Não estamos longe disso | Joel Macedo

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COMENTÁRIOS

Domingo, 29/7/2007
Comentários
Leitores


Não estamos longe disso
A sub-cultura da auto-ajuda, que despreza o bom texto, vem tentando com insistência - e conivência das grandes editoras - assassinar a literatura. Acho que a morte da literatura está mais vinculada a essa sub-cultura do que à saída de moda da ficção e da poesia, uma vez que isto é consequência da primeira hipótese. E tudo está ligado à sobrevivência heróica do homo sensibilis e à proeminência medíocre do homo robotis. No dia em que a literatura de ficção morrer, a literatura em si já terá suspirado há muito tempo. E, sinceramente, não acho impossível isso acontecer. Ou seja: verdadeiros escritores, guardiãs da arte, subsistirem numa camada subterrânea da sociedade e da cultura, como os primeiros cristãos nas catacumbas...

[Sobre "A literatura de ficção morreu?"]

por Joel Macedo
29/7/2007 à
01h20 200.222.36.170
(+) Joel Macedo no Digestivo...
 
CaleidoSampa
Elisa, que belo retrato de nossa cidade-caleidoscópio! Chamou-me a atenção uma das preciosidades recuperadas: "os entalhes sutis de mil novecentos e bolinha". Ah! Como já perambulei por ruas paradas no tempo e no espaço, examinando fachadas, à procura dos "entalhes sutis", admirando-as e imaginando de onde teriam vindo seus autores, esses artesãos/artistas, que também se perderam, no tempo e no espaço... Como gostaria de ver preservada essa memória, ainda que virtualmente!

[Sobre "Cidade limpinha"]

por Eiji Arata
28/7/2007 às
23h50 201.76.82.127
(+) Eiji Arata no Digestivo...
 
Uma palavra-chave eliminada
Gostei muito desse seu texto, Ana Elisa. Ele me fez lembrar de muitas situações semelhantes que vivenciei. Uma especialmente, mais recente: o editor alterou o título de um livro por não "gostar" de uma palavra-chave usada pelo autor, não só no título como em todo o livro. Isto para mim chama-se prepotência...

[Sobre "Dar títulos aos textos, dar nome aos bois"]

por simone
28/7/2007 às
18h21 201.62.190.170
(+) simone no Digestivo...
 
Estratégia literária
Edu, gostei do texto, mas não concordo com algumas colocações acima. Acho mais válido equipar sua biblioteca e deixar bons títulos à disposição, do que impor leituras. Lembro-me que minha mãe tinha uma boa estratégia. Quando ela queria que lêssemos alguma coisa, ela deixava livros espalhados estrategicamente pela casa. Uma hora ou outra, eu e meus irmãos sempre dávamos uma olhada, no mínimo.

[Sobre "Um plano"]

por Diogo Salles
http://www.diogosalles.com.br
28/7/2007 às
13h27 189.33.10.57
(+) Diogo Salles no Digestivo...
 
Lição mal assimilada
Bom artigo, boa reflexão para leitores e escritores em potencial. Só acho que a mania de frases curtas etc é mais uma herança (negativa, em muitos casos) ou uma lição mal assimilada, do nosso Modernismo. Modestamente, só faltou o meu nome entre os pioneiros. Mantive uma oficina literária permanente durante 18 anos, a partir de 1974. Perdi a conta do número de alunos (muitos escritores, hoje) que passaram por ela. Parei há alguns anos, mas continuo achando que oficina pode ajudar, sim, e que talento, claro, não se compra em butiqe nem em supermercado. Abraço.

[Sobre "De vinhos e oficinas literárias"]

por Moreira da Costa
28/7/2007 às
11h55 200.179.248.79
(+) Moreira da Costa no Digestivo...
 
O jornalismo passa...
Caro André: discordo totalmente da sua tese. Na minha opinião, o jornalismo, o velho, não está morrendo e, se estiver, fico com a frase do Arthur Sulzberger, dono do New York Times, citada aí mesmo: não me importo. Na verdade junto aqui os dados do artigo ótimo do Rubem Fonseca, neste mesmo numero do Digestivo. Enquanto se falava na morte da literatura de ficção altos autores escreviam seus romances. Evidente que está havendo uma revolução na midia - mas encontrar jornalistas que saibam escrever, tenham cultura, leiam, saibam fazer uma reportagem e usem todos os recursos das novas midias vai ser dificil. Teremos talvez bons vídeos e péssimos ou medíocres textos, belíssimas fotos com simples legendas. Não sei, mas vamos em frente: como as pessoas, nada morre antes do tempo. Enquanto isso, fico aqui escrevendo minhas matérias. Como a caravana, do velho provérbio, o jornalismo passa, enquanto os cães ladram....

[Sobre "O velho jornalismo está morrendo"]

por Ana L.Vasconcelos
http://www.cronopios.com.br
28/7/2007 às
11h32 201.82.185.27
(+) Ana L.Vasconcelos no Digestivo...
 
Sempre haverá literatura
Num planeta habitado por pessoas que escrevem e outras que lêem, ainda que ocasionalmente - como quando caem de cama e param com sua rotina, por exemplo -, sempre haverá escritores e leitores, assim como sempre haverá mercadores de alimentação e gente para se alimentar. Portanto, a pergunta em questão, sempre refeita, já está se tornando retórica...

