busca | avançada
29338 visitas hoje
334 mil no mês
Segunda-feira
Artes
Internet
Terça-feira
Teatro
Televisão
Quarta-feira
Cinema
Música
Quinta-feira
Além do Mais
Gastronomia
Sexta-feira
Imprensa
Literatura
Newsletter
* por Julio Daio Borges
Segunda-feira
Daniel Bushatsky
Gian Danton
Ricardo de Mattos
Terça-feira
Débora Carvalho
Diogo Salles
Jardel Dias Cavalcanti
Quarta-feira
Guilherme Montana
Luiz Rebinski Junior
Rafael Fernandes
Quinta-feira
Elisa Andrade Buzzo
Marcelo Spalding
Vicente Escudero
Sexta-feira
Ana Elisa Ribeiro
Marta Barcellos
Rafael Rodrigues
Especiais
Últimos Posts
>>> Verão Poesia Internacional BH
>>> O tablet do Google
>>> Steve Jobs apresentando iBooks
>>> Steve Jobs apresentando o iPad
>>> Mais uma Borrachalioteca
>>> Jobs homenageia o Kindle
>>> iPad o Leitor da Apple
Mais Recentes
>>> Considerações sobre a leitura
>>> 77 anos do Mercado Municipal
>>> Ayn Rand ou o primado da razão
>>> A humanidade segundo Saramago
Mais Recentes
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
>>> Spacca
>>> Cris Dias
>>> Ricardo Freire
>>> Lúcia Guimarães
Mais Recentes
>>> Monteiro Lobato... de fato! (Lawrence Husby)
>>> O mistério dos dinossauros (Claudio Spiguel)
>>> Cachorros e pichadores (Paulo Mauad)
>>> Os Olhos do Dragão (Isadora Padilha)
>>> Os entraves permanecem (Isadora Padilha)
>>> Lindo (Juliana Galvão)
>>> Coleção Para Gostar de Ler (Paulo Mauad)
>>> Ainda outra dúvida (Paulo Mauad)
>>> Não existe melhor (Denise Macedo)
FAQs
site, divulgação & colabs.
Quem Somos
histórico & mapa do site
Audiência & Anúncios
quem lê & como anunciar
Expediente & RSS
quem é quem & feeds
Últimos Releases
Categorias Atualizadas
Informática - PCs
Celulares e Telefonia
Eletrônicos - Áudio Portátil
Revistas
Celulares - Memória - SDHC
Celulares - PowerPack
Celulares - Foston
Celulares - Bak
Celulares - Anycool
Telefonia - Outros
Carros, Motos e Outros
Instrumentos Musicais
Walkie - Talkies - Carregadores e Baterias
Celulares - Cect
Celulares - Nextel - Motorola
Celulares - Nextel - Blackberry
Imóveis
Celulares - Memória - microSD - Transflash
Celulares - Memória - Outros
Música
Celulares - Outras Marcas
VoIP - Telefonia via Internet - Telefones
Celulares - Siemens
Celulares - Memória - SD Card
Celulares - Acessórios - Leitores de Memória
Celulares - Memória - Memory Stick Duo / Pro Duo
Celulares - Blackberry
Celulares - Memória - miniSD
HP - iPAQ
Eletrônicos - Peças e Componentes
Telefonia - Telefones sem Fio
Informática - Intel
Eletrônicos - DVD Players e Gravadores
Celulares - Acessórios - Telescópios
Informática - Pen Drives
Telefonia - Fax
Celulares - Acessórios - Estações de Solda
Celulares - Acessórios - Suportes Veiculares
Celulares - Acessórios - Adaptadores para Fones
Jóias e Relógios
Eletrônicos - Áudio para Casa
Eletrônicos - GPS
Informática - Notebooks - Peças
Filmes e Seriados
Celulares - Acessórios
Informática - Apple
Informática - Servidores
Celulares - Acessórios - Películas Protetoras
Celulares - Acessórios - Canetas
Informática - Notebooks
ENSAIOS

Segunda-feira, 16/11/2009
Nadia Boulanger (1887-1979)
Lauro Machado Coelho
+ de 700 Acessos

Há exatos 30 anos, em 22 de outubro de 1979, com 92 anos, Nadia Boulanger falecia na França. Professora e mentora de grandes músicos ― entre os quais o brasileiro Almeida Prado e o regente principal da Osesp Yan Pascal Tortelier ― Boulanger foi uma das mais influentes personalidades musicais do século XX.

