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Quinta-feira, 3/9/2015
A melhor corrida de minha vida
Isaac Rincaweski

+ de 1400 Acessos

A corrida entrou lentamente em minha vida, ou melhor, entrou caminhando. Os primeiros passos vieram como um remédio para o controle das altas taxas de colesterol e triglicérides e, sutilmente, os trotes começaram a surgir nessa evolução.

De lá pra cá, já foram vários quilômetros percorridos pelas estradas de Blumenau e também de outras cidades do Brasil, seja treinando ou participando de provas, de 5, 10 e 21 km, até ser instigado por meu filho para o desafio de participar dos 30 km da Maratona Ponta do Papagaio e Guarda do Embaú.

Confesso que um dos fatores que estava pesando contra a minha decisão de participar dessa corrida (além de nunca ter percorrido 30 km até então) foi o fato de o trajeto da corrida incluir trilhas na mata, com subidas e descidas íngremes, e de haver também um grande trecho na areia da praia. Sempre acreditei que esse tipo de corrida não correspondia à minha visão de atividade prazerosa e saudável, pois, qual o sentido de correr no meio da lama, dentro da água ou atolado na areia fofa, sujeitando-se a lesionar-se? Para mim, isso simplesmente não fazia sentido...
Até a conclusão dessa prova.
Na verdade, ainda tento entender o que me motiva a aumentar as distâncias percorridas, pois, para manter uma boa saúde, 10 km já seriam suficientes.

O fato é que, por mais que a corrida seja prazerosa, existem vários fatores bem penosos, tais como: excesso de calor, trajeto difícil, muito frio, chuva etc., em que você pensa: "O que que eu tô fazendo aqui?". Mas, por incrível que pareça, em todas as corridas em que esse pensamento passou pela minha cabeça, logo após a chegada, sem exceções, a única coisa que me vinha à mente era: "Quando e onde será a próxima?".

Ou seja, a impressão que eu tenho é a de que a linha de chegada é sempre o início de uma nova corrida.

Voltando aos 30 km da Maratona Ponta do Papagaio e Guarda do Embaú, realizada em 08 de fevereiro 2015, na cidade de Palhoça-SC, foi uma agradável surpresa para mim, que era tão avesso a esse tipo de prova.

Por conta dessa distância, e também do trajeto em si, fui determinado a curtir a competição. Para poupar energia, comecei num pace médio de 5min (cinco minutos por quilômetro percorrido).

Logo entramos na trilha propriamente dita, onde praticamente corríamos em fila indiana, tamanha era a dificuldade de ultrapassagem. Não sei se chovera à noite, mas o fato é que, na medida em que avançávamos, a trilha ficava cada vez mais escorregadia e enlameada. Uma amiga nossa chegou a ficar atolada até a cintura numa poça de lama. Como já estávamos num pasto, o cheiro forte denunciava a presença de, entre outras coisas, bosta de vaca!

Só que, na mesma proporção das dificuldades encontradas, éramos agraciados com paisagens de perder o fôlego e, paradoxalmente, esse "perder o fôlego" era o que nos dava a energia necessária para continuarmos avançando.

No início, eu estava preocupado em não "sujar" os tênis e a roupa, mas, logo em seguida, me libertei desse entrave psicológico e, simplesmente, me lambuzei de lama (e, claro, certamente um pouco de bosta de vaca...).

E o que para mim parecia que seria o pior trecho da prova (as trilhas), acabou sendo o catalisador da energia de que tanto eu precisava para concluir os mais de 20 km que ainda restavam do percurso.

Aí, sim, eu senti o peso do trajeto. O trecho na areia da praia foi muito difícil. O sol já estava forte e o cansaço foi logo mostrando a sua cara.

Quando eu olhava o final da praia, em curva, dava a impressão de que não chegaria nunca, pois a paisagem é incrivelmente parecida durante todo o trajeto: areia, mar, céu azul, sol, areia, mar céu azul, sol... Tudo muito lindo, quando você está sentando embaixo de um guarda sol bebendo uma deliciosa cerveja gelada!

Meu pace já havia aumentado para 6:00 (Seis minutos por km), e eu nem estava na metade da prova!
Pior, eu já estava vendo alguns corredores retornando do trajeto (meu filho inclusive) e ficava pensando se faltava pouco para eu também poder retornar. Mas esse retorno não chegava nunca!

Em determinado momento da corrida, eu já estava trotando, num pace de 7:00 (sete minutos por km) mas, mesmo assim pensava: eu era ainda mais rápido trotando do que caminhando, conformando-me dessa forma com a lentidão da minha... "Corrida"?

E, como num filme de terror, quando eu pensei que nada mais podia acontecer, me deparo com um paredão de areia fofa, que tinha que ser vencido. E foi.

Lentamente, fui avançando. Minha "comida" já havia acabado (uma barra de cereal, três tabletezinhos de uma horrível banana açucarada, três sachês de carboidrato, uma cápsula de Eletrotabs, e um pacotinho de bala de goma).

Ah, e para registro, faltou água nos últimos cinco quilômetros. Tenho que agradecer a um ciclista que estava acompanhando um corredor e que me ofereceu um gole de uma abençoada coca-cola! Na verdade, eles estavam em três ciclistas e conversamos por um bom período.

Eles me incentivaram, falaram que eu estava indo muito bem (o que me animou bastante) e cheguei a, inclusive, fazer uma proposta indecente de compra de uma das suas bicicletas para que eu pudesse terminar o percurso, que, felizmente, não foi aceita!

Excetuando-se esse detalhe da falta de água, e uma pequena confusão da turma que computa o tempo e a classificação para a entrega dos troféus, não tenho nada a reclamar da organização desta prova.

E aí, como em todas as corridas anteriores, a mágica aconteceu novamente. Assim que visualizei a linha de chegada, parece que todas as células do meu corpo se uniram, cada uma contribuindo com o pouquinho de energia que lhe restava, dizendo-me, praticamente gritando: "Parceiro, você nos trouxe até aqui. Agora é com a gente. Relaxa! Estamos juntos!". E uma onda de energia e felicidade invadiu meu corpo e minha alma, conduzindo-me à tão esperada linha de chegada.

E aquele copinho de água e uma pequena maçã ou qualquer fruta que me esperavam adquiriram, naquele momento, uma importância e um sabor dignos de um banquete.

Conclui a prova em 3h07min, exausto, feliz e realizado, mas, novamente como um filme que se repete, já sabendo que a corrida não acabou... Rumo aos 42km.


Postado por Isaac Rincaweski
Em 3/9/2015 às 08h26


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