COMENTÁRIOS
Quarta-feira,
31/12/2003
Comentários
Leitores
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Liberdade ao aprender
Esta situação inóspita não é um problema exclusivo dos livros sugeridos para literatura. Já reparou a quantidade de livros incoerentes que nos foram sugeridos para aulas de geografia, matemática, história,...? Alguns exemplos: Veias Abertas da América Latina, Diário de Grande Sertão Veredas, todos livros de matématica que usei, Física da Beatriz Alvarenga, ...
Eu acho que a opinião de um professor acaba falando mais alto do que o senso comum. Os livros de formação são quase um padrão, sem a necessidade de se inventar muito. Uma solução é fazer os cursos de 2o grau pelo menos serem por crédito, permitindo assim ao aluno escolher aqueles que lhe pareçam mais coerentes. Outrar é criar um currículo que forçe os professores a utilizarem certos livros.
A falta de liberdade no processo de aprendizagem é mais um dos responsáveis por esta situação lamentável, que acontece em todos níveis, e inclusive na universidade.
[Sobre "Formando Não-Leitores"]
por
Ram Rajagopal
31/12/2003 às
20h18
200.142.65.128
(+) Ram Rajagopal no Digestivo...
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O gosto pela leitura
Quanto menor a criança, menor o tempo de concentração. Realizávamos com os alunos ainda não alfabetizados a leitura dramatizada, pois, garantíamos uma melhor resposta.
E, assim trabalhados, bem cedo, foram acostumando-se à prática, que passou a traduzir um momento de grande expectativa e diversão.
Além de assistirem às cenas representadas pelo professor, participavam ativamente da história e apreciavam a liberdade e o espaço conquistado para suas inferências e interferências.
Enquanto da dramatização, sempre trazíamos às mãos o livro que apresentava o texto, mesmo já o tendo na memória. O ritual era mantido para que os pequenos, constantemente, visualizassem o objeto tradutor das situações prazerosas.
Quando iniciados na leitura, já com os livros de sua escolha ou, sutilmente, por nós sugeridos, era perceptível seu empenho para a compreensão do conteúdo, tal como visível a emoção que se desprendia dos olhinhos que os levavam muito além do que permitiriam as poucas pernas.
Acompanhando o desenvolvimento das crianças, sentíamos que os grupos não submetidos ao laboratório mostravam-se menos dispostos aos livros e, como conseqüência, tinham mais dificuldade de expressão e a criatividade menos desenvolvida.
A escola e o orientador de estudos têm um papel importante no envolvimento da criança com a leitura, porém, os pais não se podem furtar ao compromisso da formação de tão necessário hábito.
O objetivo é fazer com que as crianças leiam mais e escrevam melhor.
O gosto pela leitura adquire-se lendo e o da escrita, escrevendo.
Maria da Graça Almeida
[Sobre "Formando Não-Leitores"]
por
maria da graça
29/12/2003 às
13h14
200.168.95.19
(+) maria da graça no Digestivo...
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artigo sobre Marafa
jardel,
a superfície volátil que colocam sobre o atual cenário carioca pelo jeito é clareada numa linha cultural em marafa, me interessa saber mais, pretendo ler o livro, já que pouco tempo atrás escrevi para a revista científica do senac/sp sobre a banalização do corpo carioca e também sobre a "bunda music".
li sobre o que escreveu sobre a linda herança deixada por elis, para nós - a talentosa maria rita!
parabéns,
maria alice
[Sobre "A Marafa Carioca, de Marques Rebelo"]
por
maria alice ximenes
24/12/2003 às
19h48
200.226.232.47
(+) maria alice ximenes no Digestivo...
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Escrever é difícil
As palavras faladas têm uma vida mais efêmera e um raio de ação menor. No entanto têm um vigor maior, estão no presente. A palavra escrita ganha mais espaço e durabilidade no tempo. No entanto perde significado na medida em que se afasta do ato. Poucas leis antigas têm validade duradoura. Escrever sobre o dia-a-dia é um exemplo marcante da perda de significado. É como jornal de ontem. Escrever com conteúdo duradouro é bem mais difícil. Mas o mais triste é que uma grande maioria cada vez lê menos. E dos poucos que leem, ainda existe nas ofertas a parafernália do inútil. Mas em todo o caso, devemos ter esperança que cresçam as ofertas de escritos de valor.
[Sobre "Como se fosse fácil escrever"]
por
Vladimir D. Dias
24/12/2003 às
10h56
200.203.23.106
(+) Vladimir D. Dias no Digestivo...
