busca | avançada
25574 visitas hoje
330 mil no mês
Segunda-feira
Artes
Internet
Terça-feira
Teatro
Televisão
Quarta-feira
Cinema
Música
Quinta-feira
Além do Mais
Gastronomia
Sexta-feira
Imprensa
Literatura
Newsletter
* por Julio Daio Borges
Segunda-feira
Daniel Bushatsky
Gian Danton
Ricardo de Mattos
Terça-feira
Débora Carvalho
Diogo Salles
Jardel Dias Cavalcanti
Quarta-feira
Guilherme Montana
Luiz Rebinski Junior
Rafael Fernandes
Quinta-feira
Elisa Andrade Buzzo
Marcelo Spalding
Vicente Escudero
Sexta-feira
Ana Elisa Ribeiro
Marta Barcellos
Rafael Rodrigues
Especiais
Últimos Posts
>>> Verão Poesia Internacional BH
>>> O tablet do Google
>>> Steve Jobs apresentando iBooks
>>> Steve Jobs apresentando o iPad
>>> Mais uma Borrachalioteca
>>> Jobs homenageia o Kindle
>>> iPad o Leitor da Apple
Mais Recentes
>>> Considerações sobre a leitura
>>> 77 anos do Mercado Municipal
>>> Ayn Rand ou o primado da razão
>>> A humanidade segundo Saramago
Mais Recentes
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
>>> Spacca
>>> Cris Dias
>>> Ricardo Freire
>>> Lúcia Guimarães
Mais Recentes
>>> O mistério dos dinossauros (Claudio Spiguel)
>>> Cachorros e pichadores (Paulo Mauad)
>>> Os Olhos do Dragão (Isadora Padilha)
>>> Os entraves permanecem (Isadora Padilha)
>>> Lindo (Juliana Galvão)
>>> Coleção Para Gostar de Ler (Paulo Mauad)
>>> Ainda outra dúvida (Paulo Mauad)
>>> Não existe melhor (Denise Macedo)
>>> A escola sempre leva a culpa (Débora Carvalho)
FAQs
site, divulgação & colabs.
Quem Somos
histórico & mapa do site
Audiência & Anúncios
quem lê & como anunciar
Expediente & RSS
quem é quem & feeds
Últimos Releases
Categorias Atualizadas
Informática - Apple
Informática - Servidores
Celulares - Acessórios - Películas Protetoras
Celulares - Acessórios - Canetas
Informática - Notebooks
Telefonia - Centrais Telefônicas
Acessórios Áudio e Vídeo - Limpadores
Celulares - Sony Ericsson
Móveis e Decoração
Acessórios Áudio e Vídeo - Divisores
Agro, Indústria e Comércio
Acessórios Áudio e Vídeo - Fontes
Celulares - Acessórios - Câmeras
Artigos para Bebês
Celulares - Acessórios - Chips
Acessórios Áudio e Vídeo - Fitas de Vídeo
Informática - Handhelds
Informática - Monitores
Acessórios Áudio e Vídeo - Microfones
Brinquedos e Hobbies
Acessórios Áudio e Vídeo - Controles Remotos
Celulares - Nokia
Animais
Eletrônicos - Calculadoras
Celulares - Samsung
Celulares - LG
Celulares - Acessórios - Adaptadores USB
Celulares - Palm
Eletrônicos - Filmadoras
Informática - Tuning
Celulares - Acessórios - Software
Informática - Wireless e Wi-Fi
Celulares - Acessórios - Carregadores
Celulares - Acessórios - Capas e Suportes
Celulares - Acessórios - Outros
Celulares - Acessórios - Carcaças e Face Plates
Celulares - Acessórios - Cabos
Celulares - Acessórios - Adaptadores Dual Chip
Acessórios Áudio e Vídeo - Fones
Telefonia
Eletrônicos - Segurança para Casa
Celulares e Telefonia - Outros
Informática - Outros
Celulares - Motorola
Celulares - Apple iPhone
Celulares - Cartões de Memória
Eletrônicos - Som e Vídeo para Carro
Informática - Componentes
Informática - Impressoras
Informática - Redes
ENSAIOS

