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Sexta-feira, 16/5/2008
O Conto do Amor, de Contardo Calligaris

Julio Daio Borges




Digestivo nº 367 >>> Foi Alexandre Inagaki, no Twitter, que bem definiu: "Contardo Calligaris é o novo Chico Buarque". Segundo o empreendedor por trás do conteúdo do Interney Blogs, Calligaris é mencionado, entre suspiros, por nove a cada dez leitoras da Folha. Foi estratégico, portanto, o lançamento de seu primeiro romance, pela Companhia das Letras, com o sugestivo título: "O Conto do Amor". Tudo pareceria uma grande sacada de marketing — para fisgar corações de leitoras solitárias —, se o livro não fosse bom... Pois O Conto do Amor é um belo policial, misturando pitadas de romance, com uma escrita que prende, e um desfecho assaz interessante. Mesmo as leitoras mais fervorosas de Calligaris na "Ilustrada" provavelmente não imaginavam que, em sua estréia, ele pudesse ir tão longe. Na onda dos livros autobiográficos ma non troppo (ou não-assumidos, ao menos), O Conto do Amor tem um protagonista igualmente psicanalista, com origens italianas também, que se vê diante de um mistério familiar — quando, antes de morrer, seu pai pronuncia as últimas palavras. Ajudado por uma especialista na arte da Renascença, fica entre Florença e Nova York, lendo o diário secreto da vida inteira do pai e seguindo seus passos a fim de esclarecer um passado escondido... Calligaris não vai ganhar nenhum prêmio literário, claro, mas pode vir a ser um expoente de um gênero sempre tão desprezado no Brasil, o da leitura de entretenimento.
>>> O Conto do Amor | Duas perguntas para Contardo Calligaris
 
>>> Julio Daio Borges
Editor
 

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