busca | avançada
25418 visitas hoje
61 mil no mês
Digestivo Cultural
O que é?
Quem faz?

Audiência e Anúncios
Quem acessa?
Como anunciar?

Colaboração e Divulgação
Como publicar?
Como divulgar?

Newsletter
* Feeds & Twitter
Últimas Notas
>>> Centenário de Noel Rosa, por Francisco Bosco, na Rádio Batuta
>>> Caminhos de um Brasil Solidário, de Luis Eduardo e Ana Elisa Salvatore
>>> WikiLeaks, uma arma contra o abuso de poder
>>> O Kindle 3 e as respostas da Amazon ao iPad
>>> O Google em crise de meia-idade
>>> Os primeiros volumes da Penguin Companhia
>>> Não contem com o fim do livro, uma conversa com Umberto Eco
>>> Coleção MPBaby, pela MCD
Temas
Mais Recentes
>>> A quem interessa uma sociedade alienada?
>>> Meus álbuns: '00 - '09 ― Pt. 5
>>> A ilusão da alma, de Eduardo Giannetti
>>> Introdução ao filosofar, de Gerd Bornheim
>>> Sobre o preço dos livros 2/2
>>> Nasce um imortal: José Saramago
>>> Nas redes do sexo
>>> Instantes: a história do poema que não é de Borges
>>> O elogio da narrativa
>>> Sobre o preço dos livros 1/2
Colunistas
Mais Recentes
>>> Eleições 2010
>>> Copa 2010
>>> iPad
>>> Futuro do Cinema
>>> Livro Eletrônico
>>> Melhores de 2000-2009
Últimos Posts
>>> Ping: a rede social da Apple
>>> A nova Apple TV
>>> Fred Wilson e a 'morte' da Web
>>> Christian Barbosa no MitA
>>> Nosso Lar
>>> João Moreira Salles e o fim
>>> Tim Ferriss e a autopublicação
>>> O sertão do tamanho do mundo
>>> 3 perguntas: Bumblefoot
>>> Economist matando os blogs
Mais Recentes
>>> Um kadish para Tony Judt
>>> Bill Gates e o Internet Explorer
>>> Jim Clark e a Nestcape
>>> Marc Andreessen e o Mosaic
>>> O dia em que Paulo Coelho chorou
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> O entusiasmo de Lobato
>>> O senhor embaixador
Mais Recentes
>>> Ryoki Inoue
>>> Harry Crowl
>>> Ron Bumblefoot Thal
>>> Noga Sklar
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
Mais Recentes
>>> Newsletter: 50 mil Assinantes
>>> Editoras como Parceiras
>>> Feeds dos Autores
>>> Comentários Liberados
>>> 10 mil seguidores no Twitter
>>> Newsletters à sua escolha
Mais Recentes
>>> Vendi meus livros, mas doeu (Walter Luiz Cid do N)
>>> Nossa esquecida finitude (Gabriel Marques)
>>> O mercado do jabá (carlos roberto rocha)
>>> O interesse na alienação (Débora Carvalho )
>>> Já não estamos vacinados? (wellvis)
>>> Vigiar os políticos (Carla Ceres)
>>> Meu novo ídolo! (Alberto de C Freitas)
>>> Necessidade de pensar (Manoel Messias Perei)
>>> Nossos livros de bolso (Rafael Rodrigues)
>>> E se fosse psicografado? (José Frid)
Mais Recentes
>>> Quem tem medo do Besteirol?
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Dos amores possíveis
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> Quanto custa rechear seu Currículo Lattes
COLUNAS

Segunda-feira, 25/7/2005
Televisão versus Internet: a disputa desnecessária
Marcelo Maroldi
+ de 5700 Acessos
+ 3 Comentário(s)

Recentemente divulgou-se uma pesquisa que dizia que o brasileiro tem passado mais tempo na Internet do que assistindo televisão. Embora duvide que esses números estejam corretos e que, portanto, isso seja verdade, é um fato importante e inédito. Quando – e se – isso realmente ocorrer, teremos dado um passo rumo a um caminho novo e abandonaremos (será?) um objeto que tem monopolizado a atenção de milhões de pessoas diariamente em todo o mundo.

Antes de iniciar, vamos analisar brevemente a realidade brasileira frente TV versus Internet. Televisão, sabemos, é um item obrigatório em nosso país (e em muitos outros países, a propósito). O sujeito não tem geladeira, fogão ou o que seja que possa lhe melhorar a vida cotidiana, mas tem televisão (às vezes mais que uma, ainda que não tenha dinheiro para pagar a conta de energia). É o principal divertimento apontado pelas camadas de menor poder aquisitivo. Para essas pessoas, é apenas isso que a TV é: um instrumento de lazer, não de informação. Ela “foi” um instrumento de informação para a classe média e alta. Digo foi, pois, hoje, essas classes migraram para a Internet. Informar-se pela web é mais eficiente e mais rápido, e pode ser no intervalo entre um bate-papo no MSN ou outra atividade de lazer (ou não) que se deseja realizar. Exclusão social... Enquanto o usuário da TV precisa assistir ao Jornal Nacional para se informar, eu posso acessar o site da BBC, do MIT ou da NASA. É um passo adiante na aquisição da informação. Isso é segregação, certo? Sim, isso é segregação...

