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ENSAIOS

Segunda-feira, 30/5/2011
Cuidado com a Bolsa Brasileira
Rodrigo Constantino

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Ups And Downs, de Sheryl Zacharia

O Ibovespa atingiu os 65 mil pontos em outubro de 2007. Mais de 40 meses depois, eis que o índice mais importante de ações brasileiras se encontra no mesmo patamar. No período, o CDI rendeu mais de 40% e a inflação subiu mais de 20%.

O investidor que decidiu assumir um risco de bolsa no final de 2007, mesmo com horizonte de longo prazo, não tem motivo para celebrar. Não só teve um custo de oportunidade elevado, como teve que aturar uma volatilidade de 35% ao ano!

Alguns podem argumentar que o Ibovespa não é o instrumento mais adequado, pois tem distorções, como o excessivo peso da Petrobras. Mas o IBr-X 100 apresentou desempenho idêntico no período. Dentro do Ibovespa há muita discrepância de desempenho, naturalmente. Algumas empresas subiram bastante, outras despencaram.

O stock picking e o timing da entrada se mostram, como sempre, essenciais para o bom desempenho do investidor. Mas, em linhas gerais, a conclusão parece inequívoca: a bolsa brasileira está patinando há quase quatro anos.

O que pode explicar desempenho tão medíocre? De fato, o período engloba a grande crise de 2008, uma das mais graves da história financeira. Mas também conta com o forte rali de 2009, após maciça injeção de liquidez pelos principais bancos centrais do mundo. O índice de commodities CRB oscilou muito no período, e está praticamente no mesmo nível do começo.

O petróleo, que estava perto de US$ 90 por barril no final de 2007, desabou durante a crise, mas já voltou tudo e mais um pouco, passando da barreira dos US$ 100. Não obstante, a Petrobras, maior empresa brasileira, perdeu aproximadamente 25% de seu valor no período. Sem dúvida essa queda merece uma explicação especial.

A gigante estatal realizou em 2010 a maior capitalização da história do mercado de capitais brasileiro. Foram dezenas de bilhões de dólares para financiar seus agressivos projetos de crescimento. O mercado, entretanto, questiona a rentabilidade desses projetos.

Como a empresa pretende investir uma nova Petrobras nos próximos anos, a taxa de retorno desses investimentos é fundamental para analisar seu valor presente. Investimentos com baixo retorno, como aqueles destinados ao refino, prejudicam a geração futura de caixa, e os investidores punem as ações.

Além disso, há o grande risco político, com a intervenção do governo na empresa para manipular a inflação, ainda que isso signifique bilhões de prejuízo aos seus acionistas.

A Petrobras não foi o único dreno do Ibovespa. A Vale, maior empresa privada do país, perdeu mais de 10% desde outubro de 2007, apesar de o valor do minério de ferro ter quase triplicado nesse período. A Vale nunca ganhou tanto dinheiro, e mesmo assim suas ações patinam sem sair do lugar.

O risco político parece ser novamente o grande culpado aqui. O governo demonstrou apetite por maior ingerência na empresa, chegando a lutar abertamente pela demissão de seu CEO. Os investidores temem novas medidas arbitrárias que destruam valor para os acionistas. O anúncio de que a Vale teria interesse em investir em Belo Monte, feito pouco depois da saída de Roger Agnelli, produziu calafrios legítimos nos acionistas.

Outro setor importante da bolsa, o financeiro, apresentou desempenho pífio. Itaú, Bradesco e Banco do Brasil subiram, na média, algo perto de 10% nesse longo período, abaixo da inflação. Isso apesar de um crescimento estrondoso da carteira de crédito desses bancos.

Como o governo não fez reformas estruturais e os gargalos da economia continuaram intactos, o acelerado crescimento do crédito bateu nos dados de inflação. O governo resolveu apelar para medidas macroprudenciais, que afetam diretamente os bancos. A inflação continua sendo a grande ameaça para o cenário dos investidores ― e, enquanto o governo não agir de forma dura para domar o dragão, essa espada continuará pendurada sobre a cabeça dos investidores.

Poderíamos continuar com os exemplos, mas o recado está claro: quem apostou de forma genérica no sucesso da economia brasileira por meio da bolsa perdeu bastante dinheiro nos últimos anos, em termos relativos.

Claro que quem acertou na escolha específica dos papéis ganhou muito dinheiro, assim como quem soube entrar e sair nas horas certas. Mas isso é muito mais fácil de falar do que fazer.

A bolsa brasileira tem sido veículo bom apenas para especuladores ágeis ou aqueles que sabem garimpar muito bem os ativos. Para o típico investidor médio, que compra as blue chips e "casa" com elas, tem sido puro sofrimento. O CDI tem dado um banho no Ibovespa, graças basicamente ao governo.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no jornal Valor Econômico. Rodrigo Constantino é sócio da Graphus Capital.


Rodrigo Constantino
Rio de Janeiro, 30/5/2011

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