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Segunda-feira, 8/8/2016
Fragmentos de Leituras e Sentido
Ricardo de Mattos

+ de 1300 Acessos

"De repente, a montanha apareceu
Cinzenta na distância; alta, tão alta
Como jamais tinha visto alguma
"
(Homero).

As Brumas do Sentido

Que a existência humana tem um Sentido é divisa que adotei com plena convicção. Certas questões seguiram meus passos, deitaram no meu travesseiro à noite e aguardaram-me pela manhã sentadas na cadeira do quarto. Que este Sentido não é dado nem prescrito, mas deve ser encontrado pelo indivíduo por meio de certa atitude espiritual parece evidente. Evidente porque superado, isto é, tendo-o encontrado, resta cumpri-lo. Olhando para trás, posso perceber que ele estava encoberto. Poderia até percebê-lo entre as brumas, mas ignorava de que já se tratava dele. "Então era isso?!" constato hoje.

O pobre indivíduo nasce esquecido de tudo que já experimentou. Precisa reaprender tudo repetidas vezes. O espírito padece de cansaço. No caminho, vozes tentam contagiá-lo com o próprio desânimo. "És apenas mais um animal". "Deus está morto". "Não há Sentido". E o vira-lata segue acossado, desanimado. Perde-se nesta estrada. Encontrar-se-á na próxima?

O vira-lata fortalece-se e posiciona-se. Diante da montanha da alma, a decisão de escalá-la é dele. Alguém o levará? Não. Deverá subir sozinho. Ou sobe, ou ficará largado na base, observando aqueles que já decidiram escalar. Falo em escalada, ascensão, em elevação, propositadamente. Na dificuldade da subida, o indivíduo deixará o que pesa demais. A cada dia terá uma visão mais ampla da paisagem. Vivenciando as dificuldades do caminho, calará melhor sua boca diante das dificuldades enfrentadas pelos demais. Pode-se subir acompanhado, é certo, mas cada um escolherá o apoio de seu pé. A partir de certa altura, o retorno é impraticável.

A montanha da alma, monumental livro de Gao Xingjian, escritor chinês ganhador do prêmio Nobel de Literatura do ano 2000, traz passagens em que o Sentido desvela-se, indo o autor da negação à desconfiança de sua presença. Recomendo com veemência a leitura desta obra, verdadeira rapsódia com capítulos de busca pessoal, reflexões e acertos com o passado, encontros, narrativas de lenda e históricas. Notadamente autobiográfica, importante reparar na rejeição do autor ao comodismo esperado pela sociedade e sua decisão de deixar de esperar por um milagre. Há uma vontade que se manifesta interiormente e impede a permanência em estado que não responda a anseios profundos. É necessário seguir, e seguir pode trazer dores: "Mas, uma vez que você está na montanha, prepare-se para sofrer!". Não sou defensor do sofrimento nem do martírio como forma de ascese, mas como fazem parte do pacote existencial, resta utilizá-los de maneira inteligente. Bater o prego na parede para pendurar o quadro envolve o risco de acertar um dedo com o martelo, perder a unha, etc. Imperioso pendurar o quadro, então assuma-se o risco da atividade. Ao abrir-se para o mundo, o indivíduo encontrará companhia, mas também decepções. Acertos e erros. Verá exaltado, mas também vilipendiado aquilo em que acredita. Haverá pessoas a seu lado e pessoas contrárias. Tudo constituirá seu patrimônio espiritual.

Sentido e Parcialidade

Depois de tanta informação a respeito da segunda guerra mundial e dos horrores cometidos contra os prisioneiros nos campos de extermínio, a leitura de É isto um homem?, de Primo Levi, acabou sendo morna. Já estaria eu anestesiado, assim como reconheço-me já insensível ao debate político-criminológico de cada dia, durante o qual políticos ainda pensam enganar alguém com as mais estapafúrdias desculpas para suas falcatruas? De qualquer forma, não poderia desencarnar sem ler o livro de Levi. Agora estou atrás de Assim foi Auschwitz, do mesmo escritor, em co-autoria com Leonardo Benedetti. Por que tanto interesse por período tão sinistro? Porque o estudo de campo de Viktor Frankl realizou-se em lugares assim e porque a desumanização, a visão reducionista, a visão do humano como objeto e meio grassam sutilmente e podem contaminar as melhores casas e famílias. Porque mantendo o Sentido diante dos olhos, fica cada vez mais fácil distinguir o que pode favorecê-lo e o que pode prejudicá-lo.

Inicialmente Levi nega um Sentido para tudo o que presenciou. No capítulo intitulado Um dia bom, porém, ele afirma: "A convicção de que a vida tem um objetivo está enraizada em cada fibra do homem; é uma característica da substância humana. Os homens livres dão a esse objetivo vários nomes, e muitos pensam e discutem quanto à sua natureza. Para nós, a questão é mais simples. Hoje, e aqui, o nosso objetivo é aguentarmos até a primavera. No momento, não pensamos em outra coisa". Sem medo de ser feliz, o leitor leia "Sentido" onde está escrito "objetivo". Pode-se argumentar que a vontade de Sentido seja característica do homem, ainda que este não exista de fato. Contudo, assim como a noção de um Criador é comum à humanidade em todos os quadrantes do planeta, embora ninguém possa definir com exatidão quem é este Criador, a suspeita de um Sentido ontológico inspira as mais diversas mentes. Há um Criador e a maturidade dispensa-me de pretender definí-Lo, pois minha definição não é Ele. Há um Sentido para cada ser que rasteja neste vale de lágrimas em meio ao choro e ao ranger dentes, mas cada rastejante deverá encontrar o seu próprio e cumpri-lo por meio de sua missão. Por "missão", não queremos dizer que cada pessoa deverá fazer cair as muralhas de Jericó. Se criar direito o filho que trouxe ao mundo já está bom demais.