O brasileiro Almeida Prado, que foi seu aluno, fala da maneira casual como ela lhe falava: "Hoje terminaremos a aula um pouquinho mais cedo, porque Gabriel vem jantar". Esse amigo, de quem Nadia Boulanger falava com tanta intimidade, era Gabriel Fauré. Porque, pelo salão da Rue Ballu, em Fontainebleau, onde morava essa mestra extraordinária, passou todo o mundo musical que estava em Paris entre as décadas de 1920 e 1970 do século passado. De Fauré, que foi seu professor, a Astor Piazzolla e Philip Glass, que foram seus alunos, todos estimavam e respeitavam "Mademoiselle Fontainebleau", uma grande dama absolutamente singular.

Em um delicioso documentário que Bruno Monsaingeon fez sobre ela, quando Nadia completou 90 anos ― e que a mostra tão lúcida quanto aos 30 ―, Leonard Bernstein conta um episódio curioso. Um dia, trouxe-lhe uma canção que acabara de compor. Tocou-a e ela o ouviu atentamente. Quando ele terminou, Nadia perguntou: "E se você trocasse aquela nota assim assim?" Lennie o fez e, de repente, confessa, algo transfigurou inteiramente a melodia: "Essa era Nadia Boulanger!", conclui Bernstein. "Era capaz de, à primeira audição, detectar onde estava o problema e de dar a sugestão exata para corrigi-lo."

Pudera, estava no sangue! Sua avó, Marie-Julie, era cantora, e o avô, Frédéric, um grande violoncelista. O pai, Ernest, aluno de Charles-Valentin Alkan, ganhou o Prix de Rome de 1835 e, na capital italiana, conheceu a princesa russa Raíssa Nishiétskaia, que seria a mãe de Nadia e Lili Boulanger. Esta era uma compositora talentosíssima, a única mulher a ganhar o Prix de Rome, em 1913. Morreu em 15 de março de 1918, com apenas 25 anos, e deixou uma obra pequena, mas que nos faz lamentar a termos perdido tão jovem. Foi por achar que nunca poderia igualar o gênio da irmã que Nadia renunciou à composição. E tornou-se a mais notável professora de seu tempo. Tão exigente com seus alunos quanto consigo mesma ― a ponto de Yehudi Menuhin tê-la chamado de "a terna tirana", na biografia dela que publicou, em 1977, em colaboração com Alan Kendall.

Existe, na Wikipedia, uma lista de 47 alunos notáveis de Mme. Boulanger ― entre eles Almeida Prado, Cláudio Santoro e Egberto Gismonti. E ela está incompleta, pois nem Nadia e nem Annette Dieudonné, sua companheira da vida inteira, se preocuparam em registrar a procissão de estudantes que passaram pelas suas mãos. Mas o compositor americano Virgil Thomson, que foi a Paris aprender com ela, dizia: "Toda cidade americana tem duas coisas: uma máquina de vender chicletes e um aluno de Nadia Boulanger". Por exemplo, o maestro Yan-Pascal Tortelier, atual titular da Osesp, de São Paulo, diz que duas pessoas foram fundamentais para a sua formação musical: o seu pai, o violoncelista Paul Tortelier, e "Mademoiselle".

Ela tinha apenas seis anos ao entrar no Conservatório de Paris, onde estudou órgão com Alexandre Guilmant e Louis Vierne, composição com Fauré e Charles-Marie Widor. O seu espírito rebelde impediu-a de vencer o Prix de Rome de 1908, pois em vez da fuga pedida aos candidatos, ela apresentou um quarteto de cordas. Apesar da opinião de Camille Saint-Saëns, que estava na banca, deram-lhe apenas o segundo prêmio e, depois disso, ela não concorreu mais ― o Prix de Rome perdeu muito com isso, diga-se de passagem.

Antes da morte de Lili, ela tinha tentado a composição orientada pelo compositor Raoul Pugno, com quem trabalhou dez anos. Tinha uma autocrítica patológica ― resultado do respeito pelo gênio da irmã ― mas chegou a completar uma Rapsódia para piano e orquestra, o ciclo de canções Les heures claires e a ópera La ville morte. A morte de Pugno, em 1914, e o início da I Guerra Mundial impediram a estreia desse drama lírico, e a partitura permaneceu inédita (ainda se possui a redução vocal e a orquestração dos atos I e III). O resgate dessas composições deveria ser tema de grande interesse para os pesquisadores franceses da atualidade.

A escrita de "Mademoiselle" era nitidamente pós-impressionista, pois ela não escondia de ninguém "desconfiar muito do atonalismo". Mas isso não a impedia de apreciar muito a música de Ígor Stravinsky, de quem regeu a primeira apresentação do Dumbarton Oaks em Washington, em 1938; e de estar aberta às tendências que marcaram a evolução da música contemporânea, nunca se recusando a debater, com isenção, as ideias dos serialistas, da música eletroacústica ou dos minimalistas.

