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Segunda-feira, 2/11/2015
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A verdade, uma flor e os três cães da vida



Minorias serão sempre minorias, unidas ou reunidas por interesses do grupo. Mas, juntas, seja em prol de políticas públicas relativas ao seu próprio grupo, seja em rede com outros grupos minoritários, serão sempre muito mais eficientes.

Consciência de que o outro poderia ser eu, de que a situação pode se inverter a qualquer momento, pode nos dar fôlego para defender causas alheias ou, mesmo, fortalecer nossa própria causa. Diz-se por aí que egoísmo é intrínseco ao ser humano e sua sede por sobrevivência, em alguma medida. Mas pode, também, ser motivo para isolamento e ataque a qualquer outra causa que não seja a sua própria.

O título desse texto me veio em sonho às 05:26h do dia 11.09.2015. Sem entender do que se tratava, guardei na tela do celular e fiquei pensando sobre, pesquisando e tentando encontrar na internet alguma frase ou texto que me esclarecesse o sentido, sem sucesso. Quase um mês depois, usei esta frase para finalizar um poema em homenagem a uma pessoa que eu admiro.

O fio da meada, aqui, é a luta por causas, sejam elas do albino, do sarará, quilombola, candomblecista, dos gêneros e transgêneros todos, dos sem gênero, dos portadores de tudo e de nada, enfim, das diferenças, da individualidade, que, como citado acima, poderia se fortalecer, à medida que cada um tomasse consciência de que ninguém está isolado nesta luta, ou, dizendo melhor, cada um poderia se fortalecer mais, caso olhasse para o lado e se sensibilizasse com a luta do outro.

Pelo contrário, quando se percebe alguém numa luta, ao invés de se juntar a ela, à luta ou à pessoa, fica-se especulando aonde aquela pessoa quer chegar, o que ela pretende, qual o verdadeiro motivo da labuta. Isso é compreensível, em tempos de tantas frentes de batalha que beneficiam, apenas, a um ou a uma, em detrimento do coletivo, do grupo. Afinal, a sociedade, o povo, é sempre o outro. Poucos conjugam no presente do indicativo. E poucos ainda incluem, de verdade, o outro.

A discriminação racial é horrenda, não menos que a sexual e de gênero, que a violência contra a mulher, povos indígenas, ciganos, pobres etc. A luta por conquistar espaço e respeito deve, por isso, ser permeada de mãos dadas com cada diversidade, cada dor alheia, cada constrangimento e cada sofrimento, sob pena de perder força e, ao contrário, gerar novos preconceitos, novas discriminações.

Piadas infames relativas a deficientes físicos, mentais, intelectuais; gracejos discriminatórios contra lésbicas, gays, travestis, transsexuais, transgêneros; citações preconceituosas sobre ciganos, povos indígenas, quilombolas, negros, pobres, sem terra e sem teto; discriminações de iletrados e analfabetos; nada disso tem graça, nem mesmo quando é feito no resguardo do lar, com poucas testemunhas. A afirmação de nenhum grupo minoritário deve ser feita usando outros grupos como cobaia, como motivo de riso, de discriminação. Isso é crime, é desrespeito, é assassinato.

Portanto, mãos dadas e abraços coletivos, fortalecem e ampliam o raio de ação de qualquer luta. A verdade nem sempre é unguento para a alma. Uma flor abre portas no coração. Ah, os três cães da vida? Descobri que existe, no Inferno de Dante, e eles guardam a saída do inferno. Quem entra, não sai. Não coloque ninguém lá...

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Postado por Blog de Valdeck Almeida de Jesus
2/11/2015 às 17h58

 
Sem limites

A chuva cai
e as
palavras
chegam

Ventos
entre
cercas
e árvores

Imagens
imantadas
de histórias
atraem os
olhos como
um imã

Frescos
ventos
entre
chuvas
esparsas
e baixas
nuvens,
úberas
de sonhos

Os pensamentos
alongam-se
pelo
caminho

Retalhos
de panos
sem fim
e sem
começo

A essa
altura do
campeonato,
pouco
importa
a causa,
sequer,
efeitos

Assim
como,
a gota
e o
oceano.

