COMENTÁRIOS
Quinta-feira,
8/9/2005
Comentários
Leitores
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Mínimo múltiplo comum
Schonpenhauer, Nietzsche, Mencken, e Paulo Francis, têm algo em comum? É o que resta ser respondido, não apenas pelo temperamento deles. Mas pelo conteúdo de sua obra. Na provocação de comparar o artista que vende sua obra com uma prostituta. Na coragem de navegar contra a corrente, apesar dos inimigos que foram acumulando ao longo dos anos. Na coragem de criticar com arrogância desde que o sentimento fosse verdadeiro.
Na coragem de se mostrar como se é, derrubando a fronteira entre o público e o privado. Mostrando que a felicidade só é verdadeira se completa. E como não pode ser completa jamais será verdadeira. Sou obrigado a escrever que seu artigo é majestoso. Na forma e no conteúdo.
[Sobre "Schopenhauer sobre o ofício de escritor"]
por
Erwin Maack
8/9/2005 às
10h52
200.207.119.199
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Também fui patrulhado
Muito antes do "Lula paz e amor" e do PT cor-de-rosa para consumo da classe média, eu sempre votei no PT (e eventualmente no PSDB... grande Covas). Também fui patrulhado, agredido verbalmente, ridicularizado. Por aí se percebe que maniqueísmo e ignorância não são exclusividade de nenhuma facção, eles estão distribuídos igualitariamente. Parece que é nossa sina vivermos em um eterno FlaxFlu. Triste.
[Sobre "Têm sido tempos difíceis..."]
por
Claudio
8/9/2005 às
10h27
201.0.249.14
(+) Claudio no Digestivo...
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2 Filhos de Francisco
Sem dúvida, Eduardo Carvalho tem toda razão: o que existe de sambinha e roquinho péssimos sendo saudados como música de qualidade apenas por serem samba e rock não está escrito. Zezé di Camargo é um grande compositor popular, um grande talento musical bruto que lapidou a si mesmo, como Luiz Gonzaga e Roberto Carlos são e, mesmo assim, enfrentaram enorme preconceito até serem aceitos pela elite intelectual. Os bossa-novistas tinham horror ao baião de Gonzaga. Até o dia em que os tropicalistas e um Quinteto Violado redescobriram o Velho Lua e contribuíram para levar sua música simples, mas muitas vezes sublime, para as melhores salas de concerto, inclusive as de música erudita. Certa vez, num concerto em Goiânia, com a Orquestra Sinfônica local, regida pelo maestro Joaquim Jayme, o grande Sivuca contou ter executado "Asa Branca", numa versão sua para concerto e sanfona, com uma orquestra de câmara da Suécia e, durante a execução, a spalla da orquestra chorava, emocionada. Vejam que cena: uma violinista sueca chorando ao executar a música de um sanfoneiro pé-serra, quase analfabeto, do sertão do Brasil. No filme se pode perceber que algumas músicas de Zezé di Camargo têm essa mesma força de "Asa Branca", com a diferença de que "Asa Branca" traduz a emoção coletiva de um povo, enquanto "É o Amor", por exemplo, expressa autenticamente sentimentos individuais, mão menos legítimos do que os coletivos. Por outro lado, ao contrário do que acredita a grande maioria dos intelectuais contemporâneos, a beleza não é inimiga das lágrimas, pelo contrário - freqüentemente são irmãs siamesas. Eu me emocionei com "2 Filhos de Francisco". Ele dignifica o Brasil profundo dos Sertões de Rosa, que vai do norte do Paraná até Goiás e tem seu cerne no interior de São Paulo. E, além do mérito do diretor, há também muito mérito na decisão de Zezé di Camargo de convidar Caetano Veloso para fazer a trilha sonora do filme. Caetano, como sempre, demonstrou que é mesmo um mestre e soube dialogar com a cultura do interior do Brasil. (José Maria e Silva, Goiânia, Goiás, Brasil)
[Sobre "Um rancho e um violão"]
por
José Maria e Silva
8/9/2005 às
04h49
201.2.52.253
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parabens
eu achei esse texto muito bom
[Sobre "Italo Calvino: descobridor do fantástico no real"]
por
giovanna bossolani
7/9/2005 às
22h41
201.26.84.45
(+) giovanna bossolani no Digestivo...
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Acorda, Brasil!
Que alívio ler textos como este. Quem sabe, agora, a imprensa fazendo a sua parte, esclarecendo, opinando com bom senso e coerência, a população não desperte... É isso que mais quero: acorda, Brasil, deixa de acreditar em profetas e premeie a inteligência, a competência, a responsabilidade!
[Sobre "Sobre as ilusões perdidas"]
por
Mirtes Oliveira
7/9/2005 às
12h07
200.164.221.182
(+) Mirtes Oliveira no Digestivo...
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Comentando comentários
Roberto Guerra: eu afirmo no artigo que sou tucana desde os 18 anos. E, sim, tenho uma imagem positiva do PSDB. A pergunta que deixo é: não posso ter uma imagem positiva do PSDB? Sou obrigada a acompanhar a moda de falar mal do PSDB? Posso ter uma opinião diferente dessa moda?
Alceu: defina neoliberalismo, por favor, e depois explique se ser "neoliberalista" é bom ou ruim na sua opinião.
José: Obrigada pelo comentário. Acredite, foi com muita preocupação e apreensão que eu escrevi esse artigo. Obrigada pelo feedback.
Senhores, a idéia do artigo é expor pensamentos e fazer as pessoas questionarem e pensarem. Como eu disse, não sou maniqueísta. E não sendo, não pretendo também ser proprietária de nenhuma verdade absoluta.
[Sobre "Têm sido tempos difíceis..."]
por
Daniela Castilho
7/9/2005 às
11h33
200.162.242.2
(+) Daniela Castilho no Digestivo...