[Sobre "A literatura de ficção morreu?"]

por isa fonseca
http://www.hisafarr.zip.net
28/7/2007 às
11h25 200.226.148.19
(+) isa fonseca no Digestivo...
 
Viva a ficção!
Excelente. Escritores sabem por que escrevem, mesmo que não saibam para quem. Fazer compras, ver TV, usar computador, ir ao cinema, namorar, nunca preencherão a alma de alguns; nem ler, nem escrever, mas estes são recursos que aliviam a angústia de quem consegue fácil ou aprendeu com esforço a criar, pensar, questionar o que está posto, determinado pelos antecessores, líderes, especialistas. Muito boa a frase do García Márquez, a criação nos faz humanos, nunca morrerá, ou morreremos. Talvez mudem as formas de fazer, inventar, inovar, mas não o ato de tentar fazer, algo pessoal, que nos aproxime dos outros ao nos diferenciar deles. Os homens (incluindo mulheres) têm necessidades que vão além da sobrevivência, da posse material, ou do lazer padronizado. Exigentes? Insatisfeitos? Desajustados? Ou apenas humanos?! São assim os escritores, as pessoas criativas, todos que tenham oportunidade de ver mais do que o permitido pelos padrões e modelos prévios de agir, de viver.

[Sobre "A literatura de ficção morreu?"]

por Cristina Sampaio
28/7/2007 às
10h38 201.50.237.184
(+) Cristina Sampaio no Digestivo...
 
reciclar a escrita
Hum. Resta saber que tipo de escritor será esse que, enquanto leitor, também não lê (lembrando que todo escritor é, também, e essencialmente, um leitor que escreve). É mais provável que haja um tipo de literatura que perdeu leitores. Mas, seguramente (tenho observado), há outro em substituição. Talvez seja necessário reciclar a palavra escrita. Abç, Paula

[Sobre "A literatura de ficção morreu?"]

por paula mastroberti
http://www.mastroberti.art.br
28/7/2007 às
08h24 201.37.96.222
(+) paula mastroberti no Digestivo...
 
esqueçam que existe rádio fm
essa rádio sempre foi uma droga, aliás nenhuma rádio presta: elas nao saem e nem nunca sairão da mesmice. sigam o meu conselho: ouçam seus discos e esqueçam que existe fm.

[Sobre "89 FM, o fim da rádio rock"]

por marcelo
28/7/2007 às
06h36 200.210.92.130
(+) marcelo no Digestivo...
 
Como a História será contada?
"De um lado as rotativas. Rodando. Do outro, um leitor, redondamente enganado". Enganado o leitor do presente e o do futuro também. Afinal a notícia de hoje é base para a História. Como a História será contada? Adorei o texto. bjs

[Sobre "Retrato 3X4 de um velho jornalismo"]

por Adriana Carvalho
27/7/2007 às
11h34 200.225.94.130
(+) Adriana Carvalho no Digestivo...
 
ajudar a melhorar minha peça
Oi, Pilar, publiquei uma carta hoje em blog que é justamente uma carta de um amigo tentando me ajudar a melhorar minha peça... Abraços do Lúcio Jr.

[Sobre "Revisitar-se ou não, eis a questão"]

por Lúcio Jr
http://wwwpenetralia.blogspot.com
27/7/2007 às
11h31 200.97.92.133
(+) Lúcio Jr no Digestivo...
 
Livros... sem preconceitos
Como no comentário anterior, tive a sorte de professores que incentivaram a leitura de modo natural ainda no ensino fundamental, somado a pais que liam e tinham muitos livros a disposição em casa. Da época em que "bancas" vendiam livros na pça. da Sé (SP), com os mais variados títulos e assuntos, que meu pai sempre comprava também, ainda que não chegasse a ler, mas estavam à disposição, uns eu lia, outros iniciava a leitura e parava por achar chato, outros nunca toquei, mas o fundamental foi ler sem preconceitos uns quantos estilos ou autores, o que contribuiu p/ melhorar o vocabulário. Encarar o livro como um lazer, tal qual o cinema: às vezes queremos um filme com conteúdo, às vezes uma cómedia romântica ou um besteirol nos atrai, o importante é a distração, seja lendo Cervantes, Jorge Amado, Nikos Kazantzakis, Kafka, Noah Gordon ou mesmo Dan Brown. Com certeza, algo de bom vai ficar. Gostei muito do texto.

[Sobre "Os dez mandamentos do leitor"]

por Alberto Guzmán
27/7/2007 às
11h28 201.91.195.196
(+) Alberto Guzmán no Digestivo...
 
Viva Búzios!
Que vontade de estar aí novamente! A sua descrição detalhista de Búzios me fez voltar no tempo. Esse lugar é mágico! Estou curtindo a cobertura, Mah! bjos!

[Sobre "10º Búzios Jazz & Blues II"]

por Tais
27/7/2007 às
10h28 200.171.49.169
(+) Tais no Digestivo...
 
Passado versus Futuro
A estratégia de integrar o novo com o velho, maximizando a potencialidade da informação, é o grande lance desse livro, ou seja, quem admitir as inovações, será contemplado com a resistência de seu produto no mercado. E acredito, sim, que Meyer está correto quando faz essa afirmação. Boa leitura!

[Sobre "Os Jornais Podem Desaparecer?, de Philip Meyer"]

por Mariana Souza
27/7/2007 às
10h08 200.211.87.7
(+) Mariana Souza no Digestivo...
 
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