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Segunda-feira, 1/11/2010
Comentários
Leitores

Um texto infeliz
Fabio, achei que o Saul Bellow te atrapalhou, dava para emplacar mais um montão de asneiras e depois voltar com a desculpa esfarrapada que "nada nestas linhas é tão sério", afinal, o DC é humorístico e cultural... A qualidade do texto é sofrível, parecia os projetos da professoras primárias que ele detonara, o tema de uma originalidade inquestionável, porém nada me pareceu mais pertinente que os elementos e as conclusões que ele utilizou para caracterizar seus personagens: comunistas, nordestinos, peruas, velhos e as garotas bonitas e vulgares; sei não... Não posso deixar de registrar a completa desconexão com a cena polí­tica, utilizando-se de estereótipos da guerra fria de quando a América Latina era a latrina oficial do Tio Sam. O que possa haver da proveitoso nesta prosa rala e juvenil talvez seja a animosidade que provoque, mas nem neste aspecto percebo o humor ácido que costuma permear este gênero. Enfim, uma oportunidade infeliz oferecida a alguém que desconhece o que seja texto em forma e conteúdo e que teve oitenta por cento do lixo redigido resgatado por vinte por cento do Saul Bellow. Fabio, caso você algum dia escreva algum texto que se pretenda sério, e que contenha ao menos dois parágrafos escritos de forma adulta e consequente, por favor, submeta-o ao bom senso para que não tenhamos que falar mal das universidades responsáveis (?) pela sua formação.

[Sobre "os universiotários"]

por Dudu Oliveira
1/11/2010 às
12h04

Antes de falar, dê aulas
Caro, dê aulas em faculdades privadas e em públicas. Depois me conte. A depender do que você quer ser quando crescer, as públicas serão mais humanas e mais preocupadas com educação. Não é seu caso, claro, que ataca os discordantes com uma coluna que o empodera. Chamar os discordantes de fracos e tal não resolve. De qualquer forma, você não é professor, certo? Parece que escolher essa carreira é, para você, assinar atestado de fracassado. Bom mesmo é ser jornalista chique. Quem trabalha em instituições privadas, em média, não está tão satisfeito quanto pode lhe parecer. Ah, e é bom lembrar que não é só salário que faz a vida e a emoção de muito professor. Tem mais coisa no meio desse caminho (tão simplificado por você). Não use sua coluna como espaço para humilhar seu leitor.

[Sobre "os universiotários 2 - a revanche"]

por Ana Elisa Ribeiro
1/11/2010 às
02h04

Coisa de burguês
Se tem uma coisa legal neste país é o crescimento do ensino público superior, o que não exclui a necessidade de investir no ensino básico. Não entendi a absurda contraposição que o texto faz. Coisa de burguês do Morumbi mesmo. Tem sua coerência.

[Sobre "os universiotários"]

por Ana Elisa Ribeiro
1/11/2010 à
01h58

O futuro parece sombrio
Adorei, disse tudo e mais um pouco. Acho muito engraçado as pessoas falarem com tanto gosto das universidades públicas como se elas fossem um presente pro povo. Estudei em uma universidade estadual e só o que vi lá dentro foram filhinhos de papai que estudaram nas melhores escolas particulares a vida toda e que tinham seus carros no estacionamento. A universidade pública neste paí­s é só pra ricos... Muitas vezes também vi professores com um ego maior que o mundo se achando a última bolacha do pacote e fazendo a vida dos estudantes um inferno por pura malícia, portanto, não digam que eles têm vontade de ensinar. E também é fato que hoje a educação no Brasil decaiu, mas não foi só nas escolas, faltam valores e propósitos. Hoje temos leitores vorazes que leem 50 livros por mês, mas pergunte se eles entenderam o que leram, pergunte se isso acrescentou alguma coisa? Vivemos no mundo das aparências, onde se compete pelo número d livros lidos, o número de opiniões que se dá. É triste, mas o futuro parece sombrio. Parabéns pelo texto.

[Sobre "os universiotários"]

por Samantha Abreu
31/10/2010 às
09h53

Democracia: mão de duas vias
Quer saber o que eu acho MUITO irônico? No primeiro "Tropa de Elite", é o "playboy" que critica o governo e a polícia durante aquela roda da turma de direito, depois é ele quem vai no morro comprar a droga pra vender na faculdade, ele quem ajuda a armar para o policial e, por fim, é ele quem está na passeata para protestar contra violência do Rio em prol dos amigos que foram assassinados. Adorei essa ironia, pois mostra como funciona a máquina. Realmente, concordo com você, tem o direito de fazer o que bem entender com sua vida - todos temos - mas também temos o dever de assumir a responsabilidade por nossos atos. "Democracia" é uma palavra bonita na boca do povo, "liberdade" também, todo mundo adora proferi-la, mas quantos entendem que é uma mão de duas vias?

