Novas Observações 06 | Déborah Guaraná

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Terça-feira, 9/10/2007
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Leitores


Novas Observações 06
Uma das coisas que também se falava muito em relação à película era a velocidade de gravação. Além disso, enquanto a película fazia 24 fotogramas por segundo, as câmeras digitais semi-profissionais (e até mesmo alguns modelos digitais) gravavam de modo entrelaçado, ou seja, toda a resolução que tinham era de, no máximo, 1080 linhas entrelaçadas em 29,97 frames por segundo (não eram fotogramas). Chama-se 1080i, os formatos de gravação das conhecidas HDV. Hoje esse modo de gravação já estava superado pela Panasonic, que lançou uma camera HDV que gravava em 24 progressivo (e não entrelaçado, como nas outras digitais). Com a RED também não é diferente, podendo filmar em 24, 30, 60 e outros.

[Sobre "Fetiche por película"]

por Déborah Guaraná
http://postodegasolina.blogspot.com
9/10/2007 às
20h16 200.249.25.12
(+) Déborah Guaraná no Digestivo...
 
Novas observações 05
Pesquisando encontrei uma empresa super legal! Imagine que você quer montar uma sala de cinema digital e alguém lhe oferece um computador (conectado à empresa distribuidora via satélite), projetor e tela. Faz um investimento inicial e depois paga apenas por sessão exibida! A empresa chama-se RAIN Network e, por incrível que pareça, é brasileira! Gente, o único entrave para que o cinema não se transforme é o dinheiro que as grandes empresas norte-americanas vão perder com essa conversão. Imagine todas aquelas câmeras da Panavision sendo jogadas no lixo. Imagine que as distribuidoras iriam lucrar BEM menos com o cinema digital. Imagine se elas vão deixar isso acontecer? Imagine se a gente tem poder pra fazer alguma coisa com o pensamento retrógrado da maioria dos cineastas cheios de fetiche burro...

[Sobre "Fetiche por película"]

por Déborah Guaraná
http://postodegasolina.blogspot.com
9/10/2007 às
20h12 200.249.25.12
(+) Déborah Guaraná no Digestivo...
 
Novas observações 04
E ainda tem quem diga que vídeo não é cinema. Ou seria o contrário? Uma vez fiz uma matéria, no Cine-Pe, festival de cinema aqui em Recife, sobre a empresa que possui um projetor móvel de película e exibe os filmes nos festivais brasileiros. Não lembro agora o nome da empresa, mas ia combinar de entrevistar o pessoal no intervalo e o técnico puxou uma cadeira e disse para conversarmos no meio da exibição do primeiro longa da noite. Fiquei com o coração na mão e perguntei se ele não ia ver o filme. O cara deu uma risada e disse que já tinha visto mils vezes. Fiquei curiosa e sentei: "Como assim?". Pergunta à qual ele respondeu com muita calma e naturalidade mais ou menos assim: só tem a gente com esse projetor no Brasil, a gente acaba indo pra todos os festivais e vendo esses filmes milhões de vezes.

[Sobre "Fetiche por película"]

por Déborah Guaraná
http://postodegasolina.blogspot.com
9/10/2007 às
20h11 200.249.25.12
(+) Déborah Guaraná no Digestivo...
 
Novas observações 03
A empresa define a camera como Ultra High Definition. Onde editar? No Final Cut Pro 2, que já oferece suporte para edição em 4K. Claro que isso tudo vai aumentar um pouco o orçamento de qualquer produção digital, mas ainda assim, nunca chegará aos pés do preço da película.

[Sobre "Fetiche por película"]

por Déborah Guaraná
http://postodegasolina.blogspot.com
9/10/2007 às
20h11 200.249.25.12
(+) Déborah Guaraná no Digestivo...
 
