O Fome Zero nunca existiu | Carlos Antônio

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Quinta-feira, 17/3/2005
Comentários
Leitores


O Fome Zero nunca existiu
O Fome Zero nunca existiu a não ser nos discursos eleitoreiros. Inviável, impraticável e burro. E aquilo que era dito como se fosse obra a ser realizada pelo governo, ficou para o bolso do povo. A fome é um flagelo que atinge todos os povos e no Brasil uma tragédia onde o que para ela deveria ser destinado teve o o caminho de tudo: o bolso dos políticos. Solidariedade sim; humanitarismo sim; mas não esperem de mim um centavo para esta falácia proposta por um energúmeno que a mão do inferno colocou no governo.

[Sobre "Cultura e Democracia Na Constituição Federal"]

por Carlos Antônio
17/3/2005 às
23h42 200.255.12.3
(+) Carlos Antônio no Digestivo...
 
Jornalismo quadrinístico
Olá, Julio, como vai. Aqui é o Daniel Camerini, o editor da Kaboom! Obrigado pela divulgação e achei bem criativo seu texto. E apenas para responder suas perguntas, sim, a idéia é virar uma revista mensal e falar sobre o mercado atual sem rabo preso com editoras, autores ou qualquer outra coisa. Jornalismo quadrinístico de verdade. Valeu e boa sorte a todos nós.

[Sobre "Digestivo nº 222"]

por Daniel
8/4/2005 às
08h43 200.171.225.199
(+) Daniel no Digestivo...
 
o Fome zero ainda existe?
Parte do texto fez-me lembrar conversa recente aqui em casa; o assunto, o projeto "Fome Zero". É aquela coisa: o Estado não utiliza os recursos arrecadados como deveria, então apresenta o "Fome zero", a ser implantado (segundo propaganda na tv) com as contribuições dos cidadãos já sobrecarregados com IR, impostos em tudo que se compra, etc... Enfim, é a mesma coisa que o mencionado aqui sobre a poluição e a precariedade do transporte público... aliás, o "Fome zero" ainda existe?

[Sobre "Cultura e Democracia Na Constituição Federal"]

por Carla
17/3/2005 às
05h07 200.222.222.96
(+) Carla no Digestivo...
 
Nomes mundo afora
Julio, deixe eu conter o riso depois de sua ótima coluna para contar a minha história também! Meu sobrenome “estrangeiro” (se é que existe isso num país de imigração como o Brasil) é sempre causa de dificuldades. O som “dl”, em Sandler, não existe em português. Mais comumente, eu viro “Daniela Sandra”. Como se eu não tivesse sobrenome. Mas o interessante foi quando vim morar nos Estados Unidos. Em inglês, não só existe o som “dl”, como o conjunto “ndler” é muito comum. Todo mundo entende e escreve “Sandler” quando eu falo, com sotaque americano: “séén-ler”. Mas Daniela é impronunciável. “Daniéul-llll-a”, enrolam a língua, e acabo virando o mais familiar “Danielle”, que eles pronunciam “daniééulll”. Daí morei em Berlim. Adaptei a pronúncia de “Sandler”, cuja grafia já parece bem germânica: “zánndlaah.” E aí a mágica aconteceu: eles entendem tanto o Sandler quanto o Daniela. Sempre acertam meu primeiro nome, que é bastante usado por lá. Só adaptei a pronúncia: “dani-ê-la”, é como eles dizem. E aí está a suprema ironia: tive de ir para a Alemanha para que entendessem meu nome por inteiro!

[Sobre "É Julio mesmo, sem acento"]

por Daniela Sandler
16/3/2005 às
18h02 69.227.70.1
(+) Daniela Sandler no Digestivo...
 
Simplesmente constrangedor
O seu texto obriga-me a dar-me conta de tudo que fica debaixo da iluminação brilhante e glamourosa, e tenta ocultar o tal brasileiro típico. Mas os fatos são fatos e falam por si. Lembrei do sentimento que causei quando certa vez comentei que gostava de assistir ao Chaves... As pessoas cultas, sofisticadas, "gente bonita", "educada" blablabla' não gosta do que acham ser feiuras e pobrezas latinas... (brasileiras, tanto faz..) É a mosca na sopa...

[Sobre "Desconstruindo Marielza"]

por gaivotanoazul
15/3/2005 às
16h36 201.14.241.249
(+) gaivotanoazul no Digestivo...
 