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Postado por Metáforas do Zé
2/11/2015 às 17h49

 
Dia dos Mortos: dia de aprender a viver

Dia dos Mortos ou Dia de Finados. O nome não importa, tampouco sua origem católica, nem mesmo se existe ou não uma vida após a morte. O dia de hoje serve para pensarmos sobre a finitude humana. Pensar não só nos que se foram, mas também, e muito mais ainda, nos que estão vivos.

Nossa sociedade é feita de rituais. Seja o batismo, a formatura, os 15 anos, todas representam um rito de passagem. Quando um ente querido morre, há também toda uma cerimônia dessa suposta passagem. Só que o ritual se estende durante toda a vida dos que ficam, quando cuidam do túmulo, rezam, levam flores, acendem velas pelas almas. O 2 de novembro é um dia especial para isso. Tudo pode ser plenamente justificado pela crença, e cada cultura tem sua maneira de ritualizar.

Interessante também é ver as diferentes formas da indesejada das gentes. Na mitologia grega, Tânatos era personificação da morte e irmão gêmeo de Hipnos, o deus do sono. Seria a morte o sono eterno? Ainda na riquíssima mitologia grega, havia as três Moiras que presidiam o destino, fabricando, tecendo e cortando o fio da vida, sendo esta última tarefa destinada a Átropos, que significa "afastar". Temos aí um termo mais leve para a morte, afinal de contas as pessoas que morrem se afastam do nosso convívio, só que é um afastamento definitivo (ou não, dependendo da crença).

Outras representações colocam a morte como um ser cadavérico, com uma foice na mão ceifando vidas. Nas histórias em quadrinhos de Neil Gaiman, a Morte é uma jovem que se veste à moda gótica e é irmã de Sandman, o Senhor dos Sonhos. Clássica ainda é a imagem da Morte, nesse caso um homem, jogando xadrez com um cavaleiro da Idade Média no filme O sétimo selo, de Ingmar Bergman.

A morte é considerada a única certeza de todo ser humano. Mas... e se deixássemos de morrer? Se fosse descoberto e vendido em qualquer farmácia o "Elixir da Longa Vida"? No romance As intermitências da morte, o finado José Saramago imaginou um país onde a morte decide deixar de atuar. Uma das consequências é a superlotação dos hospitais, já que as pessoas continuariam doentes; outra é a perda da importância da religião, pois sem a morte as pessoas não precisariam mais pensar em céu ou inferno.

Faz parte da natureza o fim da vida, mas somente o homem tem consciência disso e é o único ser a questionar sobre o que há do outro lado. Para mim, na há mais nada. Penso como o escritor Vladimir Nabokov: "nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão." Para quem acredita, porém, há céu, inferno, purgatório, mundo espiritual, reencarnação, juízo final, etc.

Não saberemos a verdade. Sabemos, porém, que a vida tem um fim, mas antes tem um começo e um meio. Parece óbvio, mas muitas vezes não vemos o óbvio. Perdemos um tempo precioso pensando apenas no fim. Questionando a uma pessoa ligada ao espiritismo por que motivo não fora visitar minha mãe que estava doente, ela respondeu: "estou sem tempo, sabe como é, sempre envolvida com o centro espírita." Independente de crenças, não deveríamos dar atenção para os vivos também?

Por isso, o Dia de Finados é um dia para refletirmos sobre nossas atitudes, reavaliar o que fizemos, a partir do legado das pessoas que se foram. Com isso, aprenderemos a viver melhor, a valorizar os vivos que estão ao nosso redor e também aprenderemos a morrer.

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Postado por Blog de Cassionei Niches Petry
2/11/2015 às 09h33

 
Dia de funcionário público não trabalhar

Motivado pela constatação que o Crepe não abre no fim de semana prolongado, que teve feriado extra só para funcionário público, vou escrever uns números universitários.

Yale University tem 12000 estudantes, 2000 professores mais 2500 professores de medicina (não me pergunte), e 9000 funcionários. Concede 4000 diplomas por ano e tem orçamento de US$ 3 bilhões.

