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Segunda-feira,
21/5/2012
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Redação
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Inveja dos intestinos presos
O chato de se ter um intestino que funciona corretamente, na hora H - ou, direi melhor, na hora KH - com movimentos peristálticos britânicos, é que nunca consigo ler mais de um parágrafo por cagada. Eu mal me sinto entrado no texto e... pronto, acabou. E olha que tenho sete livros sobre a pia do meu banheiro, dois deles com mais de 450 páginas, a saber: Palmeiras Selvagens, de William Faulkner; Alexandre e César — vidas comparadas, de Plutarco; Física e Filosofia, de Werner Heisenberg (relendo); Lições das Parábolas de Jesus, de Ellen G. White; Tabu — o que o impede de saber quem você é, de Alan Watts (relendo); O Pensamento Artificial — Introdução à cibernética, de Pierre de Latil; e finalmente O homem eterno, de Pauwels e Bergier. Quando terminarei tais leituras? Será que terei de transferir esse leque de livros para minha escrivaninha? Mas lá já estão outros nove à minha espera, todos já iniciados. Que inveja desses intestinos presos que duram dez páginas! Segundo meus cálculos precisarei defecar no mínimo mais duzentos e cinqüenta anos para dar conta de tantos parágrafos. Mas ninguém caga com tal longevidade. Trocar por poesia não rola, o processo é todo muito prosaico... Hum, acho que vou trocá-los por livros com aforismos. Ótima idéia. O negócio é voltar à Gaya Ciência. Há lugar melhor para se ler Nietzsche do que o banheiro? Talvez os demais não mereçam.
[2 Comentário(s)]
por
Yuri Vieira
21/5/2012 às
10h47
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Livecast da SpaceX
Neste sábado, 19 de maio, às 5h15min, começa a transmissão da decolagem histórica do foguete e cápsula construídos pela SpaceX; a primeira missão desenvolvida por uma empresa privada rumo à Estação Espacial Internacional.
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Vicente Escudero
18/5/2012 às
18h45
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Iggy Pop - Lust for Life
Here comes Johnny Yen again
With the liquor and drugs
And the flesh machine
He's gonna do another strip tease
Hey man, where'd ya get that lotion?
I've been hurting since I've bought the gimmick
about something called love
Yeah, something called love
(...)
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Vicente Escudero
18/5/2012 às
18h06
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Burn 2005
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Julio Daio Borges
18/5/2012 às
11h11
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Michelangeli & Scarlatti
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por
Julio Daio Borges
17/5/2012 às
12h02
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Nelson e 'A Serbian Film'
Nelson Rodrigues, na crônica "Contra a Violência", de A Cabra Vadia, nos conta sobre uma anunciada (e, certamente, abandonada) pretensão de Hollywood lá pelos idos de 1968: eliminar a violência de seus filmes.
"O que se propõe, no manifesto citado, é da mais pura e deslavada alienação. Nada mais idiota do que fazer filmes sem violência para uma platéia de violentos. Todas as violências nos fascinam. Sempre foi assim, e agora mais do que violência. O cinema trabalha para o mundo que matou Bob Kennedy, chorou Bob Kennedy e, 48 horas depois, esqueceu Bob Kennedy. O esquecimento veio antes de que murchassem as flores do seu caixão. (...) O sujeito entra num cinema e leva a sua tensão exterminadora. Ele odeia e quer ver seu ódio na tela."
Se adaptarmos a citação para uma discussão atual, podemos ter algumas questões interessantes. No caso de A Serbian Film, a violência exibida parecia estar além desse desejo de ver o ódio, do que pode suportar essa "plateia de violentos". O filme foi censurado em vários países, Brasil incluído, por conter cenas de "sexo explícito, crueldade, elogio/banalização da violência, necrofilia, tortura, suicídio, mutilação, agressão".
Não é muito diferente da recepção que algumas peças de Nelson tiveram. Um exemplo: como conta Ruy Castro, em O Anjo Pornográfico, Álbum de Família "deixou os censores de cabelo em pé. Eles nunca tinham visto nada tão 'indecente' ou 'doentio'", e afirmaram que ela "preconizava o incesto" e "incitava ao crime". O que é que Nelson diria de A Serbian Film?
Um indicativo talvez esteja no encerramento de "Contra a Violência":
"Hollywood devia fazer precisamente o contrário do que exige a sua tola unanimidade. Mais do que nunca, deve fabricar os filmes hediondos. O homem precisa ser colocado diante da própria violência. Temos que ver a face da nossa crueldade. Ou o cinema nos ofende e nos humilha ou, então, deve morrer. E, sempre que o cinema apresenta a sordidez em dimensão gigantesca, cada qual sente o eterno, o sagrado, que existem no mais vil dos seres."
Gosto de pensar que esse trecho vai ao encontro do que concluí quando discuti o filme sérvio e sua censura:
"O que há de particular na violência da obra de Spasojević? A conclusão a que chego é que a diferença é positiva: a forma com que retrata seu tema é eminentemente demoníaca. A violência não aparece divertida, justa, emocionante, gloriosa. É apenas sórdida, ácida, insuportável."
Isto é: a violência de um jeito cru, sem idealização que a mascare além do que é. Que acham? Lembremos do que enfatiza Nelson:
"Que pobre utopia um cinema sem violência, sadismo, terror e medo! Seria a morte da própria indústria cinematográfica."
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Duanne Ribeiro
16/5/2012 às
18h55
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Michelangeli & Bach
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Julio Daio Borges
16/5/2012 às
12h46
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Kasabian - Re-Wired
I feel like the time has come
A fearless rescue from everyone
Who made you the master?
The lady caster, I found you looking for a good time
I was out in exile perfecting my style
I knew you wanted a reaction
(...)
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Vicente Escudero
16/5/2012 às
11h38
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Michelangeli & Ravel
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Julio Daio Borges
15/5/2012 às
12h50
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Grandes Pianistas do Século XX
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Julio Daio Borges
14/5/2012 às
12h43
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Julio Daio Borges
Editor
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