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Quinta-feira, 15/6/2006
Ainda sobre a estréia na Copa
Vitor Nuzzi

Terminou o primeiro jogo do Brasil, 1 a 0 sofrido diante da poderosa Croácia, que não empatou por falta, talvez, de um pouco mais de capricho de seus atacantes. Nem era preciso ouvir o Parreira para imaginar o que ele diria: estréia é sempre tensa, o resultado foi bom, o importante é vencer, o Ronaldo precisa pegar ritmo... E se os Ronaldos jogaram pouco, souberam driblar os jornalistas após o jogo, contrariando norma da Fifa. Jogadores quase sempre falam a mesma coisa, jornalistas, idem. E haja falta de assunto para explorar.

Opa, a certa altura do segundo tempo a Croácia avança pela esquerda e quem estava na cobertura do Cafu? O Kaká. Comentei com o amigo ao lado de quem assistia ao jogo, acho que era para o Émerson estar ali, ou não? Certo, a torcida brasileira não quer saber, o Brasil ganhou e somos os melhores do mundo, pelo menos até a próxima partida, contra a neopoderosa Austrália. Mas, verdade seja dita, até agora quem deu show de verdade foi a Argentina.

Falar mal é um esporte nacional quase tão popular quanto o futebol. Até outro dia, por exemplo, de dez comunidades sobre Galvão Bueno no Orkut, nove eram contra o comentarista. Qualquer coisa do tipo 100 mil pessoas falando mal e 500 defendendo. A Globo deve gostar, ou não renovaria o seu contrato até 2014. Com certeza, dezenas, centenas ou milhares de pessoas que berraram "gol" contra a Croácia já xingaram o Kaká quando ele jogava pelo São Paulo. O destino dos craques é mesmo a Europa, e para o Terceiro Mundo pouco sobra, inclusive no futebol. Mas é preciso falar, mesmo que não haja assunto. Nem que seja sobre bolhas e tonturas.

Vitor Nuzzi
15/6/2006 às 14h34

 

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