|
Literatura
| Cinema
|
Gastronomia
|
Música
| Internet
| Imprensa
| Televisão
| Teatro
| Artes
| Além
do Mais | ||||
|
| ||||
![]() |
Setup
dos Colunistas Manual de Estilo | ![]() | ||
|
|
Este Manual está dividido em quatro partes: * Formatação: Negritos; Itálicos; Aspas; Maiúsculas, minúsculas, caixa alta e caixa baixa; * Regras gramaticais: Por que, por quê, porque e porquê; Quê; Crase; Que, de que, etc.; Que e quem; Mais que, mais do que; * Dicas de estilo: Data e hora; Mais nomes próprios (lugares, épocas, etc.); Números; Sinais gráficos; Pessoas; Literário versus coloquial; Frase longa e frase curta; Frases balanceadas; * A seguir cenas dos próximos capítulos... 1.
Formatação 1.1.
Negritos Na internet, muitos usam para dar ênfase como em literatura são usados os itálicos (vamos ver a seguir, item 1.2.3). Melhor não seguir essa diretiva, pois o texto fica carregado, incomodando a vista de quem lê. 1.2.
Itálicos 1.2.1.
Títulos de obras Por exemplo: Machado de Assis é autor de Dom Casmurro. E, não, em: Machado de Assis é autor de "A missa do galo" (que é um conto, uma obra parcial, logo aparece entre aspas e não em itálico). Assim, não só títulos de livros, mas também títulos de álbuns de música, títulos de filmes, títulos de exposições, títulos de peças de teatro, títulos de programas ou séries de televisão. E, não, em: capítulos ou seções de livros; faixas, canções e peças de música não-autônomas (embora os jornais usem); episódios ou cenas, dentro de filmes, de séries ou de programas de televisão; atos de uma peça de teatro ou ópera todos, aqui, devem vir entre aspas. Deste modo, merecem itálico: a Divina Comédia, de Dante Alighieri; o The Wall, do Pink Floyd; o E.T., de Spielberg; a Monalisa, de Da Vinci; o Vestido de Noiva, de Nélson Rodrigues; o Manhattan Connection, de Lucas Mendes; o Plantão Médico (ou, em inglês, E.R.), de George Clooney. E não merecem itálico (mas, sim, aspas): o "Poema de Sete Faces", de Drummond; o "Apesar de Você", de Chico Buarque; o episódio "Blame it on Lisa", dos Simpsons, que se passa no Brasil. 1.2.2.
Palavras estrangeiras 1.2.2.1.
Palavras estrangeiras não incorporadas à língua Por exemplo: e-mail, marketing, site, best-seller, blog, show, etc. Não entram aqui os neologismos, muitos deles hoje a partir do inglês (quase sempre, abomináveis): deletar, resetar, inicializar, "bootar" (de boot), etc. 1.2.2.2.
Palavras estrangeiras já incorporadas Outros exemplos não tão recentes (e já mais manjados, que mereceram "aportuguesamento"): táxi, mídia, computador, etc. Na dúvida, como saber qual é qual? Consulte o Houaiss. Com o tempo, você decora. 1.2.3.
Ênfase Existe um exemplo clássico. Lá vai: "João Gilberto, em determinada época, não apenas inventou a bossa nova: ele era a bossa nova". Esse "era" se ajuda a guardar lembra uma ênfase oral. Leiam a frase inteira em voz alta e percebam. Quando estiverem escrevendo, é uma boa regra para ser adotada. Eu a adoto. Vale avisar que se esse itálico for usado indiscriminadamente perde a ênfase. Já fui mais apaixonado por essa forma; hoje sou econômico ao máximo. 1.3.
Aspas Mas são também muito úteis para fazer citação. E fulano falou: "...". Tem gente que prefere o itálico nesse caso. A preferência é individual. O que não pode, a meu ver, é colocar aspas e itálico para fazer citação. Fica extremamente carregado. Principalmente se o trecho for longo e literário. (Só pode quando for trecho em língua estrangeira ou então citação no início ou no final de um texto, tipo epígrafe.) Citações curtas também vêm ao caso. Por exemplo, aí em cima (1.2.3), eu disse: a palavra "era" etc. Como estou citado essa palavra ("era") num contexto, uso aspas. Tem gente, claro, que prefere, aqui também, itálico. Eu acho que acaba se confundindo com a ênfase (o mesmo 1.2.3) e atrapalha. 1.3.1.
