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Segunda-feira, 1/6/2009
Impressão sob demanda
Yuri Vieira

+ de 3500 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Quando pela primeira vez li a respeito de uma máquina que, a partir de um arquivo de texto, e com um mero apertar de botão, seria capaz de fabricar um único livro, incluindo a capa, fiquei eufórico: seria o fim do grande risco que todo editor corre ao publicar bancar um novo autor, já que tal publicação costuma se materializar num grande número de exemplares, o que significa um grande investimento e, na pior das hipóteses, um possível encalhe.

Uma máquina assim significaria também, para o autor iniciante, um acesso facilitado à publicação de sua primeira obra. Porque, se nós, jovens autores, sentimos raiva e frustração cada vez que uma conhecida editora rejeita nosso livro, é preciso que também tomemos ciência de um fato econômico muito importante: "TANSTAAFL". Hã?! Explico: "There Ain't No Such Thing As A Free Lunch" ou, em bom português, "Não existe esse tal de almoço grátis". A frase, cunhada pelo escritor Robert A. Heinlein ― no livro The moon is a harsh mistress ― e associada ao pensamento do economista Milton Friedman, quer dizer isso mesmo: há sempre alguém pagando por aquilo que se consome. E não adianta citar o financiamento público da arte: o dinheiro usado ali foi subtraído ao povo por meio de impostos. Logo, o que haveria de mais revolucionário no mundo dos livros do que a publicação sob demanda?

Em vez de mil livros impressos e apenas dez vendidos, temos um livro para cada despertar de uma vontade. Enfim, li a notícia sobre essa prometida máquina em 1999, na Casa do Sol, e testemunhei um brilho de esperança no olhar da escritora Hilda Hilst, a quem dei a notícia, e que tinha então um longo histórico de decepções com editores: aos 69 anos de idade ela ainda não tinha contrato com uma boa editora. Se para ela era difícil, o que eu poderia esperar? Simplesmente desisti de correr atrás de editoras. Às grandes editoras interessa apenas um tipo de autor: aqueles que, de algum modo, cresceram e apareceram. Não sou um deles.

A Hilda Hilst faleceu em 2004 tendo a "sorte" de, às portas da morte, finalmente ser publicada por alguém que, além de imprimir o livro, ainda o distribuiu e divulgou. Sim, foi uma "sorte", mas coloco a palavra entre aspas porque a escritora já estava muito debilitada e desiludida da vida para conseguir gastar o dinheiro que finalmente passou a receber com seu trabalho. E o dinheiro jamais seria o bastante para pagar sua dívida de quase um milhão de reais com o IPTU. Detalhes.

Todo esse preâmbulo é para avisar aos jovens autores brasileiros que a impressão de livros sob demanda finalmente chegou ao Brasil e, por enquanto, atende pelo nome de Clube de Autores. Será que adquiriram a citada máquina de Jason Epstein? Não sei. O importante é saber que o autor não precisa gastar nada, basta subir seu livro em PDF ao site, configurar uma capa e divulgar a página de venda do seu livro. (Para tanto, que tal usar o Google AdWords?) Cada vez que alguém comprar o livro on-line, este será impresso e enviado ao comprador pelo Correio, uma verdadeira mão na roda. Eu já aderi ao sistema. E espero que outros autores se sintam aliviados por seguir o exemplo. Nem todo mundo tem o desprendimento de um Fernando Pessoa, isto é, de alguém que escreve apenas para a posteridade. Porque, em geral, quando não publicamos, nos sentimos como uma represa sem vazão, como uma fonte estagnada. E é muito chato lançar e-books e ficar ouvindo: "desculpe, mas não leio no computador". (Agora terá de ler, papudo!!) E vamos torcer para que, um dia, essas máquinas estejam espalhadas pelas livrarias do país.


Yuri Vieira
1/6/2009 às 11h58

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
3/6/2009
11h43min
Yuri: como vai? Gostaria de fazer algumas ressalvas ao teu depoimento neste texto sobre a Hilda Hilst. Quem não a conheceu, pensa, pelo que você diz, que ela nunca conseguiu publicar nada, e só às portas da morte conseguiu editar "o livro", como você diz. Ora, como amiga dela e até autora de "um livro" sobre ela ainda inédito, onde você, aliás, é um dos meus entrevistados, conto que graças a batalha do José Luis Mora Fuentes, ela conseguiu, no fim da vida, mas ainda lúcida para curtir o lance, ver reeditada toda a sua obra pela Globo. Reeditada, já que todos seus livros haviam sido editados e estavam já - alguns, pelo menos - sendo traduzidos para vários idiomas... Interessante que você conviveu com ela, não exatamente nesta época, mas deve saber disso. Abração.
[Leia outros Comentários de Ana L.Vasconcelos]
3/6/2009
19h11min
Olá, Ana. Veja o que escrevi: "escritora Hilda Hilst, a quem dei a notícia, e que tinha então um longo histórico de decepções com editores: aos 69 anos de idade, ela ainda não tinha contrato com uma boa editora". E mais adiante: "finalmente ser publicada por alguém que, além de imprimir o livro, ainda o distribuiu e divulgou". Em momento algum disse que ela nunca foi publicada. E é exatamente por ter ouvido as mil e uma reclamações dela sobre os mil e um editores que teve e que nunca divulgavam e distribuíam seus livros apropriadamente que escrevi o que escrevi. Ela mesma vivia telefonando a um deles dizendo: "Ô gráfico, cadê meu livro?" Eu dizia: "Hilda, por que gráfico? Ele vai ficar chateado". E ela: "Ele diagrama, imprime e guarda os livros debaixo da cama dele, um editor de verdade deveria distribuí-los e divulgá-los..." Taí o "Tio Lalao" (editor que aparece em "O caderno rosa" de Lori Lamby) que não me deixa mentir sobre a opinião dela em relação a seus editores. Abraços.
[Leia outros Comentários de Yuri Vieira]
3/6/2009
22h38min
Yuri: sim, entendi o que quis dizer. E também não quis ser agressiva, ou coisa parecida... Se passou isso, me desculpe. Na verdade, até fiquei interessada neste sistema de livro sob demanda. É confiável? Quem sabe você ter citado a Hilda nesta matéria não veio a calhar, já que eu havia decidido hoje mesmo voltar a me dedicar a este livro e eis que vejo tua matéria... Quem sabe não foi uma boa chance? Abração.
[Leia outros Comentários de Ana L.Vasconcelos]
5/6/2009
21h10min
Em 1999, me aventurei a lançar livro por demanda no site de uma editora virtual. Fui, pelo que sei, o primeiro escritor amazonense a fazê-lo. Vendi livros até no Japão. Mas nada de graça, paguei na época algo em torno de R$ 600,00 por editoração e armazenagem no site. Como não podia pagar pela "correção ortográfica", acabei encontrando erros nos arquivos PDF depois de tudo pronto, mas como teria que pagar pela correção, acabei deixando-os assim mesmo, por falta de grana; coisa que não foi nada boa para mim. Mas agora vou aderir a este sistema e relançá-los, já devidamente corrigidos. Repliquei seu post em meu blog, mantendo todos os direitos. Abraços.
[Leia outros Comentários de Poeta Xico Branco]
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