Ouro Preto
Não deixa de ser curioso o fato de, há cerca de quatro anos, os livros do jornalista e escritor mineiro Jaime Prado Gouvêa estarem disponíveis para aquisição apenas em sebos. Nascido na metade da década de 1940, Jaime Prado trabalhou no Jornal da Tarde e na sucursal de O Globo em Minas Gerais, além de ter integrado o Suplemento Literário de Minas Gerais em diversas fases do periódico, do qual é hoje superintendente.

A curiosidade reside no fato de, apesar de não ter sido um escritor inveterado, Jaime ser autor de uma obra portentosa, apesar de curta. No espaço de dezesseis anos, teve três livros de contos publicados: Areia tornando em pedra (1970), Dorinha Dorê (1975) e Fichas de vitrola (1986). Além desses, em 1991 publicou seu único romance, O altar das montanhas de Minas. Desde então, Jaime absteve-se de publicar ― e, a partir de certo ponto, escrever ― ficção.

Depois de dezesseis anos ― coincidência? ― sem nada publicar, em 2007 foi editada uma seleção do que de melhor havia nos seus livros de contos, segundo o autor, juntamente com mais (em suas palavras) "dois contos e meio" inéditos. Daí se originou o volume Fichas de vitrola & outros contos, uma obra "firme, forte, delicada", como diz o também jornalista e escritor Humberto Werneck, no prefácio do livro. Era o começo do retorno de Jaime Prado Gouvêa às livrarias.

Agora, neste início de ano, foi publicada uma nova edição de O altar das montanhas de Minas (Record, 2010, 208 págs.). Na orelha da primeira edição, reaproveitada nesta nova, Caio Fernando Abreu diz que o romance é "um dos livros mais fortes, belos e comoventes que li nos últimos tempos". Não é nenhuma surpresa, para aqueles que tiveram algum contato com a obra do escritor mineiro, que as palavras de Caio F. continuem de pé, mesmo passados quase vinte anos da publicação original da obra, que não perdeu seu vigor com o tempo.

Tal como a Divina Comédia de Dante Alighieri, O altar das montanhas de Minas é dividido em três partes, cujos títulos poderiam ser os mesmos da obra de Dante, com uma pequena inversão: a primeira seria o Paraíso; a segunda, o Inferno; e, a terceira, o Purgatório ― mas, como que para encerrar o ciclo, caminhando para o Paraíso.

O protagonista do romance é um jornalista, Dirceu Dumont. Logo nas primeiras páginas, fica-se sabendo que Dumont está começando a escrever um romance, cujo protagonista chama-se Álvaro Garreto, pseudônimo originado do cruzamento entre Almeida Garrett (escritor português), Antonio Barreto (poeta mineiro) e Álvaro de Campos (um dos heterônimos de Fernando Pessoa).

A ideia de escrever o livro vem depois que uma certa Marília (clara referência ao poema "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga) lhe entrega vários escritos de Garreto, dizendo-lhe que ele e Dumont são parentes. Porém, Marília não revela a verdadeira identidade do escritor com quem, supostamente, teve um caso de amor. É para forçar-se a pesquisar sobre esse misterioso antepassado que Dumont decide escrever um livro sobre ele.

Ao tentar descobrir quem de fato era Álvaro Garreto, Dumont retoma contato com um ex-colega de redação, o Rezende, através do qual conhece Bárbara, uma mulher misteriosa que lhe levará ao inferno: na volta de uma viagem que fazem a Ouro Preto ― em parte para procurar pistas de Garreto, em parte para se lançarem em uma aventura amorosa ―, eles sofrem um grave acidente de carro. É o começo da derrocada de Dirceu Dumont.

