memórias péssimas de brás cubas | Fabio Danesi Rossi | Digestivo Cultural

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Segunda-feira, 3/9/2001
memórias péssimas de brás cubas
Fabio Danesi Rossi

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+ 1 Comentário(s)

Yara Mitsuishi

Deixemos de lado os advogados, os políticos e os ladrões; é a existência do vício que dá valor à virtude; elimine-se o mal do mundo, e de lambuja vai-se o bem. Sim, deixemos de lado os advogados, os políticos e os ladrões. Eles não subvertem a natureza e talvez, sem o saber, colaboram com ela. São honestos em sua desonestidade.

Lutemos sim contra os professores de literatura de colégio e cineastas que adaptam obras literárias. Estes não se contentam em se contrapor aos valores mais importantes; disfarçados, fingem promovê-los para melhor arruiná-los; ao praticar o bem, destroem-no. Infiltram-se nos corpos literários fingindo-se vitaminas, e então mostram-se parasitas. Sugam toda a força da obra e arremessam o bagaço na cabeça de seus alunos, discípulos ou espectadores. Transformam o que é bom em ruim. O que é verdadeiro em falso. Sempre protegidos pelo maldito disfarce que nos impede de colocá-los abaixo dos criminosos comuns; ao contrário, ainda os remuneramos pela exemplar divulgação desta curiosa coisa chamada cultura.

Meus amigos, acabemos com esses professores e esses cineastas; aí poderemos sonhar com um mundo melhor.

Esses foram os meus pensamentos à saída do cinema, na última quinta-feira. Havia acabado de assistir Memórias Póstumas, adaptação do clássico de Machado de Assis. Não sei como, mas meu gosto pela leitura sobreviveu aos meus professores de literatura. Durante anos, eles tentaram destruir Machado de Assis, Raul Pompéia, Lima Barreto, Graciliano Ramos. Em pouco tempo, os cérebros menos iluminados de minha classe, junto aos espíritos menos profundos, haviam capitulado. Machado de Assis era tão insuportável quanto José de Alencar (este verdadeiramente insuportável). Literatura era sinônimo de tortura. Dessas medievais, membros esticados, empalamentos, etc. Eu, diferentemente da maioria, me dispunha aos sacrifícios. Caminhava de boa vontade à fogueira, esticava a minha cabeça à guilhotina e dispensava o carrasco com um sorriso: deixe que eu mesmo aciono esse troço.

Memórias Póstumas de Brás Cubas era meu instrumento de tortura predileto. Tenho o hábito de sublinhar a lápis as passagens literárias que mais gosto; em minha cópia de Brás Cubas, não há uma única linha não sublinhada. Declaro, portanto, guerra a todos aqueles que o deturpam, que o estragam, que o fazem parecer superficial ou chato.

Não ousem mexer com a minha donzela de ferro.

André Klotzel ousou. Escreveu o roteiro e, graças às leis de incentivo cultural (leia-se nosso dinheiro) filmou Memórias Póstumas.

Primeiro, devemos encarar os fatos de frente:

1) não temos atores suficientes no Brasil para filmar um longa com mais de dois personagens;

2) todos os nossos roteiristas morreram antes da invenção do cinema, ou em seu primórdio.

Posto isso, é necessário que nos perguntemos: por que filmar um clássico da literatura? E ainda: por que filmar um clássico da literatura sem atores ou roteirista? Vamos combinar o seguinte: eu respondo a primeira pergunta, o leitor a segunda.

Só vejo dois motivos para se filmar um grande livro: torná-lo acessível à massa de iletrados que compõe a juventude de hoje em dia ou abrir o apetite daqueles que não tiveram contato com a obra, mas que poderiam lê-la e saboreá-la.

Agora é a vez de vocês responderem a segunda questão.