Segunda-feira, 13/10/2008
Meu amigo Paulo Francis
Lúcia Guimarães
+ de 1800 Acessos
+ 2 Comentário(s)

Ele morreu na manhã do dia 4 de fevereiro de 1997, horas depois de exibir sintomas óbvios de infarto. Freqüentava um médico barato na capital americana da medicina. Caiu em casa, a um quarteirão de onde trabalhávamos da produção do Manhattan Connection.

Lembro daquela manhã em câmera lenta ― incredulidade misturada a gestos práticos, como manter segredo sobre o número do apartamento onde sua mulher Sonia Nolasco aguardava em choque a chegada do rabecão em companhia de Lucas Mendes. Um repórter ligou para a minha casa e tentou enganar minha filha para obter a informação.

Onze anos depois, ao passar pelo Brasil para comemorar os 15 anos do programa que existe graças, em parte, à estrela do Francis, sinto um certo descompasso entre o jornalista que se tornou meu amigo ao longo de anos de convívio diário e um fenômeno que, se não inventamos, emerge entre nós com uma freqüência triste. É a necrofilia de canivete suíço ― a memória dos mortos apropriada por sua múltipla utilidade. O Francis é um defunto conveniente, por mais de um motivo.

Sua coragem intelectual era baseada em décadas de experiência e pensamento crítico. Ele era produto de um Brasil hoje difícil de imaginar ― mais exatamente um Rio de Janeiro gentil e cosmopolita, onde o humor, a Bossa Nova, os escritores e a paisagem compunham um tableau irresistível. Depois de 23 anos de exílio voluntário, um dos meus prazeres secretos é ouvir a música do português falado por cariocas letrados com mais de 60 anos. Nenhum gerúndio idiota, o ritmo ondulante, os erres e esses macios mas não massacrados pelo surfês.

O ex-trotskista que, antes de morrer, tomou ódio de Fernando Henrique Cardoso numa guinada para a direita que, no final, parecia mais operática do que analítica, enfrentaria uma cobrança pós-11 de setembro. Como seria a coluna do Francis no quinto aniversário da brancaleônica invasão do Iraque? Como ele reagiria à ignorância analfabeta de George W.? Sofreria de cegueira ideológica ou, como seu recém falecido objeto de admiração e porta-voz conservador William Buckley Jr, escreveria sobre a estupidez criminosa que marcou a invasão?

Por pertencer a uma geração menos exposta ao comercialismo crasso travestido de maturidade empresarial, Francis foi poupado de rapazes imberbes com MBA's. Ele se consolidou como comentarista de TV numa época em que o então diretor da Central Globo de Jornalismo, Armando Nogueira, cujo crédito pela manutenção do comentarista no ar não é devidamente atribuído, o protegia da ira de seus inimigos com acesso a Roberto Marinho.

Fazemos um desfavor ao Francis quando o consideramos em termos absolutos e projetamos nele a carência por um pater famílias editorial. Toda a reação por e-mail à morte do Francis dirigida ao Manhattan Connection bateu primeiro no meu computador. Só o 11 de setembro entupiu mais a minha caixa de correio eletrônico. O volume era de tal ordem que concluí serem os missivistas não apenas espectadores ou leitores com preocupações sobre o fim da guerra fria ou um eventual impeachment de Bill Clinton. Inúmeras cartas expressavam um sentimento de orfandade, até entre pessoas que discordariam da maioria das opiniões políticas emitidas em suas colunas. É natural que a televisão desperte este tipo de reação. O clichê do desconhecido que se torna uma figura familiar por entrar na sua sala de visitas pode ser facilmente aplicado aqui.

