Villa-Lobos tinha dias de tirano | Luís Antônio Giron

busca | avançada
29494 visitas/dia
896 mil/mês
Mais Recentes
>>> Biblioteca Central da UnB recebe exposição artística 'Quem sou Eu, Quem somos nós'
>>> Feambra traz convidados para discutirem o tema "Museus e Sociedade"
>>> A Cultura do Subúrbio é tema do segundo debate #Colabora com Ideias
>>> Núcleo Viver estreia "Coração Supliciado...", no CRDSP
>>> Jikulumessu é a nova novela angolana que a TV Brasil estreia nesta quinta (25)
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O dia que nada prometia
>>> Super-heróis ou vilões?
>>> Seis meses em 1945
>>> Senhor Amadeu
>>> Correio
>>> A entranha aberta da literatura de Márcia Barbieri
>>> On the Road, 60 anos
>>> Viena expõe obra radical de Egon Schiele
>>> Dilapidare
>>> A imaginação do escritor
Colunistas
Últimos Posts
>>> Cornell e o Alice Mudgarden
>>> Leve um Livro e Sarau Leve
>>> Pulga na praça
>>> No Metrópolis, da TV Cultura
>>> Fórum de revisores de textos
>>> Temporada 3 Leve um Livro
>>> Suplemento Literário 50 anos
>>> Ajudando um amigo
>>> Ebook gratuito
>>> Poesia para jovens
Últimos Posts
>>> Diário
>>> Infinitamente infinito
>>> Encantarias da palavra, de Paes Loureiro
>>> Animus mundi
>>> A partilha
>>> Dobraduras e origames
>>> Andamento
>>> Branco (série: Sonetos)
>>> Coroa, só de flores
>>> Ringue vago
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Manoel de Barros: poesia para reciclar
>>> Introdução ao filosofar, de Gerd Bornheim
>>> Um conselho: não leia Germinal
>>> Parangolé: anti-obra de Hélio Oiticica
>>> Parangolé: anti-obra de Hélio Oiticica
>>> Sionismo e resistência palestina
>>> O melhor da década na literatura brasileira: prosa
>>> Direita, Esquerda ― Volver!
>>> Os desafios de publicar o primeiro livro
>>> Um ano na Provence
Mais Recentes
>>> História Econômica do Brasil
>>> O Tesouro dos Alquimistas
>>> Tao da Física
>>> Forma e Design
>>> A Aprendizagem do Ator
>>> Senhor das Sombras- Ele é Destruição...
>>> Le Guide Pratique des Nouvelles Thérapies
>>> Paraíso- a Cidade Santa e a Glória do Trono
>>> Mulher e Literatura
>>> A América Latina e a Crise Internacional
>>> Intuição e Estados de Ego
>>> Resumo de Criminologia
>>> O Crime nosso de cada dia
>>> A Ouvidoria Brasileira/Dez Anos da Associação Brasileira de Ouvidores
>>> Comunicação e Democracia/Problemas e Perspectivas
>>> Recepção Midiática e Espaço Público
>>> Garoto encontra Garota
>>> Cause Impacto!
>>> A Rainha da Fofoca Fisgada
>>> A Rainha da Fofoca em Nova York
>>> Superando os desafios íntimos
>>> Terra Sonâmbula
>>> A Rainha da Fofoca
>>> Todo Garoto Tem
>>> Tamanho 42 não é gorda
>>> Tamanho 44 também não é gorda
>>> Jesus, o maior psicólogo que já existiu
>>> Pegando Fogo!
>>> Lembra de mim?
>>> Caçada Macabra
>>> Como eu era antes de você
>>> O Chamado do Cuco
>>> Nerve
>>> Traição entre Amigas
>>> O mundo dá voltas para meninas que não engolem sapos
>>> Guias Práticos Verbos: Empregos e Conjungação
>>> Tudo sobre meninos para meninas!
>>> Menina de vinte
>>> 20000 Léguas Submarinas - Edição Condensada
>>> Diário de um Banana - Dias de cão
>>> 365 dias do ano - Staying Strong
>>> Marina
>>> Blog da Cacau // Ninguém Merece
>>> Ai Amigas ! // Ninguém Merece
>>> A vida secreta das abelhas
>>> Luz del Fuego/A Bailarina do Povo
>>> Apaixonada por palavras. Crônicas.
>>> Quem é você, Alasca?
>>> A mala de Hanna - Uma história real.
>>> O tempo entre nós.
ENSAIOS

Segunda-feira, 3/11/2003
Villa-Lobos tinha dias de tirano
Luís Antônio Giron

+ de 12100 Acessos
+ 3 Comentário(s)

Na quinta-feira 2 de junho de 1932, as professoras do recém-instalado Curso de Pedagogia da Música e Canto Orfeônico do Rio de Janeiro, cansadas de receber maus-tratos do compositor Heitor Villa-Lobos, redigiram uma carta anônima ao carrasco. No início dos anos 1930, depois de uma década na Europa, ele esbanjava poder e surtos de estrelismo, mas isso não conteve as ofendidas. "Se continuas a ameaçar-nos com os poderes absolutos de que te prezas faremos uma representação ao Diretor Geral", ameaçam as missivistas. "Não vês que tudo é contraproducente quando o chefe não sabe ter atitudes? Não percebes que as colegas se podem infiltrar desses teus modos estúpidos e passar a fazer o mesmo com as criancinhas?" Encerram o ataque com a indicação: "As professoras revoltadas pelo teu trato".