Aspas simples As aspas simples servem, na verdade, para citação dentro da citação. Exemplo: ela disse o seguinte: "Você deveria parar de cantar 'Alegria, Alegria'". Como fazer com citação-dentro-da-citação-dentro-da-citação? É muito raro e eu usaria: aspas simples, aspas simples e aspas duplas (digo, de dentro pra fora). 1.3.2.
Gírias Particularmente, quando vou usar uma gíria ou uma palavra que me parece esquisita, uso aspas: ele me chamou de "pit bicha" (tsc, tsc...). Há, claro, quem prefira itálico. E até quem não prefira nada. Fica, portanto, como uma dica. 1.4. Maiúsculas, minúsculas, caixa alta e caixa baixa 1.4.1.
Maiúsculas e minúsculas Um exemplo controverso é nome de site. Se for empresa, uso só maiúscula, como em Microsoft, Google, Yahoo. Se for publicação, uso maiúscula (ou até, se pedir, minúscula), mas itálico: No Mínimo, Digestivo Cultural, Salon. UOL, Terra, iG são, às vezes, portais de notícia, mas são, antes de tudo, empresas, portanto, sem itálico e com maiúscula. (Observação: nomes próprios, mesmo que estrangeiros, além de maiúsculas, não precisam de itálico. Vimos: Google, Microsoft, Yahoo...) Mais controvérsia: títulos. Houve um Colunista que colocava tudo em maiúscula, nos títulos de suas Colunas. Eu acho excessivo. Houve outro que colocava tudo em minúscula. Acho excessivo também. Fico com o meio termo: maiúscula no início e minúscula nas demais palavras (para as Colunas). No que concerne a obras, quando tenho dúvida (e não tenho indicação, em encarte de CD, por exemplo) adoto o seguinte procedimento: obra completa em itálico e maiúsculas; partes da obra entre aspas e com maiúscula só no começo. Exemplo: em The Wall (itálico+maiúscula), mais precisamente no segundo disco, o Pink Floyd (maiúscula, sem itálico nome próprio) abre com "Hey you" (aspas+minúscula, o itálico entra por conta de ser língua estrangeira). Sei que em inglês se joga tudo para a maiúscula e pronto, mas, em português, não. (Aliás, se você quiser jogar, segundo o Aurélio, deveria deixar em minúscula os monossílabos. Exemplo: A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água.) 1.4.2.
Caixa alta e caixa baixa Em literatura, a caixa alta é também usada para o "grito". Mas, particularmente, ainda prefiro o itálico acho mais elegante. Já caixa baixa tudo em minúscula virou moda em e-mails e entre profissionais de design. Não tem nada a ver com a gente, a não ser que você queria emular o estilo de uma adolescente teen no Messenger; ou então queria imitar a maneira fashion de determinados arquitetos. Em jornalismo não tem nada disso. 2.
Regras gramaticais 2.1.
Por que, por quê, porque e porquê Segundo, o segundo mais fácil: porque, junto e sem acento. É a justificativa da pergunta com "por que" ou "por quê". Logo: "Mais um chacina. Por quê? Porque a violência está incontrolável no Brasil." Ou então: "Por que tanto barulho por nada, afinal, é só mais uma chacina? Ora, porque ninguém agüenta mais tanta violência". Terceiro, o menos difícil: por quê, separado e com acento. Ocorre geralmente quando não está especificado a que esse "que" (com acento) se refere. Digamos: "De repente, o mundo desabou sobre meus ombros. Por quê?" Ou seja: o autor da pergunta não tem a menor idéia de "por que o mundo desabou" sobre seus ombros então joga simplesmente: "Por quê?" (Falo mais sobre esse "quê" no item 2.2.) Quarto, o aparentemente mais difícil, mas que decorre da explicação anterior: por que, separado e sem acento. É quando a pessoa pergunta, mas tem alguma idéia ou limita mais o escopo da resposta. Assim: "Por que você fez isso?" Traduzindo: o "que" especifica a ação de "fazer", não está mais solto e indefinido. Complicômetros: "por quê" e "por que" não aparecem só em perguntas, com interrogação, mas em perguntas indiretas e até em frases afirmativas desde que não se mude o sentido. Por exemplo: "Ele ficou estupefato e passou anos querendo saber por quê". Ou ainda: "Ela perdoou, mas sempre lhe perguntou, de tempos em tempos, inconformada, por que ele fizera aquilo". 2.2.
