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Sexta-feira, 20/2/2009
Comentários
Leitores

A Roda Viva de Chico
O marco zero da ruptura de Chico Buarque com seu propalado "bom-mocismo" foi a peça "Roda Viva". Ali Chico Buarque se expressava de uma forma que não dava espaço para que outros falassem por ele ou interpretassem o que Chico "pretendia dizer". Alguém se saiu com uma frase, acho que foi o José Celso Martinez, na época, sugerindo uma imagem forte: "Roda Viva são os olhos verdes de Chico Buarque boiando sobre um pedaço de fígado cru".

[Sobre "Chico Buarque falou por nós"]

por rené ferri
20/2/2009 às
19h44

De tão humana, uma obra divina
Chico é intemporal e universal. A beleza lhe era cativa, e ele a colocou em tudo o que fez. Não sei se por obra de Deus ou da natureza, os olhos de Chico viam a essência das coisas: a mulher além da emancipação, o homem além do machismo, a puta além da pornografia, o mundo além dos interesses. Na essência tudo é simples, verdadeiro e harmonioso quer seja aqui, ou lá, na vida do pobre, do bacana, do amado, do largado, tudo se iguala. Acredito que foram a visão e a consciência da importância da beleza, e também que a determinação de ser e se sentir livre, independente do redor, que culminaram na criação perfeita de sua obra, a qual cada vez que estudo me pergunto: como sempre senti e não pude exprimir isso? Chico Buarque sabe falar por mim, até hoje, sobre as coisas que sei; e até sobre coisas que ainda não sei...

[Sobre "Chico Buarque falou por nós"]

por Eliana de Freitas
20/2/2009 às
13h36

O Fim do Carnaval
Penso que o Oscar é uma festinha americana. Gramado, que é do Brasil, a gente já nem fala mais. Quanto à folia, pouco a pouco vai virando uma festinha de Axé qualquer. Estamos conseguindo matar o nosso carnaval. A cidade que resido tem quatrocentos e cinquenta mil habitantes e, este ano, o carnaval popular resume-se a um bailinho contratado pela prefeitura. Conseguimos acabar com o Carnaval que mantinha inclusive uma verba oficial da secretaria do Turismo.

[Sobre "Entre a folia e o Oscar"]

por Manoel Messias Perei
20/2/2009 às
08h39

Criando na crise
É preciso esquecer a crise e criar, sem tempo pra interomper o processo de criação.

[Sobre "A Criação em tempos de Crise"]

por manoel messias perei
20/2/2009 às
08h27

Vitória e Callas
Guilherme, eu também adoro biografias. Duas dicas: 1) "Maria Callas: a mulher por trás do mito", por Ariana Stassinopoulos Hutchinson. Cia das Letras ("um arraso"!); 2) "Rainha Vitória", por Lytton Strachey. Record (IMPERDÍVEL!) abraços do Sílvio. Campinas, é verão de 2009.

[Sobre "A vida dos outros"]

por Sílvio Medeiros
20/2/2009 à
00h06

Quiçá, quiçá, quiçá
Como notavelmente já afirmara Walter Benjamin (em 1933!), a humanidade, de uma forma bárbara, abandonou as peças do patrimônio cultural pela moeda míúda do "atual". Quiçá, Marcelo, diante da crise econômica, a humanidade se prepara para sobreviver à cultura. Abraços do Sílvio. Campinas, é verão de 2009.

[Sobre "A Criação em tempos de Crise"]

por Sílvio Medeiros
19/2/2009 às
23h39

O Brasil sem Dupas
Fabio, você está cheio de razão! Fiquei sabendo da morte do notável estudioso neste momento, por meio do seu post. Eu ainda me lembro, foi em 2004, num curso MBA, assumi a disciplina "Ética" junto a um grupo de alunos que hostilizara vários professores antes da minha admissão. Preparei um Programa de Curso no qual o texto (e/ou argumento) de Gilberto Dupas intitulado "Ética e poder na sociedade da informação" tornou-se mote central das nossas discussões. Resultado: SUCESSO! Certamente, após tal notícia, creio que o Brasil mergulha um pouco mais na miséria. abraços do Sílvio. Campinas, triste verão de 2009.

[Sobre "A morte de Gilberto Dupas"]

por Sílvio Medeiros
19/2/2009 às
23h28

Falando para as paredes...
Olá, Julio: quando li a chamada deste texto no Digestivo Cultural, pensei em comentar. Não fiz isto. Hoje resolvi escrever como descobri o DC e revejo o texto. Está, então, em boa hora, certo? Concordo com o Sergio Lima: Na maioria dos blogs, não existe conversa e nem resposta (de seu comentário). Fica então muito sem graça comentar. Sabe como é? Falando para as paredes...

[Sobre "Declínio e Queda do Império dos Comentários"]

por Anna (Anny)
19/2/2009 às
17h34

Pseudocultura mineira
Você citou o provincianismo de Belo Horizonte, a cidade ainda parece imersa numa autossuficiência e uma sensação de ser a capital cultural do país. Só falta reabrir o aerporto de La Pampouille. É neste clima que convive uma certa riqueza cultural com uma falta de preparo, que resultam em algo que vi lá anos atrás: uma peça baseada em Fassbinder virar comédia, só porque era estrelada por Fernanda Montenegro e repleta de palavrões.

[Sobre "É a mãe!"]

por Renato
19/2/2009 às
16h26

Difícil é conviver com gênios!
A genialidade decorreria de um excesso de neurônios em certas áreas dos cérebros de alguns indivíduos? Provavelmente! Estimulados por circunstâncias ou ocasiões propícias, os tais neurônios, em determinados indivíduos, providencialmente desencadeariam resultados inesperados, surpreendentes, incompreensíveis, em tudo desproporcionais à normalidade de cada época... Talvez, por isso, da genialidade decorram obras individuais, únicas, motivos de admiração, respeito, discussão e crítica, no seu tempo. Aliás, elas extrapolam seu espaço e seu tempo, imortalizando-se pelo seu ineditismo... Imitar um gênio é compreensível. Formar escola a partir se sua obra, também. Difícil, mesmo, é conviver com um deles, pois sua carga de informações e percepções está longe de ser compreensível para a maioria de nós...

[Sobre "Gênios e loucos"]

por Beth Castro
19/2/2009 às
14h50

Julio Daio Borges
Editor

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