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Quarta-feira, 25/4/2001
Falta um lugar, onde eu te espere, onde eu te veja chegar

Julio Daio Borges




Digestivo nº 29 >>> Zélia Duncan retorna ao disco em Sortimento. Troca as parcerias certas com Christiaan Oyens (nas composições e na produção), que a consagraram nos álbuns anteriores, por experiências com outros ritmos e com outros autores. Num ato de coragem, abandona a segurança do seu folk e do seu rythm'n'blues para lançar-se em Pepeu Gomes com Arnaldo Antunes, Science com maracatu, Nando Reis com teclados, Rita Lee com rap, Rodrigo Maranhão com sanfona, John com guitarras, Fred Martins com Marcelo Diniz, e Luiz Américo com Braguinha. Embora disponha da voz e do alcance que lhe permitiriam simplesmente suceder a linhagem das grandes da MPB, cultiva a verve de compositora, lançando-se em padrões mais complexos, temperados com influências da música eletrônica, onde seu violão deixa de ser o centro de gravidade. A maneira como se expõe no encarte é apenas uma metáfora de como se vê refletida nesse Sortimento. Um trabalho de ourives, com brilho raro. Fecha, e se define, com versos a Hilda Hilst: "Sou hóspede do tempo / Da minha casa / Das minhas palavras / Das coisas que declaro minhas / Inquilina da vida que me foi dada"
>>> Zélia Duncan
 
>>> Julio Daio Borges
Editor
 

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