Quê "O quê?" pode servir de interrogação simples. O autor da pergunta pode, por exemplo, estar pedindo para repetir o que foi dito: "O quê? Repita. Não entendi". "Para quê" ou "pra quê" mais adiante, nas dicas de estilo (item 3.6), exploro as diferenças entre "para" e "pra", mas, por enquanto... essa expressão poderia ser trocada por "para fazer o quê?". Como no primeiro "para quê" não está especificada a finalidade, o "que" com acento. (É como se esse "quê" fosse substantivo; e pudesse ser trocado por "algo", "alguma coisa", etc.) 2.3.
Crase Por exemplo, como disse num texto meu, não existe crase antes de palavra masculina. Portanto, o correto é: a princípio, a prazo, etc. Outra: não existe crase antes de verbo. Logo, não existe em: "a partir (de)" e suas variantes. A crase pode ser percebida se se evocar a situação equivalente no gênero masculino. Por exemplo: para saber se "à meia-noite" tem crase, basta se lembrar que "ao meio-dia" pede artigo masculino "o" como a crase é a junção de preposição ("a") mais o artigo ("a"), ela ocorre. Existem, claro, expressões que pedem crase sempre. E eu não sei bem por quê. Decorei e pronto. Como: "às vezes", "à beça", "à grande", "à Luis XIV". Os gramáticos explicam o fenômeno como a supressão de determinadas palavras no meio ("à moda de Luis XIV"), mas não sei se é suficiente... Quando diante de pronomes possessivos, dizem que a crase não é obrigatória. Eu coloco quando acho que vai artigo (falo mais sobre isso nas dicas de estilo, item 3.6). Logo: "Mande lembranças à sua mãe. Sinto falta de dizer algumas verdades àquela sua prima". O caso mais esquisito, a meu ver, que contraria a primeira regra (não existe crase antes de palavra masculina) é o do pronome demonstrativo "aquele(s)". Ele pede crase. Vide: "Diga àquele seu primo que ele é um canalha". (Se alguém conseguir me explicar...) 2.4.
Que, de que, etc. "Falar", por exemplo, pode aparecer no sentido de "falar de" alguém ou alguma coisa. Portanto, o certo é: "Lembra daquele amigo de que te falei?" E, não: "Aquele amigo que falei ontem vem aqui em casa". "Medo", geralmente, vem acompanhado de "de que". Assim: "Você tem medo do escuro? Não, apenas tenho medo de que me assustem à noite". (E, não: "Tenho medo que me assustem à noite".) Assim também "a que", "para que", etc. "O homem a que me dediquei a vida inteira, nunca me valorizou". E, não: "O homem que me dediquei...". 2.5.
Que e quem "A confusão fui eu que fiz" como o sujeito é "eu" (primeira pessoa do singular), o verbo (fazer) concorda com ele (ela), porque se usa "que" como conjunção. "A confusão fui eu quem fez" aqui, não importa o sujeito: "quem" exige terceira pessoa do singular e assim o verbo (fazer) é flexionado. 2.6.
Mais que, mais do que "Mais do que" aparece em comparações: "Ele é muito mais escritor do que eu". E "mais que" não aparece em comparações, mas quando se quer extrair mais "daquilo": "Mais que escritor, ele é um grande sujeito". Existem situações delicadas, mas, na maioria dos casos, é assim que funciona. 3.
Dicas de estilo 3.1.
