busca | avançada
24124 visitas hoje
59 mil no mês
Digestivo Cultural
O que é?
Quem faz?

Audiência e Anúncios
Quem acessa?
Como anunciar?

Colaboração e Divulgação
Como publicar?
Como divulgar?

Newsletter
* Feeds & Twitter
Últimas Notas
>>> Centenário de Noel Rosa, por Francisco Bosco, na Rádio Batuta
>>> Caminhos de um Brasil Solidário, de Luis Eduardo e Ana Elisa Salvatore
>>> WikiLeaks, uma arma contra o abuso de poder
>>> O Kindle 3 e as respostas da Amazon ao iPad
>>> O Google em crise de meia-idade
>>> Os primeiros volumes da Penguin Companhia
>>> Não contem com o fim do livro, uma conversa com Umberto Eco
>>> Coleção MPBaby, pela MCD
Temas
Mais Recentes
>>> A quem interessa uma sociedade alienada?
>>> Meus álbuns: '00 - '09 ― Pt. 5
>>> A ilusão da alma, de Eduardo Giannetti
>>> Introdução ao filosofar, de Gerd Bornheim
>>> Sobre o preço dos livros 2/2
>>> Nasce um imortal: José Saramago
>>> Nas redes do sexo
>>> Instantes: a história do poema que não é de Borges
>>> O elogio da narrativa
>>> Sobre o preço dos livros 1/2
Colunistas
Mais Recentes
>>> Eleições 2010
>>> Copa 2010
>>> iPad
>>> Futuro do Cinema
>>> Livro Eletrônico
>>> Melhores de 2000-2009
Últimos Posts
>>> Ping: a rede social da Apple
>>> A nova Apple TV
>>> Fred Wilson e a 'morte' da Web
>>> Christian Barbosa no MitA
>>> Nosso Lar
>>> João Moreira Salles e o fim
>>> Tim Ferriss e a autopublicação
>>> O sertão do tamanho do mundo
>>> 3 perguntas: Bumblefoot
>>> Economist matando os blogs
Mais Recentes
>>> Um kadish para Tony Judt
>>> Bill Gates e o Internet Explorer
>>> Jim Clark e a Nestcape
>>> Marc Andreessen e o Mosaic
>>> O dia em que Paulo Coelho chorou
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> O entusiasmo de Lobato
>>> O senhor embaixador
Mais Recentes
>>> Ryoki Inoue
>>> Harry Crowl
>>> Ron Bumblefoot Thal
>>> Noga Sklar
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
Mais Recentes
>>> Newsletter: 50 mil Assinantes
>>> Editoras como Parceiras
>>> Feeds dos Autores
>>> Comentários Liberados
>>> 10 mil seguidores no Twitter
>>> Newsletters à sua escolha
Mais Recentes
>>> Vendi meus livros, mas doeu (Walter Luiz Cid do N)
>>> Nossa esquecida finitude (Gabriel Marques)
>>> O mercado do jabá (carlos roberto rocha)
>>> O interesse na alienação (Débora Carvalho )
>>> Já não estamos vacinados? (wellvis)
>>> Vigiar os políticos (Carla Ceres)
>>> Meu novo ídolo! (Alberto de C Freitas)
>>> Necessidade de pensar (Manoel Messias Perei)
>>> Nossos livros de bolso (Rafael Rodrigues)
>>> E se fosse psicografado? (José Frid)
Mais Recentes
>>> Quem tem medo do Besteirol?
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Dos amores possíveis
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> Quanto custa rechear seu Currículo Lattes
BLOG >>> Posts

Quarta-feira, 5/3/2008
A língua nossa de cada dia
Daniela Lima
+ de 2000 Acessos
+ 4 Comentário(s)

"Toda noite, duzentos milhões de pessoas sonham em português" ― com esta frase, começa o documentário Língua ― vidas em português, de Victor Lopes. Filmado em seis países (Portugal, Moçambique, Índia, Brasil, França e Japão), o filme trata da capacidade que nosso idioma tem de modificar o próprio corpo, como diria o escritor Mia Couto. Mas essas modificações derivadas do casamento com outros solos (para usar outra expressão de Couto) são capazes de transformar o português em outra língua?

