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Segunda-feira, 20/8/2012
Adeus, Tony Scott!
Yuri Vieira

Li certa vez que Fome de Viver (The Hunger) era um dos trabalhos de que Tony Scott mais se orgulhava. Isso porque ele se identificava com o clima sombrio do filme, dizia que toda aquela cavernosidade tinha mais a ver com sua persona. Filmes como Top Gun, entre outros, só caíram em suas mãos devido a seu talento para realizar cenas de ação. Depois de Fome de Viver, sucesso de crítica, mas um fracasso de público, teve de voltar à publicidade, especializando-se em filmar esportes radicias. Daí ter sido chamado para Top Gun, que voltou a projetá-lo.

Assisti Fome de Viver em 1983, aos 12 anos de idade, numa fita de vídeo-cassete pirata alugada em Moema. (Já comentei sobre essa locadora.) Eu era fã de filmes de vampiro, Drácula era meu herói, desprezava Batman - afinal, este era um homem morcego que não mordia moças bonitas -, e esse filme de Tony Scott, com David Bowie e Catherine Deneuve, me impressionou tremendamente. Seus vampiros não tinham caninos grandes, tinham, sim, uma doença degenerativa que só era aplacada quando bebiam sangue humano. Um filme sinistro. Que eu curti muito.

Não entrarei no mérito do suicídio por parte de um homem que vivia o sonho de muita gente neste mundo: ser um sucesso em Hollywood. (Não tanto quanto o irmão, mas... enfim.) Creio que minha Carta a uma jovem suicida dá conta do tema. (E, parafraseando Forrest Gump, essa carta era tudo o que eu tinha a falar sobre suicídio.)

Se você não assitiu a Fome de Viver, chegou a hora. É o filme que mostra o que Tony Scott ocultava por trás de Top Gun.

Na sequência inicial, a banda Bauhaus canta ♫Bela Lugosi's dead♪.


Yuri Vieira
20/8/2012 às 16h15

 

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