busca | avançada
29542 visitas hoje
65 mil no mês
Digestivo Cultural
O que é?
Quem faz?

Audiência e Anúncios
Quem acessa?
Como anunciar?

Colaboração e Divulgação
Como publicar?
Como divulgar?

Newsletter
* Feeds & Twitter
Últimas Notas
>>> Centenário de Noel Rosa, por Francisco Bosco, na Rádio Batuta
>>> Caminhos de um Brasil Solidário, de Luis Eduardo e Ana Elisa Salvatore
>>> WikiLeaks, uma arma contra o abuso de poder
>>> O Kindle 3 e as respostas da Amazon ao iPad
>>> O Google em crise de meia-idade
>>> Os primeiros volumes da Penguin Companhia
>>> Não contem com o fim do livro, uma conversa com Umberto Eco
>>> Coleção MPBaby, pela MCD
Temas
Mais Recentes
>>> A quem interessa uma sociedade alienada?
>>> Meus álbuns: '00 - '09 ― Pt. 5
>>> A ilusão da alma, de Eduardo Giannetti
>>> Introdução ao filosofar, de Gerd Bornheim
>>> Sobre o preço dos livros 2/2
>>> Nasce um imortal: José Saramago
>>> Nas redes do sexo
>>> Instantes: a história do poema que não é de Borges
>>> O elogio da narrativa
>>> Sobre o preço dos livros 1/2
Colunistas
Mais Recentes
>>> Eleições 2010
>>> Copa 2010
>>> iPad
>>> Futuro do Cinema
>>> Livro Eletrônico
>>> Melhores de 2000-2009
Últimos Posts
>>> Ping: a rede social da Apple
>>> A nova Apple TV
>>> Fred Wilson e a 'morte' da Web
>>> Christian Barbosa no MitA
>>> Nosso Lar
>>> João Moreira Salles e o fim
>>> Tim Ferriss e a autopublicação
>>> O sertão do tamanho do mundo
>>> 3 perguntas: Bumblefoot
>>> Economist matando os blogs
Mais Recentes
>>> Um kadish para Tony Judt
>>> Bill Gates e o Internet Explorer
>>> Jim Clark e a Nestcape
>>> Marc Andreessen e o Mosaic
>>> O dia em que Paulo Coelho chorou
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> O entusiasmo de Lobato
>>> O senhor embaixador
Mais Recentes
>>> Ryoki Inoue
>>> Harry Crowl
>>> Ron Bumblefoot Thal
>>> Noga Sklar
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
Mais Recentes
>>> Newsletter: 50 mil Assinantes
>>> Editoras como Parceiras
>>> Feeds dos Autores
>>> Comentários Liberados
>>> 10 mil seguidores no Twitter
>>> Newsletters à sua escolha
Mais Recentes
>>> Vendi meus livros, mas doeu (Walter Luiz Cid do N)
>>> Nossa esquecida finitude (Gabriel Marques)
>>> O mercado do jabá (carlos roberto rocha)
>>> O interesse na alienação (Débora Carvalho )
>>> Já não estamos vacinados? (wellvis)
>>> Vigiar os políticos (Carla Ceres)
>>> Meu novo ídolo! (Alberto de C Freitas)
>>> Necessidade de pensar (Manoel Messias Perei)
>>> Nossos livros de bolso (Rafael Rodrigues)
>>> E se fosse psicografado? (José Frid)
Mais Recentes
>>> Quem tem medo do Besteirol?
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Dos amores possíveis
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> Quanto custa rechear seu Currículo Lattes
COLUNAS

Quinta-feira, 22/5/2008
A preparação de um romance
Débora Costa e Silva
+ de 1800 Acessos

"Escrever é enterrar fantasmas". Essa frase é a que melhor sintetiza as oficinas e seminários que os alunos do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema tiveram com a escritora e filósofa Márcia Tiburi. Entre discussões sobre o que inspira um escritor, origens e estruturas de um romance, metáforas, mitos e até gramática, as aulas trouxeram à tona o valor que tem a escrita para cada um ― o que é fundamental de se ter em mente antes de iniciar um romance, poema ou conto. Perfeito para dar início a um curso de criação literária. Os seminários sobre a preparação do romance dialogaram muito bem com as oficinas de romance, pois os alunos puderam testar na prática as dicas e os conceitos discutidos na aula teórica.

Porém, para Márcia, escrever não se resume a "enterrar fantasmas" apenas. "Todo romance carrega algo de anti-literário. O escritor absorve tanto o mito da própria existência quanto do mito da existência dos outros", afirma. Segundo ela, algo da sua própria história e vivência estará presente em sua escritura. Daí a importância de se entender o porquê se escreve. Para entender o próprio processo criativo, a filósofa sugere que se crie uma metáfora sobre seu próprio processo de escrita. Por exemplo: escrevo como fulano pinta quadros, escrever é como quebrar copos, e por aí vai.

Para Márcia, a matéria-prima de um bom romance é a neurose do escritor, algo que o incomoda, que causa um conflito. Só a partir disso é que se pode "pirar" o suficiente para criar histórias e narrativas interessantes e dar vida ao romance. "Um romance é uma vida considerada livro. Toda vida tem epígrafe, título, preâmbulo, prefácio, notas etc. Quer dizer: ou os têm ou pode tê-los", escreveu Martha Robert no livro Romance das origens, origem dos romances, que fez parte da bibliografia do curso.