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lavou minha alma
O texto de Daiela Castilho lavou minha alma porque tem sido difícil para mim vivenciar a ilusão dos 53 milhões de brasileiros que elegeram o vendedor de ilusões. A ironia é que o que está sustentando o (des)governo petista é exatamente a política econômica do FHC, tão combatida pelo PT antes de chegar ao governo. Engraçado é que tudo o que era errado e nocivo para a nação quando estavam na oposição, agora no governo é corretíssimo. Quanta falácia, hipocrisia e irresponsabilidade.
Obrigada, Daniela Castilho, você é consciente!
[Sobre "Têm sido tempos difíceis..."]
por
Mirtes Oliveira
7/9/2005 às
11h31
200.164.221.182
(+) Mirtes Oliveira no Digestivo...
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Você fala de cátedra!
Você merece inteiro respeito. É filha de comunista, neta de anarquista e convive (ou melhor, coexiste) com petistas. Isso tudo é o melhor laboratório. Fala, portanto, de cátedra, sobre tão delicado assunto. Sua forma equilibrada de abordagem revela bem sua grande segurança a cada detalhe. E fala, muito acertadamente, dos males que causa à sociedade, o maniqueismo. Parabéns. E, muito obrigado pela oportunidade da leitura. Abraços.
[Sobre "Têm sido tempos difíceis..."]
por
José Pereira
7/9/2005 às
09h51
200.143.1.135
(+) José Pereira no Digestivo...
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petista e tucano
Qual é a doferença entre petista e tucano? Amancebaram-se no neoliberalismo.
[Sobre "Têm sido tempos difíceis..."]
por
Alceu Aristides Sper
6/9/2005 às
17h54
200.96.23.4
(+) Alceu Aristides Sper no Digestivo...
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PT versus PSDB
A matéria demonstra um fundo de verdade ao tratar dos erros do PT. Mas passa uma imagem muito possitiva do PSDB...
[Sobre "Têm sido tempos difíceis..."]
por
Roberto Guerra
6/9/2005 às
09h36
200.191.37.45
(+) Roberto Guerra no Digestivo...
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Parabéns pela obra!
Adorei o texto. É sem dúvida um relato interessante, principalmente pra mim que procurava saber mais sobre como os alunos aprendem...
[Sobre "Para gostar de ler?"]
por
Vil
5/9/2005 às
22h20
200.103.38.45
(+) Vil no Digestivo...
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texto apetitoso
O tipo do texto apetitoso, a começar do título... Sua idéia da literatura como aquela que nos causa mal (impacto) já fôra defendida por Kafka; eu diria que esse é um critério, mas não o único. Como aliás você mesmo admite.
[Sobre "Dos livros que li"]
por
Claire
5/9/2005 às
19h50
200.217.100.45
(+) Claire no Digestivo...
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Muito bom
Agora já tenho mais um título para procurar nas livrarias!
[Sobre "Os mandarins musicais"]
por
Carla
5/9/2005 às
05h45
200.217.100.45
(+) Carla no Digestivo...
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Sucesso & comportamento
A musica sertaneja nao precisa ser sancionada por criticos para ser aceita no Brasil. Senao, porque nao sancionar o Axe', e todas as novidades baianas? Musica e' musica. Mas a musica sertaneja, com rarissimas excecoes, e' repetitiva, e pouco criativa melodicamente. Por isso, vai sempre ser esquecida. Quando o sertanejo encontrar um jeito de fluir criativamente, sem ser a mera copia das musicas country ou um xitaozinho, ai' vamos ter algo de maior valor... Quanto ao filme, acho que e' um pouco maniqueista. Uma historia, por ser real, nao valida um filme. Nao traduz a qualidade de um filme ou mesmo o tipo de reflexao que um filme pode levar. Neste filme, basicamente voce sai da sala de cinema sentindo simpatia pela dupla. Mas nao era necessario sentar duas horas na sala para ser manipulado emocionalmente para isso... Uma historia dificil de sucesso e' candidato complicado para um bom filme, pois periga se tornar melodrama barato. Parabens 'a dupla pelo sucesso, e persistencia para chegar la'. Mas isso nao vinga nem a musica deles, nem o filme deles... Senao, poderia ficar aqui defendendo o Milken, o urubu do mercado financeiro internacional, que comecou do nada, e era bilhardario explorando o sistema internacional, e logo quebrou tudo devido 'a falta de qualidade de seu trabalho... Sucesso nao valida comportamento. Tomara que um dia aprendamos isso no Brasil, especialmente na critica cultural.
[Sobre "Um rancho e um violão"]
por
Ram
4/9/2005 às
13h04
67.161.2.145
(+) Ram no Digestivo...
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Lula vs. Bush
Lula fala meio idioma. Bush fala bem dois idiomas. Lula não foi à escola, e se recusa a aprender qualquer coisa, citando livros de auto-ajuda como guia para administrar um país do tamanho do Brasil. Bush tem um diploma de Yale, com CR melhor que Kerry, e um MBA da Harvard. Por pior aluno que ele tenha sido, ele aprendeu alguma coisa nestas aulas todas... Eu nem concordo com a política do Bush, mas ele está a anos luz do nosso querido Lula. Imagina só se o Bush fizesse (e falasse) 1/10 do que o Lulinha "Comando Para Matar Celso Daniel" fez, ele estaria na penitenciária... Não tem nada de errado ir a Yale e fazer MBA em Harvard. É infinitamente melhor que largar a escola na sexta série.
[Sobre "Se o Lula falasse inglês..."]
por
Ram
4/9/2005 às
12h50
67.161.2.145
(+) Ram no Digestivo...
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Julio Daio Borges
Editor
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