A USP tem 88000 alunos, 6000 professores, e 17000 funcionários. Concede 14000 diplomas por ano e tem orçamento de R$ 5 bilhões.

São números comparáveis, o número de diplomas por professor é próximo.

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Postado por O Blog do Pait
2/11/2015 às 07h32

 
Espectros

Aromas,
a mais
aguda das
memórias

Talvez
por nos
abraçarem
como nos
abraçam
os ventos

Sempiternos,
apesar de
esvanecentes...

O leve tato
dos sonhos...

Soluções
que se
esvaem
logo ao
acordar...

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Postado por Metáforas do Zé
2/11/2015 à 00h45

 
Peias

Sofri bastante na vida e as marcas ficaram nas minhas pernas. Muitos homens ainda me desejam. Sou uma mulher atraente. Disso eu sei.

Eram lisas e torneadas. O que passei, nem gosto de pensar. Com o tempo, as marcas foram aparecendo, veias estourando em todo lugar. Não tem gente que lê a mão das pessoas e falam de suas vidas? Cada parte das minhas pernas é um pouco do que vivi. Do lado de dentro, perto do joelho direito, veias roxas. Mais abaixo, na parte de dentro também, acima do calcanhar, manchas que surgiram por causa do trabalho pesado, logo depois da morte do marido. Quase na sola dos pés, vasos que nem mais sei por que estufaram. As minhas pernas são minha vida e minha história. Marcas surgidas por causa de nascimento de filhos, com elas não importo. As que doem por dentro, essas sim, doem muito.

Vivi um bom tempo casada, feliz, mas gostaria de começar uma vida nova. Mamãe sempre fala pra arranjar um namorado. Mas quando penso no meu corpo, ou melhor, nas minhas pernas, me entristeço. Se saio para um passeio, para uma festa, vou de calça comprida ou de longo. Gostaria de usar uma minissaia, um short, tenho um corpo bonito. Chego a ter sonhos que estou na praia usando biquíni - pesadelos também, como um, numa cadeira de rodas.

Outro dia achei que minha vida podia mudar.

Toda tarde, depois do serviço, via um rapaz no ponto do ônibus. No início não me chamou atenção. Mas seu jeito tímido me encantou. Passei a desconfiar que me observava. Quando eu virava o rosto pro seu lado, desviava o olhar. Muitas vezes assim, até que um dia criou coragem e veio até mim.

No início foi uma conversa cheia de pausa e de falta de assunto. Na hora em que entrei no ônibus, tenho certeza, ficou admirando o meu corpo enquanto eu subia a escada.

Vários dias passaram até que numa tarde as coisas mudaram.

Antes de deixar o serviço, fui no banheiro, coloquei uma saia e me aprontei.

Falamos de muitas coisas. Deixei o primeiro ônibus passar, a conversa foi ficando interessante. Com a chegada do outro ônibus, tive que ir embora, escurecia, disse pra ele. Senti as pernas pesadas enquanto subia os degraus e já me arrependia de ter quebrado o encanto.

Na tarde seguinte não apareceu. Veio o primeiro ônibus, o segundo. Peguei o seguinte.

Fui pra casa angustiada.

Não consegui me concentrar no trabalho no dia seguinte. Só esperava o fim do expediente pra ir pro ponto.

Passado um pouco ele chegou. Conversamos, não foi a mesma coisa. Resolvi ir embora logo. Preparei pra sentar, olhei pra fora, ainda me observava.

Abaixei o rosto. Foi a viagem mais longa. Ao chegar em casa, a primeira coisa que eu ia fazer era observar as minhas pernas. Tinha certeza que não seriam as mesmas de antes.

Naquela noite sonhei com ele. Sonhei que pegou minha mão ao descer do ônibus e me levou até o portão de casa. Disse da frescura do jardim e da beleza da noite. Segurou o meu rosto entre as mãos, beijou minha boca e me chamou de sereia.

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Postado por Blog de Anchieta Rocha
1/11/2015 às 22h14

 
Um travesseiro nada confortável

(Resenha originalmente publicada em 2010.)

