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Terça-feira, 16/4/2002
Comentários
Leitores

MST e Arafat
Já que ninguém respondeu à Marli (c. # 32), lá vai: quem está lá é um tal de Lil, do MST, militante da esquerda brasileira que foi acompanhar o Bové, militante da direita francesa, rico produtor de queijos que, de tão caros, só são vendidos nos USA e no Japão. Mas como atacou um MacDonald's que lhe fazia concorrência, passou a ser ídolo do PT e do MST. Vá lá se entender estes caras!

[Sobre "O injustificável"]

por Heitor De Paola
16/4/2002 às
11h16

parabéns e obrigado
Caro Daniel, anos atrás trocamos alguns emails (certamente você não se lembrará) e você me contou que o Paulo Francis havia lhe dito: "Sua propria existencia é uma prova de que o Brasil melhorou", acrescentando depois não concordar com ele. Acompanhando seus textos no Estado, lendo esse seu belo ensaio sobre a falta de ensaios, e vendo na pequena imprensa o surgimento de colunistas como a Daniela Sandler, o Alexandre Soares Silva, o Paulo Salles, o Rafael Azevedo (pra citar apenas alguns que escrevem ou já escreveram para o Digestivo), todos eles jovens, inteligentes e talentosos, e pela repercussão que o Digestivo tem alcançado principalmente entre leitores na faixa dos 20 e 30 anos, chego a acreditar - talvez seja um delírio - que o Paulo Francis estava certo. Parabéns e obrigado por continuar nos oferecendo textos a um só tempo simples e sofisticados. Um abraço, Fabio.

[Sobre "A pequena arte do grande ensaio"]

por Fabio
16/4/2002 às
10h53

Árabes por árabes
Para ter idéia do que os árabes dizem em árabe, porém traduzidos para o Inglês, sugiro o site: www.memri.org

[Sobre "O injustificável"]

por Heitor De Paola
16/4/2002 às
10h12

ah, tão fina ironia...
Eduardo, é tão fácil, quando faltam argumentos, tentar ridicularizar o que o outro disse... é o artifício mais fácil, mais rasteiro, revela preguiça e demonstra despreparo, além de uma imensa falta de vontade de debater. Confesso que esperava um pouquinho mais de você, mas, afinal, esperar o quê de quem acha que os homens-bomba um "direito" (sic) dos palestinos? A propósito, Weiss não é um nome judeu, e sim alemão, quer dizer "branco". Saudações, Rafael. P.S. Aprenda a ler com atenção, eu disse que o historiador "NÃO coincidentemente" tinha um ponto de vista parecido com o meu. Você parece padecer de um mal comum a muitos brasileiros, causado pela falta de leitura na infância: lêem tudo muito rapidamente, sem prestar a atenção devida. Estimo melhoras.

[Sobre "O injustificável"]

por Rafael Azevedo
16/4/2002 às
09h24

78% do quê?
Eduardo citou o "fato" de Israel ter apropriado 78% da Palestina. Me parece, no entanto, que até 1946 a Palestina (Britânica) incluia tanto Israel, quanto a Cisjordânia e até a Transjordânia (hoje conhecida como Jordânia). Em 1946, 80% da Palestina foi dada aos árabes, para os restante 20% serem distribuídos entre árabes e judeus. 78 % de 20% são aproximadamente... 15%. Os judeus receberam 15% da Palestina Britânica, enquanto que os árabes receberam 85%. Depois da guerra dos 6 dias, Israel conquistou mais 5%, chegando aos 20% que tem hoje. Digo e repito, para tomar partido...

[Sobre "O injustificável"]

por Daniel Feldman
16/4/2002 às
09h20

o bem e o mal 2
É verdade. É melhor pararmos por aqui. Afinal de contas, só vc entende do assunto, só vc sabe tudo o que se passa. Seus dados e suas fontes são mais confiáveis e até o historiador que esteve na tv cultura era o que mais entendia do assunto porque, "coincidentemente", tinha um ponto de vista parecido com o seu. E, realmente, não dá pra comparar os mísseis com os homens-bomba. Talvez na estupidez, sim, mas não no poder destrutivo. E o Emir Sader, de nome árabe... e o Weiss, de nome judeu? Todos pareciam tão pro-palestina, né? Deve de ser algum complô da tv cultura... Eduardo