Apenas ele escapa com vida, e para isso contou com uma boa dose de sorte. Somente depois de passar seis meses no hospital, entre cirurgias e tratamentos ― ele agora precisará de uma bengala para poder andar ―, é que Dirceu tem alta. Em seguida vê-se obrigado a abandonar Belo Horizonte e vai morar em Ouro Preto ― consequência de sua inconsequente relação com Bárbara, cujo passado é comprometedor. Já na cidade histórica, torna-se cliente assíduo de um bar na zona boêmia da cidade, cujo dono é um mineiro que se diz espanhol.

Aposentado por invalidez, sem parentes nem amigos, Dumont vive seus dias em Ouro Preto como se fosse um personagem de Beckett, à espera de um Godot que ele sequer sabe se existe e que talvez não apareça jamais.

Apesar das várias referências literárias ― sendo uma delas a Fichas de vitrola ― e do "romance dentro do romance" ― que, no fim das contas, não se concretiza ―, O altar das montanhas de Minas não chega a ser um "metalivro", porque a elas se sobrepõe a vida de Dirceu Dumont e seus revezes, muito menos uma daquelas obras repletas de citações e referências que muitas vezes mais atrapalham do que ajudam. Essas menções, na verdade, são artifícios utilizados pelo autor para, de certa forma, "brincar" com um gênero literário tão praticado na história da literatura, os livros dentro dos livros.

O que está em foco, em O altar das montanhas de Minas, é a história de um homem que, por causa de um movimento mal ensaiado, de uma decisão infeliz, perde o rumo de sua vida e é obrigado a reaprender a viver. Felizmente para Dumont, e também para o leitor que o acompanhar nesta jornada que começa paradisíaca, se torna cruel e termina de maneira terna, nem toda esperança está perdida. As montanhas de Minas lhe reservam um final que, se não é feliz, ao menos não é trágico.

Jaime Prado Gouvêa é um autor que, ainda segundo Caio F., "só peca por publicar tão pouco". Quem sabe agora, com o ressurgimento de seus livros para a nova geração de leitores, Jaime Prado volte a escrever e publicar. Mas, caso isso não aconteça, ao menos tem-se nova oportunidade de ler este escritor de grande talento cuja obra é pequena em quantidade, mas enorme em qualidade e abrangência.

