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Sexta-feira, 26/11/2010
Comentários
Duanne Ribeiro


Filósofos versus Wikipédia
Estamos julgando o valor dos filósofos citados por Diderot (Malebranche, continuador de Descartes, por exemplo) pela sua permanência no mainstream? Por sua "influência"? E em que medida se pode dizer que Diderot era "personalista"? Galileu revolucionou a história da ciência em uma forma que determinou o trabalho de Newton e foi mais longe do que qualquer coisa que o criador da Wikipédia pode fazer. Fora que a tradição científica anterior a Diderot já ressaltava os perigos das opiniões pessoais, e desde Descartes se fala de prejuízo e preconceito atrapalhando a razão. Estamos avaliando os verbetes da Enciclopédia como "apostas"? Eram tentativas de previsão de sucesso, da mesma forma que nossas revistas semanais? A Wikipédia é algo valioso e a produção coletiva da forma como temos hoje é de fato uma revolução do nível do iluminismo, mas esse seu comentário me parece muito problemático, em muitos âmbitos.

[Sobre "Diderot, o enciclopedista, e sua História da Filosofia"]

por Duanne Ribeiro
http://www.revistacapitu.com
26/11/2010 às
10h15 200.196.153.29
 
Lennon acreditava nele
Ainda não li a biografia, por isso não sei o quanto "a arrogância e a personalidade forte de John era na verdade só um disfarce para sua insegurança" é só um clichê, porque, afinal, esse é o pensamento imediato para qualquer pessoa arrogante e/ou de personalidade forte ("precisa se afirmar"). Ou "discurso político de Lennon enquanto andava de Rolls-Royce", porque não consta que Lennon fosse contra a riqueza, mas a favor da paz - aí está outro clichê: se é político, não pode ter dinheiro. E há mais outro problema: na sua crítica você cita os trabalhos solos dos outros beatles e esquece de "Plastic Ono Band", que é um álbum fabuloso, e estou para ver qualquer letra do Paul ser pelo menos tão genial quanto a de "God". Essa é a música em que John disse: "I don't believe in Beatles". Isto é, vocês estão em lados diferentes. Você acredita nas "boas" canções, no perfeccionismo de Paul (manter a banda, ter o sucesso), mas John estava dizendo: "I just believe in me, Yoko and me".

[Sobre "John Lennon, o homem"]

por Duanne Ribeiro
http://www.revistacapitu.com
12/11/2010 às
10h35 200.196.153.29
 
Nada de petismo disfarçado
Carlos, eu não sou petista. Estou falando de ataques virulentos dentro de uma campanha (in)comunicacional, sustentada pela extrema direita, pela igreja elitista e por outros indivíduos. Não recebi nenhum spam disseminando crimes de Serra nem conheço qualquer campanha de informação com o objetivo de deturpar seu percurso profissional. Você pode me dizer onde encontro esses ataques que citou? Ou você pode me descrever essas suas experiências? As notícias de corrupção ao que tudo indica não são distorção, com exceção da referente à Erenice Guerra. A matéria de denúncia da Folha usou apenas uma fonte, e uma fonte inconsistente. Quanto ao trabalho da Dilma, até onde eu sei ela era paga para ser chefe da Casa Civil e ministra de Minas e Energia. Concluímos, então, que trabalhou. A campanha do Serra não se focou nesse trabalho, mas em aborto e terrorismo. Quanto à imprensa, eu linquei dois editoriais em que a mídia se posiciona. Inclusive o do Estadão, criticando o Lula diretamente.

[Sobre "Jesus não vota"]

por Duanne Ribeiro
http://www.revistacapitu.com
15/10/2010 às
18h02 200.196.153.33
 
Bacana seu texto
Bacana seu texto, acabei de indicá-lo no Twitter da Capitu. Só discordo que "Cabeça Dinossauro" não tenha significado. E discordo violentamente de que as músicas do Ramones sejam nonsense.

[Sobre "A morte anunciada dos Titãs"]

por Duanne Ribeiro
http://duanneribeiro.blogspot.com
23/3/2010 às
17h29 189.62.245.127
 
Crítica da crítica da crítica
Difícil criticar um texto em que se critica a crítica, mas vou tentar ser construtivo. O que seu amigo me parece ter dito, pelo que você citou, não é que ele não entendeu a ideia do texto, mas a quem você dirigia e quais resultados esperava ter. São coisas diferentes. Você pode precisar dar ou não determinado tipo de informação ou se esforçar ou não para convencer sobre determinadas coisas, dependendo de para quem escreve - mesmo que esteja passando a mesma ideia. Você, neste artigo, tem uma ideia de público: é o cara que tem a perfeita apreensão, tem na ponta da língua as regras de interpretação que você precisou consultar manuais para lembrar. Mas são todos assim? A crítica dele era construtiva nesse ponto: "não sei se sua mensagem convence alguém, mas a mim, não". Também penso que você criticá-lo porque ele não produz é uma falácia. Que importa se não produz? Principalmente quando se fala de texto, ele tem a capacidade de raciocínio e de saber se a mensagem chega a ele ou não.