[Sobre "O injustificável"]

por Eduardo Luedy
16/4/2002 às
09h12

O bem e o mal
Eduardo, se sou tendencioso, sou exatamente tanto quanto você; nem um pingo a mais, nem a menos. A única diferença é que inclino-me a favor de Israel, e você dos Palestinos - mas você, curiosamente, parece só ver a minha parcialidade. Espelho, espelho meu... Quanto a comparar os atentados covardes com os mísseis israelenses, isto é de um ridículo que sinto vergonha em comentar. Os mísseis não são direcionados a supermercados ou feiras, lotadas de mulheres, crianças e idosos, como a carros com homens-bomba dentro(responsáveis por aquilo que talvez seja o ato de terror mais bárbaro já concebido na história da humanidade); são direcionados a terroristas conhecidos de Israel, pessoas com culpa comprovada no cartório. Essa história de que explodir outras pessoas é um direito de resistência é um dos maiores absurdos já imbutidos na cabeça da humanidade; mas é o discurso dos países árabes, que você parece ter assimilado direitinho. Se você segue a cartilha deles, com que direito vem me julgar porque eu supostamente seguiria a cartilha dos judeus? A história de que os árabes querem empurrar Israel para o mar não é "historinha" não; credito esse seu deslize à juventude, e ao desconhecimento. Recomendo que leia, na internet mesmo, os sites e jornais árabes para que você entenda um pouquinho mais o ponto de vista deles. Arafat tem um discurso pronto para o mundo ocidental, para a CNN, onde pede a paz, e outro para sua população, para a Al-Jazeera, para os canais palestinos, onde exorta a violência e louva os homens-bomba; nas escolas as crianças são ensinadas a repetir em voz alta que seus inimigos são os judeus, e que darão a vida para matá-los. Os mapas da Palestina que utilizam estendem o território da Cisjordânia ao Mediterrâneo, de Golam a Gaza. É claro, é fácil ver a Globo e ficar chocado; afinal, além de mostrarem um só lado da questão, fazem questão de ressaltar o que julgam brutalidade, ignorando as coisas que o exército israelense faz para não se igualar ao mesmo nível de desumanidade dos palestinos. Além do mais, guerra é guerra; não se pode esperar que o exército israelense deixe jornalistas circular livremente por áreas ocupadas, possibilitando que militantes palestinos prontos a se explodir circulem disfarçados de jornalistas. Também vi aquele bando de palpiteiros no Roda Viva; não havia uma pessoa ali que entendesse do que falava. O que se aproximava mais de uma opinião coerente era o historiador, que não coincidentemente tinha um discurso bem similar ao meu, do Heitor e do Eliahu. O William Waack também tinha seus momentos de lucidez; agora, aquele sujeitinho da Folha e o Emir Sader, chegaram a me dar golfadas enquanto assistia os impropérios que eles proferiam. Emir Sader é um dos maiores lunáticos do mundo atual, para quem tudo resume-se a uma paranóia colonialista. Pisada na bola da TV Cultura, que colocou um comentarista de nome e descendêcia árabe para comentar o assunto mas esqueceu-se do ponto de vista judeu. O mais curioso do Sr. Sader é que ele critica Bush pelo suposto simplismo de sua visão, da guerra contra o mal, mas recai ele próprio num maniqueísmo ainda mais virulento, julgando ruim tudo que tenha relação com o monstro imperialista americano e bom tudo o que tenha a ver com essas nações bárbaras que ele julga se "oporem" ao grande satã americano. Mas enfim, estou cansando desta discussão, pois dificilmente opiniões serão mudadas. Canso de dar argumentos, repeti-los, mas parece que de nada adianta; as opiniões formadas (brainwashed) pela mídia tomaram conta das pessoas de tal maneira, que a imagem que fica na cabeça de todos que nada entendem do assunto é a dos palestinos coitadinhos sofredores, enquanto os israelenses são os opressores, bancados pelos diabos americanos. Maniqueísmo puro, pior que o do Bush; mas pra essas pessoas o maniqueísta e imbecil é o Bush. Well... Saudações, Rafael.