A folha, datilografada e sem assinatura, encontra-se na Biblioteca Nacional, no Rio (consta do espólio do maestro Sílvio Salema, assistente de Villa), e só agora vem à luz, com outros papéis - recortes, partituras, cartas e fotografias - arquivados ali e no Museu Villa-Lobos. As duas instituições cariocas abrigam documentos que esclarecem a ação e a obra do mais celebrado e executado compositor erudito brasileiro. Com base nos materiais que vêm sendo vasculhados, acontece uma alteração sensível da imagem de Villa-Lobos para a posteridade. O tratado definitivo sobre o assunto ainda está por ser escrito, mas uma horda de pesquisadores corre e concorre para realizar a façanha. Uma silhueta diferente do músico promete delinear-se ao final da competição. Tudo indica que o "índio de casaca", o simpático inspirador da música popular brasileira - e de filmes como Villa-Lobos, uma Vida de Paixão (2000), de Zelito Viana, que reduz o artista à caricatura -, saia do palco para dar lugar ao ditador agressivo, defensor da "arte elevada" contra a música popular - e sobretudo paladino de seus interesses particulares.

Os documentos dão conta de que Villa-Lobos possuía um gênio incontrolável e não recuava ante nenhum tipo de obstáculo. Exemplo disso é a advertência das alunas que constituíam o Orfeão dos Professores sobre sua falta de didática. A carta, se foi recebida (não há evidências a esse respeito), não surtiu efeito, porque o regente defendia como expedientes o rigor para adultos e a palmatória para crianças. Assim aconteceu num ensaio ao ar livre, na frente do prédio de seu Conservatório de Canto Orfeônico, na Praia Vermelha, em meados de 1936. O músico, trajado com uma espalhafatosa casaca colorida, tentava reger um coral de milhares de meninos. Um grupo mais barulhento não se aquietava, nem com a intervenção de um escoteiro encarregado de organizar a multidão. A garotada começou, então, a brigar. "Villa saiu do pódio furioso e acabou com a bagunça, distribuindo cascudos para todo lado", lembra o tal escoteiro, que viria a se tornar o mais importante biógrafo de Villa-Lobos: Vasco Mariz. "Até eu levei um!"

Aos 82 anos, o embaixador aposentado e musicólogo carioca orgulha-se de ter travado relações anos depois com Villa-Lobos e feito sua biografia. Publicada pela primeira vez em 1949 pelo Itamaraty a partir de seis meses de entrevistas com o compositor, Villa-Lobos, Compositor Brasileiro chegará à 12ª edição no próximo ano pela editora Francisco Alves, com acréscimos como cartas, iconografia, os episódios em torno das concentrações orfeônicas e atualização biográfica e discográfica, já que a vasta obra do compositor nunca foi tão executada e estudada no mundo. São duas centenas de gravações recentes, além de 70 livros sobre o artista. A primeira edição da biografia de Mariz desagradou ao biografado por causa da passagem do cascudo. "Villa se distanciou de mim por um bom tempo, porque achava que eu o tinha descrito como violento", revela o biógrafo. "Foi um caso divertido e, quando lhe contei, Villa deu gargalhadas. Ao ler, mudou de idéia. Depois, por meio de sua mulher, Mindinha, fizemos as pazes. Mesmo com modos grosseiros com quem dependia dele, foi muito amado."

Estranho homem esse, capaz de maltratar os alunos, despertar o ódio da crítica, e, ainda assim, ser admirado. Mariz caracteriza-o como um eterno menino, pronto para cometer uma traquinagem ou um gesto ditatorial. Rebate, no entanto, a acusação que lhe fazem os acadêmicos atuais de que era um colaborador do fascismo de Vargas. "Ele não tinha cor política", lembra o estudioso. "Queria divulgar sua música. Vaidoso, não tinha paciência com a mediocridade. Mas, se você soubesse manobrá-lo, conseguia tudo dele."

