busca | avançada
27406 visitas hoje
63 mil no mês
Digestivo Cultural
O que é?
Quem faz?

Audiência e Anúncios
Quem acessa?
Como anunciar?

Colaboração e Divulgação
Como publicar?
Como divulgar?

Newsletter
* Feeds & Twitter
Últimas Notas
>>> Centenário de Noel Rosa, por Francisco Bosco, na Rádio Batuta
>>> Caminhos de um Brasil Solidário, de Luis Eduardo e Ana Elisa Salvatore
>>> WikiLeaks, uma arma contra o abuso de poder
>>> O Kindle 3 e as respostas da Amazon ao iPad
>>> O Google em crise de meia-idade
>>> Os primeiros volumes da Penguin Companhia
>>> Não contem com o fim do livro, uma conversa com Umberto Eco
>>> Coleção MPBaby, pela MCD
Temas
Mais Recentes
>>> A quem interessa uma sociedade alienada?
>>> Meus álbuns: '00 - '09 ― Pt. 5
>>> A ilusão da alma, de Eduardo Giannetti
>>> Introdução ao filosofar, de Gerd Bornheim
>>> Sobre o preço dos livros 2/2
>>> Nasce um imortal: José Saramago
>>> Nas redes do sexo
>>> Instantes: a história do poema que não é de Borges
>>> O elogio da narrativa
>>> Sobre o preço dos livros 1/2
Colunistas
Mais Recentes
>>> Eleições 2010
>>> Copa 2010
>>> iPad
>>> Futuro do Cinema
>>> Livro Eletrônico
>>> Melhores de 2000-2009
Últimos Posts
>>> Ping: a rede social da Apple
>>> A nova Apple TV
>>> Fred Wilson e a 'morte' da Web
>>> Christian Barbosa no MitA
>>> Nosso Lar
>>> João Moreira Salles e o fim
>>> Tim Ferriss e a autopublicação
>>> O sertão do tamanho do mundo
>>> 3 perguntas: Bumblefoot
>>> Economist matando os blogs
Mais Recentes
>>> Um kadish para Tony Judt
>>> Bill Gates e o Internet Explorer
>>> Jim Clark e a Nestcape
>>> Marc Andreessen e o Mosaic
>>> O dia em que Paulo Coelho chorou
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> O entusiasmo de Lobato
>>> O senhor embaixador
Mais Recentes
>>> Ryoki Inoue
>>> Harry Crowl
>>> Ron Bumblefoot Thal
>>> Noga Sklar
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
Mais Recentes
>>> Newsletter: 50 mil Assinantes
>>> Editoras como Parceiras
>>> Feeds dos Autores
>>> Comentários Liberados
>>> 10 mil seguidores no Twitter
>>> Newsletters à sua escolha
Mais Recentes
>>> Vendi meus livros, mas doeu (Walter Luiz Cid do N)
>>> Nossa esquecida finitude (Gabriel Marques)
>>> O mercado do jabá (carlos roberto rocha)
>>> O interesse na alienação (Débora Carvalho )
>>> Já não estamos vacinados? (wellvis)
>>> Vigiar os políticos (Carla Ceres)
>>> Meu novo ídolo! (Alberto de C Freitas)
>>> Necessidade de pensar (Manoel Messias Perei)
>>> Nossos livros de bolso (Rafael Rodrigues)
>>> E se fosse psicografado? (José Frid)
Mais Recentes
>>> Quem tem medo do Besteirol?
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Dos amores possíveis
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> Quanto custa rechear seu Currículo Lattes
COLUNAS

Sexta-feira, 18/9/2009
Das coisas que você detesta
Ana Elisa Ribeiro
+ de 1300 Acessos
+ 2 Comentário(s)

Meu pai fazia cara ruim quando a gente dizia que "detesto isso". Ele achava antipático. Ou achava pecado, sei lá, embora não fosse nada católico. O fato é que a gente detesta certas coisas, das grandes e das pequenas, e, às vezes, nem sabe por quê.

Detesto quando um pseudocidadão demonstra uma incrível falta de percepção de espaços e tempos no trânsito. Sinal acabou de abrir, está lá o energúmeno buzinando; trânsito lento e engarrafado, está um gêmeo dele piscando farol; avenidas quase paradas, cheias de carros e ônibus, lá vai o estrupício encostando na traseira de todo mundo. Às vezes, me vem uma gana esquisita e eu torço para que algo dê bem errado para ele. Meu pai acha isso feio, mas o que é que a gente vai fazer? Dá vontade de ver o imbecil bater os parachoques numa Land Rover bem cara. Em geral, o pulha vai num carro bem meia boca, não sei por quê: Unos em geral, carros populares ou automóveis possantes mais antigos. Donos de camionetes também costumam demonstrar um comportamente meio engraçado no trânsito, talvez por conta de uma sensação de grandeza que não podem ter na vida em dois pés ou que não têm no convívio real com pessoas.

