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COMENTÁRIOS

Quinta-feira, 13/4/2006
Comentários
Leitores

web 2.0 + movimentos sociais
Parabéns pelo artigo, Julio. Ele está coerente e bastante claro sobre os conceitos abordados. Eu acrescentaria uma dimensão a mais no que vem sendo chamado web 2.0, uma dimensão que vai além do aspecto social: a da possibilidade do movimento social. Hoje é possível tirar uma foto com um telefone celular comum e enviá-la para o Flickr com algum texto explicativo e tags, também. Ela será publicada imediatamente no Flickr e num blog do Blogger, que vai difundir esta matéria por rss. Com um pequeno esforço a mais podemos acrescentar-lhe tags da technorati e del.icio.us indexando a nossa matéria para o mundo. Isso, ao alcance de cada vez mais pessoas, rompe com a forma tradicional de divulgação da notícia, transgride filtros e censuras. Neste sentido, a web 2.0 traz em si uma contradição que pode revolucionar o padrão capitalista no qual ela vem tentando ser fechada. Abraço, Suzana

[Sobre "Web 2.0 (ou uma tentativa de)"]

por Suzana Gutierrez
http://www.ufrgs.br/tramse/gutierrez/
13/4/2006 às
10h01 200.176.226.115
(+) Suzana Gutierrez no Digestivo...
 
Harry Potter tem seu mérito
Luis Eduardo, muito bom o seu artigo e devo concordar com o seu ponto de vista. A posição daqueles que condenam livros como Harry Potter é preconceituosa e preciosista. É ruim de acreditar que qualquer um desses verdugos de J.K. Howling tenham começado, na infância ou adolescência, pelos chamados clássicos. Creio que todos nós já lemos algo denominado sub-literatura, o que não é de forma nenhuma motivo de vergonha nem perda de tempo. Até para se saber o que não ler, ou para se descobrir do que se gosta, é necessário ler uma cota de porcarias. Acho mais prejudicial uma criança ou adolescente passar tempo em frente à televisão assistindo aos programas idiotas da MTV do que lendo qualquer coisa. Não obstante, há que se reconhecer que mesmo chamado por alguns de "bobinha e superficial", a história de Harry Potter tem seu mérito e por algum motivo é objeto de paixão e até de idolatria de crianças, adolescentes e até adultos. Os críticos ferrenhos não devem saber disso... afinal, não leram.

[Sobre "Em defesa de Harry Potter"]

por Lívia Santana
http://liviasantana.multiply.com
13/4/2006 às
09h35 200.233.135.216
(+) Lívia Santana no Digestivo...
 
Em defesa do LEMatta
Prezado Luis. Vc tem toda razão. Depoimento: quando adolescente, lia Agatha Christie e Mme. Delly. Na falta do que ler, ia de Julia e Sabrina, mesmo, ou qualquer pulp fiction. Isso não me impediu de chegar a Joyce ou Mann, Balzac ou Dostoiévski, Calvino e Goethe, paralelamente ou logo que tive maturidade para tais obras. Sou da opinião de que não dá pra saber o que é bom se não se experimenta o ruim... Há época e momento pra tudo. Detalhe: ao lado da Odisseia de Homero, excelente trad. de Manuel Odorico Mendes que estou relendo com muito prazer em virtude de um trabalho, está o último volume de Harry Potter. E eles não me parecem estar brigando entre si. A proposito deste assunto, tenho um artigo que foi publicado em 2003 no jornal Zero Hora, aqui do RS. abraço

[Sobre "Em defesa de Harry Potter"]

por Paula Mastroberti
http://www.mastroberti.art.br
13/4/2006 às
07h50 200.208.133.2
(+) Paula Mastroberti no Digestivo...
 
A pintura pela pintura
É tudo o que penso, Daniel Piza, precisamos de pintura. Os nomes citados, realmente, fazem pintura. Pintura por ela mesma sem ser necessáriqw explicações, falas, folhas de papel para dixer o que representam, para que possamos entender e saber o que o artista está contando. A pintura pela pintura. Parabéns. Cleusa.

[Sobre "Saudades da pintura"]

por Cleusa Arantes
http://groups.msn.com/cleusaarantes
12/4/2006 às
15h01 200.141.124.242
(+) Cleusa Arantes no Digestivo...
 