Na verdade, não. Apenas mudanças estruturais alteram uma língua, o que não ocorreu no Brasil, nem nos outros países usuários do português. Mas não podemos ignorar as diferenças entre o português do Brasil ― filho que se tornou maior que o pai ― e o de Portugal. Por exemplo: se você estiver em Lisboa, deve pedir uma bica e não um cafezinho. Isso mesmo: bica, que, na gíria dos jovens paulistas, significa pontapé. E quem nunca ouviu um relato das confusões geradas pelo significado da palavra "bicha", que, em Portugal, significa fila? Pensando nessas e em outras diferenças, como as de pronúncia e de morfologia e sintaxe ― em Portugal, diz-se "dá-me um baijo" e, no Brasil, "Me dá um beijo" ―, os lingüistas falam em diferentes modalidades de português. O nosso é o português brasileiro.

Em oito séculos de português, muita coisa se perdeu e se modificou, vossa mercê há de concordar. Os mais conservadores, como José Saramago, acham que nosso vocabulário está diminuindo e que, com isso, a comunicação será prejudicada. Então, nos comunicaremos com grunhidos ― numa espécie de retorno às cavernas. Talvez, esta seja uma visão parcial do nosso idioma, pois da mesma forma que algumas palavras estão em desuso, outras vão sendo criadas. A língua portuguesa também está viva e, como tal, sofre transformações todo dia. Mas o mesmo Saramago, na última parte do documentário, faz diferença entre a língua como mero instrumento de comunicação e a que se transforma, pelas mãos de escritores poetas e cronistas, em fonte inesgotável de beleza. E acrescenta: "Aquilo que sobrou, aquilo que as bibliotecas guardam, dava para passar a vida inteira mergulhado na língua portuguesa".

Para ir além
Língua ― vidas em português, com José Saramago, Martinho da Villa, João Ubaldo Ribeiro, Madredeus e Mia Couto. Já está nas locadoras e entra este mês na programação do Canal Brasil.