Coisa detestável, das grandes, é quando alguém se gaba demais. Dá uma impaciência danada em quem ouve a lorota. Na academia, há uma síndrome do recém-aprovado, em geral nos mestrandos, que assume uma postura de quem vai realizar o mais inédito e genial projeto de investigação do mundo. "Ninguém fez isto antes, só eu tive esta ideia". Poxa, que bom, hein? Pena que quase nunca é verdade. Quando a coisa se revela, não passa mesmo de falta de leitura. Nada que uma revisão bibliográfica não resolva.

Nos congressos de Humanas/Sociais Aplicadas/Letras e Artes há um surto de relatos de pesquisa de algo que não foi pesquisado ou que não explicita qualquer método de geração de dados ou que não passa de uma descrição impressionista de eventos que poderiam ser narrados pelos nossos filhos de 5 anos. No que se convencionou chamar de Cibercultura, então, a futurologia impera, quando não o relato de trabalhos que foram feitos não apenas sobre pressupostos estranhos, mas sobre as preferências anteriores dos próprios "pesquisadores".

Das coisas pequenas é bem mais fácil falar. Elas são capilares (em vários sentidos) e soam familiares para a maioria de nós. Aqueles fios de cabelo enrolados no ralinho da pia; aquela baba misturada com pasta de dente endurecida na louça; aqueles pelos enroscadinhos no sabonete novo (fios de outrem, claro); aquele cheiro de cigarro que fica no cabelo da gente ou nas roupas recém-tiradas do armário; aquele barulhinho irritante de suco caindo no copo; ou aquele glunt-glunt da bebida descendo na garganta de alguém; aquela galera falando língua estrangeira ou algum jargão numa festa que era pra ser amigável e divertida; aquela aluna que se penteia e maquia durante a aula; aquela outra que joga fios de cabelo pelo ar; e ainda outra que mexe nas madeixas o tempo todo; aquele aluno que coça o saco o tempo todo, sem se importar com nada, muito embora isso se pareça muito mais um reflexo meio canino para alguns machos; ou aquele que entra na sala atrasadíssimo e faz questão de cumprimentar todos os colegas com efusivos toques de mão; ou ainda aquele aluno que tem notas péssimas e vem sempre com uma história trágica para contar, na tentativa de se safar da aferição de sua incompetência; aquela pessoa para quem tudo o que ela faz, é, sente ou de que gosta é melhor do que o dos outros; ou aquela que vive se fazendo de vítima.

Das miudezas, impressionante como, quando a gente está tenso, uma esbarradinha qualquer pode se transformar num grave acidente. Como a palavra errada, na hora errada, parece o tônico da desavença. Falta de sensibilidade ou o quê? Ex-namorado que se deu bem dá uma raiva-monstro (isso vale para os vice-versas). Certa vez, ouvi de um jovem esclarecido que eu não arranjaria nada melhor do que ele. Fiquei com medo. Vai saber? E o medo de ebó? Não conta?

Aquele beijo estalado dentro do ouvido; aquela lambidinha babona na orelha; aquela cosquinha engraçadinha quando alguém chega por trás. Se você usa óculos ou lente de contato pode entender, perfeitamente, o que significa aquela tapadinha de olhos tipo "adivinha quem é?". Dá um trabalhão limpar a gordura dos dedos nas lentes dos óculos. Dá trabalho e dói devolver as lentes de contato (rígidas) para a frente dos olhos.

Livro rasgado, amassado e cheio de orelhas? Já emprestou algum que voltou assim? Se não sabe o que é isso é porque lhe faltam livros, hein. Emprestar livros é um risco enorme. Ao menos para quem se importa com eles.

Lidar com a bagunça dos filhos dos outros é sempre insuportável. Quando os pais são conhecidos ou estão por perto, fica sem graça a gente xingar. Os nossos filhos são sempre umas graças, a bagunça deles é sinal de inteligência. Que coisa. Na Física, já diziam: tudo depende do referencial.