Novas observações 02
Uma das coisas que também se falava muito em relação à película era a velocidade de gravação. Além disso, enquanto a película fazia 24 fotogramas por segundo, as câmeras digitais semi-profissionais (e até mesmo alguns modelos digitais) gravavam de modo entrelaçado, ou seja, toda a resolução que tinham era de, no máximo, 1080 linhas entrelaçadas em 29,97 frames por segundo (não eram fotogramas). Chama-se 1080i, os formatos de gravação das conhecidas HDV. Hoje esse modo de gravação já estava superado pela Panasonic, que lançou uma câmera HDV que gravava em 24 progressivo (e não entrelaçado, como nas outras digitais). Com a Red também não é diferente, podendo filmar em 24, 30, 60 e outros.

[Sobre "Fetiche por película"]

por Déborah Guaraná
http://postodegasolina.blogspot.com
9/10/2007 às
20h10 200.249.25.12
(+) Déborah Guaraná no Digestivo...
 
Novas observações 01
Bem, não exagerei não! Vocês provavelmente não entraram no site Red. Ela trabalha com uma configuração duas vezes melhor que a película, a começar pela quantidade de informação que ela grava. A película tem uma resolução que convenientemente chamamos de 2K. Isso significa que a película grava em 2024x1080 linhas numa janela nativa 16:9. Diz-se que o olho humano nem consegue enxergar toda essa resolução, pois, ao passar de duas mil linhas, não é possível perceber. Essa qualidade é boa, porque, para quem fotografa, quanto maior a resolução, melhor a latitude de gravação. Essa qualidade da película, era, até o começo do ano, insuperável, e em vista disso, ainda se valia a pena filmar em película. Entretanto, hoje em dia, com o lançamento das câmeras da empresa Red, o formato de gravação e as convenções cinematográficas terão de mudar. Ela filma com 4K. São 4520 X 2540 pixels de resolução! Isso aumenta e melhora a latitude, tornando o vídeo superior à película.

[Sobre "Fetiche por película"]

por Déborah Guaraná
http://postodegasolina.blogspot.com
9/10/2007 às
20h05 200.249.25.12
(+) Déborah Guaraná no Digestivo...
 
Eu de novo
Profundidade de campo fica mais delicada a partir de duas coisas, Yuri: latitude e resolução. Quanto melhor esses dois itens numa câmera, mais e melhor você poderá controlar a profundidade de campo. A opção da galera que faz vídeo, como eu e você, por exemplo, é afastar a câmera, dá um zoom e acompanhar a cena. Com uma lente boa ficaria difícil perceber a diferença até mesmo usando uma câmera DV, como a XL1-s, da Canon, que é o modelo que eu tenho. E faça-se um favor: não alimente o ego dos conservadores fetichistas. São eles que fazem com que a indústria de cinema não mude, nem democratize-se.

[Sobre "Fetiche por película"]

por Deborah Guaraná
9/10/2007 às
16h09 201.50.159.239
(+) Deborah Guaraná no Digestivo...
 
É O filme
Bom, o filme é muito interessante, legal, entre outras coisas. É uns dos filmes que mais gostei de ter assistido. Na verdade, nunca teria visto se minha professora não tivesse passado para trabalho valendo nota, rs. Brincadeiras à parte, eu assisti porque foi muito comentado em todo o Brasil. E vale a pena.

[Sobre "Olga e a história que não deve ser esquecida"]

por Kauana Lima
9/10/2007 às
15h29 200.168.147.139
(+) Kauana Lima no Digestivo...
 
Será?
Deborah, você exagerou... A profundidade de campo da película ainda é muito superior à do vídeo digital. E, Yuri, acho bem difícil acreditar que em dez anos ou em qualquer tempo um computador será capaz de processar todas as informações da película, uma vez que a película trabalha com um espectro infinito de cores e de pontos. O caso, na minha opinião, é que o vídeo tem se tornado tão bom (a Red One, por exemplo) que torna difícil PERCEBER essa diferença. Eu, em todo caso, só tenho grana pro vídeo, portanto dou os dois tapinhas nas costas na turma da película!

[Sobre "Fetiche por película"]

por Viktor
9/10/2007 às
14h55 201.17.252.81
(+) Viktor no Digestivo...
 