[Sobre "A interpretação dos chatos"]

por Duanne Ribeiro
http://duanneribeiro.blogspot.com
23/3/2010 às
17h19 189.62.245.127
 
PSDB quase igual ao PT
Dilma. Porque o PSDB não parece ter meios para se distinguir suficientemente do PT, e o Lula talvez consiga transferir seus votos para ela. [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Lula: O Filho do Brasil"]

por Duanne Ribeiro
25/1/2010 às
12h45 189.62.234.113
 
Moderação
Marcelo Coelho escreve, em seu "Crítica Cultural - Teoria e Prática": o "crítico conservador crê que se ele não vê nada em uma obra, não há nada para ver". E segue com uma série de exemplos. É já um comentário que nos sugere moderação ao tratar da arte contemporânea e dos seus depreciadores. O texto romântico também foi considerado arte inferior, o cinema também foi considerado arte inferior, a fotografia também, o jazz também (por, veja só, Adorno) etc. e etc... Você cita "a unidade, a autenticidade, o gesto criador", mas esses são conceitos problematizados por algumas vanguardas e não são valores tão absolutos como se coloca aqui. O que significa uma obra ser "única"? Ninguém mais tê-la feito? O que significa uma obra ser "autêntica"? Ter sido feita por alguém de forma que nenhum outro a fizesse? O que é "gesto criador"? Um movimento de vontade que não poderia se repetir? Isso, de cara, ignora que haja um processo de absorção de influências, de remanejamento de informações...

[Sobre "A letargia crítica na feira do vale-tudo da arte"]

por Duanne Ribeiro
http://www.twitter.com/duanneribeiro
6/1/2010 às
13h09 189.62.245.135
 
O Adnet
Gosto bastante do Adnet, e penso que, no futuro, o "Pânico da TV" e o "Hermes e Renato" serão lembrados com a mesma importância que se dá à "TV Pirata". Os que vieram do stand-up foram para a televisão e creio que perderam muito da graça; eu podia gargalhar com o Seu Merda, do "Terça Insana", no YouTube; mas a sua versão politicamente correta, o Seu Banana, não consegue nem um sorriso amarelo. Nas tirinhas, penso que o Angeli é o maior, agora que o Laerte assumiu uma postura mais reflexiva e/ou absurda. No humor escrito, não conheço ninguém que se compare ao Verissimo, com exceção do Alexandre Soares Silva. [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Espiões"]

por Duanne Ribeiro
16/12/2009 às
12h18 189.62.247.31
 
Soares Silva, talvez
Alexandre Soares Silva, talvez. Ainda não vi entrevista de página inteira com ele, e ele quase sempre é tão engraçado quanto o Verissimo. [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Kafka e a Marca do Corvo"]

por Duanne Ribeiro
6/11/2009 às
14h32 189.100.17.225
 
Ser um exemplo
Talvez a de que um polÍ­tico seja exemplo de alguma coisa, em vez de objeto de crí­tica e desconfiança na maior parte do tempo. Qual foi o último polí­tico que foi exemplo? [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção: A estratégia de Barack Obama"]

por Duanne Ribeiro
18/9/2009 às
23h23 189.62.243.149
 
Magnólia, de Anderson
"Magnólia", com direção e roteiro de Paul Thomas Anderson. O filme tem uma série de histórias separadas que se entrelaçam, cada uma delas com personagens de personalidades complexas. A história seria intrincada e interessante apenas por isso, mas o filme permite uma grande variedade de leituras, seja adicionando referências à Bí­blia (o que leva a um tipo de interpretação), seja pela premissa inicial não-vinculada diretamente a nenhuma das histórias (o que leva a outra), seja pelo absurdo (que dificulta a análise de tudo e faz com que pensemos de novo e de novo). Então, você tem uma premissa frenética, a apresentação de vidas complicadas e aí­... chovem sapos. Sério. É um roteiro, um filme, que persiste na mente depois que acaba. Por muito tempo. [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Manual de Roteiro"]

por Duanne Ribeiro
11/9/2009 às
08h29 201.10.84.223
 
Sócrates, por Platão
Os diálogos de Sócrates, por Platão. Mesmo um só deles. Porque te contaminam de repente, e logo não conseguirá ouvir um conceito sem querer destrinchá-lo, e uma série de verdades vai ser como - para usar uma comparação cristã - castelos construí­dos sobre a areia... [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Agamêmnom"]

por Duanne Ribeiro
18/5/2009 às
12h05 201.72.216.230
 
A antropofagia nos une
O mesmo que sempre. É conter um aglomerado tão grande de referências e influências que não se poderia explicar esse significado numa frase. Só a antropofagia nos une, como diria Oswald de Andrade. [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Brasileiros"]

por Duanne Ribeiro
10/4/2009 às
10h38 189.62.252.217
 
Confesso que não leio
Vou ser obrigado a parafrasear o Lula, em entrevista para a Piauí, falando sobre o Diogo Mainardi: "confesso que não leio...". [São Paulo - SP]

[Sobre "Promoção Dentes do Dragão"]

por Duanne Ribeiro
11/2/2009 às
09h00 189.34.178.53
 
Questionar o nepotismo
Que eu me lembre? Perguntei a um filho de vereador se ia continuar empregado ou se ia ter sair, depois dessas modificações em relação ao nepotismo. Disse que não sabia, que ia ver, um tanto constrangido e de voz baixa. Até hoje está lá... [Santos - SP]

[Sobre "Promoção Contos Indiscretos"]

por Duanne O. Ribeiro
7/11/2008 às
09h33 201.74.101.205
 
Julio Daio Borges
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