Para a pesquisadora Mercedes Reis Pequeno, autora da monumental Bibliografia Musical Brasileira (disponível na internet no site www.abm.org.br), simpatizar com o compositor podia ser difícil. "Era de temperamento muito desigual e não conquistava à primeira vista. Muito seguro de seu valor, convencido mesmo, mas ao mesmo tempo, em certas circunstâncias, quase ingênuo. Mas, quando confiava, era para valer. Inimigos, quem não os tem nessa vida?"

O músico lancetou-os com a ponta da batuta afiada - e, às vezes, do taco de bilhar, seu passatempo favorito. Começou por estocar os compositores populares, ou, como preferia, folclóricos. No início da década de 40, por exemplo, chamou o samba-exaltação "Aquarela do Brasil", de Ari Barroso, de oportunista. Escreveu que a música folclórica não passava da "acepção mínima" da música. O que não o impediu de se aproveitar de temas dos chorões com quem havia tocado em noitadas na juventude, como o de "Rasga Coração", com melodia de Anacleto de Medeiros e letra de Catulo da Paixão Cearense, base para os "Choros no. 10" (1925), para orquestra e coro. Por conta da apropriação, ele amargou um processo de plágio, do qual veio a ser inocentado só depois da morte.

"Villa-Lobos não gostava de música popular, como querem muitos estudiosos", afirma o musicólogo Flávio Silva, que há dois anos pesquisa os papéis do compositor e se candidata a ser um dos primeiros a chegar à esperada grande interpretação. "O canto orfeônico formava sua plataforma e seu ponto de honra. Distinguia a 'música elevada' da restante. É engano pensar que ele gostava do som recreativo."

Até hoje raramente abordado, o período em que o músico implementou projeto do canto orfeônico - de 1930 a 1945, os dois primeiros anos em São Paulo e o restante no Distrito Federal - é o mais rico em intrigas, manifestações e atos públicos em torno das idéias do compositor. Aos poucos, ele ganha perspectiva histórica. Também foi o momento em que Villa-Lobos, na chefia da trilha sonora da ditadura Vargas, feriu o maior número de pessoas, de normalistas a críticos profissionais. Recebeu o troco e sua produtividade cresceu na razão direta dos contra-ataques. Ela se revelou tão intensa que ainda hoje estão para ser descobertos discos e partituras que ele produziu com diversos coros. Com uma bolsa da Fundação Vitae, Flávio Silva levantou 20 gravações, inclusive pelo Orfeão dos Professores. "Algumas gravações têm qualidade, e o grupo conseguiu bom desempenho", julga.

O resultado só podia ser obtido pela mão forte do regente, que se fazia sentir no moral das professoras e na moleira da criançada. Seu sonho, ou "plano de ataque", como dizia, era despertar o interesse dos jovens e formar um público para a sua música por meio do canto coletivo. Com o Guia Prático - 137 peças para diversas formações -, desejava espalhar corais pelo Brasil em manifestações cívicas em grandes estádios. A prática coral nas escolas não visava a grandes artistas, mas a preparar o gosto comunitário para uma "fisionomia musical brasileira", como disse em discurso que pronunciou no salão Assírio do Teatro Municipal do Rio em 15 de outubro de 1939, segundo original da Biblioteca Nacional: "Sei bem que o gosto e a opinião pública não se impõem, mas educam-se". O projeto, contudo, murchou aos poucos. Todos os especialistas entrevistados fazem uníssono ao dizer que a situação da educação musical nas escolas brasileiras é péssima, quando não inexistente, e a lição de Villa-Lobos foi esquecida, bem como suas idéias. Ele perdeu a guerra para a música popular por força do rádio, que consagrou o samba e jogou a arte erudita ao segundo plano.

"Villa-Lobos escreveu e defendeu muitas bobagens", diz Flávio Silva. "Poucas idéias dele se sustentam hoje." Sua herança se concentra na obra, embora a maior parte dela ainda precise ser divulgada. O público brasileiro não conhece mais que uma dezena de melodias do compositor - não por acaso, quase todas escritas no período em que o maestro, vulto oficial, tangia professoras e alunos para os estádios.

