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Segunda-feira, 12/1/2009
Maysa na Globo
Elisa Andrade Buzzo

Apesar da chuva de informações que desabou a respeito de Maysa ― Quando fala o coração (e agora são os altos índices de audiência que coroam a minissérie), tinha resolvido não assisti-la porque, forçosamente, perderia os últimos capítulos de Pantanal...

Acabei deixando a tevê sintonizada na Globo depois de A Favorita e fui sugada não só pelos tais olhos verdes de Maysa, mas também pelos excelentes figurino (Marilia Carneiro e Lucia Daddario) e fotografia (Affonso Beato) da série. Aos poucos, minha família toda foi aparecendo, primeiro assistindo em pé, depois puxando uma cadeira, se ajeitando no sofá, até o final do primeiro capítulo. Ou seja, a narrativa cortada em flashbacks também deu certo. O telespectador, nesta minissérie escrita por Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim, não é tratado como burro, como se fosse apenas capaz de compreender as narrativas lineares e bem explicitadas.

Além disso, o tratamento muitas vezes plano dirigido às personagens na teledramaturgia não teve vez em Maysa. E prende a atenção quando podemos nos enxergar assim imperfeitos, contraditórios, doces, violentos, ou seja, nas personagens esféricas, humanas como nós.

Talvez melhor do que a atuação da protagonista Larissa Maciel, como uma Maysa um tanto artificial, seja o convincente Eduardo Semerjian, no papel de André Matarazzo, inspirando austeridade e doçura por trás do sisudo bigode da época.

Ainda que algumas falas de Maysa possam parecer um tanto grandiloquentes ou exageradas, é um mérito a mais pois, se mais do que contar uma história a minissérie quer mostrar a vida de uma mulher ousada e que fazia o que queria (ou o que o coração mandasse), nada mais justo.

Elisa Andrade Buzzo
12/1/2009 às 10h34

 

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