Regia desde 1912 ― época em que isso era totalmente incomum para uma mulher ― e teve nas mãos a batuta da Filarmônica de Nova York, da Sinfônica de Boston, da Philadelphia Orchestra, da Hallé de Manchester e da Sinfônica da BBC. Em sua primeira turnê pelos Estados Unidos, regeu a estreia da Sinfonia para órgão e orquestra de Aaron Copland, um dos muitos que tinham se sentado ao lado de seu piano para beber-lhe as palavras.

Se os franceses a respeitam, nada se compara à veneração que os Estados Unidos têm por ela. De 7 a 9 de outubro de 2004, em homenagem aos 25 anos de sua morte, o American Music Research Center, da Universidade do Colorado, organizou um ciclo de concertos e de conferências para relembrá-la. E o cartaz que anunciava esses eventos trazia a reprodução de Orphée et Eurídice, a litografia que Rainier e Grace de Mônaco encomendaram a Marc Chagall, em 1967, para presentear Nadia no dia de seu 80º aniversário. O seu papel como pedagoga; a música de Lili, de que ela foi uma constante e devotada divulgadora; a música de várias gerações de compositores que passaram pelas suas mãos: todos os aspectos da vida e da obra de "Mademoiselle Fontainebleau" foram dissecados. Questões que devem voltar a apaixonar quem se lembra dela, neste mês de outubro em que se completam 30 anos de que o piano da Rue Ballu se calou.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na Revista Concerto de outubro de 2009. Lauro Machado Coelho é jornalista, crítico musical e autor de vários livros, sendo o mais recente Sinfonia fantástica ― Vida e obra de Hector Berlioz, lançado este mês.


Lauro Machado Coelho
São Paulo, 16/11/2009

Mais Lauro Machado Coelho
Mais Ensaios Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Site/Blog:
Texto:
 
0 (número de caracteres digitados até agora)
Título:
 
publicar este comentário no site
 
receber próximos comentários por e-mail
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Livraria Cultura
Conrad Editora
Submarino
Companhia das Letras
Editora Globo
Editora Planeta
Editora Objetiva
Editora Record
MercadoLivre
Campus-Elsevier
LANÇAMENTOS
Editora Planeta

Operação Xeque
Juan Carlos Torres
por R$ 39,90


Maya Fox - a predestinada
Silvia Brena
por R$ 39,90


Preciso te contar uma coisa
Melissa Hill
por R$ 44,90


A dieta de Jesus
Heloisa Bernardes
por R$ 19,90


Um otimista incorrigível
Michael J. Fox
por R$ 29,90


Ecopiratas: Uma aventura em Fernando de Noronha
Beto Junqueyra
por R$ 24,90


Desculpa se te chamo de amor
Federico Moccia
por R$ 39,90


Encontre Deus na cabana
Randal Rauser
por R$ 19,90


OM
Madisyn Taylor
por R$ 19,90


Beber, jogar, f@#er
Andrew Gottlieb
por R$ 39,90


Pequenas histórias da Bíblia
José Luís Olaizola
por R$ 39,90


Corra
Mario Sergio Andrade Silva
por R$ 52,00


O segredo da libélula
Scott Blum
por R$ 19,90


De gênio e louco todo mundo tem um pouco
Augusto Cury
por R$ 24,90


Rumo a outro verão
Janet Frame
por R$ 49,90

OFERTAS
Celulares - Bak


Mini Celular Mp6 Bak 600 4 Bandas 2 Chips Shake Destravado
por R$ 185.00
até 13/3/2010



Celular Mp6 601bak. 2 Chip Toque Na Tela Rosa 3 Cores
por R$ 179.00
até 23/3/2010



Mini Celular Mp6 Bak 600 4 Bandas 2 Chips Shake
por R$ 190.00
até 17/2/2010



Celular Mp10 Bak Mp 825 Câmera 8mp Dual Chip Tv Capa 2gb
por R$ 269.99
até 25/2/2010



Celular Mp7 Bak Mp 725 Câm 5.0mp 2 Chip Tv Capa 2gb Mp10
por R$ 229.99
até 05/4/2010



Celular Mp12 Mp10 Mp7 Bak 725 Dual Touch 5mpx Capa Shake 2gb
por R$ 279.90
até 20/3/2010



Celular Mp6 Bak Mp600 C Flash 2chips 1gb Quadriband Touch
por R$ 195.00
até 27/2/2010



Celular Mp6 Bak Mp600 Camera 3.0 02 Chips Quadriband Touch
por R$ 209.00
até 03/4/2010



Celular Mp7 Bak 705g C Tv Grátis 2gb De Memória Grátis
por R$ 198.00
até 23/3/2010



Celular Mp6 601 Bak Camera 8mp. 2 Chip Toque Na Tela Rosa
por R$ 179.00
até 09/3/2010


Mais "Celulares - Bak"...

busca | avançada
29338 visitas hoje
334 mil no mês