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Terça-feira,
1/5/2012
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O Anvil e o amor à música
>>> Anvil! A história do Anvil (2008), de Sacha Gervasi, é um ótimo documentário sobre música. Conta a trajetória da banda do título do começo até... bem, não é até o estrelato. Afinal, o Anvil foi uma daquelas bandas que, por motivos diversos, acabou ficando pelo caminho. Não alcançou o sucesso comercial de bandas contemporâneas como Scorpions, Whitesnake e Bon Jovi. Aliás, esse é o mote do roteiro: acompanhar o dia a dia de quem fracassou.
por Rafael Fernandes
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Corrupção ou esperança
>>> Quando pensei o que escrever neste mês, me veio a palavra corrupção. Estava impressionado os inúmeros casos que estão sempre noticiados nos mais diversos veículos de comunicação, que mostram um Brasil representado, em sua maioria, por pessoas despreparadas e egoístas, agindo em proveito próprio e não na imensa população carente deste país. A idéia de escrever sobre o tema foi reforçada pelas irônicas e paradoxais frases de Millôr Fernandes.
por Daniel Bushatsky
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Não presta, mas vá ver
>>> Dizem que, um dia, os computadores ocuparão o lugar dos críticos e comentaristas de arte. Se esse momento chegar, perderei uma de minhas grandes diversões: ler uma porção de comentários discordantes sobre filmes ou livros e tentar adivinhar o que os provocou. Somente leitores muito ingênuos acreditam em críticas imparciais. Quem acompanha o jornalismo cultural já sabe que comentaristas escrevem de acordo com suas preferências.
por Carla Ceres
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Paulo César Saraceni (1933-2012)
>>> A Saraceni, entre os amigos conhecido como Sarra, deve-se dar um destaque especial. Como se pode ver nos arquivos de Glauber Rocha, disponíveis em Tempo Glauber, e no livro de memórias de Sarra, Por dentro do Cinema Novo (Nova Fronteira, 1993), é dos papos entre ele e Glauber nos bares da zona sul carioca ou em Salvador, no início dos anos 60, que se pode ter em mente o que os jovens cineastas queriam fazer para revolucionar o cinema brasileiro.
por Humberto Pereira da Silva
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Pina, de Wim Wenders
>>> Pina Bausch morreu em 2009, aos 69 anos. Além de coreógrafa reconhecida mundialmente, atuou como atriz no filme Fale com ela, de Pedro Almodóvar. Seria leviano de minha parte analisar criticamente os aspectos estéticos de sua coreografia ― há inúmeros especialistas capacitados para fazê-lo. Mas, valendo-me da "lente" de Win Wenders, nota-se a grandiosidade, a imponência da expressão corporal de Bausch.
por Wellington Machado
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O fim do livro, não do mundo
>>> As notícias nos dão conta: já vivemos a nostalgia do livro. Observe que, quando escrevo a palavra "livro", antecedida da palavra "nostalgia", uma imagem robusta apossa-se da mente dos leitores digitais: um tomo considerável, talvez clássico da literatura de ficção, um romance daqueles que espelhava, provocava e civilizava o mundo nos bons tempos, graças ao dom de um autor genial e infelizmente sem sucessores.
por Marta Barcellos
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Tolos Vorazes
>>> Qual o cenário mais improvável sobre o futuro da humanidade? Nem mesmo a pior das metáforas sobre o descontrole do poder estatal ou o sonho mais estapafúrdio sobre um clássico como O Senhor das Moscas conceberia o que se apresenta no cinema sob o nome de Hunger Games. A primeira adaptação para o cinema da trilogia criada pela escritora Suzanne Collins tenta explorar temas sérios, utilizando crianças como protagonistas de uma batalha pela sobrevivência.
por Vicente Escudero
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Herzog, Glauber e 'Cobra Verde'
>>> Werner Herzog é sabidamente um cineasta idiossincrático. Seu longa-metragem de estréia, Sinais de Vida, anuncia uma visão de cinema da qual se manterá fiel pelo menos até Cobra Verde. Há uma preocupação manifesta em exibir paisagens, ambientes e hábitos incomuns ao espectador habitual. Com isso, gerar desconforto e afrontá-lo em suas expectativas. Herzog e Glauber propõem um tipo de cinema exasperante, incômodo.