Belíssima e Harry Potter
Já conversamos muito sobre isso, mas... Você tem razão quando diz que um leitor não vai deixar de ler Harry Potter para ler Proust. Por outro lado, um leitor de Harry Potter jamais vai ser capaz de, um dia, ler Proust. O problema, meu caro, é mais embaixo. Você foca seu texto nos jovens, mas a relação com a literatura é algo que, na juventude, precisa estar formada já. Sugiro que você leia as coletâneas Contos e Poemas para Crianças Extremamente Inteligentes de Todas as Idades, de Harold Bloom. São textos infantis. Depois compara com a saga superficial, bobinha mesmo, do Potter. Só uma coisinha, Lematta: você escreveu sobre Belíssima?! Belíssima?! Bem, neste caso, acho que entendo seu argumento... Abs forte.

[Sobre "Em defesa de Harry Potter"]

por Paulo Polzonoff Jr
http://www.polzonoff.com.br
11/4/2006 às
17h29 200.165.15.70
(+) Paulo Polzonoff Jr no Digestivo...
 
Virtude?
Porque, como disse Tutty Vasquez, na Nominimo, o debate entre caseiro e acupunturista pode decidir a sucessão presidencial.

[Sobre "Digestivo nº 274"]

por Fabio Cardoso
11/4/2006 às
13h26 200.232.62.195
(+) Fabio Cardoso no Digestivo...
 
Falem mal, mas falem...
Vou ler Germinal. Vc fez uma grande propaganda da obra...!

[Sobre "Um conselho: não leia Germinal"]

por felipe
10/4/2006 às
13h08 200.222.35.100
(+) felipe no Digestivo...
 
Ainda o Pasquim
Pelo que vemos, na cena cultural brasileira, meia idéia é o suficiente para uma hegemonia que dura mais até que a da URSS... Até hoje o Pasquim exerce fascinação e influência, apesar do modelo proposto já estar esgotado, por ser reproduzido continuamente desde então... Quanto ao autoritarismo da crítica, débeis são a nossa "crasse punsante", que forma opinião a partir de fonte única: se o Millôr disse, então é mais forte que os mandamentos de Moisés... O mesmo acontece com Chico, Caetano e um monte de outros artistas e veículos de imprensa que são tidos como infalíveis... Quando os leitores criarem uma cultura de não se prenderem a currais, aí sim poderemos ter relatos mais próximos da realidade vindo à tona, pois, ao invés da personalidade de um ou de outro ditar o que deve ser a verdade, serão os fatos e uma síntese de vários pontos de vista que farão cada UM concluir por si só o que é a realidade... Em vez de seguir a instrução de um idiota do Pasquim...

[Sobre "Simonal e O Pasquim: nem vem que não tem"]

por Ram
10/4/2006 às
12h44 192.168.133.51
(+) Ram no Digestivo...
 
Brasíla, Rio, SP, essas coisas
Para ficar mais realista, o JFK tupiniquim poderia ter feito a reforma da capital no Rio, transferindo-a para a Barra - e haviam planos na época nesse sentido. Além do Rio ser a grande vitrine do Brasil, a cidade já agrega uma parte considerável dos orgãos federais. A transferência de capital, além de render frutos nas contas suiças dos deputados e empreiteiros, também acabou com o cartão postal brasileiro, que após anos de penúria econômica está retornando agora com o petróleo... Quanto à tara dos paulistas como sendo o centro do universo, e inclusive "capitar", só penso que os deputados passariam a usar o trânsito como desculpa para não comparecerem... E ficariam bem mais próximos das idéias criativas de Maluf, Palocci, etc... Desde a república do café que continuamente temos o domínio paulista/mineiro da política nacional. (E veja, você, agora até o petróleo é deles, com o remapeamento do litoral brasileiro, para transferir parte do que é hoje do Rio/ES para SP... Lula aí, ó!)

[Sobre "Brasília à mercê das multidões"]

por Ram
10/4/2006 às
12h36 192.168.133.51
(+) Ram no Digestivo...
 
Vi e ouvi Simonal (& OPasquim)
Sem dúvida, Simonal teve sua carreira arrasada. Fica difícil, para quem viveu essa época, acreditar (da mesma forma, atônitos, hoje, assistimos às aberrações praticadas, aos escândalos, às denúncias... quantas serão verdadeiras, quantas honestas, sérias? Como saber?) em documentos expedidos por tal órgão de repressão. O cantor era extraordinário. Tenhos os originais e, atualmente, em CD. Eu nunca acreditei muito nessa história. Esse "negro" incomodou um bocado. Pra quem não sabe, existe racismo. O "ídolo" incomodou um bocado. Qualquer liderança era malvista na época. Agora, em nome da ética, é necessário sair rotulando tais "jornalistas" como bêbados, tentando, de forma similar, invalidar as possíveis contribuições pela resistência e pela liberdade de imprensa?

