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Sábado, 11/2/2017
Blog
Redação

 
Prática de atelier: cores personalizadas *VÍDEO*



Preparando uma cor de pele com uma mistura de branco de titânio, vermelho cádmio e verde esmeralda.

En seguida, entubando a tinta pronta para ampliar sua duração

*** veja o vídeo (duração 5:14) ***


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Postado por Blog de João Werner
11/2/2017 às 10h37

 
Fórum de revisores de textos

A cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, vai sediar o III Fórum Nacional de Revisores de Textos. Com uma programação enxuta, o evento oferecerá ao público mesas-redondas com especialistas e estudiosos, minicursos e lançamentos de livros. Dias 16 e 17 de março, na UFSCar.

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Postado por Ana Elisa Ribeiro
11/2/2017 à 01h18

 
O novo sempre vem

Inicialmente, quero me desculpar com quem me honra com o acesso a esse blog que ficou meio abandonado nos últimos meses. Em parte porque (reconheço) tenho me dedicado mais a outro blog com tema semelhante - o Fabio Gomes Foto & Cinema. Pretendo, a partir deste post, voltar a manter uma regularidade de publicações aqui também.

No post anterior, 10.049 km pelo Brasil, fiz um balanço da minha mais recente viagem pelo Brasil, que acabou em setembro do ano passado. A ideia, então, é fazer uma rápida atualização desses cinco meses.

Em setembro, tive um convite para exibir um dos meus curtas da série As Tias do Marabaixo, Tia Chiquinha, num evento no Rio de Janeiro. Porém houve contratempos técnicos que impediram a exibição, de modo que minha estreia como cineasta no Sudeste teve que esperar um pouco mais - foi em 11 de novembro. O curta Tia Biló, também da série d'As Tias, foi selecionado via edital para fazer parte da Mostra Cine Redemoinho, realizada no Instituto de Educação da Universidade Federal Fluminense, durante o 2º Congresso de Diversidade Cultural e Interculturalidade de Angra dos Reis (RJ). Mais que ser selecionado, meu curta teve a honra de abrir a mostra, sendo o primeiro a ser apresentado no primeiro dia, dedicado aos temas "Gênero, Sexualidades e Afrodescendência". Foi o único filme da Região Norte no evento, e também foi a primeira vez que um filme meu foi selecionado para exibição em uma mostra! Já em dezembro tive aprovada pela Casa de Cultura Mario Quintana a inclusão da exibição de todos os cinco filmes da série em sua programação de 2017 (datas serão anunciadas oportunamente).

Isto me prova que é preciso acreditar sempre e mandar o trabalho para todos os canais possíveis - o que não faltam são festivais no Brasil e no exterior. Nem cinema nem fotografia têm enfrentado a diminuição do volume de editais abertos, como tem acontecido com outras linguagens artísticas a partir da posse do atual governo federal.

Bueno, mas é evidente que não basta apenas se preocupar em exibir ou inscrever os filmes que você faça. É necessário estar sempre produzindo material novo. E por quê? Por causa da chamada "janela" dos festivais. Quando comecei a me inscrever regularmente em editais de cinema, no final de 2015, a maioria dos festivais aceitava produções feitas a partir de 2012 ou 13 (ou seja, filmes produzidos nos últimos dois ou três anos). Ao retomar essa prática, no final do ano passado, constatei que agora os festivais pedem filmes produzidos no próprio ano, quando muito no ano anterior! Ou seja, a "janela" diminuiu. Cheguei a comentar isso com um colega do curso de Introdução à Montagem Cinematográfica, ministrado por Renato Vallone no SESC Araxá (Macapá) em novembro; o colega falou que os festivais têm diminuído a janela devido ao aumento da produção independente, em especial de curtas. Se continuassem recebendo filmes de até três anos, o volume de material a ser analisado agora seria absurdo. Enfim, é compreensível, mas acaba de algum modo... eu não queria usar a palavra "prejudicando", mas enfim... acaba nos tirando da zona de conforto. Nós, cineastas independentes, precisamos ter em mente que, tão logo concluamos um filme, devemos inscrevê-lo logo em todos os festivais possíveis e imagináveis, porque muito possivelmente no ano seguinte ele já não será aceito.