Inimigos íntimos
Villa-Lobos sofreu ataques desde que começou a apresentar suas peças de vanguarda, no Rio, em 1918. Foi chamado de bárbaro, louco, petulante, autodidata. Durante a Semana de Arte Moderna de 22, em São Paulo, foi saudado pelo público com uma saraivada de batatas. As polêmicas só escassearam no fim da década de 40, quando obteve consagração mundial com suas turnês pelos Estados Unidos e pela Europa e conseguiu calar quase todos os opositores. O maior deles chamava-se Oscar Guanabarino (1851-1937). Esse professor de piano e folhetinista atuou como flagelo do modernismo e do nacionalismo. Fã do canto lírico de Carlos Gomes, iniciou fama de mal-humorado por volta de 1890, ao atacar os primeiros músicos que usavam o folclore em suas peças. Quando Villa-Lobos apareceu com suas suítes sincopadas e dissonantes, o velho crítico fulminou-o com todo o seu arsenal de conceitos. Os dois chegaram a trocar bengaladas em um concerto nos anos 20. Guanabarino atacou-o até morrer. Na coluna Pelo Mundo das Artes, do Jornal do Commercio (uma das últimas a levar a rubrica de "folhetim"), em 1934, comentou uma festa orfeônica organizada pelo compositor informando que "a concorrência foi diminutíssima - apenas 100 pessoas na platéia, se tanto, o que quer dizer que o público rejeita o sr. Villa-Lobos e a sua música, mesmo quando lhe é oferecida gratuitamente". Guanabarino inspirou novos rivais, como Gondim da Fonseca e Carlos Maul (1887-1971). Este último publicou, em 1962, o ensaio A Glória Escandalosa de Villa-Lobos. Ali, acusava o compositor de haver rapinado o folclore. Villa-Lobos achava graça das acusações. A posteridade não as levou a sério.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na revista Época.


Luís Antônio Giron
São Paulo, 3/11/2003

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Por um jornalismo mais crítico de André Forastieri
02. Para onde estão me levando? de Ronaldo Correia de Brito
03. Lembrando a Tribo de Millôr Fernandes
04. Gil aos 64 em Londres de Paula Góes
05. Lembranças de Nova York de Rubem Fonseca


Mais Luís Antônio Giron
Mais Acessados de Luís Antônio Giron
01. Paulo Coelho para o Nobel - 21/11/2005
02. Villa-Lobos tinha dias de tirano - 3/11/2003
03. JK, um faraó bossa-nova - 6/2/2006
04. A blague do blog - 11/8/2003
05. Francisco Alves, o esquecido rei da voz - 5/8/2002


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
26/2/2004
21h05min
Puxa, através desse texto mudei bastante minha vaga opinião sobre Villa Lobos. Até então, considerava-o um grande nacionalista embasado no folclore como forma de agradecimento e tentativa de valorização em nivel mundial da cultura brasileira. Mas vejo que ele era apenas um perfeccionista que queria fazer sua música e se gabava por ter conseguido gloriosa fama. Mas ainda sim admiro-o muito por sua persitencia na sonoridade inovadora. Deve ser difícil mesmo tentar lançar ao mundo novas forma de expressão nada convencionais.
[Leia outros Comentários de Rafael Odon]
3/3/2007
21h17min
Continuo gostando do compositor Villa-Lobos e admirando-o, pelo seu gosto e qualidade inovadora. O brasilianismo defendido pelo gênio, o amor à terra e tudo o mais foram o seu melhor marco, além, é claro, de suas composições imorredouras e cheias de novidade.
[Leia outros Comentários de Altino Valadão Leite]
14/6/2007
11h40min
Continuo gostando do compositor Villa-Lobos e admirando-o, pelo seu gosto e qualidade inovadora. O brasilianismo defendido pelo gênio, o amor à terra e tudo o mais foram o seu melhor marco, além, é claro, de suas composições imorredouras e cheias de novidade.
[Leia outros Comentários de alef phelipe moura d]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ANÁLISE ESTRUTURADA DE SISTEMAS
CHRIS GANE; TRISH SARSON
LIVROS TÉCNICOS E CIENTÍFICOS
(1983)
R$ 10,00



O REI DE RAMOS - DIAS GOMES (TEATRO BRASILEIRO)
DIAS GOMES
BERTRAND BRASIL
(1987)
R$ 10,00



UM ANIMAL TÃO HUMANO -COMO SOMOS MOLDADOS PELO AMBIENTE E PELOS ACONTECIMENTOS
RENE DUBOS
MELHORAMENTOS
(1974)
R$ 14,90



A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
OG MANDINO
RECORD
(1981)
R$ 8,00



POR QUE O JUSTO SOFRE E O IMPIO PROSPERA?
SILAS MALAFAIA
GOSPEL
(2009)
R$ 5,10



LIMPEZA DE SANGUE
ARTURO PÉREZ-REVERTE
CIA DAS LETRAS
(2007)
R$ 18,52



BERTOLT BRECHT
WALTER WEIDELI
FONDO DE CULTURA ECONÓMICA
(1969)
R$ 25,00



DIREITO ADMINISTRATIVO - QUESTÕES DA ESAF COM GABARITO COMENTADO
GUSTAVO BARCHET
ÍMPETUS
(2004)
R$ 19,85



TEX OURO Nº 41
SERGIO BONELI
MYTHOS
(2009)
R$ 8,00



A ÚLTIMA CARTA DE AMOR
JOJO MOYES
INTRÍNSECA
(2012)
R$ 13,90





busca | avançada
29494 visitas/dia
896 mil/mês