Esta parcialidade de Sentido que Levi menciona e exemplifica com a chegada da primavera, deve-se, segundo Frankl, ao fato de que o Sentido da vida sempre se modifica, mas jamais deixa de existir. Então a vida teria mais de um sentido? Ou é o mesmo Sentido encontrado no passo a passo da jornada? Na Tese do otimismo trágico, texto integrante do livro Em busca de sentido, o fundador da Logoterapia esclarece. Há um sentido maior, um sentido a logo prazo, como ele diz. Utilizando os recursos de sua época, compara a vida humana a um filme composto por inúmeros quadros sucessivos "cada um deles vem carregado de sentido e traz um significado, mas o sentido do filme todo não pode ser visto antes que sua sequência seja mostrada". A expressão "só por hoje" dos grupos anônimos revela sua carga terapêutica: só por hoje manter-se limpo e na sucessão das 24 horas configura-se a abstenção, a sobriedade, a recuperação. O Sentido é a saúde do sujeito.

Agressão ao Sentido

Pela manhã, havia lido no jornal a respeito do lançamento de uma antologia de contos do norte-americano O. Henry (1862-1919). Lembrando-me da possibilidade de haver algum texto deste escritor, procurei na estante por determinada coleção. Leitores de sessenta anos atrás talvez lembrem-se de uma coleção de contos em que o título de cada volume começa com "Maravilhas": Maravilhas do conto português,Maravilhas do conto inglês. Ignoro se a editora Cultrix ainda atua no mercado, mas um de seus melhores trabalhos é o lançamento desta coleção. Acreditava limitar-se a dez volumes, mas já encontrei outros que fogem ao nacionalismo e ligam-se a um tema: Maravilhas do conto de humor, por exemplo. Os dez volumes inicialmente herdados de meu avô foram encadernados com capa marrom café.

Lá estava o conto de O. Henry, pseudônimo de William Sidney Porter. Prisão sem grades. Percebi que poucos contos foram lidos deste volume e decidi dedicar-me a mais alguns. Caro leitor: as voltas que dou nesta coluna para chegar ao ponto refletem as voltas que dei para chegar ao texto que realmente quero mencionar. É que gosto da coleção de contos e há tempos não a consultava. Várias páginas adiante escolhi Os crisântemos, de John Steinbeck (1902-1968), ainda encarnado à época da edição (1958).

Narra o conto o encontro entre uma fazendeira e um trabalhador ambulante, dedicado a consertos em geral, enquanto o marido encerrava alguns trabalhos no campo. Steinbeck já havia descrito a dedicação de Elisa - a fazendeira - ao seu canteiro de flores, entre as quais os crisântemos "com um palmo de diâmetro". Percebe-se que a este cultivo a personagem dedicava suas melhores energias de sua existência, no mais, apagada. Enlevada pela jardinagem e na expectativa de outra esplêndida florada, Elisa vê adentrar a propriedade o ambulante, simplesmente referido como "o homem". Depois de conversarem e de ele realizar pequeno reparo numa panela, o homem informa à fazendeira que certa vizinha gostaria muito de ter flores como as que ele estava vendo no jardim. Afetada naquilo que a justifica perante si mesma e perante o mundo, Elisa cede alguns brotos para o homem levar a tal vizinha. A partir deste momento, dois estados de ânimo verificam-se na personagem.

Primeiro, espécie de orgulho invade-a, decorrente da satisfação de ver seu trabalho reconhecido e disseminado. Percebeu que o homem tomou outro caminho, não o que o levaria até a propriedade mencionada. Mas sua visão foi comprometida pelo sentimento agradável de ver uma pessoa levar para outra um "vaso vermelho e grande" com os frutos de sua dedicação. Apesar de cumprir a rotina junto ao marido, parecia ter encontrado a consagração. O que realmente é próprio de quem exerce a tarefa que encontrou para si. Dentro dos limites de sua vida pacata, o entusiasmo de Elisa fê-la considerar algumas pequenas mudanças. Alma satisfeita com o reconhecimento parece expandir-se e procura caminhos por onde isso possa ocorrer, as chamadas "válvulas de escape". Contudo, mesmo diante do reconhecimento "de boca" de uma tarefa, é necessária maturidade para acolhê-lo. Maturidade que faltou à personagem e levou-a ao segundo estado de ânimo.

Seguindo com o marido pela mesma estrada do homem, deparou-se com cena que lhe afetou o orgulho inicial. Os brotos selecionados e acomodados no vaso foram atirados à beira da estrada pelo homem que, ao que tudo indica, jamais dar-se-ia ao trabalho de levá-los tão longe. O recipiente era tudo o que lhe interessava. "Se rotas, em pedaços,/ as coisas por que tu sacrificaste a vida,/ curvado as reconstróis com os teus doridos braços", versejou Kipling... Mas Elisa, afastada do convívio social e provavelmente desconhecedora do poeta, não conseguiu ficar "sem uma queixa, uma palavra de lamento" (a tradução é de Gondin da Fonseca). Esta intromissão entre o ser e sentido pode ser dolorosa. É mais fácil aceitar que um empreendimento falhe pela própria inépcia que pela intervenção dolosa de outrem. Cada broto despejado à beira da estrada era um "crisântemo de mais de um palmo" que foi abortado, um poder-ser que não se concretizou. Se a autotranscendência de Elisa verificava-se no cuidado com as flores, Steinbeck permite ao leitor, em poucas linhas, acompanhar esta agressão ao Sentido.


Ricardo de Mattos
Taubaté, 8/8/2016


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