Os paradoxos de Copacabana | Adriana

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COMENTÁRIOS

Quarta-feira, 7/6/2006
Comentários
Leitores


Os paradoxos de Copacabana
Caro LEM, adorei seu texto! Uma das coisas que mais me atraem no Rio é justamente a arquitetura, e nesse ponto, Copacabana é imbatível. Como você mesmo disse, as fachadas dos prédios são belíssimas, remontam a um outro tempo. É impossível não ficar imaginando histórias acontecendo por trás daquelas pomposas portas de latão, sempre bem guardadas por um indefectível porteiro. O que mais me intriga nesse bairro, porém, é a convivência do provinciano com o moderno. Em Copacabana estão, ao mesmo tempo, cosmopolitas de todas as partes do mundo e velhos moradores com hábitos idem. E por mais que seja o bairro de uma das capititais brasileiras mais economicamente ativas, suas lojas e comércios mantêm placas e luminosos como há muito não se vê, ou que se vê apenas em cidadezinhas do interior. Enfim, um lugar de constrastes, mesmo. Não me admira que você seja apaixonado por ele.

[Sobre "Copacabana e a cultura urbana carioca"]

por Adriana
7/6/2006 às
16h04 200.192.254.27
(+) Adriana no Digestivo...
 
blog também é vaidade
Há, senhor Julio, um outro motivo, para se fazer um blog, além dos quatro mencionados: vaidade. É um motivo, digamos, quase proibido, por causa da nossa cultura judaico-cristã. Eu assumo: tenho um blog também por vaidade e conclamo a todos que visitem. Se não aprovarem o meu blog, eu imagino: "Também não gostariam se fosse do Machado de Assis".

[Sobre "por que blogar"]

por Joel Rogerio
http://cronicasdojoel.blogspot.com
7/6/2006 às
15h42 200.216.113.142
(+) Joel Rogerio no Digestivo...
 
Muy interesante, la verdad
Bueno, lo que está haciendo el texto que presenta el texto de los dos autores es justamente la operación que señala el segundo texto. Muy interesante, la verdad. Saludos.

[Sobre "Lecto-escritura esquizofrénica"]

por Juan López
7/6/2006 às
13h11 200.71.239.68
(+) Juan López no Digestivo...
 
Uma cama de gato
É duro para muitos o esforço de pensar, calcular e entender. Há pouco, estive num workshop do mítico baixista Arthur Maia, grande músico brasileiro (mundial, por que não?), que nos brindou com sua presença e dicas técnicas. O local era habitado por músicos em sua maioria, mas aberto a qualquer um que preferisse a qualidade. Pois bem, em certo momento, sua banda executou um originalíssimo "brazillian jazz" de "entortar" ouvidos, tamanha a beleza e complexidade harmonica, rítmica e melódica. Matemática e arte numa mescla perfeita, quase tangível. Pensei: "Isso não é pra qualquer um. Há requisitos mínimos para entender tudo isso e encontrar a proposta do artista. Estou feliz.". Vi (ou melhor, "ouvi") que, se não há uma apurada auto-exigência, pessoal, primária, não há objetivo: absorver algo, ligar-se à linguagem do autor, seja qual for sua ferramenta, e formar uma crítica opiniao a respeito. Essa exigência não existe nas massas, que seguem caminhos já pavimentados pelos que pensam por elas.

[Sobre "O elogio da ignorância"]

por Hudson Malta
7/6/2006 às
11h07 201.8.59.227
(+) Hudson Malta no Digestivo...
 
Argentina e Brasil 2/2
Se gosto de tudo isto, por outra parte, confesso que não saberia, hoje, morar numa outra cidade que não seja a paulicéia. Curto muito desta cidade de contradições e de belezas ocultas como diz Caetano. Gosto e como cidadão naturalizado da participação e de estar presente 'as discussões nacionais. Gosto da língua portuguesa e do castelhano e de um infinito de coisas que nos une. Porque não curtir isso? Ao longo de todo este tempo, 46 anos (repito), sempre quis saber das "razões" das rivalidades. Nunca ninguém, absolutamente ninguém, me deu uma explicação que fizesse sentido. Olha, que indaguei pessoas de alta consideração intelectual... O silencio ou encaminhamento para o futebol foram as respostas mais freqüentes. Interessante que o Mauricio Pereira levante a poeira do debate, vamos conversar sobre isso, sim, sobre o que nos une e nos separa. Não vamos deixar esse diálogo só com os vendedores de geladeiras da Fiesp e com os idiotas da Union Industry.

[Sobre "De repente, a Argentina"]

por RfN
6/6/2006 às
15h40 201.0.84.139
(+) RfN no Digestivo...
 
Argentina e Brasil 1/2
...e de repente as cabeças e os corações corintianos descobriram que a Argentina existia e estava viva e que a rivalidade futebolística e' uma ficção artificial, e conveniente 'a TVGlobo, que a estimulada via o medíocre Galvão Bueno. Nada como os gols do "Carlito" para nos aproximar. Sim, senhores, isto é diplomacia feita desde a planície, de baixo pra cima e tão necessária. Me transferi pra o Brasil há 46 anos e mantenho um sotaque platino e o coração verde-amarelo. Voltei pra Argentina, muito poucas vezes e sempre a passeio. Gosto de Buenos Aires e gosto da Patagônia, gosto também como a sociedade argentina está esculpindo a moderna democracia ao som de panelas que conseguem abafar e ultrapassar políticos e militares. Gosto, também, quando os cidadãos da rua cospem os torturadores dos anos de chumbo. Se gosto de tudo isto, por outra parte, confesso que não gosto... (continua)

