Mas isso é arte??? | Daniela Sandler | Digestivo Cultural

busca | avançada
74271 visitas/dia
2,0 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Inspirado nas Living Dolls, espetáculo de Dan Nakagawa tem Helena Ignez como atriz convidada
>>> As Caracutás apresentam temporada online de Tecendo Diálogos com bate-papo e oficina
>>> Obra de referência em nutrição de plantas ganha segunda edição revista e ampliada
>>> FAAP promove bate-papo com as atrizes Djin Sganzerla, Zezita Matos e com o diretor Allan Deberton
>>> Elísio Lopes Jr comanda oficina gratuita de dramaturgia nesta sexta-feira (27)
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Carol Sanches, poesia na ratoeira do mundo
>>> O fim dos livros físicos?
>>> A sujeira embaixo do tapete
>>> Moro no Morumbi, mas voto em Moema
>>> É breve a rosa alvorada
>>> Alameda de água e lava
>>> Entrevista: o músico-compositor Livio Tragtenberg
>>> Cabelo, cabeleira
>>> A redoma de vidro de Sylvia Plath
>>> Mas se não é um coração vivo essa linha
Colunistas
Últimos Posts
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
>>> Como elas publicavam?
Últimos Posts
>>> O poder da história
>>> Caraminholas
>>> ETC. E TAL
>>> Acalanto para a alma
>>> Desde que o mundo é mundo
>>> O velho suborno
>>> Normal!
>>> Os bons companheiros, 30 anos
>>> Briga de foice no escuro
>>> Alma nua
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Show him what he is like
>>> Machado polímata
>>> In the Line of Fire
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> A polêmica dos quadrinhos
>>> Ad Usum Juventutis
>>> Schopenhauer sobre o ofício de escritor
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Últimos Dias, de Gus Van Sant
>>> Poesia sem ancoradouro: Ana Martins Marques
Mais Recentes
>>> Passagens – Crises Previsíveis da Vida Adulta de Gail Sheehy pela Francisco Alves (1980)
>>> A Chave da Longevidade de Dr. Hugues Destrem pela Europa-América (1979)
>>> A Força da Saúde de Victor Hugo Belardinelli pela Movimento (2013)
>>> O Envelhecimento de Luiz Eugênio Garcez Leme pela Contexto (1997)
>>> Velhice - Culpada ou Inocente? de Carlos Eduardo Accioly Durgante pela Doravante (2008)
>>> Envelhecimento Bem-Sucedido de Newton Luiz Terra e Beatriz Dornelles (Orgs.) pela Edipucrs (2003)
>>> Naturalmente Mais Jovem de Roxy Dillon pela Sextante (2016)
>>> Direito Administrativo Descomplicado de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo pela Método (2019)
>>> Tópicos de Matemática Aplicada de Luiz Roberto Dias de Macedo, Nelson Pereira Castanheira e Alex Rocha pela Intersaberes (2018)
>>> Gestão de Custos de Carlos Ubiratan da Costa Schier pela Ibpex (2011)
>>> Ética Empresarial na Prática de Mario Sergio Cunha Alencastro pela Intersaberes (2016)
>>> Gestão Socioambiental no Brasil de Rodrigo Berté pela Intersaberes Dialógica (2013)
>>> Ferramentas Para a Moderna Gestão Empresarial - Teoria, Implementação e Prática de Maria Inês Caserta Scatena pela Intersaberes Dialógica (2012)
>>> O rio do tempo de Hernani Donato pela Círculo do livro (1976)