Para ir além

O altar das montanhas de Minas | Rafael Rodrigues | Digestivo Cultural


busca | avançada
35013 visitas/dia
947 mil/mês
Mais Recentes
>>> Companhia de Danças de Diadema leva "por+vir" ao palco do Teatro Clara Nunes
>>> 38ª Edição da Feira da Comunidade acontece no domingo, 29 de outubro, na A Hebraica
>>> Alex Flemming inaugura intervenção "Anaconda" na Casa-Museu Ema Klabin
>>> Fundação Ema Klabin abre Festival Internacional de Música Judaica
>>> Projeto Jardim Imaginário inaugura a instalação "Penetra" de Marcius Galan
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A poesia afiada de Thais Guimarães
>>> Manchester à beira-mar, um filme para se guardar
>>> Noel Rosa
>>> Sabemos pensar o diferente?
>>> Notas de leitura sobre Inácio, de Lúcio Cardoso
>>> O jornalismo cultural na era das mídias sociais
>>> Crítica/Cinema: entrevista com José Geraldo Couto
>>> O Wunderteam
>>> Fake news, passado e futuro
>>> Luz sob ossos e sucata: a poesia de Tarso de Melo
Colunistas
Últimos Posts
>>> Jeff Bezos é o mais rico
>>> Stayin' Alive 2017
>>> Mehmari e os 75 anos de Gil
>>> Cornell e o Alice Mudgarden
>>> Leve um Livro e Sarau Leve
>>> Pulga na praça
>>> No Metrópolis, da TV Cultura
>>> Fórum de revisores de textos
>>> Temporada 3 Leve um Livro
>>> Suplemento Literário 50 anos
Últimos Posts
>>> Vegetativo
>>> Açaí com granola
>>> Em suspenso
>>> Nesse mundo de anjos e demônios
>>> A lâmpada
>>> Irredentismo
>>> Tabela periódica
>>> Insone
>>> Entre Súcubos e Íncubos
>>> Aonde eu quero chegar
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Hellbox
>>> Sexo e luxúria na antiguidade
>>> A mitologia original de Prometheus
>>> Bio de Paulo Francis em vídeo
>>> Literatura engajada
>>> Entre o sertão e a biblioteca
>>> Prevendo o previsível
>>> O do contra
>>> Adiós, muchachos
>>> Bang bang: tiroteio de clichês
Mais Recentes
>>> O Contexto Social da Arte
>>> Histoire de Peinture en Italie I (1929)
>>> As Aventuras de Robín Hood
>>> A Ilha do Tesouro
>>> Como manipular Pessoas para uso exclusivo de pessoas de bem
>>> Sinopse dos Quatro Evangelhos
>>> Os Sonhos - o que são e quais as suas causas
>>> Matemática Paiva3
>>> Matemática Paiva2
>>> Matemática Paiva1
>>> Fundamento de Neurologia da Visão
>>> Neuropsicologia da Linguagem
>>> Terapia Bioprogressiva
>>> Manual de Iniciação em Neurocirurgia
>>> Fonoaudiologia e Ortopedia Maxilar na Reabilitação Orofacial
>>> Tratado de Audiologia
>>> Refratometria Ocular e a Arte da Prescrição Medica- 2ª ed.
>>> Conversação Linguagem e Possibilidades-Enforque pós-moderno da Terapia
>>> Hipnose para o Clinico-Uso da Hipnose na Odontologia
>>> Respirometria- A Tecnica
>>> Prevenção e Tratamento da Doença Periodontal Baseado em Evidencias
>>> Caderno de Enfermagem-18 Reanimação
>>> Como educar seus pais////// Obrigado esparro
>>> Os Dois Corpos do Presidente e outros Ensaios
>>> Cristo para Humanidade de hoje Científico, Social e Político
>>> Dias não esquecidos versos soltos-contos-crônicas
>>> A História está Errada
>>> Eram os Deuses Astronautas?
>>> Os Olhos da Esfinge
>>> Elementos de bibliologia volume 1
>>> Gigantes do Futebol Brasileiro
>>> O Dia em que os Deuses Chegaram
>>> Projeto Majestic - A Nave Perdida
>>> Ovni e as Civilizações Extraterrestres
>>> No Começo Eram os Deuses
>>> Avenida Nievski e Notas de Petersburgo de 1836
>>> O Universo em suas Mãos
>>> Antonio Nobre Correspondência autores portugueses
>>> O Mistério de Cygnus - Desvendando o antigo segredo das origens da vida no universo
>>> Dobras no tempo
>>> Administração De Marketing
>>> Meus Enigmas Favoritos
>>> Manual de Reanimação Neonatal
>>> O Enviado
>>> Ovnis S.O.S. à Humanidade
>>> Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
>>> Patologia do Trato Genital Iferior
>>> Kris lundaard ( o mal que habita em mim )
>>> Os Astronautas de Yaveh
>>> Doenças Hepaticas e do Sistema Biliar em Crianças
COLUNAS

Sexta-feira, 21/5/2010
O altar das montanhas de Minas
Rafael Rodrigues

+ de 6700 Acessos


Ouro Preto

Não deixa de ser curioso o fato de, há cerca de quatro anos, os livros do jornalista e escritor mineiro Jaime Prado Gouvêa estarem disponíveis para aquisição apenas em sebos. Nascido na metade da década de 1940, Jaime Prado trabalhou no Jornal da Tarde e na sucursal de O Globo em Minas Gerais, além de ter integrado o Suplemento Literário de Minas Gerais em diversas fases do periódico, do qual é hoje superintendente.

A curiosidade reside no fato de, apesar de não ter sido um escritor inveterado, Jaime ser autor de uma obra portentosa, apesar de curta. No espaço de dezesseis anos, teve três livros de contos publicados: Areia tornando em pedra (1970), Dorinha Dorê (1975) e Fichas de vitrola (1986). Além desses, em 1991 publicou seu único romance, O altar das montanhas de Minas. Desde então, Jaime absteve-se de publicar ― e, a partir de certo ponto, escrever ― ficção.