Data e hora Dias da semana, mesma coisa. Minúscula. Prefiro, pessoalmente, a forma por extenso (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira...), ainda que a forma contraída também exista (2ª feira, 3ª feira, 4ª feira...). Enfim. Hora se escreve assim: 9h25. E, não: 9:25, que se faz em inglês, mas que, em português, significa divisão. A abreviatura às vezes tenho dúvida e grafo "hrs." é "hs." ("h." para hora e "hs." para horas descobri, outro dia, no Aurélio). 3.2.
Mais nomes próprios (lugares, épocas, etc.) Também para épocas. Sei que a maioria escreve "Antigüidade", "Idade Média", "Renascença". Eu ponho tudo em minúscula. Talvez mude; por enquanto, não. Na imprensa acompanhei a evolução de um nome: de "AIDS" (uma sigla) para "Aids"; agora, para "aids". Penso que essa é a "evolução" das palavras, por isso grafo "internet" (e não "Internet"). Mesmo grafando "Web"... 3.3.
Números Eu prefiro colocar os cardinais: 1, 2, 3,... Por extenso ("um", "dois", "três"...), uso apenas quando quero enfatizar ou quando os cardinais estão excessivos. Ordinais continuo usando, embora a maioria tenha abolido. Prefiro "século XX", para não confundir com as suas décadas, do que "século 20". E prefiro "João Paulo II", a "João Paulo 2º", como muita gente faz agora. 3.4.
Sinais gráficos O colchete ("[" e "]") vem das lições de matemática, da computação... e dos blogs. Uma das primeiras vezes em que vi colchetes, na internet, foi no Catarro Verde. Hoje acho que, na maior parte dos casos, como o negrito para ênfase (1.1), é apenas mau uso (no lugar) de parênteses. Assim, como as aspas simples dentro de citação (1.3.1), uso apenas para "parênteses dentro de parênteses" ou para omitir, com reticências, trechos de uma citação. Ou para incluir outros. Assim: "Ele disse [...] finalmente que a adorava" ou "Cuidado com os degraus [em] que você tropeça" ("em que" no item 2.4). Etc. 3.5.
Pessoas Segunda pessoa do singular nunca uso. Só para pronomes. Usar o "tu" e, principalmente, os verbos em segunda pessoa é cafona e fora de moda. A não ser que você queira emular alguma coisa. Mas é raro. (Procurem evitar...) Mantenho os pronomes porque não há outra forma: "Eu te dei", "Eu te liguei", "Eu te falei" se usar "lhe", soa extremamente formal. Terceira pessoa do singular, como disse, para "descrição". E para uma relação, aí sim, mais formal. Por e-mail talvez... Primeira pessoa do plural. Em geral, fujam. Principalmente dos verbos conjugados. Muito populares em teses acadêmicas, mas, acreditem, soam terrivelmente maçantes mais ainda no início da frase (e no tempo futuro). Terceira pessoa do plural, eu uso como tratamento, a exemplo do "você": "Viu, leitor?", "Gostou, leitor?", "Entendeu, leitor?" vira: "Viram?", "Gostaram?", "Entenderam?". Me parece afável, embora meio pedante (didático); mas está OK. 3.6.
Literário versus coloquial Como vocês também perceberam, costumo misturar. Não tenho uma regra para isso. Quando estava descobrindo as palavras, usava um estilo mais empolado (d'antanho, todavia, porquanto...), como uma espécie de virtuosismo. Depois fui aprendendo a simplificar. E a soar mais perto do que as pessoas falam não exatamente igual (porque elas falam mal), mas próximo. Aboli, por exemplo, alguns pronomes e fui enxugando, enxugando, enxugando... Não falo, digamos, "eu me lembro" e, sim, "eu lembro". Estou aprendendo com a Ivana Arruda Leite e a Ana Elisa Ribeiro a diferença entre "para" e "pra" (ela existe: "Pra quê mentir? Se, para mim, faz tanto sentido..."). Limei muitos artigos. Quando posso, substituo "da" ou "do" por "de" e suprimo artigos definidos (ou indefinidos) soltos no meio da frase. E vocês sabem, uso gírias. Muitas gírias. "Pô", "beleza", "cara"... Nem sempre, claro. Não toda hora. Mas areja, em muitas situações. Dá uma "atualizada" no registro... E próclise. Tinha um pudor... Agora: me digam se não é legal? Às vezes, também, claro. 3.7.