Quem lê minhas resenhas nesse espaço sabe que elas não são nem um pouco objetivas. Uso muito o "eu" porque leio realmente os livros e acho um desrespeito com o leitor ficar apenas reproduzindo o release da editora. Da mesma forma, acabo resenhando aquelas obras que me pegam pelo cangote e esfregam minha cara no chão, ou então me jogam de encontro a uma parede, de preferência bem áspera. A boa literatura não serve para nos deixar felizes. Ela deve nos incomodar, nos tirar da posição cômoda em que muitas vezes vivemos, da "catatonia integral" como diz uma canção do Gonzaguinha. O romance 2666, de Roberto Bolaño (Companhia das Letras, 856 páginas, tradução de Eduardo Brandão), nos faz justamente isso.

O escritor, nascido no Chile em 1953, viveu também no México e na Espanha. Começou a chamar a atenção em 1998, com um prêmio recebido para Os detetives selvagens. Depois de sua morte em 2003, provocada por uma doença hepática, passou a ser cultuado e suas obras alcançaram ainda mais reconhecimento da crítica, além da boa vendagem, inclusive nos EUA. Alguns já chamam esse fenômeno de "bolañomania". Foi durante a doença, sabendo que seu fim estava próximo, que Roberto Bolaño dedicou-se a escrever o que seriam cinco romances diferentes, com os quais queria amparar financeiramente a família por um tempo. Devido, porém, à unidade entre eles, o editor, em acordo com os familiares, os publicou num só volume. Essa decisão foi fundamental para a qualidade da obra.

Imagine uma pessoa atraída por teorias conspiratórias - e Bolaño adorava esse tipo de fabulação, segundo seu amigo, o escritor Rodrigo Fresán - se deparando, em uma livraria, com exemplares do livro 2666 expostos nas prateleiras. Seja na capa ou na grossa lombada, a cifra se destaca. O conspiracionista logo fará a ligação com o número da Besta, descrito no Apocalipse bíblico. No caso, é o mal multiplicado por dois. O numeral é um dos enigmas espalhados na obra do chileno Roberto Bolaño e aparece em dois outros romances, em Amuleto e no já citado Os detetives selvagens, num jogo intertextual típico do autor. Nesse último, a personagem Cesárea Tinajero, fala sobre "os tempos que se aproximam" e que a data seria por volta de "dois mil seiscentos e pouco". Esse paradoxo reforça a ideia apocalíptica de que o fim está próximo e, enquanto não chega, o mal toma conta do mundo.

No romance, esse mal se manifesta de várias formas, mas o autor não nos joga logo nesse inferno. Primeiro nos conquista, na primeira parte, com a história de quatro críticos europeus, três homens e uma mulher, de nacionalidades diferentes, especialistas na obra de um escritor alemão chamado Benno von Archimboldi. A busca pelo seu paradeiro - que é fio de Ariadne na estrutura labiríntica da obra - os leva para a cidade de Santa Tereza, na divisa do México com os EUA. Mas antes, na Inglaterra, dois deles espancam um taxista, por ele ter ofendido a mulher. Esse ato de violência e muitos outros que pontuam a narrativa são indícios das coisas ruins que estão por ser narradas. Tal qual Virgílio, conduzindo Dante na Divina Comédia, Bolaño pega o leitor pela mão e o leva, aos poucos, para o último círculo do inferno.

O mal aparece na última parte através dos relatos da Segunda Guerra, de cujas batalhas o escritor Archimboldi participara. Porém, o centro desse inferno são os assassinatos de centenas de mulheres cometidos na cidade de Santa Tereza, que na vida real corresponde a Ciudad Juárez. O caso verídico já havia sido retratado por Bolaño em uma de suas crônicas reunidas em Entre paréntesis (não publicado no Brasil ainda), onde consta também uma entrevista concedida à revista Playboy. Perguntado sobre como deveria ser o inferno, ele citou Ciudad Juárez, "nossa maldição e nosso espelho, o espelho sem sossego de nossas frustrações". Nesse pequeno cosmo, portanto, o autor quis mostrar como o ser humano pode destruir o mundo todo, seja agora ou no longínquo ano de 2666.