Mas, no caso do Francis, o luto antecipava a realidade. Afinal, depois que ele nos deixou, o colunismo se tornou epidêmico na imprensa onde o modelo de negócio fez encolher os jornais e a opinião custa mais barato do que a reportagem.

A originalidade representada pelo Francis ― um intelectual que engaja o leitor mesmo quando expressa opiniões difíceis de sustentar ― foi substituída pelo que um observador brilhante definiu como o novo colunista: uma atitude em busca de oportunidade. Ou, como disse o editor Paulo Roberto Pires, ao evocar outras tradições da polêmica brasileira, o dardo que se promove à custa do alvo.

Francis era capaz de fazer generalizações truculentas sobre seus inimigos ideológicos ou estéticos. Não devemos esquecer que ele era um esteta e um iconoclasta. Podia irromper numa ária em meio a uma discussão sobre a queda da bolsa ou derreter-se ao descrever uma pintura de Pierre Bonnard. Ele era independente o bastante para voltar atrás e não transformava seu eventual extremismo num pacote marquetável. Eu o vi ser cordial e até carinhoso com pessoas que teria destruído por escrito.

"Ele era um conservacionista, não um simples conservador," corrige Sérgio Augusto, o jornalista cultural e colaborador do Estado de São Paulo. "Fui apresentado a ele pelo José Lino Grünewald, em meados dos anos 60 em frente ao cinema Vitória, na Rua Senador Dantas, um dos movie palaces do Rio de Janeiro", lembra o jornalista, que recebeu de Millôr Fernandes o merecido apelido de Sérgio Augoogle. "West Side Story foi lançado naquele cinema." Sérgio destaca a generosidade do Francis a quem deve dois empurrões que marcaram sua carreira ― os empregos no finado Pasquim e na Folha de São Paulo, de onde saiu, em 1996. Na ocasião, Francis lamentou a perda de Sérgio Augusto com uma frase que cada vez mais serve como mantra: acabou o asfalto.

Sérgio argumenta que o ex-colega defendia os cânones e seu amor à arte aplacava as incongruências políticas. E nota a ironia ― um dos mais famosos jornalistas da história da imprensa brasileira não era um estilista.

Várias vezes eu o testemunhei perplexa ditando o texto por telefone sem hesitação, seu leitor mal sabia que fazia o papel do psicanalista silencioso diante daquela copiosa associação livre. "Francis dizia que escrevia em alemão mal traduzido", conta Sérgio Augusto, divertindo-se com memórias de seu notório desprezo por checar fatos. "Quando a Ava Gardner morreu, Francis escreveu que ela havia se casado com um baterista débil mental. Ele confundiu Artie Shaw, o marido com o Gene Kruppa. Shaw era tão culto que a Ava se sentia obrigada a ler para acompanhá-lo."

Sei que o Francis vai ser lembrado por doses de misoginia. Mas, como trabalhei com ele todas as manhãs, de 1985 a 1990, no antigo escritório da Globo na Terceira Avenida, há que jogar luz sobre as outras faces. Conheci o colega mais velho que me puxou de lado, nos meus 28 anos, e fez um diagnóstico solidário dos desafios no casamento, na maternidade e na profissão que poucas amigas feministas teriam articulado então. Ele exibia um prazer genuíno e não angústia de castração ao ser apresentado a uma mulher inteligente. Adorava humor traquinas. Tinha uma dificuldade lendária de enfrentar manhãs e, como chegava ao escritório entre nove e meia e dez horas, acabava de acordar na pequena redação. Ao vê-lo entrar no escritório com um restinho de pasta de dentes no canto da boca e um ar ainda confuso, perguntando "O que está acontecendo?", eu o divertia com a provocação: a sua pergunta se refere ao mundo ou à minha vida sexual? "Primeiro a sua vida sexual, é claro!", ele exclamava.

