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Quinta-feira, 26/9/2002
Uma gracinha em Harold Bloom
Eduardo Carvalho

Larissa MacFarquhar

Larissa MacFarquhar é uma gracinha. Eu acho, pelo menos. Me decepcionei quando descobri que ela escreveu, na época do escândalo Lewinsky, que seria difícil para qualquer mulher resistir a um homem que é, ao mesmo tempo, Presidente dos Estados Unidos e um bebê - essas duas qualidades são suficientes para compor um homem repugnante. Hoje, porém, ela ficou bonitinha de novo - a qualidade do seu texto impresso na "New Yorker" empresta um certo charme às irregularidades do seu rosto.

Se, há alguns posts atrás, recomendei atrasado uma resenha da revista, agora, para compensar, adianto uma matéria da próxima: Larissa MacFarquhar assina o Profile do crítico literário Harold Bloom. E oferece, online only, uma breve e simpática entrevista sobre o autor de, para ser convencional, "Como e Por Que Ler":

"It's not the notion of pleasure in general that separates Bloom from his profession; it's the type of pleasure involved. Many of his colleagues love literature for aesthetic reasons but also take pleasure in the construction of historical theories and the dissection of political logic. For Bloom, though, literary pleasure consists only in the struggle with poetic greatness.

"Bloom is very brilliant, and brilliance is always seductive, but many professors at Yale are brilliant. What sets Bloom apart is the extraordinary quality of the attention he pays to his students. He is extremely flattering-he is always calling people geniuses, or telling them that only they truly understand something or other, be it a poem or Bloom himself-and he has an enormous capacity for genuine fascination with and affection for other people. So you can imagine how appealing he is to students who are used to being more or less ignored by their teachers.
"

Eduardo Carvalho
26/9/2002 às 23h09

 

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