A monumental obra do escritor chileno, misto de metaliteratura, romance policial e ensaio, já é um dos romances capitais das letras latino-americanas, ao lado de O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar, Cem anos de solidão, de Gabriel García Marquez e Sobre heróis e tumbas, de Ernesto Sabato, só para citar alguns. Usando das palavras de Almafitano, um dos personagens marcantes do romance, 2666 faz parte das "grandes obras, imperfeitas, torrenciais, as que abrem caminho no desconhecido"; e Roberto Bolaño é um dos grandes mestres que "lutam contra aquilo, esse aquilo que atemoriza a todos nós, esse aquilo que acovarda e põe na defensiva, e há sangue e ferimentos mortais e fetidez." Na sua última entrevista, ele disse que "o livro é o melhor travesseiro que existe". Nesse caso, felizmente, é um travesseiro nada confortável.

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Postado por Blog de Cassionei Niches Petry
1/11/2015 às 16h38

 
Narcos

Terminei de assistir Narcos ontem. Fui lento. Para os padrões

É uma excelente série. E gostaria de começar rebatendo as críticas

Achei uma bobagem, por exemplo, a implicância com a "voz de Deus". Aquela narração que fica "em off" - e que, supostamente, fez alguns pararem de assistir

Meus amigos, a trama é complicada. Não tem como narrar sem explicar quem são as pessoas, de onde elas vieram, porque são importantes etc.

Depois, reclamaram do espanhol do Wagner Moura. OK, não é perfeito. Ele é brasileiro! Mas não acho que prejudique a trama...

Ele está grandioso no papel de Pablo Escobar. Me arrisco a dizer que é o melhor papel dele

Muito bem caracterizado. Muito convincente. Quando Gustavo, o primo e principal sócio de Escobar, morre, a gente fica com dó dele...

Agora, falo dos paralelos com o Brasil de hoje (vamos ver se convenço você que não assistiu ainda...)

Escobar é um monstro. O mais perto que a Colômbia chegou de Hitler. Ou de Al Capote. Apesar de que não conheço a história da Colômbia para saber

O negócio de cocaína de Escobar e Gustavo, escoado em Miami, chega a faturar 5 bilhões de dólares por ano; depois, 60 milhões de dólares por dia. "Mais do que a General Motors", diz a voz em off

Um sujeito tão rico não combinava com a Colômbia. E os Estados Unidos vão atrás dele

Só que Escobar se crê - não por acaso - maior do que tudo. E não aceita ser perseguido ou, sequer, cerceado em seus movimentos

Como já era praticamente dono da Colômbia, entra na política, querendo ser presidente, mas é rechaçado, como deputado, tão logo assume

O ministro da Justiça, que o crítica, ele manda matar. O Supremo de lá - que, num dado momento, guarda provas materiais contra ele -, Escobar mandam invadir, com tanques - e incendiar

Um candidato a presidente que levanta a bandeira da extradição - para traficantes como ele -, Escobar mata (mesmo com colete à prova de balas). E o próximo candidato, que mantém a mesma posição, ele tenta explodir num avião (com a ajuda de um terrorista do ETA)

Eu sei que o Brasil é menos violento do que isso. Mas eu lembrei do Brasil várias vezes

As instituições são frágeis. Também, como no Brasil, a Colômbia depende de "heróis"

A corrupção é total. Desde a polícia - cujo paralelo está em Tropa de Elite, do mesmo Padilha - até quase toda a classe política

Escobar conhecia todos os policiais que poderiam interpelá-lo, suas famílias, suas vidas pessoais - e subornava todos (pagava salários)

O líder do partido "liberal" da Colômbia, ele transforma em seu moleque de recados. Seus capangas, do tráfico, não distinguem os políticos dos bandidos - têm de lhe perguntar ("qual a diferença?")

Uma das maiores lições, em Narcos, é sobre a dificuldade que é pegar um sujeito como Pablo Escobar:

Ele destrói as provas. Ele compra as autoridades. Sua milícia mete medo na polícia local

Num determinado momento, ele simplesmente foge. Se esconde. Quando fica sabendo que vai ser preso, é sempre informado, e muda de local

Instala a guerra civil na Colômbia. Bombardeia. Sequestra. Inclusive a principal âncora da TV. Filha de um ex-presidente... Que paga um preço

O problema do "mal" é que ele não tem limites. Quando ao "bem", tem de agir dentro da lei...