Por que passamos tanto tempo falando de Paulo Francis, independente de termos desfrutado de sua companhia ou acompanhado sua trajetória com atenção?

A celebridade se tornou a perversa referência moral, existencial e política. Francis tinha se tornado personagem, como lembra Sérgio Augusto, ao citar o episódio do espectador que assistia ao Jornal da Globo num monitor da estação de trens e exclamou: "Este Chico Anysio é muito engraçado!" Mas havia substância por trás da fama.

Hoje Oprah Winfrey investe-se de autoridade para, ao mesmo tempo, combater a pobreza na África do Sul, discutir sexo entre adolescentes e encenar a humilhação pública nacional de um memorialista best-seller que fabricou fatos. Vivemos num lodaçal de platitudes servidas a consumidores da auto-ajuda.

Paulo Francis era um brasileiro germânico que jamais faltava ao trabalho, gravava seus segmentos quantas vezes fosse necessário. Tinha uma visão meritocrática e francamente elitista do mundo, enquanto mastigava um sanduíche letal em conversa animada com o motorista da Globo. Esta visão era mais generosa do que o pseudo-igualitarismo que grassa em tantos pastos da mídia contemporânea. O que diria Paulo Francis de tantos blogs, com fotos de gatinhos de estimação e recordações de viagens entediantes?

O populismo conservador, imagino, teria sido indigesto para o "Francês", como o chamava Paschoal Carlos Magno, responsável pelo apelido que nos poupou de enrolar a língua com o longo Franz Paul Trannim da Matta Heilborn.

Ao abrir o New York Times, numa manhã fria de março, e descobrir que Rupert Murdoch decidiu desfigurar a tradicional primeira página de um de seus diários favoritos, o Wall Street Journal, Francis teria se apegado como um oportunista ao conservadorismo de Murdoch? Ou teria esbravejado contra mais uma referência cultural destruída?

O mundo, segundo Rupert Murdoch, de programas como American Idol e America's Most Wanted seria tóxico para a constituição de Paulo Francis que proclamava, no ar, ao assistir a variados segmentos de cultura popular: "Estou tecnicamente morto!" Era seu grito de guerra, ou melhor, de frustração com a mediocridade, hoje fartamente representada pelo anti-intelectualismo conservador.

Paulo Francis não deixou herdeiros, e a idéia de que qualquer pessoa o substituiria, seja na reunião de condomínio ou em qualquer mídia, o faria explodir em palavrões. Ele era ciumento, zeloso do lugar que conquistara com sua história e não com sinergias. "Assim como Glauber Rocha deixou filhos bastardos, Francis deixou apenas imitadores", conclui Sérgio Augusto. "A 'esquerda cuecona'", a expressão é de sua lavra, "é tão burra que não é difícil demarcar seu território no outro extremo ideológico. Você já sabe o que estas pessoas vão escrever, ao contrário do Francis, que continuava a nos surpreender."

Desconfio que a memória do amigo saudoso, capaz de fazer uma imitação impagável do baiano malemolente, seria beneficiada por umas férias no litoral, longe da multidão insensata.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pela autora. Originalmente publicado na revista S.A.X., em abril de 2008. Leia também Especial "Paulo Francis".


Lúcia Guimarães
Nova York, 13/10/2008

Quem leu este, também leu esse(s):
01. A humanidade segundo Saramago de Mariana Ianelli
02. A prosa encantada de Rosa de Emir Rodríguez Monegal
03. Entre o jornalismo e a academia de Ronaldo Correia de Brito
04. Pirataria 2.0 de Paulo Rebêlo
05. Yoani Sánchez no Brasil de Jaime Pinsky