é preciso ter personalidade
Ah, moça... eu digo que é muito triste estarmos assim, tão solitários. Às vezes, aliás, na maioria das vezes, eu gostaria muito de poder interagir com as pessoas ao redor de mim. Mas eu me vejo incapaz de fazer isto verdadeiramente, porque um me vê descrente e diz que preciso de religião. Então eu penso "não, obrigado, vou agüentar sozinho o peso de existir, porque não acredito no seu deus". Outro estranha as músicas que escuto e acha tudo muito esquisito. Então eu me afasto porque não quero escutar a rádio que toca toda aquela música ruim movida à jabá. Quando me aproximo de alguém e falo de literatura, não é difícil que um ou outro diga que gosta de ler. Mas quando pergunto o que a pessoa lê e ela cita algum best-seller "daqueles", já me dói continuar conversando. Encontro algum velho amigo que me cobra... "já casou?", "qual é seu carro?" ou se espanta quando eu digo que nunca gostei de Chaves (e é verdade, feliz ou infelizmente). Pô, eu passei a vida ouvindo as pessoas dizerem que é preciso ter personalidade. Bom, eu criei a minha. Mas vejo que há diversos "grupos" de pessoas uniformes. Todos seguindo o mesmo padrão de comportamento, acreditando, vendo, consumindo sempre as mesmas coisas. Sim, talvez as pessoas possam dizer que sou esquisito, que sou um doente ou sei lá o que. Mas... apenas eu e os que são mais ou menos como eu? Nossa! ("Cruz-credo!", alternativamente) Eu divaguei tanto que fugi do assunto "religião-tê-la-ou-não-?". Sinto que a religião é o aspecto mais importante de todo um conjunto de controles. Não quero, não quero mesmo. Obrigado se o cordeiro morreu para nos limpar dos pecados, mas eu não pedi, nem mesmo eu existia antes... Bom, eu poderia fazer média e brincar de faz de conta, mas não me é possível, estes brinquedos não me agradam. Então, eu me privo da convivência com tanta gente, ou engulo sapos em relação às pessoas com quem tenho de me relacionar. Bem que eu gostaria de pedi-los que se afastassem, para que eu "carregue minha cruz" mais tranquilamente... seja como for, a solidão me é angustiante, mas é o melhor que posso fazer por mim. Beijão! E pode me xingar, se eu viajei muito...

[Sobre "Deus está morto: Severino para presidente"]

por Alessandro de Paula
15/3/2005 às
16h33 200.204.153.101
(+) Alessandro de Paula no Digestivo...
 
o que eles lêem?
Ao ler o texto veio-me à lembrança os personagens de Alfred Musset: Dupuis e Cotonet que procuraram um sábio "que se gabava de conhecer literatura", para definir o que é romantismo. Listas de jornais e páginas de livrarias relacionam os livros mais vendidos. Será que é preciso ir a uma locadora de livros num bairro de classe média da cidade do Rio de Janeiro para se saber o que lêem os ipanemenses e daí concluir que tipo de literatura o brasileiro médio consome? Cito Elias Thomé Saliba - "quais os padrões mínimos de verdade num mundo onde os limites entre o possível e o impossível foram decisivamente abalados?" Por instantes deixei o século XXI e fui conduzido pela palavra "utopia" à França de 1836 - 1841, período da "construção das utopias"...

[Sobre "Abismos literários"]

por luiz fernando
15/3/2005 às
14h57 200.252.60.253
(+) luiz fernando no Digestivo...
 
Escapologia
Eduardo, otimo texto. A unica coisa que eu acrescentaria e que em certas cidades e mais facil comer comida indiana (que amo), do que em outras :). Para maioria das pessoas que eu conheco, mesmo as que viajam como turistoes ou se deslumbram com Nova Iorque e esquecem de vistar o centro de sua propria cidade, viajar acaba mostrando que no mundo existem pessoas e ideias muito diferentes das suas... Talvez este seja um dos maiores beneficios, que com um pouco de sorte e com mais vontade pode ser absorvida lendo livros e viajando pela internet. Por outro lado, tambem e' compreensivel o medo de descobrir a verdade: que nao existe "casa", e que o lugar onde estamos mais a vontade e mesmo aquele onde temos o maior medo de descobrir como ele e', nossa propria cidade/casa/bairro. Medo de talvez descobrir que nunca a vida vai ser a perfeicao que nossa imaginacao encena. Numa viagem longe de casa, podemos viver como a imaginacao encena... Ao inves de antropologia, pode ser escapologia...

[Sobre "A prática e a fotografia"]

por Ram
15/3/2005 às
14h45 68.127.190.208
(+) Ram no Digestivo...
 
sem o Severino e o Lula
Talvez a sua religiao seja as letras e o seu messias, os seus escritores mais amados... Tudo que se ama nao e' nossa religiao? Pelo menos e' assim que penso, senao nao ficaria seguindo meus professores de engenharia e tentando construir coisas de engenharia :). E talvez, nesses grupos religiosos a que voce foi nunca lhe contaram a verdade que sempre acabei encontrando (tentando as mesmas coisas): o caminho para se encontrar e' solitario, sem muito apoio, sem guia, e sem glamour. Mas ao menos, e' sem o Severino e o Lula, que podem ate ser presidentes, mas falam demais e sao chatos... Melhor seria se Luana Piovani fosse presidente. Ao menos e' bonita.

[Sobre "Deus está morto: Severino para presidente"]

por Ram
15/3/2005 às
14h33 68.127.190.208
(+) Ram no Digestivo...
 
sugestao
LEM, voce ja pensou em dar um curso de literatura no segundo grau seguindo essa otima ideia? Concordo com voce que seria bem melhor do que a maioria dos cursos "me engana que eu gosto" que eu fiz: finge-se que o aluno se interessa em ler os livros indicados, e finge-se que o professor entende e explica as ideias por tras dos mesmos.