Diálogo universidade-alunos
É muito bom que formados continuem pensando no ensino superior, como você faz nesse artigo. Um problema da academia brasileira é a falta de contato com os profissionais que passaram por ela.... Nem a universidade tenta escutá-los, nem eles tentam falar para a universidade. Coisa relacionada ocorre com as empresas, que preferem aplicar testes seletivos irrelevantes aos formados do que olhar para o desempenho dos candidatos na escola. Sem feedback de quem já estudou, a universidade perde sua ligação com o mundo.

[Sobre "A Poli... - 10 anos (e algumas reflexões) depois"]

por Felipe Pait
http://fmpait.blogspot.com/
9/10/2007 às
13h27 68.239.58.51
(+) Felipe Pait no Digestivo...
 
Gostei muito!
Gostei muito do filme. Ele nos ensina a história de uma verdadeira guerreira, chamada Olga, que tenta mudar o mundo através da revolução. É uma história muito comovente e muito importante para aprimorar o nosso conhecimento sobre o que aconteceu na época...

[Sobre "Olga e a história que não deve ser esquecida"]

por Paulo Zigiotti
9/10/2007 às
12h40 201.6.100.2
(+) Paulo Zigiotti no Digestivo...
 
Não tem sala pra filme digital
Na verdade, muitos festivais brasileiros não aceitam filmes digitais não por preconceito, mas porque poucas salas do país (mesmo de SP) têm projetores digitais. Além do mais, as que tem são pequenas, para menos de 400 pessoas. Não faz sentido aceitar um filme que não pode ser exibido. Sem querer entrar no mérito "filme digital não existe", edição não-linear não é sinônimo de digital. As Moviolas (o padrão da indústria para edição desde 1930) editam de forma não linear, pois você não precisa assistir nem montar o filme do início ao fim. Edição de videotape é linear, é necessário gravar tudo na ordem final na fita de saída e assistir à fita toda, caso precise de uma parte específica lá pelo meio. Existem montadoras lineares de película também, as mais comuns são as KEM. E película só é cara porque os laboratórios não querem perder a mamata que vêm tendo há décadas (o que é uma irracionalidade que só acelera sua queda).

[Sobre "Fetiche por película"]

por David Donato
9/10/2007 às
12h05 201.37.149.3
(+) David Donato no Digestivo...
 
A palavrAÇÃO
Uma mulher inteligente, sagaz e corajosa como ela, não poderia ter escolhido um homem com menos qualidades que Guimarães Rosa. Certamente, a mente brilhante do casal fez com que ambos tivessem histórias tão lindas, de doação para humanidade, literatura e política. Precisamos, hoje, de grandes homens e mulheres como estes. Obrigado a ambos.

[Sobre "Aracy Guimaraes Rosa"]

por Joyce Chaves Alves
9/10/2007 às
10h25 201.30.198.2
(+) Joyce Chaves Alves no Digestivo...
 
Ponto de vista interno
Seu texto é de uma lucidez impressionante, Luís. Indispensável alguém demolir alguns clichês e abordar a questão de um ponto de vista interno, mas que se pretende imparcial. Lembrei-me também de um fator que pode, a longo prazo, causar uma simpatia maior dos leitores por autores barsileiros: as boas obras cinematográficas que tem surgido a partir de livros. Mas só o tempo para confirmar a tendência... Abraços!

[Sobre "Quinze anos conversando com os leitores"]

por Verônica Mambrini
9/10/2007 às
08h03 201.37.139.101
(+) Verônica Mambrini no Digestivo...
 
Que será isso, hein?
Ah, Millôr, pelo menos você concluiu, ao final do texto, o que realmente é! E eu? Não sou patricinha, nem hippie, tenho curso superior, mas sou estudante do segundo período, não sou magrela, nem mulherão. Também não sei as regras de nenhum esporte, nenhum! Não consegui tocar violão nem pandeiro. Tenho inglês fluente, mas me atrapalho dando aula. Bom, adorei o texto!

[Sobre "Notas de um ignorante"]

por Juliana
http://www.escritabrasil.blogspot.com
8/10/2007 às
20h47 150.164.101.71
(+) Juliana no Digestivo...
 
Julio Daio Borges
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