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Sábado, 11/5/2002
Comentários
Leitores

Se mudar, pode melhorar...
Motivado pelo seu texto, arrisquei uma "olhada" no programa. Realmente confirma a crítica contida no texto. Há, por outro lado, um espaço aberto na mídia, para um programa deste tipo, por exemplo com a Lucia Guimarães. Valeu a sugestão e a crítica.

[Sobre "Com a calcinha aparecendo"]

por Oswaldo C. Neto
11/5/2002 às
08h41

Jornalistas e cultura
Não concordo com uma coisa no texto: a conhecida dificuldade dos jornalistas em administrar qualquer coisa que não seja palavras nos textos não foi a responsável pela derrocada de sites incríveis como o no. O que aconteceu foi uma euforia generalizada, tanto do pessoal criativo quanto daqueles que lidam com números (esperemos, também criativamente). Agora, concordo com todo o resto, principalmente o último parágrafo: "Que a única chance de sobrevivência é produzir um mix entre o besteirol e a pornografia?". É triste, mas tenho a impressão que é isso mesmo. Minha experiência de trabalho em um site grande foi exatamente essa. Tínhamos um time de primeiríssima linha, só gente competente, fazendo um conteúdo ótimo e, no entanto, os leitores pediam mais e mais sexo - uma pesquisa comprovou isso. Fotos de atrizes e atores nus (ou quase) eram mais importantes do que a cobertura em tempo real. Acho que a discussão aqui é essa mesma, exposta no último parágrafo: "Que neste país ninguém valoriza a cultura, a educação e as artes assim constituídas?". Minha resposta é: não.

[Sobre "A internet e o fim do no."]

por Maria Fabriani
11/5/2002 às
06h14

Castelo de Caras Sinistras
Dennis, Rogério, Otavio, Ricardo e Sue: as sugestões foram aceitas. Não vou mais perguntar que livros essa gente escreveu, porque bem pode ser que tenham escrito livros mesmo (influência literária: early Adriane Galisteu e late Antônio Ermírio de Moraes). Não: vamos condená-los a dar banhos nos leprosos no Castelo de Caras, como disse o Dennis. Trancados naquele castelo para sempre: políticos e juízes e "famosos". Com um boombox do lado de fora tocando É o Tcham. Essas fotos, sim, eu queria ver. Ou talvez não. Depende, realmente, do momento...Um abraço, Alexandre. PS: Uma dúvida: será que Dante fala do Castelo de Caras? Alguém lembra? Não será aquele nobre castelo do canto quarto, será? Aquele, onde "Cesare armato con li occhi grifagni" espera pela chegada de Narcisa Tamborindeguy? Unheimlich!

[Sobre "Quem é essa gente?"]

por Alexandre
11/5/2002 à
00h45

Blake
Ah, Blake...Mas o espírito de Blake nos ordena sair de vez em quando da varanda para castigar os ímpios: "I will not cease from mental fight/Nor shall my sword sleep in my hand/ Till we have built Jerusalem", etc. E só vamos conseguir construir Jerusalem nos campos verdes e agradáveis do Brasil se dermos repetidas tundas nessa gente- até que lhes caiam os cascões e eles se revelem anjos por debaixo. Sue: beijos. Não se preocupe, assim que o meu braço se canse, a gente volta para a varanda...- Alexandre.

[Sobre "Quem é essa gente?"]

por Alexandre
11/5/2002 à
00h35

Elite? Que elite?
Meninos, essa gente deve pensar que elite é a marca apagada de uma privada antiga, sem o "C"... Não sejam cruéis com os animais, chega de falar em experimentos desumanos. Dennis, basta que as "pessoas maravilhosas" com seus nomes escalafabéticos sejam forçadas a arrumar a casa depois de uma de suas festas, arrumar a casa TODA. A maioria ia baixar hospital, tenha certeza. Vamos deixar essa gente de lado, general, e voltar para sua varanda, para ler Blake... Beijos da Sue

[Sobre "Quem é essa gente?"]

por Assunção Medeiros
10/5/2002 às
21h17

Esperança
Primoroso texto. O mais fácil seria fazer todas as afirmações do penúltimo parágrafo, todas elas falsas. O brasileiro precisa aprender a ser empreendedor e essa é uma difícil tarefa, ainda mais na Internet. Mas acredito que a web tem futuro. Mas, se tiver, não será como um prolongamento da mídia impressa, como a TV não foi um prolongamento do cinema, o qual, por sua vez, não foi um prolongamento do teatro. Mas também não serão aulinhas de "hipertexto" na faculdade que vão ensinar aos jornalistas o que é a rede. Acredito que o futuro da web passa pelas opiniões e teorias contrárias às de nossa intelectualidade reinante, só para começar. Tem muita gente competente por aí, querendo dizer coisas que não são "encaixáveis" nas publicações impressas. Além disso, muitas dessas pessoas não têm diploma de jornalista e nem os doutorados e mestrados pré-requeridos para se escrever nos maravilhosos cadernos especializados dos jornais. Mas têm competência para dar e vender, são muito mais eruditos e profundos e suas opiniões não são apenas o reflexo daquilo que os leitores supostamente esperam ler (coisa que os marketeiros tanto gostam de "adivinhar"). E os próprios leitores agradecem, com seus comentários, felizes que ficam com o fato de os colunistas não os menosprezarem. Deposito grandes esperanças neste site e em muitos outros que, tomara, virão. "Talvez um dia possamos fazer algum dinheiro com isso", como já diria Bukowski. Enquanto esse dia não chega, é preciso viver cada dia e fazer cada coisa da forma mais simples e sensata possível.