>>> O menino de areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1986)
>>> Breton/ Trotski - Por uma arte revolucionária independente de Valentim Facioli pela Paz e Terra (1985)
>>> Dize-me com quem andas de Mary McCarthy pela Civilização Brasileira (1967)
>>> Uma vida encantada de Mary McCarthy pela Civilização Brasileira (1967)
>>> Quem vai fazer a chuva parar? de Robert Stone pela Companhia das letras (1988)
>>> Meus amigos de Emmanuel Bove pela Companhia das letras (1987)
>>> Rastro do fogo que se afasta de Luis Goytisolo pela Companhia das letras (1988)
>>> Vista do amanhecer no Trópico de G. Cabrera Infante pela Companhia das letras (1988)
>>> Tebas do meu coração de Nélida Piñon pela José Olympio (1974)
>>> A república dos sonhos de Nélida Piñon pela Francisco Alves (1984)
>>> O caso Morel de Ruben Fonseca pela Artenova (1973)
>>> E do meio do mundo prostituto só amores guardei do meu charuto/História de amor (Box) de Ruben Fonseca pela Companhia das letras (1997)
>>> A marcha Húngara de Henri Coulonges pela Difel (1994)
>>> A mais que branca de José Geraldo Vieira pela Melhoramentos (1975)
>>> Sobras completas de Nelson Motta pela Nova fronteira (1984)
>>> O Amor é a Melhor Estratégia de Tim Sanders pela Sextante (2003)
>>> Seria trágico... se não fosse cômico: Humor e Psicanálise de Abrão Slavutzky; Daniel Kupermann pela Civilização Brasileira (2005)
>>> Dez Coisas que Eu Amo em Você - Trilogia Bevelstoke Livro 3 de Julia Quinn pela Arqueiro (2020)
>>> S.O.S. Dinâmica de Grupo de Albigenor & Rose Militão pela QualityMark (2001)
>>> Constelação Familiar de Divaldo Franco pela Livraria Espírita Alvorada (2009)
>>> Outlander: A Viajante do Tempo - Livro 1 de Diana Gabaldon pela Saída de Emergência (2014)
>>> Investimentos Inteligentes (Para Conquistar e Multiplicar o Seu Primeiro Milhão) de Gustavo Cerbasi pela Thomas Nelson Brasil (2008)
>>> El Cuaderno de Maya de Isabel Allende pela Sudamericana (2011)
>>> A Cama na Varanda: Arejando Nossas Idéias a Respeito de Amor e Sexo de Regina Navarro Lins pela Rocco (2000)
>>> A Vida é Bela no Trabalho de Dominique Glocheux pela Sextante
>>> Eugène Delacroix 1798-1863: O Príncipe do Romantismo de Gilles Néret pela Taschen (2001)
>>> Agora Aqui Ninguém Precisa de Si de Arnaldo Antunes pela Companhia das Letras (2015)
>>> Nu de Botas de Antonio Prata pela Companhia das Letras (2013)
>>> Trilogia Suja de Havana de Pedro Juan Gutiérrez pela Companhia das Letras (1999)
>>> As Religiões no Rio de João do Rio pela Jose Olympio (2015)
>>> A Teoria da Causa Madura no Processo do Trabalho de Ben-hur Silveira Claus pela Ltr (2019)
>>> Pimentas de Raul Lody pela Nacional (2018)
>>> Zen a a Arte de Manutenção de Motocicletas de Robert M. Pirsig pela Paz e Terra (1984)
>>> Monobloco - uma Biografia de Leo Morel pela Azougue (2015)
>>> Lei Antiterror Anotada - Lei 13. 260 de Acácio Miranda Silva Filho, Alex Wilson Ferreira pela Foco (2018)
>>> Marketing de Nichos de Alexandre Luzzi las Casas pela Atlas (2015)
COLUNAS >>> Especial Arte

