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Quarta-feira, 20/2/2013
Amour, o Big Brother France
Yuri Vieira

Amour (Haneke) é um BBF (Big Brother France) com "heróis" da "terceira idade". (Para o significado do termo "heróis, vide Pedro Bial.) É um bom filme porque os atores são bons, a direção é boa, a fotografia também. É pedagogicamente útil, principalmente para europeus modernos, porque mostra às pessoas o que ocorreria com seu relacionamento caso não tivessem se divorciado. Ou, claro, caso tivessem se casado. E também como seria se tivessem tido uma filha para amá-las e encher-lhes o saco com tanta afeição violadora de privacidade. Aliás, hoje em dia, com tantos solteirões e solteironas, um filme sobre um casal idoso é praticamente uma ficção científica. O roteiro só falhou ao não mostrar os bárbaros islâmicos derrubando os muros e restabelecendo uma normalidade familiar, aquela normalidade que ao menos não assassina entes queridos. (Bem, tudo indica que a França real assistirá a essa cena...)

Amour é para quem se esqueceu que no meio do relacionamento há a morte, assim como "A Professora de Piano" é para quem se esqueceu que no meio do sexo pode haver muita loucura. (Ai, que loucura.)

Eu, que não havia me esquecido nem de uma coisa nem de outra, bocejei um pouco. Mas fiquei de olho nos detalhes técnicos: Haneke movimenta a câmera menos do que Woody Allen e, mesmo não tendo a loquacidade deste, ainda assim nos entretém. Não deixa de ser um mérito, não?

Yuri Vieira
20/2/2013 às 21h46

 

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