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Digerido
Caro Jardel, parabéns pela resenha, é tudo o que estávamos precisando para ‘cutucar’ esta atual sociedade e devemos sempre lembrar e fazermos vibrar Marques Rebelo, principalmente ‘Marafa’, que é uma historia atual e lúcida! Não podemos continuar mantendo toda essa imbecilidade (é assim, somos vistos) de bundas coloridas, de lixos culturais (Tchan! e degradações semelhantes), chega de putrefações intelectuais, precisamos analisar estes erros para que possamos fazer surgir, emergir, submergir de forma nítida e veloz a grande riqueza cultural que possuímos e que a mídia não faz questão de ‘dividir’, pelo motivo absurdo de que a grande população prefira o lixo. Devemos nos felicitar pelo surgimento de Maria Rita (parabéns, pelo fato de ter absorvido e transmitido em palavras as emoções que a interpretação/voz dessa mulher nos causa sempre!), de Ana Carolina e sua ‘garganta’ feroz e vibrante e todos os outros dessa linha. Vamos ver o Rio de Janeiro sem a câmera do Leblon (nebuloso ‘Neblon’), que a TV ‘diz’, estamos problemáticos; ótimo o desafio é a recuperação e não a hipocrisia das novelas e filmes (sem contar com a remela de falsos atores – ex-modelos e atuais ‘celebridades’), que são exibidos no exterior. Vamos ser rebeldes e mudar, já que o caos não está só no Rio de Janeiro, está em outros ‘meses e cidades’, a transformação do cenário cultural é o ‘chamado’ para toda conscientização! Parabéns Digestivo (Digeri). Fernanda Gonçalves
[Sobre "A Marafa Carioca, de Marques Rebelo"]
por
Fernanda Gonçalves
22/12/2003 às
12h13
200.171.73.223
(+) Fernanda Gonçalves no Digestivo...
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Não conheci o Mancha Gráfica
Lisandro.
Só agora tive o prazer de ler o seu texto. Pode apostar que há muitos gênios por aí seguindo, ao menos, algumas das suas sugestões. E o mais curioso é que uma parte está sendo publicada e sendo reconhecida.
Abraços do LEM
[Sobre "Como não ser publicado"]
por
Luis Eduardo Matta
21/12/2003 às
20h35
200.157.108.249
(+) Luis Eduardo Matta no Digestivo...
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O que você acha disso?
Também já repararam como hoje se entrevista todo mundo acerca de qualquer assunto? Estamos vivendo a era do "povo na tevê" - Big Brothers e afins: um bando de gente fazendo nada, visto por um monte de gente sem nada pra fazer. Mas com pontos de vista sobre TUDO. E é um tal de porteiros de prédio dando sua opinião sobre os transgênicos, e balconistas falando sobre os rumos da economia, que dá saudade dos tempos em que todo brasileiro era um técnico de futebol, mas só isso.
[Sobre "Contra os intelectuais"]
por
Bárbara Pollacsek
21/12/2003 às
10h25
192.168.133.50
(+) Bárbara Pollacsek no Digestivo...
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Sulcos
Talvez só um riso escancarado/
aliviasse o amargor do ricto/
que nos envelhece a face./
Não adianta a maquiagem./
Na solidão de um ventrículo vazio,/
na seriedade de um ventríloquo mudo,/
não há disfarce que suavize/
uma boca entre parênteses./
maria da graça almeida
[Sobre "Considerações Sobre a Segunda Divisão Poética"]
por
maria da graça
19/12/2003 às
04h55
200.168.95.19
(+) maria da graça no Digestivo...
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Escrever
A escrita distraída,
na caneta, de saída,
flui com volteios mansinhos
e nos despe aos pouquinhos.
A boca, maior orifício,
desnuda, enquanto veículo,
a emoção que em amplo espaço
tropeça nos próprios laços.
Assim, prefiro escrever,
uma vez que o leitor,
tão discreto esse ser,
oculta-se atrás dos livros,
quando, disposto a saber.
O difícil é falar,
tendo logo e bem à frente,
olhos que fitam a gente,
ansiosos, aguardando
por dizeres indulgentes.
Falando, faço-me breve,
escrevendo, mais eu me estendo...
O som esvai-se ao vento,
mas, as letras no papel,
seguras, vencem o tempo.
maria da graça almeida
[Sobre "Como se fosse fácil escrever"]
por
maria da graça
19/12/2003 às
04h21
200.168.95.19
(+) maria da graça no Digestivo...
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hitler entre nós
Caro Sérgio,
existe uma tradução de "Minha Luta" de Hitler que circula pelas livrarias brasileiras. inclusive aqui, em campinas, tem várias livrarias que comercializam o livro. não me lembro qual a editora, mas o livro está aí e, pelo que eu saiba, não vi confusão nenhuma por aqui em relação a ele. inclusive a livraria que ocmercializa o livro o expõe de frente para a rua e esta livraria fica próxima a um templo judáico.