Enquanto devem existir no país, vejamos, 170 milhões de “usuários” de TV, temos pouco mais de 10 milhões de usuários de Internet. Aliás, esse número é superestimado. Eles contabilizam aquele menino da quarta série da escola pública que acessa o chat na aula de informática (monitorada por alguma ONG, a propósito, que chama isso de "inclusão digital", expressão do momento) uma vez por mês (e que nós sabemos, portanto, não usa a internet!). Mas, tudo bem, voltemos ao tema: por que essas pessoas passam mais tempo navegando do que vendo TV? Porque esse é o divertimento e o canal de informação da classe média atual. Televisão, para estes, está fora de moda. Enquanto na televisão você é um usuário totalmente passivo, na web isso não ocorre. Você pode ter um blog só seu, pode encontrar os amigos virtuais, ver quantos corações te deram no Orkut, etc. E pode, ainda, baixar o mp3 do Elvis cantando "My Way", pode ler o livro novo do Harry Potter (em russo, se quiser), pode mandar um e-mail para o presidente da república (embora ele não vá ler), pode estudar para sua tese de mestrado em neurociência. Você pode fazer tudo isso, mas poucos o fazem. Desses 10 milhões, 9 devem passar o seu tempo na Net batendo papo e repassando correntes sem sentido e veracidade. Pois é, trocaram a TV por isso...

E o que a TV tem feito em resposta? A TV tem investido (e muito) em novos formatos de programas, geralmente que envolvem a participação de quem assiste. Mas, logo verão (se já não viram) que isso é insuficiente. Quanto mais gente ganha a possibilidade de acesso à internet mais a TV fica de lado. Por que? Bom, porque, além de sermos ativos defronte o computador temos, na web, (quase) absolutamente tudo o que temos na televisão. Pela internet é possível saber precisamente o que ocorre na novela, no BBB ou no campeonato espanhol de futebol. E isso a hora em que eu quiser. Eu posso, inclusive, assistir esses programas pela internet, interrompendo quando quiser e continuando, se desejar, outra hora... A televisão só irá reconquistar seu público quando for possível ao telespectador montar sua própria grade de programação. Isto é, permitir que eu assista o capítulo da novela quando eu quiser, quantas vezes quiser e permitir que eu assista no domingo, por exemplo, todos os episódios da semana, sem gravação, apenas selecionando do controle remoto. Isso sim é revolucionário para a TV! E não irá demorar muito, aliás, já está acontecendo. Como tudo, entretanto, o que ocorre de novidade no mundo, alguns privilegiados terão acesso antes e outros, muito, muito depois, quando já tiverem inventando outra coisa mais incrível. Talvez, para usarmos a TV personalizada, precisaremos de um novo aparelho, mais moderno, ou adquirir algum aparelhinho que permita a seleção dos programas, ou, mais provável, pagar uma taxa a uma espécie de provedor de TV. E isso, o usuário atual de TV não poderá fazer... Mas não importa! A TV, ainda que avance outros concorrentes, continuará a existir por bastante tempo, ainda que altere seu formato atual.

Um outro aspecto nessa disputa entre TV e Internet parece ser o status adquirido pelos usuários do segundo. Muita gente diz, arrogantemente às vezes, que não assiste televisão. Isso parece dar um poder de superioridade a essa pessoa, uma superioridade intelectual principalmente, como se TV fosse lugar de gente burra (quem faz e quem assiste). Ok, leitores, eu preciso admitir que há muito mais inteligência fora da televisão do que nela, mas, a televisão é interessante. Ela pode estar péssima (TV aberta, principalmente), mas é uma invenção fantástica, nem tudo está perdido! Ontem mesmo revi um programa ótimo sobre livros (sim, sobre livros!) na TV Cultura. Ora, não é possível que quem não assiste TV não encontre nenhum programa de seu interesse, em especial se essa pessoa tem TV a cabo (opa, apartheid de informação/diversão de novo aqui, infelizmente). A televisão pode ser legal, sim... e esse texto seria totalmente dedicado a isso. Ia dizer, em principio, porque a televisão é legal pra mim e o que é legal, mas isso vai ficar para um outro dia. Mas eu não me acho ruim por assisti-la. Jamais conheci pessoalmente alguém que lesse mais do que eu, e eu assisto televisão! E conheço semi-analfabetos que não assistem televisão, pois dizem que a TV os deixa estúpidos (não é piada, creiam-me). Por que não posso combinar tudo? Televisão, internet, livros, cinema e o que mais eu quiser? (Falsos) Intelectuais rotulam certas coisas como inferiores e um grupo de desavisados abraça a causa, parece. Ir ao museu é bom, assistir Manhattan Connection é bom e cinema brasileiro também é bom. Se você não faz essas atividades, meu amigo, você não faz parte da elite cultural do país... ah, e não ouse dizer que assiste televisão, hein!