Depois de dezesseis anos ― coincidência? ― sem nada publicar, em 2007 foi editada uma seleção do que de melhor havia nos seus livros de contos, segundo o autor, juntamente com mais (em suas palavras) "dois contos e meio" inéditos. Daí se originou o volume Fichas de vitrola & outros contos, uma obra "firme, forte, delicada", como diz o também jornalista e escritor Humberto Werneck, no prefácio do livro. Era o começo do retorno de Jaime Prado Gouvêa às livrarias.

Agora, neste início de ano, foi publicada uma nova edição de O altar das montanhas de Minas (Record, 2010, 208 págs.). Na orelha da primeira edição, reaproveitada nesta nova, Caio Fernando Abreu diz que o romance é "um dos livros mais fortes, belos e comoventes que li nos últimos tempos". Não é nenhuma surpresa, para aqueles que tiveram algum contato com a obra do escritor mineiro, que as palavras de Caio F. continuem de pé, mesmo passados quase vinte anos da publicação original da obra, que não perdeu seu vigor com o tempo.

Tal como a Divina Comédia de Dante Alighieri, O altar das montanhas de Minas é dividido em três partes, cujos títulos poderiam ser os mesmos da obra de Dante, com uma pequena inversão: a primeira seria o Paraíso; a segunda, o Inferno; e, a terceira, o Purgatório ― mas, como que para encerrar o ciclo, caminhando para o Paraíso.

O protagonista do romance é um jornalista, Dirceu Dumont. Logo nas primeiras páginas, fica-se sabendo que Dumont está começando a escrever um romance, cujo protagonista chama-se Álvaro Garreto, pseudônimo originado do cruzamento entre Almeida Garrett (escritor português), Antonio Barreto (poeta mineiro) e Álvaro de Campos (um dos heterônimos de Fernando Pessoa).

A ideia de escrever o livro vem depois que uma certa Marília (clara referência ao poema "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga) lhe entrega vários escritos de Garreto, dizendo-lhe que ele e Dumont são parentes. Porém, Marília não revela a verdadeira identidade do escritor com quem, supostamente, teve um caso de amor. É para forçar-se a pesquisar sobre esse misterioso antepassado que Dumont decide escrever um livro sobre ele.

Ao tentar descobrir quem de fato era Álvaro Garreto, Dumont retoma contato com um ex-colega de redação, o Rezende, através do qual conhece Bárbara, uma mulher misteriosa que lhe levará ao inferno: na volta de uma viagem que fazem a Ouro Preto ― em parte para procurar pistas de Garreto, em parte para se lançarem em uma aventura amorosa ―, eles sofrem um grave acidente de carro. É o começo da derrocada de Dirceu Dumont.

Apenas ele escapa com vida, e para isso contou com uma boa dose de sorte. Somente depois de passar seis meses no hospital, entre cirurgias e tratamentos ― ele agora precisará de uma bengala para poder andar ―, é que Dirceu tem alta. Em seguida vê-se obrigado a abandonar Belo Horizonte e vai morar em Ouro Preto ― consequência de sua inconsequente relação com Bárbara, cujo passado é comprometedor. Já na cidade histórica, torna-se cliente assíduo de um bar na zona boêmia da cidade, cujo dono é um mineiro que se diz espanhol.

Aposentado por invalidez, sem parentes nem amigos, Dumont vive seus dias em Ouro Preto como se fosse um personagem de Beckett, à espera de um Godot que ele sequer sabe se existe e que talvez não apareça jamais.