Frase longa e frase curta Escrevia de algum jeito... Quando descobri o Diogo Mainardi e as frases curtas: qualquer coisa, ponto. Ponto, ponto, ponto. Parece um telegrama. Mas, hoje, funciona. As pessoas têm raciocínio entrecortado. Me ajudou muito a escrever notas. Que devem ser breves. Diretas. Simplificadas. Depois, porém, eu quis escrever longo de novo. O jornalismo quase não o faz; ou faz pouco. É na literatura que encontramos. Mesmo na dos modernos Proust e Thomas Mann. Vírgulas. Pontos. Ponto-e-vírgula. Dois pontos. Travessão. Parênteses... Pratiquem as formas curta e longa. Cada qual tem a sua utilidade. A curta, por exemplo, em diálogos (leia as peçais de Nélson Rodrigues e veja). A longa, para contos, para romances vocês não querem ser escritores? 3.8.
Frases balanceadas Mas funciona assim: procure soltar frases equilibradas. Com sujeito, verbo, etc. Que fiquem bonitas no papel. E não garranchos desconjuntados. Muitos dos meus ídolos não tinham essa preocupação (Paulo Francis, por exemplo) mas acho-a fundamental. Veja como eu tento: entre um sinal gráfico e outro, sempre uma frasezinha completa; nada de palavras soltas (ou trechos). Nada de falta de equilíbrio nos períodos. Tem de soar bem. Fluido. Viu? É um pouco difícil. Você tem de pensar assim... e ir soltando as coisas assim. (De lá de dentro da cabeça.) Claro, nem sempre é imediato. O stream of consciousness, às vezes, atrapalha. E vamos registrando como dá... Mas preocupem-se! Uma hora sai. E vocês não esquecem mais. 4. A seguir cenas dos próximos capítulos... * Todo, todo o, toda a: é a mesma diferença entre "toda pessoa" (qualquer pessoa) e "toda a pessoa" (a pessoa por inteiro). * Ser e ter, como verbo auxiliar (ou não), no singular e no plural: prefira "ter de fazer é uma obrigação de todos nós" a "termos de fazer..." (ambos estão corretos). * Pronomes (oblíquos ou não) no início da oração: em vez de "saiu; te falei que ela não ia voltar?", use "saiu; bem eu que te falei que ela não ia voltar" (pronome em início de frase a não ser que seja próclise, proposital (item 3.6) é feio demais. * Esta semana e nesta semana, qual a diferença? Não tem. Para ficar mais leve uso "esta"; mas se há outros advérbios ou pronomes ("este", "esta", etc.), prefiro "nesta" (para diferenciar, ou marcar). Agora fujam de "dia desses", é sempre abertura de crônica de cronista preguiçoso (reparem, reparem). * É, são... concordam com o sujeito ou com o verbo? Aprendi com o Professor Pasquale: depende do que você quer enfatizar. "Em português, o problema são as regras" (enfatizo "as regras"). "Em português, o problema é as regras" (enfatizo "o problema"). Ambas as formas estão corretas. * Entre, dentre ainda estou destrinchando, mas existe diferença. Tem a ver com concordância; à maneira do item 2.4. * Vogais repetidas (ou consoantes; coloquialismo). Aprendi com Tom Wolfe. Prefira número ímpar. Tipo: "Ele é muuuito legal" (três Us e não dois ou quatro). Ou: "Shhhhht! Eu pedi pra fazer silêncio!" (cinco Hs e não quatro ou seis). (Lembrei tarde e não queria sobrecarregar este Manual. Um dia ponho essas observações no lugar certo...) * Ah! Este, esse, aquele... Este para "o presente": este Manual de Estilo. Esse para "o próximo": essas observações (aí em cima). Aquele para o distante: aquele Colunista (que saiu do Digestivo). Tem quem troque "esse" por "esta", mas aí é outra história... (Estória
não existe mais. História, com maiúsculo, só a matéria.
O resto é história mesmo, OK?) |
![]() |
Setup
dos Colunistas Manual de Estilo | ![]() | ||
| | ||||