Por fim, Escobar negocia com o presidente Gaviria e se entrega. Mas constrói sua própria prisão. E não deixa ninguém chegar a menos de 3 Km sem a sua autorização...

A primeira temporada se encerra quando Escobar, naturalmente, viola os termos do acordo, sua prisão é invadida por forças especiais, e ele, mais uma vez, escapa por um túnel...

Eu me lembro quando Escobar foi morto, na década de 90. Mas, assistindo a Narcos, a gente percebe o quanto a caçada foi árdua: foram *anos*...

Sei que a história, no Brasil, não é a mesma. Mas ela vai acabar, no nosso país, também

Vale uma frase, do seriado, como alento: "Bandidos não podem fugir para sempre..."



Para ir além
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Postado por Julio Daio Bløg
1/11/2015 às 13h26

 
A Cristaleira

O porteiro insistiu:

- A entrega é para o sr! O rapaz está aqui com a nota fiscal e tudo direitinho. Posso mandar subir ou o sr. vem resolver?

Vesti uma bermuda no lugar da calça do pijama, coloquei os chinelos, a camiseta com mangas e fui ver o que estava acontecendo. Não tinha comprado nada muito menos uma cristaleira.

- Cristaleira, respondeu o porteiro, quando insisti para saber o que é que estavam entregando.

Enquanto esperava o elevador, pensava: Um antiquário entregando uma cristaleira no meu endereço. Porque? Não comprei nada, não tenho grandes espaços sobrando. Uma cristaleira...

Os dois entregadores, de aspecto distinto e formalmente vestidos, nem esperaram que eu me dirigisse ao porteiro e foram logo inquirindo ao mesmo tempo em que me mostravam a nota:

-O Sr. é o morador deste apartamento? Então, assine aqui, por favor.

Não disse nada. Aquelas duas criaturas de atitudes firmes e determinadas, não me deixaram questionar a origem da entrega: Quem estava mandando o presente? Quem havia pagado pelo móvel que, ali na calçada, parecia ansioso para tomar seu lugar na minha vida.

- Estranho, pensei. Até que não é assim tão mal.

A peça chamava a atenção pela qualidade, beleza e harmonia de formas: Graciosos entalhes de folhas e frutinhas, pés rebuscados em trabalho de rara tornearia, vidros bisotados cuidadosamente limpos e reluzentes, um objeto de colecionador. Fiquei impressionado e, imediatamente, simpatizei com a inesperada mobília.

Enquanto o funcionário do prédio se preparava para abrir a grade e depois o portão de serviço, um rapaz encostou uma motoneta de modelo bem antigo ao meio-fio da calçada. Era um outro entregador trazendo uma orquídea dentro de uma caixa de celulóide transparente.

Atravessando a rua, a moça de cabelos cor de fogo, sardenta e clara, carregava uma saca com quitandas.

Bem ao lado da cristaleira impávida em seu momento na calçada, uma menina de pouquíssima idade, sorria e conversava numa língua estranha com uma senhora de olhar imperial, azul, firme. Mais adiante o choro de um bebê recém-nascido saia de dentro de um carrinho. Uma parada com variadas criaturas humanas de todas as raças, trajes, uniformes e idades avançava sob o ritmo de uma banda marcial.

A porta do prédio foi aberta para que os entregadores levassem a cristaleira lá para o meu apartamento onde um lugar estava prontinho para recebe-la.

Senti uma tonteira, uma queda de pressão. Tudo que vi naquele momento mágico, foi entrando na maravilhosa cristaleira. As boas coisas que aconteceram na minha vida, as realizações, os amigos, os momentos de festa e alegria.

Acordei num salto e esfreguei os olhos. A luz do sol brilhava e refletia. Levantei e dei bom dia para a natureza.

RA

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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
1/11/2015 às 10h06

 
Deu à luz (Halloween)

Luz,
vísceras
das
sombras

Seres
abissais...

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Postado por Metáforas do Zé
31/10/2015 às 16h18

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