objetos estragados na rua, para que os tratores passem recolhendo tudo.

Lamentável que pessoas gastem seus dias indo contemplar a tragédia alheia. Em meio aos militares, aos profissionais da saúde, aos voluntários e aos luizenses em geral, percebemos indivíduos dedicados apenas a fotografar os escombros e andar entre o lixo. Não tiraram sequer um abacaxi podre do caminho.

Para ir além
Imagens de São Luiz do Paraitinga e Semana da Canção Brasileira

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por Ricardo de Mattos
6/1/2010 às
20h23
 
BH em férias

Para quem curte a cidade e suas atrações mais genéticas, Belo Horizonte é sensacional nas férias de janeiro. Nesse período, a maior parte da moçada hardcore foi para a praia e o morador que não curte torrar na areia tem o melhor para si. Ruas mais vazias, vagas para o carro, flanelinhas recolhidos (acho que foram vender camarão no Espírito Santo ou em Cabo Frio), cinemas a todo vapor, bares interessantes abertos e... cheios. O Café com Letras é especializado em oferecer uma programação cultural da pesada e sob medida para quem curte som e design. Restaurantes sem tanta fila, comércio em liquidação e vizinhança em silêncio. Descanso na medida certa, com atividades gostosas para as noites da semana (todas, inclusive segundona) e os finais de tarde de sábado. Vale ir de short e camiseta.

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por Ana Elisa Ribeiro
6/1/2010 às
11h14
 
Para entreter crianças

Em Belo Horizonte, a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil (Carangola, 288, térreo) tem uma programação bacaninha para pequenos e nem tanto. O esquema vale de 1 a 29 a janeiro, cada dia com uma coisinha mais fofinha do que a outra. Contação de história, oficinas e atividades afins. Como o lugar é central, os pais podem ir passear enquanto a moçadinha aprende a fazer brinquedos que voam (planadores, aviões, bumerangues) ou ouve umas histórias legais. A divulgação é por e-mail, mas pode-se ligar para lá para se ter certeza das coisas, dos horários e das idades sugeridas para cada atividade: (31) 3277-8658.

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por Ana Elisa Ribeiro
6/1/2010 às
11h09
 
The Accidental Billionaires

Não estou no Facebook mas nem por isso deixei de baixar o sample de The Accidental Billionaires no meu Kindle: espero por emoções tão fortes quanto (ou maiores que) em Quebrando a Banca (e, sim, eu já havia mencionado esse livro antes)...

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por Julio Daio Borges
6/1/2010 à
00h15
 
São Luis do Paraitinga



São Luis do Paraitinga, que deve perder 80% da sua área histórica, no Flickr.

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por Julio Daio Borges
5/1/2010 à
00h50
 

Julio Daio Borges
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