por Humberto Pereira da Silva
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Lições que aprendi com o Millôr
>>> Por anos, me iludi com a imortalidade de Millôr Fernandes. Se é gênio, só pode ser imortal, pensei. A ilusão ruiu em fevereiro de 2011, quando o Guru do Méier sofreu um AVC isquêmico que o deixou inconsciente e internado por meses a fio. Desde então, fui me conformando com o fato de que seria só uma questão de tempo. Mas, se consegui evitar o choque ao receber a notícia de sua morte, não consegui evitar a tristeza.
por Diogo Salles
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Lobato e modernistas: uma história mal-contada
>>> Este ano comemora-se 90 anos da Semana de Arte Moderna. A data tem gerado muitos estudos sobre o evento. Entretanto, um grande equívoco ainda resiste: a suposta briga entre Lobato e os modernistas. Já existem várias obras que reavaliam essa relação, em especial o ótimo Furacão no Botocúndia, mas infelizmente a versão de que Lobato era inimigo da Semana ainda continua sendo transmitida, inclusive em sala de aula.
por Gian Danton
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iPad pra todo mundo
>>> É uma festa, uma festa tecnológica. Vamos dar giz pra todo mundo e a educação vai melhorar. Vamos dar computador pra todo mundo e as crianças serão mais inteligentes. A versão nova é dar iPad pra todo mundo e resolver o problema da conexão. Conexão a quê? Com a educação é que não é, né? E o professor? Onde fica? Escondido atrás de seus dispositivos móveis, sem ler nada e sem estudar. Desculpe aí o pessoal pró-tecnologia de qualquer espécie...
por Ana Elisa Ribeiro
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Ode ao outono
>>> Dizem que o lado bom do outono é não chegar suado ao trabalho depois de pegar o metrô cheio, aproveitar uma temperatura mais amena, optar indistintamente entre uma inútil blusa de manga comprida e uma regata. Alguns habitantes do hemisfério norte podem se regozijar em usufruir de um belíssimo tapete de folhas multicores. Falemos do outono, o primo esquecido da primavera, que mal começou por estas bandas e o paulistano já sente na pele.
por Elisa Andrade Buzzo
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Os últimos soldados da Guerra Fria
>>> Fernando Morais é um caso raro na literatura brasileira. O escritor mineiro já fez três livros que de alguma maneira tem o socialismo como tema, é biógrafo do mais detestado escritor brasileiro de todos os tempos (no Brasil) e seu próximo projeto é uma biografia de ACM, que em termos de detratores não fica muito atrás de Paulo Coelho. Mas o grande barato da bibliografia de Morais está não no seu texto jornalístico, mas no seu faro de repórter.
por Luiz Rebinski Junior
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Nuno Ramos, poesia... pois é
>>> Nuno Ramos tem gosto pela palavra. É autor de Ensaio Geral, livro de quase 400 páginas, além de mais 5 obras literárias: O pão do corvo, O mau vidraceiro, Cujo, Ó (prêmio Portugal Telecom de Literatura em 2009) e Junco. No seu trabalho como artista plástico, também a palavra aparece como um dos elementos principais de sua criação. Não estranha, portanto, o fato de Nuno Ramos também ser poeta.
por Jardel Dias Cavalcanti
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Millôr desde a escola, e pela vida afora
>>> Vocês não podem imaginar de que maneira inusitada eu fui conhecer a obra do Millôr. Não foi na Veja, nem n'O Cruzeiro (até porque eu nem era nascido na época dessa memorável revista), nem na TV, nem na internet ou através de postagens aleatórias de suas frases nas redes sociais. Li Millôr Fernandes pela primeira vez nas páginas de um livro didático do ensino fundamental, da nossa rede pública de educação. Acreditam?
por Fernando Lago
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Julio Daio Borges
Editor
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