Vamos ao filme. Memórias Póstumas não mostra o livro aos iletrados; contenta-se em oferecer um resuminho sem-vergonha, que talvez só sirva, e male male, a vestibulandos. O senhor Klotzel colocou Reginaldo Faria como o velho Brás Cubas, que, como no livro, comenta momentos de sua vida. Mas, provavelmente acreditando que Machado não escrevia tão bem, reescreveu vários trechos, atrapalhando assim o estilo insuperável do escritor. Há comentários que ficam pela metade, outros são inseridos no filme apenas por serem famosos. Por exemplo. Quincas Borba, amigo de infância de Cubas, janta com este e, ao comentar sua filosofia, o Humanitismo, diz, assim, sem mais nem menos: "Ao vencedor, as batatas". Primeiro, a frase foi extirpada do livro posterior de Machado, Quincas Borba. Segundo, o pobre espectador que não leu Brás Cubas nem Quincas Borba, fica a ver navios, sem a mínima idéia do que seja o tal do Humanitismo e por quê diabos as batatas devem ser dadas aos vencedores. Enquanto trechos importantíssimos do livro ficam de fora, alguns comentários do Cubas são repetidos à exaustão. Em determinado momento do livro e do filme, Cubas tem um rápido romance com uma menina bonita, mas manca. No livro, Cubas diz: "Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa! Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio"; e então se pergunta: "Por que bonita, se coxa? por que coxa, se bonita?". No filme, ele se faz essa pergunta umas dez vezes, realmente incomodando o espectador pela persistência enlouquecida da repetição.

O filme não cumpre nenhum dos papéis que lhe caberia; não ilustra o livro tal qual ele é, nem serve de petisco àqueles que teriam interesse em degustar a obra de Machado. As atuações são de constranger a mais serena criatura. A velha que faz Dona Plácida, uma empregada de Cubas e de sua amante, Virgília, é genialmente ruim. A cena em que ela vê o marido de Virgília se aproximando e avisa o casal adúltero, é de rolar de rir. Disparada a melhor pior atriz que já vi. A moça que faz Virgília chega perto, mas ainda precisa treinar bastante para se aproximar ligeiramente da incompetência suprema da velha Plácida. Entretanto, falta-lhe um certo de talento para que sua presença em cena deixe de ser irritante. Seria demitida mesmo se tentasse a sorte como espantalho. Apesar disso, a grande cena do filme é um diálogo entre ela e o jovem Brás Cubas (interpretado, muitas aspas em interpretado, por um rapaz inescrutável que não deu certo nem nas novelas da Globo - tire daí a conclusão do talento do ator, muitas aspas em ator). Ela está de partida. Vai morar longe com o marido. Cubas a encontra numa festa. Ela diz algo assim: "Temos que nos dar adeus". Ele diz algo assim: "Estou desolado". Ela: "Eu também". Ele: "Estão nos olhando". Ela: "Quem?" Ele: "Adeus, Virgília". Ela: "Adeus". Imagine esse diálogo entre um manequim de plástico e um muro de concreto. Imaginou? Você está na pista certa. Continue descendo e vislumbrará a qualidade da cena.

Tenho, porém, que deitar elogios ao Reginaldo Faria. E sem ironia. Ele salva o filme do ridículo absoluto. Quando Memórias Póstumas venceu o Festival de Gramado, Klotzel dedicou o prêmio ao ator. Pelo menos nisso, eu e o Klotzel concordamos.

Mas se você acha que eu sou um cara chato, que o filme deve ser bom, etc, e por ventura queira assisti-lo no cinema, aceite pelo menos uma recomendaçãozinha minha: leve no bolso algumas caixas de emplastro Brás Cubas. Juro que ajuda. E se você não sabe o que é o tal do emplastro, antes de ver o filme, se der, dê uma lida no livro.


p. s.
Se um diretor brasileiro resolvesse refilmar A Noviça Rebelde, pode apostar que faria as freirinhas ficarem peladas em algum momento do filme. Não é que o Klotzel deu um jeito de mostrar os peitinhos de Virgília e o adorável corpo de Nhã-loló? Afinal, é filme nacional, porra! Só ficou faltando mesmo os palavrões.


meu primeiro hai-kai (em homenagem a todas as mulheres)
Quero elas
Mas sem
As querelas


o valor da ciência

A curiosidade não matou o gato; mostrou que ele já estava morto.


citação da semana
"O mal da ficção é que ela faz sentido demais. A realidade nunca faz sentido."
Aldous Huxley, em O Gênio e a Deusa.



Fabio Danesi Rossi
São Paulo, 3/9/2001


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22/10/2001
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