[Sobre "por que as drogas devem ser legalizadas"]

por João O. Trindade Jr.
31/10/2010 às
07h39

Importar leis não é solução
Fabio, sua opinião considera uma sociedade igualitária, justa. Considera resolver um problema achando que os demais serão resolvidos. Realmente é mais fácil mandar a polícia prender os traficantes - acabar com o comércio - do que educar nas escolas, mas devemos nos perguntar o quanto nossa sociedade é "justa" e desenvolvida para essas ideias. A Holanda é super liberal, mas a mentalidade cultural daquele povo está naquele nível. Os EUA consomem muito, mas são outro país, outra origem e, principalmente, outra mentalidade. Nem sempre importar leis funciona ao pé da letra em algum lugar, é preciso observar bem isso. Você viu "Meu nome não é Johnny"? Estranho como um playboy da zona sul recebeu como pena um "deficiente mental", enquanto tantos outros da zona norte provavelmente estariam apodrecendo na cadeia. Não é uma sociedade igualitária. E sim, realmente o governo não tem o direito de meter o bedelho na sua vida, mas você tem justamente a obrigação de zelar pela sociedade.

[Sobre "por que as drogas devem ser legalizadas"]

por João O. Trindade Jr.
31/10/2010 às
07h32

Fiquei decepcionada
Me decepcionei com o Digestivo Cultural. Esse artigo é tão raso quanto uma colher de mexer cafezinho, além de ser super preconceituoso.

[Sobre "os universiotários"]

por Ana Clara Bianchi
31/10/2010 às
03h15

Avaliação de um cruzeiro
Você fez as definições mais reais sobre um cruzeiro no Brasil. Também me aventurei em fevereiro deste ano por Punta, Buenos Aires e Montevidéo, só que pela MSC, no Música. Realmente o navio é um luxo, mas os serviços ruins, principalmente a comida. Em Punta, não fiz o pacote de passeios do navio porque queria conhecer o restaurante La Huella. Demoramos tanto para descer que não deu tempo. Foi frustrante, mas procurei me divertir e até que valeu a pena. Beijos.

[Sobre "Cruzeiro marítimo: um espetáculo meio mambembe"]

por Rose Sarri
30/10/2010 às
18h24

Magoada, mas com esperança
Foi muito bom ler você, cara professora. Com certeza você não ensinaria seus filhos a serem diferentes de seus pais. Quem obterá maior estabilidade financeira não será o que ganha mais, mas poderá ser o que mais souber economizar. Alguns ricos talvez fizeram isto e, claro, você não iria generalizar, que ricos seriam apenas os que ganham ou roubam. Ambos existem. Quando alguns confundem moral com ética já começa a ficar preocupante. Perde-se o básico e apega-se às normas para recondução à condição de ética. É como ter legisladores orgulhosos pelo numero de leis que apresentam, mas não cumprem as que existem. Respondo no sentido amplo de apoio ao seu texto, apenas com uma ressalva, que estou certo, você escreveu para o momento do contexto, mas não para a sua vida, pois guerreira pode até ficar magoada, mas não perde a esperança.

[Sobre "O país dos imbecis"]

por Celito Medeiros
30/10/2010 às
14h58

Pioraram todos
Há um outro lado, discreto e não menos ordinário, dos coitadinhos: onde estão os sindicalistas, representantes do "operariado" e da "classe trabalhadora"? O que fazem? Seus associados moram em favelas, usam um transporte público deplorável, dependem do calamitoso SUS, têm ensino público abaixo do sofrível. Então? Não fazem nada para mudar a história. Fazem "articulações" insuflam a "luta", se elegem vereadores, deputados e o que mais sabemos. Fazem política. Lutam pelo poder. Quem é que deveria representar os barrigudinhos, os mal vestidos etc? O que é que a representação dos professores faz, realmente, para melhorar a vida deles? O ensino vem perdendo qualidade desde 1960. Pioraram currículo, professores e alunos. Um País de imbecis, sem dúvida. Uma colônia extrativista transformada em abrigo para um rei fujão. Um País por acaso... Há muito o que fazer para construir a dignidade da Nação. Como Pátria, segue amada, salve, salve.

[Sobre "O país dos imbecis"]

por Raul Almeida
30/10/2010 às
12h05

Julio Daio Borges
Editor

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