[Sobre "Simonal e O Pasquim: nem vem que não tem"]

por Ronaldo Nascimento
8/4/2006 às
07h11 201.37.254.36
(+) Ronaldo Nascimento no Digestivo...
 
Alô, alô, responde
Julio, acompanho seu site, gosto! Mas... sinto que nunca tenha me respondido, apesar de minha compreensão em relação ao seu tempo p/nos proporcionar leituras de tão bom gosto assim! Quero que vc continue cada vez mais me fazendo aprender contigo e fazendo muito sucesso. Meu senso diz que vc merece! bjs

[Sobre "Digestivo nº 274"]

por Míriam
http://beijos.flog.oi.com.br
7/4/2006 às
13h42 200.208.217.52
(+) Míriam no Digestivo...
 
Escreveu por mim, Julio
Julio, meu chapa. Bem legal o escrito sobre Guimarães Rosa. Apesar de eu ter mais idade que você - 58 agora em junho - passei pelas mesmas dificuldades em relação ao tão decantado escritor brasileiro, em priscas eras, o mesmo em relação ao Machado de Assis. A diferença é que você já enfrentou as "feras" novamente. Estou me preparando: Sagarana tá aqui na mesinha ao lado e comprei parte da obra do Machado da Nova Aguilar. Escreveu por mim Julio, até o que penso do Mário Prata. Saudações do Aurélio Prieto, São Paulo Capital

[Sobre "Minha história com Guimarães Rosa"]

por Aurélio Prieto
7/4/2006 às
13h28 200.148.75.228
(+) Aurélio Prieto no Digestivo...
 
Rosa galáctico
Quero ver se atravesso ao menos algumas milhas de Sertão neste fim de semana. Bravo, Julio! Quando escreves sobre literatura, somos obrigado a imprimir, ler, reler, rereler. Quando tentei ler Rosa, pelo menos uma duas vezes (fui de cara ao Grande Sertão) não senti tanta dificuldade com a linguagem, como advertiam. Você entra naquele universo, há uma lógica própria. O motivo de não continuar foi, sei lá, aquela idéia de que, enfim, é no fundo o tal embate entre bem-mal, deus-demônio, nonada, e estava com uma cabeça tão pós-moderna, em função de outras leituras, que tudo aquilo parecia ter acabado. Bobagem, é claro. Essa, aliás, é uma das nossas maldições de brasileiro. Sem antes entendermos a nós mesmos, e entendermos árvores como Rosa, preocupamo-nos em ser primeiro franceses, depois norte-americanos... Guimarães é uma exuberante rosa de vermelho-vinho aveludado, cujo fascínio só implica em deixar de lado tantas flores de plástico às quais estamos domesticados.

[Sobre "Minha história com Guimarães Rosa"]

por Rogério Kreidlow
7/4/2006 às
12h02 201.35.218.115
(+) Rogério Kreidlow no Digestivo...
 
A escola e a família
Prezada Ana. Também já fui professor e tenho a mesma percepção, com relação à postura de alguns pais, que você parece ter. Falta diálogo, lições de cidadania, educação, respeito e afeto. Faltam aqueles papos em família, quando a luz acabava e ficávamos todos reunidos na sala a luz de velas. Bendita Light que sempre dava uma mancada dessas! Enfim, no mínimo perfeito seu texto.

[Sobre "Sou da capital, mas tenho cura"]

por Márcio Antunes
7/4/2006 às
09h41 200.165.9.240
(+) Márcio Antunes no Digestivo...
 
Descobrindo Beatriz Sarlo
Muito bom o texto da Adriana Baggio sobre a escritora argentina Beatriz Sarlo. Pelo desconhecimento que temos das obras latino-americanas, essas informações se tornam verdadeiras preciosidades. PARABÉNS.

[Sobre "Argentinos: a gente detesta, mas somos parecidos"]

por zuleica brito fische
7/4/2006 às
08h48 201.34.229.55
(+) zuleica brito fische no Digestivo...
 

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