Wilhelm Reich foi quem fez uma análise interessante do conteúdo do livro de Hitler, no seu famoso "psicologia de massas do fascismo", editado no brasil pela martins fontes.
abraço,
jardel
[Sobre "Achtung! A luta continua"]
por
jardel
18/12/2003 às
13h27
200.218.225.10
(+) jardel no Digestivo...
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Herança do Bom Gosto
Quando alguem surge e de alguma forma impressiona, naturalmente e louvado. Neste mundo carente de densidade, e natural a exaltaçao. Ai misturam-se sentimentos de todos os tipos, emoçao, contrariedade, inveja, devoçao. Somente pessoas de talento especial provocam este efeito... E compreenssível todas as reaçoes. Maria Rita surge e assume-se como uma cantora que esta em principio de carreira, com muito a crescer. E começa muito bem, com um timbre que lembra Elis mas pode ser explorado de outras formas, atraves dos artificios de interpretaçao. Ela vai crescer com certeza! Fui ao seu show e e um pecado afirmar que ela nao tem "emoçao", como fez uma leitora abaixo em seu comentario. Afirmaçao estranha, pois que ser humano nao tem emoçao?? E se M. Rita nao tivesse emoçao ao interpretar nao provocaria reaçoes que estamos vendo... Acho que ela e seus musicos podem experimenar mais nos arranjos para que soem mais contemporaneos, mas do jeito que esta funciona muito! M. Rita vai inspirar novos talentos e motivar as gravadoras a apostarem novamente em qualidade artistica.
[Sobre "Maria Rita: música em estado febril"]
por
Patricia Rocha
18/12/2003 às
10h25
200.150.40.140
(+) Patricia Rocha no Digestivo...
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Abençoada por Deus
Perfeito, Jardel. Não desmerecendo outros cantares, Maria Rita é uma singular e grata surpresa... Nossos ouvidos agradecem, e com certeza, nossas emoções também.
[Sobre "Maria Rita: música em estado febril"]
por
Leila Eme
18/12/2003 às
09h53
200.180.170.11
(+) Leila Eme no Digestivo...
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a fofoca inventou a língua
Adriana,esses dias passou na Seleções do RD atual (Discovery Channel)um documentário onde se verificou que 60% de toda palavra proferida pelo sapiens sapiens refere-se a fofoca, ou seja, conversas sobre a vida alheia. Uma teoria foi apresentada defendendo a tese de q foi a fofoca que "inventou" a língua. Saber quem eram os outros e o que faziam, teria sido fundamental para a nossa sobrevivência em priscas eras. Seríamos os herdeiros q a seleção natural separou, entre os q melhor fofocavam. A acreditar nessa tese as manchetes deveriam ser fofocas. Os "Murdochs" e seus jornais q o digam.
[Sobre "Jornalismo cultural: da futilidade à prioridade"]
por
Pedro Sérvio
17/12/2003 às
18h02
200.179.47.2
(+) Pedro Sérvio no Digestivo...
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Uma proposta modesta
Excelente o artigo, descrevendo de forma exata o
desastre que processa cotidianamente em nossas
escolas.
Idealmente acredito que a Literatura deveria ser
ensinada nas escolas não como parte do currículo
de Língua Portuguesa, mas como uma disciplina
independente voltada para a reflexão sobre a
vida. Com esse contexto englobaria a literatura
de outras línguas em boas traduções e ofereceria
um leque de opções ao aluno. Assim, a cada mês o
professor ofereceria uma lista de, digamos, 5
livros dentre os quais o aluno escolheria
livremente aquele de sua preferência. No final,
faria uma rápida redação contando de forma
resumida a história e as reflexões que esta lhe
inspirou.
Além disso, seria também oferecida uma coletânea
de poesias relativas ao período histórico
estudado para que o aluno descobrisse vários
poetas e adotasse aquele de sua preferência.
É uma sugestão simples, sensata e razoável. E por
isso mesmo não vai pegar :-)
Abraços.
Daniel
[Sobre "Formando Não-Leitores"]
por
Daniel Malaguti
17/12/2003 às
17h21
200.152.34.150
(+) Daniel Malaguti no Digestivo...
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Mandou bem, Lem
Belo texto, Lem. Contudo, lamento que não haverá essa reforma no ensino que você espera. Só uma ação de mercado bem ordenada e a extinção de uma série de incentivos e recompensas aos academicismos, dará resultado. Afinal as escolas não estão nem conseguindo fazer as crianças aprenderem a ler, quanto mais se tornarem leitoras.
[Sobre "Formando Não-Leitores"]
por
Lisandro Gaertner
16/12/2003 às
17h13
200.165.198.60
(+) Lisandro Gaertner no Digestivo...
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Julio Daio Borges
Editor
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