[Sobre "De repente, a Argentina"]

por Rodolfo Felipe Neder
6/6/2006 às
15h35 201.0.84.139
(+) Rodolfo Felipe Neder no Digestivo...
 
o nosso santo graal
A minha geração (estou com 38) foi marcada pela abertura política (1982) e pelo caderno Ilustrada, da Folha de S Paulo. Todos os dias esperávamos ansiosos para ler aquilo que nos parecia o oráculo da modernidade. De repente, naquelas páginas marcadas de preto, estava toda a informação que nos foi negada durante anos (e nos parecia que ninguém, além de nós, éramos os detentores desse santo graal). Aqueles que não tinham grana, surrupiavam o jornal da biblioteca, de algum departamento, do escritório do pai ou mesmo de bancas com atendentes distraídos. Os honestos esperavam pacientemente que alguém cedesse uma das páginas. Ah, e que páginas. Ali ficamos sabendo da existência dos beats, beatniks, Joyce, Pound, Beckett, do ovo de Ginsberg e do pé na estrada de Kerouac. Tivemos a chance rara de sermos iluminados pelos quadrinhos do underground americano (Fritz, the cat, me fez rir tanto quanto Mr. Natural) e dançar o bebop e ficar míope de tanta nouvelle vague. Foi nossa primavera. Foi bom.

[Sobre "Beckett e Joyce"]

por Wilson Sagae
http://analisepublica.blogspot.com
6/6/2006 às
14h15 201.22.37.208
(+) Wilson Sagae no Digestivo...
 
Ainda sobre novos autores
Excelente e lúcido artigo!

[Sobre "Novos autores: literatura, autonomia e mercado"]

por Mauro Mendes
6/6/2006 às
12h26 201.8.71.81
(+) Mauro Mendes no Digestivo...
 
Advogados e Bajuladores...
Rafael e Janethe: realmente não compreendo como se pode dissociar o texto do autor. E não se trata de conhecer ou não... Quando leio algo, de imediato visualizo uma imagem física e emocional do autor, mesmo quando utiliza um pseudônimo. Quanto a defesa e bajuladores, estamos em um tipo de fórum, onde estas características se fazem necessárias para uma boa discussão. Abraços. Carlili

[Sobre "Novos escritores? Onde?"]

por Carlili Vascocelos
5/6/2006 às
18h24 200.168.124.138
(+) Carlili Vascocelos no Digestivo...
 
O melhor desde 93 por aí
cara esse é o melhor seriado do mundo, eu assisto desde 93 por aí, quando começou a passar no Brasil, com o Kevin eu dei muitas risadas, me diverti, me emocionei, sempre me identifiquei muito com ele e suas reações às mais diversas situações dessa fase da vida.

[Sobre "Anos Incríveis"]

por Lucas Medrado
5/6/2006 às
17h42 200.164.171.196
(+) Lucas Medrado no Digestivo...
 
Alzira e Tetê Espíndola
Alzira Espíndola é irmã da Tetê Espíndola e tem um trabalho muito mais interessante do que essas "Paralelas" aí, moçada de Mato Grosso do Sul.

[Sobre "Digestivo nº 281"]

por André Balbino
http://www.afabrika.com.br
5/6/2006 às
16h48 200.175.253.17
(+) André Balbino no Digestivo...
 
coração e cabeça do escritor
Andréa, pena que só agora eu vi esse seu artigo. Ele é maravilhoso, pois expressa exatamente o que se passa no coração e na cabeça de um escritor. Parabéns.

[Sobre "Escrever para não morrer"]

por Janethe Fontes
http://vitimasdosilencio.zip.net/
5/6/2006 às
12h26 201.0.13.80
(+) Janethe Fontes no Digestivo...
 
Em defesa do Maroldi
Não creio que o Marcelo Maroldi precise de bajuladores e muito menos de "advogados" para defendê-lo, mas não pude deixar de concordar com o Rafael. Uma coisa é criticar "um" texto, outra coisa é criticar a "pessoa" que escreveu. Eu também não conheço o Marcelo, e não concordo com o texto acima. Mas há textos maravilhosos dele que demonstra sua sensibilidade, sua habilidade como colunista deste site. Abraços.

[Sobre "Novos escritores? Onde?"]

por Janethe Fontes
http://palavreando.zip.net/
4/6/2006 às
22h12 201.0.13.80
(+) Janethe Fontes no Digestivo...
 
se criticar, critique o texto
Uma coisa é criticar o texto do Maroldi com contra-argumentos consistentes, baseados em algo. Outra coisa é criticar o Marcelo Maroldi pessoa, sem nem ao menos conhecê-lo ou saber de sua vida. Eu não o conheço, não sei da vida dele e, quando critiquei, critiquei o texto. Se querem fazer críticas, façam críticas às palavras, e com bons argumentos. Não vale insultar o "cara" que escreveu o texto. Pega mal.

[Sobre "Novos escritores? Onde?"]

por Rafael Rodrigues
http://3vozes.blogspot.com
4/6/2006 às
21h40 200.199.59.33
(+) Rafael Rodrigues no Digestivo...
 
o que faço com meu livro?
Faz isso não Paulo! E agora, o que faço com o livro que estava escrevendo? (-: Piores que os "novos" com ambição a capa de Caras são os rebeldes conservadores, que atulham as prateleiras com ímitações canhestras do Rubem Fonseca e seus tributários, os Sergios Sant'Annas e quetais... Faltou dar aí o nome dos novos admiráveis. Conta, vai, Polzonoff!

[Sobre "Não existem autores novos"]

por S Leo
http://www.quintarte.blogspot.com
4/6/2006 às
19h20 200.163.22.254
(+) S Leo no Digestivo...
 
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