[Sobre "Abismos literários"]

por Ram
15/3/2005 às
14h17 68.127.190.208
(+) Ram no Digestivo...
 
Sobre o Budismo
Sobre sua reportagem: * o Budismo nao foi a "tradição filosófica que fundou a civilização oriental". Pelo contrario, a tradicao filosofica oriental comecou com a observacao no verso em sanscrito mais antigo conhecido na regiao, o Gayatri Mantra, que termina com "que ele ilumine nosso intelecto"; * os budas foram gurus, assim como muitos outros gurus indianos que vieram depois dele. E assim como todo guru que e' respeitado historicamente, sempre afirmou que a verdade e' algo que se encontra sozinho. O professor pode lhe dar somente o impulso, ou sugerir uma direcao para seguir. * para um budista, um homem iluminado vivo como Thich Nhat Hanh e' tao ou mais "importante" que Sidarta Gautama. Este ultimo existe no primeiro atraves de sua filosofia, e o primeiro e' um homem vivo. * a incompreensao do ocidente sobre o oriente e' sobre o significado de espiritualidade na vida de um oriental. E' uma maneira completamente diferente de entender o papel de um homem, e do seu intelecto na hora de fazer decisoes sobre sua vida. Por exemplo, todos budistas e hindus tem gurus, sejam eles mortos muitos milenios atras, ou sejam eles ainda vivos. Os ainda vivos seriam "reencarnacoes" dos ja mortos, assim como para um oriental Sao Francisco de Assis seria uma "reencarnacao" de Jesus, pois ele absorveu e transcendeu os ensinamentos deste ultimo. * nos aqui do ocidente procuramos "solucoes" seja atraves do intelecto ou atraves do conselho de alguem. Dai, muitos ocidentais abandonaram tudo por "experiencias misticas". Mas na India, e no Japao, dois paises que conheco bem, o papel do guru e' ajudar aqueles que ja tem uma sede por compreender a verdade sobre si mesmo. Ou seja, todas decisoes sao suas, e quando voce se desfaz desta ideia, voce nao consegue chegar perto da iluminacao. * o Budismo posterior a Sidarta, ainda gerou muitos Budas iluminados comemorados por indianos, chineses, japoneses, mongois e indonesios/malais. Muitos deles evoluiram a filosofia proposta por Sidarta, incluindo maneiras de controlar os pensamentos atraves da respiracao, de compreender o fluxo de energia no organismo (aka, que acoes nos levam a ficar mais ou menos cansados, e que acoes podemos fazer para nos recuperarmos rapidamente), etc. Houve uma grande interacao entre o Budismo e as varias correntes filosoficas que existem na India, como o Shaivaismo.

[Sobre "Digestivo nº 217"]

por Ram
15/3/2005 às
14h04 68.127.190.208
(+) Ram no Digestivo...
 
Easy Rider
Cara Andréa: Talvez não sirva de alento, mas gostaria que soubesse que assim também me sinto. É curioso como, quando não se é parte da turba entorpecida e manipulada, se tem a sensação de solidão. A massa vive, por piores as condições que se apresentem, numa normalidade, numa cumplicidade que há muito não compartilho com quem quer que seja. O novo artilheiro argentino, o último eliminado do Big Brother, a vilã que morreu na cachoeira, nenhuma dessas drogas me entorpece mais. Uma vez inoculado pelo vírus da filosofia, tendo tido contato com Nietzsche e Schopenhauer, o cidadão abandona o senso comum definitivamente, tornando-se refratário às fórmulas de condução da boiada. Somos desgarrados da manada, Andréa, condenados a vagar sem destino pela terra do conhecimento, em plena era da informação.

[Sobre "Deus está morto: Severino para presidente"]

por Marcelo Zanzotti
14/3/2005 às
17h28 200.206.72.162
(+) Marcelo Zanzotti no Digestivo...
 
Obrigado pelos novos autores
Oi, eu li o Minto Enquento Posso de Andreia Del Fuego, e concordo com o comentario de que é uma escritora que mostra um folego que nos promete um porvir, porem descrever seu livro como erotico eu discordo, alguns contos passam inclusive ao largo do assunto. Fiquei foi muito curioso para ler Cíntia Moscovich. Obrigado por nos trazer novos autores para descobrir.

[Sobre "Arquitetura e harmonia"]

por Gilberto
14/3/2005 às
14h58 200.207.155.147
(+) Gilberto no Digestivo...
 
melhor definição de clássico
Seu texto é excelente. Sem dúvidas é a melhor definição de clássico. Abraços

[Sobre "Uma conversa íntima"]

por Daniel
14/3/2005 à
00h18 200.158.6.222
(+) Daniel no Digestivo...
 
rica construção
Conseguiste sintetizar vários estágios do amor numa rica construção. Parabéns!

[Sobre "Separar-se, a separação e os conselhos II"]

por Mara Lane
13/3/2005 às
17h14 200.180.186.143
(+) Mara Lane no Digestivo...
 
Julio Daio Borges
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