Quarta-feira, 29/8/2001
Mas isso é arte???
Daniela Sandler

+ de 6900 Acessos
+ 3 Comentário(s)

Yara Mitsuishi

“Mas isso é arte???” Você talvez já tenha feito essa pergunta. Eu já perguntei, diante de muita instalação em galeria de arte, como por exemplo um monte de saquinhos de vômito de avião, olhando em redor para ver se algum especialista definia a palavra. “Arte”, o que é? Não adianta olhar no dicionário. Não estou falando dos muitos sentidos do termo nem da definição clássica. Estou pensando na conotação especial, mágica – fetichista, se quiserem –, mística que acompanha a idéia de objetos artísticos, artistas, criação, obra de arte.

Quando os modernos, no começo do século 20, romperam a representação figurativa da realidade com manchas coloridas ou formas geométricas, muita gente torceu o nariz. “Mas isso é arte???” Horror dos horrores, aqueles quadros e esculturas expostos poderiam ter sido feitos por uma criança! Ou talvez as formas e cores distorcidas fossem o produto de mentes degeneradas, como diziam os nazistas! Alguns temiam que fosse simples tiração de sarro. Público e críticos – incluindo Monteiro Lobato com o célebre ataque a Anita Malfatti em “Paranóia ou Mistificação?” – reagiram muitas vezes com violência.

O curioso é que, hoje em dia, quase cem anos depois, as obras modernas estão devidamente consagradas pelas instituições que ditam as normas culturais (museus, faculdades, livros...), e a situação se inverteu. Boa parte do público e críticos de arte vai torcer o nariz diante daquilo que, há um século, parecia seguramente ser arte: paisagens, retratos, representações fiéis e convencionais da realidade, pinturas acadêmicas. Quadros que você pode ver na loja do Roberto Camasmie (com o devido outdoor eletrônico), na Praça da República, em algumas galerias de arte comerciais. “Mas isso é arte???” De novo, o coro escandalizado – e violento.

Berço e cadeirão

Lembro-me de uma visita ao Masp há dez anos. Eu estava no terceiro colegial e fui com amigos mostrar nosso museu a um intercambista canadense. Lá no andar de baixo, junto às rampas vermelhas, arte contemporânea brasileira. Um dos artistas expunha três obras (todas intituladas “Sem título”, como sempre): um berço, uma banheirinha suspensa de bebê e um cadeirão. As três peças eram evidentemente da mesma linha, pois o plástico que as revestia tinha a mesma estampa. As peças estavam meio detonadas: plástico rasgado, manchas de tinta, revestimento descascado.

Veja bem: éramos um grupo privilegiado em termos artísticos. Tínhamos aula de história da arte, conhecíamos as inovações modernistas, freqüentávamos museus. Mas foi demais. Não gastamos muito tempo vociferando: estávamos nos divertindo. Meu amigo jogou sua mochila no chão, no meio do piso, e eu passei em volta da mochila, admirando: “Oh que obra de arte profunda!” Tudo virou obra de arte – ou melhor, tudo virou piada: a mochila, a lata de lixo, nós mesmos em pose de estátua, a pedra do piso. Rindo castigas mais (assim está em O Nome da Rosa, e com razão), mas rir não resolve o nosso problema.

Tenho de confessar, se é que os mais atentos já não pensaram nisso: faço doutorado no Departamento de... História da Arte! Devia já ter chegado a alguma conclusão, não? Não. Tenho a desculpa confortável de que o meu negócio é arquitetura, não arte. Arquitetura é mais fácil: está na interseção entre arte e utilidade, criação e técnica.

Mas a desculpa não me convém. Digo com todas as letras que, mesmo tendo feito cursos sobre arte, lido textos teóricos, mesmo estando rodeada por historiadores da arte e por artistas, eu não tenho a resposta para a pergunta: “Mas isso é arte?”

Em parte porque o tema é complexo demais (e, enquanto eu escrevo esse texto, vou pensando em dezenas de implicações e desdobramentos que gostaria de citar aqui – o que não farei, para não transformar a coluna em mau ensaio acadêmico). Em parte, porém, há outro motivo mais importante: porque arte é definida historicamente. Socialmente. Não é como uma cenoura, por exemplo, que é cenoura para mim, para você, para o coelho e para Picasso. Que sempre foi cenoura desde que cenoura apareceu na Terra (independente do nome que lhe damos).

