Ávido leitor e cronista | Cilas Medi

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COMENTÁRIOS

Quarta-feira, 14/9/2011
Comentários
Leitores


Ávido leitor e cronista
É realmente estranha a situação do dizer "crítica" para tudo o que se faz. Bem ou mal. A literatura é uma arma que nos faz crer, ver, sentir, colecionar fatos e fotos, conhecimentos mil e um de utilidades ou simplesmente a função "ficção" e nos deixar felizes pelos fatos narrados. É um emaranhado de coisas e situações, ditas pelo escritor e depois "bem" ou "mal" descrito pelo "crítico". Como leitor, sim, ele se compraz. Como crítico não. E você acertou corretamente. Melhor ser um ávido leitor e cronista, do que alimentar o ego demais, sendo um crítico de obra alheia. Nunca se sabe, bem, o que o escritor quis dizer. E se não agrada a um, talvez a dois à seguida o levem ao estrelato. Parabéns pelo artigo e continue assim, coerente. Abraços!

[Sobre "Crítica literária ainda existe?"]

por Cilas Medi
http://www.cilasmedi.com.br
14/9/2011 às
16h46 201.1.218.201
(+) Cilas Medi no Digestivo...
 
Crítica é apenas opinião
Não acredito em crítica, seja de arte, seja literária, como algo determinante para descrever a qualidade de um livro ou de um quadro. Os críticos de arte são unânimes quanto à beleza das "Senhoritas de Avignon", de Picasso, ou quanto à grandiosidade do "Ulisses", de Joyce. Para mim, são dois lixos, completamente descartáveis. Críticos, de um modo geral, falam como se fossem donos da verdade, sem saber o que motiva o artista a produzir sua obra, seus processos criativos, enfim, seu pensamento, e dizem "isto é bom", ou "isto é ruim", ou então escrevem textos repletos de clichês e "palavras difíceis" para parecerem profundos: se despidos de sua falsa retórica, não dizem nada. Crítica é apenas opinião pessoal, e para emitir uma opinião não é preciso ser crítico.

[Sobre "Crítica literária ainda existe?"]

por Gil Cleber
http://www.gilcleber.com.br
14/9/2011 às
12h04 200.165.160.106
(+) Gil Cleber no Digestivo...
 
Leitores pela metade
Torero: Só te conhecia de nome e li isso agora, me deliciando. Na verdade, como contista, desde meu primeiro livro, "Nó de sombras" (IMS/SP, 2000), tenho me deparado com esses leitores pela metade ou por alto que são, em geral, os resenhistas. Não diga que não haja leitores cuidadosos e que realmente leêm os livros da gente do começo ao fim, dando-nos, aliás, ótimas sugestões, fornecendo reparos e observações pertinentes (tive algumas experiências felizes assim também). Mas, no geral, o que há é chute, chute "impressionista", como se queira, preguiça, má vontade, enrolação, falta de tempo. Assim, por conta das "sombras" do título do meu primeiro livro, não há quem não me rotule como "sombrio". E o curioso, então, é o capítulo das influências - já foi dito que tive influências de gente que nunca, nunca li, como Juan Rulfo e Carpentier. O samba-do-crioulo-doido é completo. Daí se explica o teu verme, que acabou sendo o de Brás Cubas. Só mesmo rindo...

[Sobre "Como resenhar sem ler o livro"]

por chico lopes
14/9/2011 às
10h55 187.127.0.174
(+) chico lopes no Digestivo...
 
Temos que ser humildes
Ótimo. Sou escritor (três livros de contos publicados), escrevo sobre filmes e às vezes sobre livros também. Meu empenho é exatamente este: dividir com o leitor uma paixão que sinto, sem maiores compromissos teóricos e ideológicos, por um determinado livro. O resto (a classificação como crítico literário) me parece pompa, pretensão, ou, como foi observado por Castelo, algo parecido com intimidação. Temos que ser humildes, quero dizer: gostar do que gostamos sem maiores frescuras, e desprezar o que desprezamos com a mesma atitude. Eu, francamente, prefiro a admiração ao desprezo. Até porque a admiração é mais fecunda e, admirando, crescemos.