[Sobre "A internet e o fim do no."]

por Evandro Ferreira
10/5/2002 às
18h22

NÃO PROVOCA!
Você fica provocando, perguntando que livro essa gente escreve, ou que música compôs. Depois reclama porque eles responderam e você precisou correr para a privada! AO ROGÉRIO: Se você visse o que é que se julga elite na minha cidade, já teria pedido asilo em algum consulado.

[Sobre "Quem é essa gente?"]

por Ricardo
10/5/2002 às
16h21

Apoio a Artigo e Manifestantes
Alexandre Ramos, por seu excelente artigo, Assunção Medeiros, por sua Ode a Um Sacerdote e Evandro Ferreira, por sua lembrança ao artigo de Olavo de Carvalho, a minha mais sincera manifestação de apoio. Dia 13, segunda-feira, estarei participando em São Paulo de uma reunião, cujo tema é "Imprensa e Política". Espero, na ocasião, contribuir um pouco na busca do bom-senso, tão distante atualmente dos nossos agentes de comunicação, que espalham, com suas escolhas e práticas, uma doutrina venenosa em "n" setores da sociedade, nem sempre devidamente defesos. Avante, todos nós, com esta bandeira!

[Sobre "Por pura obrigação"]

por JOSÉ PEREIRA
10/5/2002 às
14h35

Idéia muito interessante...
Caro Rogério, você sempre tem idéias gentis e oportunas. Sim! A Ilha de Caras deveria ser utilizada como local de testes, não necessariamente testes atômicos. Estive pensando em algo mais cruel e mais exemplar, como: obrigar Giorgia Flemming, Narcisa Tamborindeguy (que nome mais surreal, deve originar de um ancestral artezão de tamborins), Nando Sphinx, Vera Loyola e demais emergentes a dar banhos completos em leprosos africanos. Depois de cada banho dado, seria servida uma deliciosa mousse de châtaignes, cerca de 12 porções para cada um deles. Após toda a mousse ser consumida, novos banhos em leprosos, e novas porções de mousse servidas... Seria uma chance efetiva desse pessoal tomar contato com os piores pesadelos de Dante! Terei exagerado? Terei sido pouco compassivo? Hummm.... acho que não!

[Sobre "Quem é essa gente?"]

por Dennis
10/5/2002 às
14h22

Pontapé na canela do gigante
Depois de ler o comentário do Otávio, lembrei-me de um caso que se passou comigo: Quem lê meu blog (http://pradomacedo.blogspot.com) sabe que sou um suburbano fresco, pois não gosto de zoada e nem tolero desrespeito à privacidade, atributos caros à maioria dos suburbanos. Apareceu em minha rua, a freqüentar o boteco da esquina (nada contra os botecos) um sujeitinho forjado nas academias de ginástica e munido de uma S-10 acoplada a imensas caixas de som (note que o carro é que estava acoplado às caixas, e não o contrário). Depois de alguns meses, eu achei que não era interessante para minha saúde estar sempre atualizado em relação ao último CD do É o Tcham. Fui ao bar e reclamei com o proprietário. Pedi que ele falasse com seu cliente, pois aquele incômodo já tinha alguns meses, e um incômodo de alguns meses é um senhor incômodo. O dono do bar, que não admitia perder a galinha dos ovos de ouro (sim, pois o canelau da vizinhança, que mal tinha o que vestir, se deslumbrava quando o sujeito chegava e corria para o bar, formando a autêntica festa suburbana de rua, que não seria de todo mal vinda se não tivesse que invadir as casas que estivessem num raio de 200 metros), me respondeu impávido: "se eu fosse você não brincaria com ele, pois o último que reclamou teve que suportar o som na porta de casa... ele é sobrinho de uma juiza do interior"! Sou mesmo um Quixote, Alexandre. Achava que podia algo contra a horda. Mas antes de sair dei ao menos um pontapé na canela do gigante. Disse ao dono do bar: "sobrinho de juíza do interior, hein? Hmmm... se ela tivesse estudado mais um pouquinho talvez viesse a ser juíza na capital". E voltei prá casa.

[Sobre "Quem é essa gente?"]

por Rogério Macedo
10/5/2002 às
11h15

Julio Daio Borges
Editor

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