Arte, como outros termos abstratos e complexos, tem significado contigente e sempre em transformação. Muda o que nós entendemos por arte, mas não só isso: muda tudo. Muda a maneira de produzir arte, mudam os artistas, e muda o produto final. Quando o produto muda, muda também nossa maneira de olhar, perceber e reagir. E, por fim, muda o conceito, afetado por tudo isso – e por sua vez afetando todos esses modos também.

Todas essas mudanças não são gratuitas. As condições de vida mudam, a tecnologia progride, o mundo material que nos rodeia se transforma; as relações sociais também se modificam, as crenças, os valores; os eventos históricos se sucedem, e, pensando assim, não é de surpreender que mudem as obras de arte, assim como as roupas, as comidas e até os corpos (ou os ideais de beleza).

Poder místico

Mas e o tal poder mágico ou místico da obra de arte? Será que é só porque está no museu? Não haverá algum critério?

Sempre penso em como tudo começou. As primeiras obras de arte foram as pinturas nas paredes das cavernas e as estatuetas femininas. Esses objetos tinham funções mágicas ou místicas: atrair sucesso na caça ao bisão, garantir fertilidade. Por que sua importância cultural? Porque testemunham a capacidade para o pensamento simbólico e abstrato, a representação de eventos por meio de ícones, a atribuição de significado a determinadas formas. Não apenas a raiz do pensamento simbólico: também a origem do contrato social, já que o significado dos desenhos ou amuletos era uma convenção, um acordo entre os membros de um grupo (voltamos aí ao caráter convencional, socialmente definido, da arte).

A arte, na origem, tinha esse poder mágico. Não surpreende que a arquitetura grega seja magnífica em templos dedicados aos deuses, ou que boa parte da produção estética e intelectual da Idade Média tenha sido sacra. Quando penso nisso, penso que é como se essa conotação mística e religiosa tivesse impregnado nossa expectativa em relação à arte até hoje – como se isso tivesse sobrevivido às outras mudanças (ou quase – há gente que vê arte de um ponto de vista puramente intelectual; há também os cínicos).

É nisso que eu penso quando vou a um museu. Quero dizer, quando vou ao museu como eu mesma e não como doutoranda em Estudos Culturais e Visuais. Eu me ponho diante da obra e, no meio de toda a análise formal ou histórica, sempre me faço uma espécie de pergunta, ou me abro para a resposta que a obra pode me dar: pode ser um insight, um sentimento, um estímulo ao pensamento, uma cadeia de associações-livres... às vezes a obra faz um comentário político, às vezes me emociona, às vezes traz uma lembrança. Uma obra que é significativa, para mim, vai me atingir de alguma dessas formas, antes mesmo que eu formule a questão: “Mas isso é arte?”

Sei que alguns hão de discordar da maneira jocosa com que me referi, no começo do texto, a uma obra da artista Jac Leirner – a tal obra que usou um monte de saquinhos de vômito, e que ganhou certa notoriedade por conta disso. Sem nenhuma intenção de ofensa, eu comecei a tentar lembrar como era a obra, para poder descrevê-la aqui. Não lembrava se eram costurados, se era em forma de corda, se era em forma de manta, se eram amontoados... Só lembrava que era um monte de saquinho de vômito junto (sem vômito, diga-se). Achei minha falha de memória significativa. Afinal, só o que lembro, em relação à obra, são os saquinhos de vômito. Uma instalação que é lembrada por isso – e não por sua “mensagem” artística ou por suas qualidades formais: gente, preciso dizer mais???

Antes que meu tempo acabe, uma última consideração: embora eu me deixe envolver por objetos artísticos (até já chorei diante de gravura em museu), sou contra a confusão entre arte e “arteterapia”. Acho bacana que qualquer um possa socar argila ou empunhar pincéis para exorcizar fantasmas (ou divertir as mãos), mas não é isso que faz do produto uma obra de arte. Do mesmo modo que o meu diário não é literatura.