[Sobre "Crítica literária ainda existe?"]

por francisco lopes
14/9/2011 às
10h43 187.127.0.174
(+) francisco lopes no Digestivo...
 
O mundo maluco dos escritores
Por essas e outras, a gente compreende o mundo maluco dos escritores. De uma tortilha lá se vai todo o conteúdo de um grande livro e empaca a vontade de ler. Bem, rir sobre isso é mesmo pontual e, talvez, exagerado, mas que é sóbrio e digestivo para quem come outras substâncias nocivas à saúde. Fora o chocolate. Ele faz parte do trivial obrigatório para as pessoas que adoram o prazer da vida. E não tem contra indicação, mesmo sendo com muito açúcar. Prazer duplo. Escrever e saborear o chocolate. Ah, o chocolate... em barras, em cubinhos, em bombons, em grandes lotes de brancos, com crocante, com... bem, chega, não gosto de ser exagerado na defesa do que adoro fazer. Escrever e comer chocolate. Tem vaga para mais um maluco? Onde é a casa que nos autoriza ser internados? Precisa de referências? Abraços!

[Sobre "Pequenos combustíveis para leitores e escritores."]

por Cilas Medi
http://www.cilasmedi.com.br
14/9/2011 às
10h14 201.1.218.201
(+) Cilas Medi no Digestivo...
 
Drogas para quem precisa
Perfeito. O argumento e as drogas, para quem as quer ou precisa. Destruição de um entre bilhões de seres é pouco. A guerra acaba com milhares todos os dias, e outros se acabam com a fome. Portanto, uma só, coitadinha, não vai fazer falta a não ser para os seus fãs, durante um tempo. Depois tudo é esquecido. Concordo com a argumentação. E mais, com a moralização do setor, fazendo a legislação vitimar de vez os "viciados" com a regularização, pagamento de impostos (como o cigarro e as outras drogas atualmente "lícitas") e permitir o usuário "plantar e colher" a sua maconha de todos os dias. Acabou a polícia atrás de traficantes e a consequente perda da sua influência na política e outros envolvidos (não precisamos enumerar) e malefício do seu contágio. Problema resolvido. Parabéns pelo artigo. Abraços!

[Sobre "Sermão ao cadáver de Amy"]

por Cilas Medi
http://www.cilasmedi.com.br
14/9/2011 às
09h58 201.1.218.201
(+) Cilas Medi no Digestivo...
 
Um ídolo por outro
A frase que eu escrevi foi esboçada de uma outra maneira no aforismo 108 em Gaia Ciência, quando N diz que a sombra de Deus ainda irá durar muitos séculos. O que quer dizer: sempre substituímos um ídolo por outro, porque é muito cruel para o homem viver sem ídolos. Daí um de seus últimos livros se chamar O Crepúsculos dos Ídolos. Quem foi nosso primeiro ídolo? A figura paterna dentro de casa e depois transferimos ela para instituições, times de futebol, literatos, filósofos, mas sempre continuamos transferindo esse impulso que não para de gritar dentro de nós... O que significa hoje essa defesa das plantas, dos rios, do mar, do Planeta? O que significa então essa moda ecológica? Está claro.

[Sobre "Wagner, Tristão e Isolda, Nietzsche"]

por Noah
14/9/2011 às
07h40 91.181.229.182
(+) Noah no Digestivo...
 
Deus não existe
Noah, pode acreditar, Deus não existe.

[Sobre "Wagner, Tristão e Isolda, Nietzsche"]

por jardel dias
13/9/2011 às
23h54 187.112.211.100
(+) jardel dias no Digestivo...
 
O Gênio e Deus
É muito fácil acreditar em Gênio quando se perdeu Deus

[Sobre "Wagner, Tristão e Isolda, Nietzsche"]

por Noah
13/9/2011 às
19h30 91.181.229.182
(+) Noah no Digestivo...
 