[Sobre "O injustificável"]

por Rafael Azevedo
16/4/2002 às
08h11

tendenciosismo
Ao Rafael, ao Eliahu e de quebra ao Heitor. É inacreditável a imparcialidade de vocês. Ainda que pese o fato de que Eliahu é judeu e como tal totalmente pro Israel--até defendendo Sharon--e contra as ações palestinas--justificadamente quando condena a violência contra civis inocentes. Mas aí eu pergunto, já que o Rafael toca na questão de quem é mais violento e injusto quando me desafia a explicar a legitimidade dos atos dos homens e mulheres-bomba. Pois eu pergunto: qual é a diferença entre enviar mísseis e matar inocentes palestinos, ainda que isso ocorra como Eliahu disse, como "side effect" (aliás, que visão mais cínica essa de acreditar que os efeitos colaterais são como que males necessários)? Me digam, qual é a diferença? Qual a diferença entre os atentados palestinos que matam inocentes num restaurante e a tragédia de famílias inteiras de palestinos que vêem suas casas sendo varridas por imensos tanques de guerra? Qual a diferença entre o terrorismo de estado de Israel e os homens-bomba? A diferença, meus caros, é que morrem muitos mais palestinos do que judeus. A diferença é que desde que Sahron começou sua ofensiva ultra violenta morreram mais judeus em atentados terroristas do que em todo a história do conflito. Isso é um fato e é sobre esse fato que vocês, pró Israel, deveriam refletir. E, sim, eu acho que é um direito dos palestinos de reagir da maneira como podem. É um direito (ainda que eu desejasse que os conflitos fossem abordados de outra maneira, preferivelmente pacífica) porque reage à violência dos assentamentos judeus, à violência dos seguidos desrespeitos ao tratado de Oslo. É engraçado que se fale aqui de que Arafat e companhia querem empurrar Israel para o mar. Putz! Quem empurra quem nessa história, e isso desde 1967, são os judeus, cada vez mais ocupando territórios palestinos. Será que vocês não vêem isso? Hoje vi pela tv as cenas da matéria que o Caco Barcelos fez para o jornal da globo. É chocante, é revoltante, é humilhante, o que se faz com as vilas, com os bairros palestinos. Cidades devastadas, pessoas desnorteadas nas ruas, esperando terminar o toque de recolher para buscar seus mortos. Logo em seguida, assisto ao "roda viva", programa da tv cultura de São Paulo e todos os jornalistas, historiadores, cientistas políticos, todos sem excessão concordaram neste ponto: sem que Israel recue em sua ofensiva, não haverá paz. Alguns chegaram a falar da estupidez de Sharon, pois se ele pensa que irá acabar com as ações terroristas, "cortanto o mal pela raíz", ele só estará é cultivando maior ódio contra o estado de Israel. Outros afirmaram que o pretexto pode até ser esse, mas o que Sharon quer é aniquilar qualquer possibildade de que os palestinos tenham um estado. Quanto a quem ocupou primeiro a região, concordo com o Rafael. É realmente estúpido ficar alegando isso. Afinal, como disse um dos participantes do debate da tv cultura, ao lembrar as inúmeras vezes que lá esteve para cobrir o conflito: são povos tão parecidos entre si, que poderiam ser tomados como irmãos. No fim das contas, fica a estupidez do conflito como uma grande alegoria da irracionalidade da humanidade. Eduardo Luedy

[Sobre "O injustificável"]

por Eduardo Luedy
16/4/2002 à
00h10

Obrigado
Golsen, uma prática militar muito antiga sempre foi bombardear os soldados inimigos (cansados, esfarrapados, desesperados) com folhetos do tipo: "Venha para o nosso lado! Você será bem tratado! Receberá comida, bebida, roupas quentes!" Esse texto foi a minha tentativa de fazer isso. Você será bem tratado. E, se deixou de ler HQ (pense nisso), você tem todas estas HQs para ler pela primeira vez. (E livros, e brinquedos)Mas seja de que lado for que você decidir ficar, foi um grande prazer receber a sua mensagem, Golsen- e votos de uma boa luta. Um abraço, Alexandre.

[Sobre "O Exército de Pedro"]

por Alexandre
16/4/2002 à
00h33

Brincadeiras
Li e reli esse texto mais de dez vezes e queria te dar os parabéns: você o escreveu com um bom senso que não é brincadeira. Vou confessar que nunca fui leal ao "exército de Pedro", ou seja, sempre prezei pela adultice. Aos dez anos já achava que brincar era inútil, que HQ era para imaturos e só gostava de escritores melancólicos. Minha mãe já dizia: "Menino, aproveite sua infância, porque quando você se tornar adulto vai ver o que perdeu". Só queria dizer que você me deu um cutucão com essa coluna, pois mostrou o que muitos de nós estamos perdendo por não brincar.

[Sobre "O Exército de Pedro"]

por Golsen
15/4/2002 às
21h47

Julio Daio Borges
Editor

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