<?xml version='1.0' encoding='utf-8'?><rss version='2.0' xmlns:dc='http://purl.org/dc/elements/1.1/'><channel><title>Digestivo Cultural - Colunas de Ana Elisa Ribeiro</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas</link><description>Ana Elisa Ribeiro</description><language>pt-BR</language><lastBuildDate>Tue, 30 Apr 2013 01:00:00 -0300</lastBuildDate><image><url>http://www.digestivocultural.com/home/imagens/logo.jpg</url><title>DigestivoCultural.com</title><link>http://www.digestivocultural.com</link></image><item><title>O fim e o café solúvel</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3723</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Os dias vão passar, as folhas do calendário serão arrancadas, uma a uma, a cada mês atravessado. Enquanto isso não passa, o mundo parecerá cinza-chumbo. Mas pior mesmo é a roseira que vinga na porta da casa. Isso não tem solução. A roseira viçosa, que brota e oferece flores vermelhas, continua dando as boas vindas quando ela chega do trabalho, para enfrentar mais uma noite de pequenas decisões sobre como dispor das coisas que ele deixou dentro dela.]]></description><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 13:47:00 -0300</pubDate></item><item><title>Primeiro dia de aula</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3705</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Esses primeiros anos de escola foram os anos de aprender o infindável caminho das letras, dos números, dos pontos, das provas, da indisciplina, dos recreios, das chamadas e dos "conselhos de classe", em que éramos julgados e condenados. Também foram os primeiros anos dos amigos, dos namoricos, das "panelas" e das aulas de Educação Física. Nesses primeiros anos, os primeiros festivais de dança, teatro, leituras e festas de formatura. Presentinho de dia das mães, dos pais, aniversários e gincanas. As cantineiras amigas, os lanches na "merendeira", a água de bebedouro. Foi infinito estar ali.]]></description><pubDate>Fri, 29 Mar 2013 02:10:00 -0300</pubDate></item><item><title>Umas armadilhas suaves</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3712</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Algumas frases de <i>O Pequeno Príncipe</i> ficaram eternizadas, sobretudo por conta das lições da raposa que revela em segredo ao principezinho que "só se vê bem com o coração" porque "o essencial é invisível aos olhos" e, ensinando-o sobre o significado de cativar, diz que nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Ao lado de livros como <i>Fernão Capelo Gaivota</i>, de Richard Bach, e <i>O Alquimista</i>, de Paulo Coelho, ele tornou-se um clássico dos tempos modernos e parece ter resistido às tentativas de banalização por ter sido tão citado como obra literária preferida entre as misses, garantindo seu caráter de complexidade apesar dos pesares.]]></description><pubDate>Fri, 15 Mar 2013 01:54:00 -0300</pubDate></item><item><title>Se ele não me lê</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3701</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Um escritor quer para si um outro escritor. Essa verdade é refreada pela minha escassa vontade de discutir sempre a mesma coisa no âmbito da casa, do lar, do doméstico. Mas, vez ou outra, me faz falta aquele ouvido absoluto de quem "entende do riscado", para me dizer das vírgulas mal-postas ou dos sentidos equivocados disto e daquilo. Mas aí me toco: o escritor quer para si ele mesmo? Um outro escritor que com ele se pareça e que o passa ouvir como se fosse uma "caixa de retorno"?]]></description><pubDate>Fri, 08 Mar 2013 23:48:00 -0300</pubDate></item><item><title>Coisas que eu queria saber fazer</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3663</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[E ninguém me seguraria se eu soubesse desenhar. Uma das coisas mais bonitas que há é ver alguém tirando da ponta do lápis um dragão, uma abelha, uma pessoa ou um corpo nu. Ilustrar livros, então, é coisa divina, não tem precedentes nesta Terra. Ouvir ou ler uma história e transformá-la numa cena, num texto de ver, com cores ou não. Ninguém me seguraria nesta vida se eu pudesse fazer quadrinhos ou cartuns. Imagina a ironia em um quadro só. A escrita pede uma lógica mais miúda, parece.]]></description><pubDate>Fri, 18 Jan 2013 15:48:00 -0300</pubDate></item><item><title>O tipo que faz promessa</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3657</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[E o tempo? Onde ele se escondeu este tempo todo? Vamos chamar os bombeiros? Quem o pode procurar? Arrisco que o tempo está escondido atrás dos meus cabelos. Pela forma revolta como os fios brancos me crescem, só pode ser ali que o tempo empina as patas. E mesmo assim fico doida pra comemorar. Quero espumante na virada do ano, de preferência pra dividir com quem me fez dois cafunés nos momentos de enfado. Quero também uma fatia de doce pra dedicar à pessoa mais querida.]]></description><pubDate>Fri, 04 Jan 2013 02:00:00 -0300</pubDate></item><item><title>Como amar as pessoas como se não houvesse amanhã</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3640</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[A história de saber amar os outros, de cuidar de quem está perto, de saber que a recíproca é verdadeira, de curtir quem está vivo (enquanto está), de ter a exata noção de que ninguém é para sempre, de fazer bem a quem nos faz bem, enfim, todas essas obviedades... essa história só é óbvia lá entre nossos baús de conceitos. Na vida diária, no bate-estaca do cotidiano, o que fazemos é viver espirrando estilhaços nos outros.]]></description><pubDate>Fri, 09 Nov 2012 14:51:00 -0300</pubDate></item><item><title>A fada do dente sou eu</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3611</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Meus dentes caídos não foram jogados no telhado. Não me lembro de como saíram de minhas gengivas, mas minha mãe os guardou e, mais tarde, fez "pezinhos" de ouro para cada um, tornando-os pingentes. Dois desses penduricalhos estão comigo, guardados, na gaveta das joias (que quase não tenho), mas confesso ser avessa a usá-los. Dão-me a impressão de uma moda meio primitiva, um colar de dentes de javali ou de elefante, sei lá.]]></description><pubDate>Fri, 07 Sep 2012 11:58:00 -0300</pubDate></item><item><title>Tradução e acesso</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3612</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Por estes dias, andei pensando muito em tradutores. Conheço alguns, pessoalmente, mas não muitos. Eu mesma sinto um prazer incontido quando me arvoro na tradução de alguma coisa. Mas o sentido que me vem (o sentimento, talvez) é o de estar fazendo algo muito bom pelo meu próximo. Se a Babel era uma espécie de punição, a tradução é a própria transgressão.]]></description><pubDate>Fri, 31 Aug 2012 14:33:00 -0300</pubDate></item><item><title>Fazer conta de cabeça e a calculadora</title><link>http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3572</link><dc:creator>Ana Elisa Ribeiro</dc:creator><description><![CDATA[Não guardei na memória como foi que aprendi matemática, mais precisamente, a aritmética mais básica que se pode imaginar. Talvez não tenha mesmo memória disso justamente porque acho que nunca aprendi direito a fazer contas. Somo, subtraio, multiplico e divido, claro, mas sem forçação de barra. Tenho cá uma quedinha pela adição, que, não sei por quê, me parece mais tolerável do que as demais continhas.]]></description><pubDate>Fri, 10 Aug 2012 19:47:00 -0300</pubDate></item></channel></rss>