Coisas detestáveis existem aos montes, inclusive das que a gente experimenta com as pessoas de que gostamos. Aquela beliscadinha na bochecha, depois que a gente está mais velho, fica tão ridícula, não é? Aquela história que alguém conta pela milésima vez, e que não tem mais a menor graça. Ou aquela pessoa querida que come com a boca aberta. Minha irmã detesta ficar perto de quem masca chiclé. Jeito lhama? Não interessa. Detesto cheiro de cerveja. Não raro alguém derrama ou pinga cerveja em mim, justo em mim. Será que a gente atrai? Alguma mulher aí acha bonito sentar no xixi de macho que não levanta a tampa do vaso sanitário? Mulheres míopes sabem bem do que estou falando. E os homens? Algum relato interessante sobre as práticas femininas mais detestáveis?

Detestar assim é sentir uma grande irritação diante de um evento que, no fundo, tem nenhum ou quase nenhum significado. As coisas que a gente detesta permanentemente são uma outra história.


Ana Elisa Ribeiro
Belo Horizonte, 18/9/2009

Quem leu este, também leu esse(s):
01. O Código de Defesa do Consumidor e Maradona de Daniel Bushatsky
02. Livrarias, bibliotecas e outros paraísos de Ana Elisa Ribeiro
03. A vida subterrânea que mora em frente de Elisa Andrade Buzzo
04. A Pixar e Toy Story 3 de David Donato
05. Patriotada às avessas de Luiz Rebinski Junior


Mais Ana Elisa Ribeiro
Mais Acessadas de Ana Elisa Ribeiro em 2009
01. Amor platônico - 10/4/2009
02. Eu + Você = ? - 27/2/2009
03. Cupido era o nickname dele - 1/5/2009
04. Aconselhamentos aos casais ― módulo I - 13/3/2009
05. Siga em frente, não siga ninguém - 22/5/2009


Mais Colunas Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
18/9/2009
06h54min
Detesto que alguém tente ser desonesto e me engane. Sou pela solidariedade, pelo respeito e pela convivência cordial.
[Leia outros Comentários de Manoel Messias Perei]
22/9/2009
17h20min
Ana, das coisas que elencaste, e que detestas, tomo a liberdade de... de... ("Puxa", tá difícil de sair a palavra!). Na falta de outra, vai essa aqui: negritar algumas: a) aqueles pelos enroscadinhos no sabonete novo nunca são nossos - é verdade; b) não entendi por que é irritante o barulho do suco caindo no copo. Um pouco ranzinza, não? c) irritante, sim, aquela tapadinha de olhos, principalmente se, depois, descobre-se que quem nos tapava não era quem esperávamos; d) de todas, esta é a pior: você entrega "aquele" livro ao sujeito, crente que ele vai "adorar" a tua indicação e ele, além de não dar a mínima para o "pobre", ainda o arregaça, folheando as páginas igual àquelas máquinas de contar dinheiro no banco. Dá uma dor! Enfim, Ana... Mas perguntavas das práticas femininas mais detestadas, e eu te respondo: são poucas - mas existem, e a que mais me incomoda é o falatório quando estou lendo ou tentando escrever. Só isso. Muito obrigado pelo texto e parabéns.
[Leia outros Comentários de Américo Leal Viana]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Campus-Elsevier
AIC
Submarino
Editora Paz e Terra
Editora Record
Conrad Editora
Editora Globo
Hedra
Cosac Naify
Intrínseca
Livraria Cultura
Editora Planeta
Editora Unicamp
KindleBookBr
Companhia das Letras
Editora Objetiva
PROMOÇÕES
Campus-Elsevier

Design Thinking
Tim Brown
por R$ 69,90


Previsivelmente Irracional
Dan Ariely
por R$ 55,90


Cobiçado
David Freemantle
por R$ 59,90


Formação de Traders
Rodrigo Puga
Márcio Rodrigues

por R$ 45,00


O Legado de Peter Drucker
Bruce Rosenstein
por R$ 39,90


A Geração Y no trabalho
Nicole Lipkin
April Perrymore

por R$ 59,90


Criação e Inovação no Caos
Jeremy Gutsche
por R$ 89,90


Inspire-se!
Jim Champy
por R$ 49,90


As grandes religiões do mundo
Stephen Prothero
por R$ 79,90


Profissão: Investidor
Jason Zweig
por R$ 77,00


Criação de novos negócios
José C.A. Dornelas
Jeffry A. Timmons

por R$ 149,90


Positivamente Irracional
Dan Ariely
por R$ 69,90


Viral Loop
Adam Penenberg
por R$ 66,00


Destaque-se
Jim Champy
por R$ 29,90


A Era do Twitter
Shel Israel
por R$ 69,90

busca | avançada
27406 visitas hoje
63 mil no mês