A receita de Borges
É dificil manter concentração quando lemos um autor como Joyce ou Proust. Borges dizia que se um livro não te dá prazer então não tenha medo de afastá-lo, mesmo que se trate de James Joyce ou Marcel Proust. Eu por exemplo estou quase no fim do primeiro capítulo do "Idiota" de Dostoievski e até agora não achei nada demais. Ainda sim, não consigo obedecer a receita de Borges, porque tenho necessidade de saber porque Dostoievski é tão aclamado. Então não há outra forma: é preciso ir até o fim, com calma, chocolates, refrigerantes, cerveja, batata, ou qualquer...

[Sobre "Pequenos combustíveis para leitores e escritores."]

por Noah
12/9/2011 às
17h40 91.181.229.182
(+) Noah no Digestivo...
 
Aniversário do Geraldo
Feliz Aniversário seu Geraldo e um grande abraço no coração

[Sobre "Geraldo Vandré, 70 anos"]

por maria aparecida
12/9/2011 às
16h50 200.158.253.106
(+) maria aparecida no Digestivo...
 
Nietzsche e Shopenhauer
Shopenhauer teve tanta influência sobre Nietzsche que às vezes ao ler Nietzsche temos a impressão que estamos lendo Shopenhauer. Por exemplo, quando Nietzsche nega o reconhecimento de seus contemporâneos para se apoiar na suposição de uma fama postuma em que suas ideias só seriam compreendidas num futuro muito distante, pois algumas delas possui o germe do futuro. Daí ele dizer que alguns nascem postumos. O interessante é imaginar que se Nietzsche absorveu preconceitos de Shopenhauer, este também absorveu os seus em outros pensadores do passado, que por sua vez também o fizeram e se seguimos assim até um passado remoto chegamos no inicio das primeiras civilizações e concluimos que o homem nececita de parâmetros para situar-se...

[Sobre "Sobre a Filosofia e seu Método, de Schopenhauer"]

por Noah
11/9/2011 às
17h27 91.181.229.182
(+) Noah no Digestivo...
 
Tocante, profundo
Não cheguei ainda a ler este relato do Primo Levi, mas certos trechos neste texto me fizeram recordar de uma leitura ainda meio recente que fiz: "Maus", de Art Spiegelman, com o repasse da história de Vladek, pai do autor, por um campo de concentração. É quadrinhos, mas, ao contrário do que o preconceito que certas pessoas têm com quadrinhos - considerando qualquer livro nesse formato como sendo apenas um gibi -, é muito tocante, profundo. Vale uma leitura!

[Sobre "É Isto um Homem?, de Primo Levi"]

por Alexandre Maia
http://500px.com/almaia
8/9/2011 às
16h10 186.212.141.101
(+) Alexandre Maia no Digestivo...
 
O direto de existir
Sra. Barbara Pollacsek, não confunda as situações. O ser livre consegue achar o paraíso perdido. Já os prisioneiros de Auschwitz não tinham escolhas, desejos... Eles foram roubados de tudo, inclusive do direito de existir.

[Sobre "É Isto um Homem?, de Primo Levi"]

por Cristina Motta
http://www.cristinamotta.blogspot.com
8/9/2011 às
07h55 109.208.143.185
(+) Cristina Motta no Digestivo...
 
Também nos acostumamos
Não estranhem as dificuldades e as humilhações pelas quais iam passando e se acostumando os prisioneiros dos campos. Acaso nós não nos acostumamos a sair agarrados aos nossos pertences? Não estamos acostumados aos relatos diários de tiros? De crianças deixadas no lixo? De meninas e meninos estuprados por 'parentes'? De alunos se matando e se drogando nas escolas? E alguns até chamam a vida na poluída, congestionada, violenta e incômoda São Paulo de vida!

[Sobre "É Isto um Homem?, de Primo Levi"]

por Barbara Pollacsek
6/9/2011 às
20h05 189.4.182.160
(+) Barbara Pollacsek no Digestivo...
 
Julio Daio Borges
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