Daniela Lima
5/3/2008 às 09h36

Mais Daniela Lima no Blog
Mais Posts Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
5/3/2008
10h06min
Pobre Saramago, pobre Camões, pobre idioma português! Deu azar de ser falado em nosso país bonito, mas pobre em corpo, mente, alma e ignorante por natureza. Também, ninguém liga para educação desse nosso povo mesclado, é ou não é? No início eram só os degredados, os que, por serem excluídos da vida social européia, já não sabiam falar bem o idioma da terrinha, depois miscigenaram-se com os índios e colocaram palavras de indígenas no nosso vocabulário, e ainda, depois, vieram os escravos que trouxeram palavras de suas tribos. Que mistura, hein, fizemos com a língua dos cajos, ó pá! Mas o pior não é isso... Ruim mesmo são os brasileirinhos atuais, os que já estão grunindo, daqui a pouco poderão até voltar para as árvores e imitar os antepassados monos, gritando pretensas palavras na involução constante. Dá no saco ouvir mocinhas, mocinhos, estudantes e até alguns jornalistas, dizerem: - Vamos estar falando português! Isso sim é o fim do idioma!
[Leia outros Comentários de I. Boris Vinha]
9/3/2008
15h52min
A língua sempre sofrerá modificações, o que pode ser, inclusive, interessante. Não existe coisa que fique sempre igual, pois a lógica é que esteja em constante movimento. Ao contrário do colega acima, considero o Brasil um país com uma cultura popular rica e uma diversidade encantadora. Os "erros" devem ser levados em conta diante do contexto social ao qual nossa população está inserida - sem esquecer da famosa adequação lingüística. Enfim, mudança não é sinônimo de degradação. Principalmente na fala, que sofrerá diversas alterações, só lembrar do terror que era tentar conjugar o "vós", no colégio. Claro que no campo da escrita a atenção precisa ser considerada, mas existem casos e casos, e mesmo Oswald de Andrade tem um belo poema que retrata bem a questão gramática versus cotidiano: "Dê-me um cigarro/ Diz a gramática/ Do professor e do aluno/ E do mulato sabido/ Mas o bom negro e o bom branco/ Da nação Brasileira/ Dizem todos os dias/ Deixa disso camarada/ Me dá um cigarro".
[Leia outros Comentários de Clara Mazini]
20/3/2008
18h21min
Curioso como me incomodo com gerundismos e outros fenômenos que fazem doer ouvidos mais treinados. Mas o que realmente é perturbador é constatar que pessoas tituladas (seja da área de Língua/Linguagem, Comunicação em geral ou não) não apliquem o bom uso da linguagem e ainda tenham a petulância de se sentir superiores diante do sábio sertanejo ou da molecada cyber. Concordando com o comentário anterior, a vida é movimento, e a linguagem, como capacidade inata do ser humano, sofre (será o termo correto?) com toda essa movimentação. Sinceramente, desprezo todo tipo de segregação, seja de que tipo for, acho blasé e, pior ainda, hipócrita, pois em um país onde encontramos finalmente um presidente (que não tem titulações, diga-se de passagem) que lidera de forma brilhante e carismática seu governo, preocupando-se com a Educação, porém cometendo erros em seu falar que não agradam os ouvidos das minorias, mas FALA com excelência às massas, é totalmente paradoxal e merece nossa reflexão.
[Leia outros Comentários de Thaís Renata de Lima]
9/5/2008
15h33min
As línguas são diferentes. Elas sofrem variações diacrônicas (conforme a época), diatópicas (conforme o lugar), diastráticas (conforme a classe social ou especialização dos falantes) e ainda conforme a situação (formal ou informal). Apesar de tudo isso, se a língua estabelecer um canal de comunicação entre os falantes, ela já desempenhou o seu papel. E eu até poderia terminar esse texto por aqui. Mas eu preciso dizer que a mania quase doentia que o brasileiro tem de se diminuir, perante o resto do mundo, dá origem a mais esse mito sobre a língua. Só em Portugal se fala português corretamente. Meus amigos, nós somos, sim, uma antiga colônia de Portugal, mas um abismo lingüístico de 500 anos de evolução e quase um século de independência separa nossas línguas. Diante disso, eu pergunto: por que as pessoas ainda insistem em dizer que os portugueses são os verdadeiros "donos" da língua?
[Leia outros Comentários de Juliana cdc]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Hedra
Editora Paz e Terra
Editora Globo
Editora Planeta
Campus-Elsevier
AIC
Conrad Editora
Editora Record
Companhia das Letras
Editora Unicamp
Intrínseca
Livraria Cultura
Editora Objetiva
KindleBookBr
Cosac Naify
Submarino
LANÇAMENTOS
Livraria Cultura

A última entrevista de José Saramago
José Rodrigues dos Santos
por R$ 18,00


Não Me Deixes
Rachel de Queiroz
por R$ 27,00


Muchacha
Laerte
por R$ 29,00


História da Televisão no Brasil
Sacramento, Roxo e Ribeiro
por R$ 49,90


Usina
José Lins do Rego
por R$ 39,00


Snoopy Extraordinário
Charles Schulz
por R$ 45,00


A Maldição do Cigano
Stephen King
por R$ 21,90


Mundo Financeiro
Alexandre Povoa
por R$ 64,00


Ficadas e Ficantes
Angelica Lopes
por R$ 25,00


As Armas Secretas
Julio Cortázar
por R$ 29,00


Boas-vindas à Filosofia
Marilena Chauí
por R$ 14,50


As Cobras
Luis Fernando Verissimo
por R$ 49,90


Máximas de Balzac
Honoré de Balzac
por R$ 24,90


O Alienista Caçador de Mutantes
Natalia Klein
por R$ 19,90


Política
João Ubaldo Ribeiro
por R$ 35,90

busca | avançada
24124 visitas hoje
59 mil no mês