Apesar das várias referências literárias ― sendo uma delas a Fichas de vitrola ― e do "romance dentro do romance" ― que, no fim das contas, não se concretiza ―, O altar das montanhas de Minas não chega a ser um "metalivro", porque a elas se sobrepõe a vida de Dirceu Dumont e seus revezes, muito menos uma daquelas obras repletas de citações e referências que muitas vezes mais atrapalham do que ajudam. Essas menções, na verdade, são artifícios utilizados pelo autor para, de certa forma, "brincar" com um gênero literário tão praticado na história da literatura, os livros dentro dos livros.

O que está em foco, em O altar das montanhas de Minas, é a história de um homem que, por causa de um movimento mal ensaiado, de uma decisão infeliz, perde o rumo de sua vida e é obrigado a reaprender a viver. Felizmente para Dumont, e também para o leitor que o acompanhar nesta jornada que começa paradisíaca, se torna cruel e termina de maneira terna, nem toda esperança está perdida. As montanhas de Minas lhe reservam um final que, se não é feliz, ao menos não é trágico.

Jaime Prado Gouvêa é um autor que, ainda segundo Caio F., "só peca por publicar tão pouco". Quem sabe agora, com o ressurgimento de seus livros para a nova geração de leitores, Jaime Prado volte a escrever e publicar. Mas, caso isso não aconteça, ao menos tem-se nova oportunidade de ler este escritor de grande talento cuja obra é pequena em quantidade, mas enorme em qualidade e abrangência.

Para ir além






Rafael Rodrigues
Feira de Santana, 21/5/2010


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O que não fazer em época de crise de Fabio Gomes
02. Abelardo e Heloísa de Gian Danton
03. Coro dos Maus Alunos de Duanne Ribeiro
04. E Benício criou a mulher... de Gian Danton
05. Por uma lógica no estudo da ortografia de Marcelo Spalding


Mais Rafael Rodrigues
Mais Acessadas de Rafael Rodrigues em 2010
01. Meus melhores livros de 2009 - 22/1/2010
02. O altar das montanhas de Minas - 21/5/2010
03. O grande jogo de Billy Phelan - 2/4/2010
04. Sobre o preço dos livros 1/2 - 20/8/2010
05. O petista relutante - 29/10/2010


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




MARAVILHOSA GRAÇA- UMA ANÁLISE CONTUNDENTE E INSTIGANTE DA GRAÇA DE DEUS.
PHILLIP YANCEY
VIDA
(2000)
R$ 9,90



DONA MARIA JOSE - RETRATO DE UMA CIDADÃ BRASILEIRA
ANA ARRUDA CALLADO E DENILDE LEITÃO
RELUME DUMARÁ
(1995)
R$ 12,00



MILT RODRIGUEZ ( O SACERDOCIO DE TODOS OS CRENTES )
MILT RODRIGUEZ
RE
(2013)
R$ 30,00
+ frete grátis



O APOCALIPSE EM PERGUNTAS E RESPOSTAS
JUAN IGNACIO ALFARO
LOYOLA
(1995)
R$ 34,99
+ frete grátis



O PODER DA AUTO-ESTIMA
NATHANAEL BRANDEN
SARAIVA
(1995)
R$ 18,90



O SENTIMENTO DE IDENTIDADE
NICOLE BERRY
ESCUTA
(1991)
R$ 21,10



ROMEU E JULIETA - WILLIAM SHAKESPEARE (LITERATURA INFANTO-JUVENIL)
WILLIAM SHAKESPEARE - ADAPTAÇÃO DE LEONARDO CHIANCA
SCIPIONE
(1997)
R$ 5,00



O FORTE
ADONIAS FILHO
BERTRAND BRASIL/BIBLIOTECA NACIONAL
(2002)
R$ 12,00



AMERICAN ILLUSTRATION SHOWCASE
STANISLAW FERNANDES
AMERICAN SHOWCASE
(1983)
R$ 40,00



O OLHO DA COR - JOSÉ ENDOENÇA MARTINS (TEATRO CATARINENSE)
JOSÉ ENDOENÇA MARTINS
ED. DO AUTOR
(2003)
R$ 14,00





busca | avançada
35013 visitas/dia
947 mil/mês