Mais Lúcia Guimarães
Mais Ensaios Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
17/10/2008
10h30min
Ah, Lúcia, que inveja gostosa eu sinto de você, quisera eu, a exemplo de você, ter convivido com o Paulo Francis. Penso que você, Lúcia, guardará esta travessia de aprendizado por todo o resto dos seus dias. Abraços do Sílvio Medeiros.
[Leia outros Comentários de Sílvio Medeiros]
2/11/2008
11h02min
Destaco esse trecho do seu ensaio como revelador da personalidade do Francis: "Paulo Francis... Tinha uma visão meritocrática e francamente elitista do mundo, enquanto mastigava um sanduíche letal em conversa animada com o motorista da Globo. Esta visão era mais generosa do que o pseudo-igualitarismo que grassa em tantos pastos da mídia contemporânea." Tal complexidade, ao contrário do que poderia parecer, traduz um tipo de refinamento que mais acentua o traço indulgente do seu espírito para com as limitações alheias... Esses eram os seus momentos de desconstrução... Certamente ele os aproveitava para se reinventar criticamente...
[Leia outros Comentários de Joseberto Cruz]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Site/Blog:
Texto:
 
0 (número de caracteres digitados até agora)
Título:
 
publicar este comentário no site
 
receber próximos comentários por e-mail
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Editora Record
Editora Objetiva
Companhia das Letras
Editora Planeta
Campus-Elsevier
Livraria Cultura
Submarino
Conrad Editora
MercadoLivre
Editora Globo
LANÇAMENTOS
Editora Planeta

Preciso te contar uma coisa
Melissa Hill
por R$ 44,90


OM
Madisyn Taylor
por R$ 19,90


Encontre Deus na cabana
Randal Rauser
por R$ 19,90


Maya Fox - a predestinada
Silvia Brena
por R$ 39,90


Beber, jogar, f@#er
Andrew Gottlieb
por R$ 39,90


Ecopiratas: Uma aventura em Fernando de Noronha
Beto Junqueyra
por R$ 24,90


A dieta de Jesus
Heloisa Bernardes
por R$ 19,90


Corra
Mario Sergio Andrade Silva
por R$ 52,00


Operação Xeque
Juan Carlos Torres
por R$ 39,90


Um otimista incorrigível
Michael J. Fox
por R$ 29,90


O segredo da libélula
Scott Blum
por R$ 19,90


De gênio e louco todo mundo tem um pouco
Augusto Cury
por R$ 24,90


Desculpa se te chamo de amor
Federico Moccia
por R$ 39,90


Pequenas histórias da Bíblia
José Luís Olaizola
por R$ 39,90


Rumo a outro verão
Janet Frame
por R$ 49,90

OFERTAS
Informática - Componentes


Fonte Seventeam 850w St 850zaf Quad Pci E 6 2 Pinos V Force
por R$ 419.00
até 12/2/2010



Fonte Seventeam St 500p Cg St 500watts Sli Nvidia Pci E
por R$ 199.90
até 11/2/2010



Fonte Seventeam St 550pam 550watts Pci Express Pfc Ativo
por R$ 274.90
até 24/3/2010



Duplicadora C 11 Gravadores Dvd Cd Sata Novo Retire Sp
por R$ 1749.99
até 13/3/2010



Placa Controladora Pci Raid Com 4x Sata C Suporte A Boot
por R$ 59.99
até 11/2/2010



Cooler Cpu Zalman X10 Extreme Led A Pronta Entrega Nf
por R$ 289.90
até 14/2/2010



Fonte Corsair 550w Reais 85% Eficiência Cmpsu 550vx Nf
por R$ 329.90
até 09/4/2010



Lsk Sata Ou Ide Controladora C 12 Slots Nf Retire Sp Nf
por R$ 339.99
até 16/3/2010



Fonte Modular 750w Real C3 Tech Ct Psh750 Pfc Ativo Oferta.
por R$ 359.99
até 27/3/2010



Fonte 600w Reais C3 Tech 24 Pinos Pci Ex Pfc Ativo Box
por R$ 149.99
até 10/4/2010


Mais "Informática - Componentes"...

busca | avançada
25574 visitas hoje
330 mil no mês