Para quem se interessar pelo assunto, recomendo o texto “A Obra de Arte na Era da Reprodução Mecânica”, do Walter Benjamin. É um texto, por assim dizer, básico. Benjamin tem um estilo fluente, solto, nada empoeirado. É um dos textos que mais me ajudaram a entender o que é arte.


Daniela Sandler
Riverside, 29/8/2001


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O gosto da cidade em minha boca de Elisa Andrade Buzzo
02. A utopia das paredes de vidro de Carla Ceres
03. Para gostar de ler? de Ana Elisa Ribeiro
04. Flip 2005 de Julio Daio Borges
05. De outra volta ao Brasil de Eduardo Carvalho


Mais Daniela Sandler
Mais Acessadas de Daniela Sandler em 2001
01. O primeiro Show do Milhão a gente nunca esquece - 8/8/2001
02. Quiche e Thanksgiving - 21/11/2001
03. A língua da comida - 29/5/2001
04. Mas isso é arte??? - 29/8/2001
05. Notícias do fim-do-mundo - 24/10/2001


Mais Especial Arte
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
19/10/2001
00h00min
Daniela, gostei da matéria e gostaria de saber exatamente em que livro do Walter Benjamin está esse texto.Abração do Mário!
[Leia outros Comentários de Mário G. Montaut]
2/10/2002
08h13min
Oi, Gostei do texto. Gostei principalmente pq, apesar de dizer o q acha de certas "representações artísticas", vc deixou em aberto q quem pensa o contrário não é exatamente um idiota, expediente muito comum em alguns de seus colegas de digestivo. Parabéns
[Leia outros Comentários de elvis]
28/12/2013
10h11min
Fico com Braque, Gerhard Richter e tantos outros artistas que ao longo de toda história disseram a mesma coisa com palavras diferentes: Falar sobre arte, explicar a arte, é desnecessário. Da primeira metade do século XX pra cá, principalmente, o observador passou a exercer papel fundamental nas obras. Percebeu-se que interpretações múltiplas podiam e deviam ser aceitas, o que não anula a questão do contexto histórico e da intenção do artista, apenas se torna, no mínimo, igualmente importante.
[Leia outros Comentários de Raphaela]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




RUMO AO PORTUGUÊS LEGÍTIMO, LÍNGUA E LITERATURA 1750 - 1850, COL. ENSA
AMÉRICO ANTÓNIO LINDEZA DIOGO E OSVALDO MANUEL ...
ANGELUS NOVUS
(1996)
R$ 31,15



PRÉCIS DE MÉDECINE LÉGALE
A. LACASSAGNE
MASSON ET CIE
(1909)
R$ 117,60



HISTÓRIAS INFANTIS, PARA ADULTOS
JORGE LINZMEIER
ANDARILHO
(1998)
R$ 9,33



THE WOODS
HARLAN COBEN
PENGUIN USA
(2008)
R$ 20,00



ESTAÇÃO TERRA - COMUNICAÇÃO NO TEMPO E NO ESPAÇO -
DORA INCONTRI
MODERNA
(1991)
R$ 7,00



OS DOIS BRASIS (VOLUME 335 BRASILIANA) - 4509
JACQUES LAMBERT
COMPANHIA NACIONAL
(1969)
R$ 10,00



O ESTRELA DE PRATA E OUTRAS AVENTURAS DE SHERLOCK.
CONAN DOYLE
EDIOURO
R$ 6,90



CABEÇA DE HOMEM
LEO JAIME
AGIR
(2014)
R$ 12,00



THE FINAL DETAIL
HARLAN COBEN
DELL BOOKS
(2011)
R$ 15,00



ROBINSON CRUSOÉ
DANIEL DEFOE
L&PM
(2010)
R$ 19,90





busca | avançada
74271 visitas/dia
2,0 milhões/mês