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Segunda-feira, 25/2/2008
Tupiniquin
Débora Costa e Silva

No meio desse turbilhão de lançamentos na mídia e nas rádios de novas bandas de rock e cantoras de MPB, é difícil encontrar algo que chame a atenção pela qualidade, originalidade e irreverência. Um dos lançamentos dessa semana me chamou a atenção justamente pela tentativa ― acredito que bem sucedida ― de misturar "mais-do-mesmo" com modernidade. O jovem compositor Jorge Sampaio, conhecido e auto-denominado como Tupiniquin, estréia no cenário musical hoje com seu álbum Made in São Paulo (lançado pela gravadora Curve Music) apostando em um som de qualidade que resulta num caldeirão cheio de boas referências.

O trabalho inteiramente autoral tem pitadas de rock à la Los Hermanos, samba, pop e muito suingue. As melodias de suas canções me lembraram muito as da banda Berimbrown, mas diferente da proposta dos mineiros, Tupiniquin não pretende levantar a bandeira do orgulho black: ele apenas levanta a bandeira do sincretismo musical, característica forte da música brasileira, que originou um pop descolado. As canções falam de amor, cotidiano e até de música. Estrangeirismos nas letras deixam à mostra uma grande influência do movimento tropicalista. Os arranjos são muito bons, bem variados e originais. Na interpretação, creio que ainda deixa a desejar um pouco, mas tendo em vista que o disco foi composto e produzido inteiramente pelo artista, já merece respeito.

Débora Costa e Silva
25/2/2008 às 14h53

 

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