Nas oficinas, a idéia era que cada aluno desenvolvesse um projeto de um micro-romance com seis capítulos de apenas uma página cada um. Foi um exercício árduo se limitar a escrever tão pouco para quem entrou no curso idealizando a realização de um romance logo de início. Mas o propósito deste trabalho foi justamente elaborar e digerir melhor as idéias, observar e analisar a linguagem e refletir no sentido do que se escreve. "[Um livro] não pode nascer prematuro. Livro ruim é desses que nascem antes da hora, prepotentes, ansiosos, publicados antes de ficarem um tempo no formol. As pessoas têm uma agonia para publicar e aí dá nisso", observou.

Além do micro-romance, Márcia orientou os alunos do curso a fazerem um diário do romance, ou seja, anotar em um caderninho observações, idéias, impressões e desabafos sobre o processo ― tudo que não entraria no projeto de livro. "Essa experiência de fazer um diário serviu para ajudar a passar a vontade de escrever quando não se sabe como continuar a história e, enquanto isso, ir pensando no que é e o que vai se tornar o romance", contou Fellipe Fernandes, aluno do curso. E o diário também foi útil aos que perderam a "inspiração" para continuar ou mesmo terminar o romance, para não se distanciarem do projeto. "Travar não é ruim, é muito comum, por sinal. O que é ruim é a indisciplina, porque se se vive o romance, pode travar, desviar, mas está ali", explicou Márcia.

Dos exercícios realizados com o foco na criação literária, ainda fizemos um mapa do romance. É um desafio transformar em figuras, símbolos e desenhos uma narrativa que se forma com palavras, algo muito abstrato. Mas a intenção era de fazer com que cada um pensasse em um fio condutor de seu romance para não se perder na criação da história e dos personagens. Márcia, porém, alertou a todos sobre a preocupação com a "moral da história". "Cada um tem seu método: uns preferem escrever com o começo, meio e fim já em mente, outros preferem ir descobrindo o que acontecerá com a história ao longo do processo, mas não se deve escrever pensando em qual será a moral da história que irá contar", opinou.

Muitos ainda não sabem se tendem mais para a prosa, para a poesia, se têm fôlego de romancista ― acho até que a idéia do curso é justamente cada um descobrir isso. Alguns já escrevem há tempos um gênero, outros escrevem um pouco de tudo, mas o que ficou das oficinas e seminário com a Márcia Tiburi foi toda a reflexão sobre a narrativa que se faz necessária para escrever uma história. Ela valoriza o próprio romance. E mais fundamental do que teorizar sobre literatura, é encontrar o seu próprio caminho e estilo para criá-la. Como diz Roland Barthes em A preparação do romance vol. I outro livro indicado por Márcia aos alunos, "(...)se quer escrever, eis, de fato, a própria matéria da escritura, portanto, somente obras literárias dão testemunho do Querer-Escrever ― e não os discursos científicos".


Débora Costa e Silva
São Paulo, 22/5/2008

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Escritor, jovem escritor de Guga Schultze
02. A despedida de Ingmar Bergman de Marcelo Miranda
03. O produto humano de Ana Elisa Ribeiro
04. Um romance de terror e de sombras de Luis Eduardo Matta
05. Dos portões abertos de Auschwitz, 58 anos depois de Daniela Sandler


Mais Débora Costa e Silva
Mais Acessadas de Débora Costa e Silva em 2008
01. Depois do sexo... - 11/9/2008
02. Sex and the City - 19/6/2008
03. A crítica musical - 10/4/2008
04. Diário de uma desempregada - 1/5/2008
05. A preparação de um romance - 22/5/2008


Mais Colunas Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Editora Record
Cosac Naify
Editora Objetiva
Companhia das Letras
Conrad Editora
Editora Globo
Submarino
Livraria Cultura
KindleBookBr
Campus-Elsevier
AIC
Editora Paz e Terra
Hedra
Editora Unicamp
Editora Planeta
Intrínseca
PROMOÇÕES
Campus-Elsevier

Previsivelmente Irracional
Dan Ariely
por R$ 55,90


Inspire-se!
Jim Champy
por R$ 49,90


Formação de Traders
Rodrigo Puga
Márcio Rodrigues

por R$ 45,00


O Legado de Peter Drucker
Bruce Rosenstein
por R$ 39,90


A Era do Twitter
Shel Israel
por R$ 69,90


Destaque-se
Jim Champy
por R$ 29,90


Positivamente Irracional
Dan Ariely
por R$ 69,90


Criação de novos negócios
José C.A. Dornelas
Jeffry A. Timmons

por R$ 149,90


A Geração Y no trabalho
Nicole Lipkin
April Perrymore

por R$ 59,90


Criação e Inovação no Caos
Jeremy Gutsche
por R$ 89,90


Cobiçado
David Freemantle
por R$ 59,90


Design Thinking
Tim Brown
por R$ 69,90


As grandes religiões do mundo
Stephen Prothero
por R$ 79,90


Viral Loop
Adam Penenberg
por R$ 66,00


Profissão: Investidor
Jason Zweig
por R$ 77,00

busca | avançada
29543 visitas hoje
65 mil no mês