Pensando nisso, tenho remexido meus arquivos em busca de material filmado que ainda esteja inédito (e acredite, tem muuuita coisa). Não importa se você filmou em 2014, se editar e lançar o material em 2017 ele será considerado um filme de 2017. Os primeiros frutos dessas remexidas nos arquivos viram a luz em outubro. São dois vídeos em que a Poeta Amadio declama dois poemas seus que fazem parte do CD Bem que Podia: Vê se Vê e Nuvem, filmados durante apresentação do grupo de que ela faz parte, o 3DNós, em novembro de 2015 em Porto Velho. A ideia é seguir editando novos curtas & vídeos ao longo do ano, seja para veicular na internet, seja para inscrever diretamente em festivais (alguns exigem ineditismo total para a inscrição).


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Postado por Cinema Independente na Estrada
11/2/2017 à 00h50

 
Temporada 3 Leve um Livro

A coleção Leve um Livro, que publica 60 mil exemplares por ano de livretos de poesia contemporânea, entrou na terceira temporada. Em janeiro, foram distribuídos os títulos do poeta mineiro Ricardo Aleixo e da pernambucana Micheliny Verunschk. Em fevereiro, foi a vez do mineiro Leo Cunha, conhecido pela literatura infantil, e da carioca Alice Sant'anna. Os livros impressos circulam na capital mineira, mas é possível baixar todos, inclusive de coleções anteriores, pelo site.

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Postado por Ana Elisa Ribeiro
11/2/2017 à 00h28

 
Suplemento Literário 50 anos

Neste sábado, 10, são comemorados os 50 anos de existência robusta do Suplemento Literário de Minas Gerais, jornal impresso criado por Murilo Rubião e outros escritores de uma geração que, justamente, em MG, ficou conhecida como "geração Suplemento". Como a desinformação impera e os holofotes são concentrados, é sempre bom saber que um dos - se não o - jornais literários mais longevos do Brasil estão aí pela meia idade. Valem os parabéns e uma espiada inspirada na versão digital comemorativa. A festa presencial será na livraria Ouvidor, em Belo Horizonte, na manhã deste dia 10 de fevereiro, a partir das 11h, com entrada franca e jornais para levar para casa.

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Postado por Ana Elisa Ribeiro
11/2/2017 à 00h18

 
Shikasta, frontão em alto relevo *VÍDEO*



"Shikasta"


O relevo em cimento "Shikasta" é inspirado em romance homônimo da autora Doris Lessing, Nobel de Literatura. Narra o desenvolvimento da humanidade a partir da intervenção de seres divinos.

A narrativa se desenvolve da esquerda para a direita, como uma história em quadrinhos. Ao mesmo tempo, o painel é dividido por uma linha horizontal entre duas seções, superior e inferior.

Na inferior, vê-se uma parábola da história humana, através do uso da tecnologia em benefício da guerra.

Na parte superior, vêem-se figuras aureoladas que, como fabula Doris Lessing, intervém pelo bem da humanidade.

Descritivo

Frontão em relevo de cimento com incrustrações de chapas cortadas de cobre, latão e ferragens.
Dimensões: 4 mt. x 2 mts. (8 m².)
Localização: Ibiporã, PR.
Data da realização: 1986

*** veja o vídeo ***


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Postado por Blog de João Werner
10/2/2017 às 10h55

 
Piruá

Costumava eu dizer que em 3 coisas nos EUA eram melhores que o Brasil: a constituição, os parques nacionais, e as faculdades de artes liberais.

Porque a constituição era respeitada, os parque incentivam a visitação, e as faculdades ensinam para os alunos. Fora isso, a diferença é a bitola mais larga do papel higiênico.

Agora que o regime do Agente Laranja está rasgando a Constituição, é forçoso substituir o 1o item pelo milho de pipoca, que nos EUA estoura todo sem deixar piruá.

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Postado por O Blog do Pait
6/2/2017 às 16h18

 
Painel entalhado em pranchas de cedro *VÍDEO*



Alegoria à vida do 'Lugar sem nome'


Trabalhei neste painel durante 18 meses, aproximadamente.
Foi um período quase monástico para mim.
Entalhava diariamente, consumia muitas drogas.
Era um adolescente recém chegado de Nietzsche, Hermann Hesse e Dostoievsky.
Gostava da cultura grega.
O cheiro do cedro, o tac-tac do trabalho de "pica-pau" até hoje são lembranças muito emotivas.

Painel entalhado em pranchas de cedro.
Dimensões aproximadas de 18 m².
Localizado na cidade de Ibiporã, PR.
Realizado em 1982.