Marcelo Maroldi
São Carlos, 25/7/2005

Quem leu este, também leu esse(s):
01. O Código de Defesa do Consumidor e Maradona de Daniel Bushatsky
02. Livrarias, bibliotecas e outros paraísos de Ana Elisa Ribeiro
03. A vida subterrânea que mora em frente de Elisa Andrade Buzzo
04. A Pixar e Toy Story 3 de David Donato
05. A sociedade em rede de Gian Danton


Mais Marcelo Maroldi
Mais Acessadas de Marcelo Maroldi em 2005
01. Como escrever bem — parte 1 - 13/6/2005
02. Como escrever bem — parte 2 - 27/6/2005
03. Como escrever bem – parte 3 - 11/7/2005
04. O que é ser jornalista? - 22/8/2005
05. A ousadia de mudar de profissão - 28/11/2005


Mais Colunas Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
25/7/2005
06h56min
Adorei a ironia (inclusive a final). Sempre me incomodou que além de haver pouco empenho pela cultura e a educação, houvesse também uma "patrulha ideológica" querendo me dizer do que eu devo gostar ou julgar relevante. Gente chata!
[Leia outros Comentários de Carla]
26/7/2005
14h43min
Marcelo, para mim são fases, às vezes fico grudada na tevê, às vezes na internet, às vezes nos livros. Tudo é bom, de tudo se aprende algo. Mas, ah, a internet é imbatível. Ela é tudo: ela é livro, é cinema, é televisão, é tudo!
[Leia outros Comentários de andréa trompczynski]
27/7/2005
12h10min
Eu praticamente parei de assistir TV porque os programas, em sua imensa maioria, estao ruins e/ou repetitivos. Tem um ou outro seriado legal, mas que satura se voce ja viu um monte de seriados. No que tange a noticias, e' dificil encontrar um noticiario bem feito e interessante, tirando aqui o BBC News. Acho que a televisao esta' com o rabo preso, no sentido de que tem que agradar a um grande publico, enquanto que na Net voce pode encontrar coisas mais customizadas, mais particulares a cada um. Um blogue raramente tem que ser direcionado a mais do que milhares de leitores. Compare isso a um programa de televisao, que atinge por baixo milhoes. Quando passamos a ter acesso a informacoes mais ao nosso gosto, temos menos tolerancia com coisas feitas para uma grande "media". De qualquer maneira, televisao e internet sao sobrevalorizados. Ainda acho que tem muita gente que esquece do bom programa que e' ir dar uma volta e encontrar o mundo...
[Leia outros Comentários de Ram]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Cosac Naify
Intrínseca
Editora Unicamp
Editora Paz e Terra
Editora Record
Editora Planeta
Conrad Editora
Hedra
Editora Globo
KindleBookBr
Editora Objetiva
Livraria Cultura
Companhia das Letras
Submarino
AIC
Campus-Elsevier
LANÇAMENTOS
Livraria Cultura

A última entrevista de José Saramago
José Rodrigues dos Santos
por R$ 18,00


Não Me Deixes
Rachel de Queiroz
por R$ 27,00


Muchacha
Laerte
por R$ 29,00


História da Televisão no Brasil
Sacramento, Roxo e Ribeiro
por R$ 49,90


Usina
José Lins do Rego
por R$ 39,00


Snoopy Extraordinário
Charles Schulz
por R$ 45,00


A Maldição do Cigano
Stephen King
por R$ 21,90


Mundo Financeiro
Alexandre Povoa
por R$ 64,00


Ficadas e Ficantes
Angelica Lopes
por R$ 25,00


As Armas Secretas
Julio Cortázar
por R$ 29,00


Boas-vindas à Filosofia
Marilena Chauí
por R$ 14,50


As Cobras
Luis Fernando Verissimo
por R$ 49,90


Máximas de Balzac
Honoré de Balzac
por R$ 24,90


O Alienista Caçador de Mutantes
Natalia Klein
por R$ 19,90


Política
João Ubaldo Ribeiro
por R$ 35,90

busca | avançada
25418 visitas hoje
61 mil no mês