*** veja o vídeo ***

João Werner em redes sociais:


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Postado por Blog de João Werner
6/2/2017 às 11h33

 
DESLEMBRANÇAS

O tempo não tem pressa

e lentamente

erige em seu lugar as deslembranças

pedaços de hiatos

fragmentos de espaço

decompondo a memória

e sua história.


O sorriso paterno

esbatido na distância

já é um rictus

nem riso nem sorriso

e sua voz não soa mais no ouvido.


O retrato da casa em si tão vívido

desenhado em relevo na saudade

vira saudade só

sem corpo apenas mito.


Assim o tempo desconstrói a sua obra

acrônica e atópica

que se afirma por si

tão metafísica quanto metafórica

de vácuo preenchida

na sua imponderável engenharia.


Ayrton Pereira da Silva

(in Umbrais, Sette Letras, 1977)



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Postado por Impressões Digitais
5/2/2017 às 19h15

 
O fio de cabelo no lóbulo da orelha

Estava com o rosto diante do espelho contando as rugas quando percebi algo quase invisível se movendo.

Encostei o rosto até bem perto do espelho e me dei conta que havia um longo fio de cabelo no lóbulo da minha orelha direita.

Puxei o danado, gritei de dor.

Com o rosto abrasado, fiquei me perguntando por quanto tempo ele estava ali, sem que eu percebesse.

Por segundos insanos pensei em fazer com aquele fio de cabelo o mesmo que fazia com o cigarro nos tempos de fumante: puxar papo, conversar diversos assuntos.

Puxei novamente, a dor recuou porque já não existia a surpresa e no instante seguinte me preparei para dar fim ao incomodo, apanhei a tesoura e estiquei o fio até o fim, mas eis que reparando de perto, notei que o danado tinha um tom dourado.

Será que alguém vai acreditar que quando criança eu era loiro dos cabelos cacheados?

Talvez fosse o último remanescente dos meus tempos de cabelos cacheados e que tenha sobrevivido há mais de meio século.

Senti um inesperado apego por aquele fio de cabelo e até pensei em guardá-lo numa caixa de vidro.

Minha nossa, que louco é esse que guarda o fio de cabelo numa caixa de vidro?

Depois fiquei em dúvida se devia contar isso numa crônica.

Eis me aqui, decidido.

Devo declarar que desde muito moço sofro com a falta de cabelos.

Tenho cultivado ultimamente uma barba ralinha para disfarçar, que cuido com esmero, por vaidade e porque se tornou um motivo para eu ir a uma barbearia, costume que havia abandonado desde os anos noventa, quando os cabelos se foram e me tornei ligeiramente calvo.

Foi um tempo ruim, de repente, tudo despencou.

No começo, tentei disfarçar usando boné, mas não me acostumei, porque me pesava a cabeça e escondia os olhos.

Nunca entendi o sujeito que tem cabelos e usa boné.

Resolvi deixar para o outro dia o que fazer com o fio dourado. Quando acordei, corri para frente do espelho e procurei em vão o meu precioso fio dourado, mas notei apreensivo que só existia a maciez de sempre no lóbulo da minha orelha.

Será que durante o sonho puxei sem querer a ponta da orelha e o fio se soltou?

O que foi que sonhei, afinal?

Não me lembro de nada.

Mas recordei com riqueza de detalhes uma árvore imensa que existe bem à frente do colégio Dom Bosco, tão velha que deve ter visto de tudo, seus galhos secos insistem abraçar em tons cinza a cidade que engoliu o vilarejo, e lá no alto, bem no canto direito, num verde tão belo que emudece, despenca um fino galho de folhas verdes.

E me apeguei àquele galho verde para nunca mais, porque ele desperta a vitalidade, o conhecimento e toda a história que ainda pulsa na árvore antiga, talvez tal e qual o fio dourado, agora desaparecido na minha orelha.

Então pensei no amigo Marcos Estevão, que além de médico é poeta, psiquiatra dos bons, quem sabe numa boa conversa ele me indique algum remédio, ou apenas um bom gole de uísque, para por fim à falta que me faz aquele cabelo dourado, que sumiu sem se despedir, deixando esse inexplicável sentimento de vazio no lóbulo da minha orelha direita.

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Postado por Blog de ANDRÉ LUIZ ALVEZ
5/2/2017 às 18h25

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