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Quinta-feira, 7/1/2010
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Chamas de vida
"A vida é um incêndio: nela/ dançamos, salamandras mágicas/ Que importa restarem cinzas/ se a chama foi bela e alta?/ Em meio aos toros que desabam,/ cantemos a canção das chamas!/ Cantemos a canção da vida,/ na própria luz consumida..." Pois é uma inscrição para lareira que faz com que qualquer fogo queime de modo mais sábio - inclusive as mortiças chamas de nossas vidas. [Goiânia - GO]

[Sobre "Promoção Haicais de Quintana"]

por Eduardo de Moraes
7/1/2010 às
08h32

Temos medo da crítica
O que tem desabonado a atividade da crítica que a tornou tão obsoleta assim? Por que só a alguns poucos é dado o direito a crítica? Por que ser tão elegante se acreditamos neste ou naquele trabalho? Por que a crítica publicada é vista como uma ofensa pessoal e não como uma possibilidade de revisão, aprimoramento ou mesmo uma destiladora de nossas certezas? Por que a crítica contrária às nossas expectativas é tida como amadora e a favorável é tida como profissional? Por que a crítica no Brasil faz vista grossa ao engajamento da arte na inclusão social, em especial as artes patrocinadas pela lei de incentivo? Por que os patrocinadores preferem a arte inclusora e o artista, domesticado e passivo? Por que a arte livre, questionadora e descompromissada assusta tanto? Onde encontrar um patrocinador que admira e exalta a arte livre como possibilidade e sugestão de revisão do estado e até do seu negócio? Como fazer uma arte que seja ao mesmo tempo evangelizadora e inclusiva?

[Sobre "Por que a crítica, hoje, não é bem-vinda"]

por Estúdio 11
6/1/2010 às
16h58

Moderação
Marcelo Coelho escreve, em seu "Crítica Cultural - Teoria e Prática": o "crítico conservador crê que se ele não vê nada em uma obra, não há nada para ver". E segue com uma série de exemplos. É já um comentário que nos sugere moderação ao tratar da arte contemporânea e dos seus depreciadores. O texto romântico também foi considerado arte inferior, o cinema também foi considerado arte inferior, a fotografia também, o jazz também (por, veja só, Adorno) etc. e etc... Você cita "a unidade, a autenticidade, o gesto criador", mas esses são conceitos problematizados por algumas vanguardas e não são valores tão absolutos como se coloca aqui. O que significa uma obra ser "única"? Ninguém mais tê-la feito? O que significa uma obra ser "autêntica"? Ter sido feita por alguém de forma que nenhum outro a fizesse? O que é "gesto criador"? Um movimento de vontade que não poderia se repetir? Isso, de cara, ignora que haja um processo de absorção de influências, de remanejamento de informações...

[Sobre "A letargia crítica na feira do vale-tudo da arte"]

por Duanne Ribeiro
6/1/2010 às
13h09

Na China, 100 milhões
Na China, custa 100 milhões...

[Sobre "Quanto custa rechear seu Currículo Lattes"]

por Felipe Pait
6/1/2010 às
12h42

Ainda os monopólios
Voltando para essa conversa, alguém ainda lembra qual era a questão do monopólio da Microsoft, browsers, Netscape, essas coisas? Se lembrar não me conte, porque já esqueci.

[Sobre "A ambição de poder (também na internet)"]

por Felipe Pait
6/1/2010 às
12h07

Arte descomercial
Discordo que a arte contemporânea seja tão influenciada pelos ditames do sistema mercantil. Eu por exemplo escrevi um opúsculo de ficção que pode ser baixado gratuitamente. Tudo bem que tenho uma sinecura de professor da USP, e de engenharia ainda por cima, então não preciso me preocupar com a sobrevivência. É perdoável que alguns artistas se obriguem a correr atrás do dinheiro para o sustento, assim como alguns acadêmicos têm que escrever troços estranhos por causa do "publish or perish" - a propósito leia "Quanto custa rechear seu Currículo Lattes" por Marcelo Spalding aqui no Digestivo. Mas há bastante espaço (e ciberespaço!) para arte e ciência sem fins lucrativos.

[Sobre "A letargia crítica na feira do vale-tudo da arte"]

por Felipe Pait
6/1/2010 às
12h03

Despreparados sempre
"Esta vida é uma estranha hospedaria,/ De onde se parte quase sempre às tontas,/ Pois nunca as nossas malas estão prontas,/ E a nossa conta nunca está em dia." Gosto porque: Essas palavras mostram que nunca estamos preparados para nada na vida, estamos sempre tentando nos preparar, porém nunca conseguimos. [Salvador - BA]

[Sobre "Promoção Haicais de Quintana"]

por Veridiana Maria
6/1/2010 às
08h46

Simples!
Só lembro desde de pequeno que... "A Noite foi embora lá no fundo do quintal,/ esqueceu a Lua Cheia pendurada no varal". Simples! [Manaus - AM]

[Sobre "Promoção Haicais de Quintana"]

por Rancejanio Guimarães
6/1/2010 às
08h45

A Arte está viva, sim!
Diabos! Eu sou um artista que nada entende de arte? Céus, que inferno! Mais de cinco mil pinturas, catalogado no Museu do Louvre por ter lá exposto como "convidado", mas, no Brasil, que museu me convidou? Ainda não sei o que é Criar uma arte! Alguém sabe? Alguém consegue mesmo detonar a lei de Lavoisier? Eu só tenho Originado arte, em tudo o que pintei, até mesmo um abstrato. São quase sete horas da manhã e parei de pintar para ir dormir... Antes que alguém me torre, estou novamente convidado para expor este ano no Museu do Louvre, no Salão Nobre de Belas Artes, sim, aquele bem abaixo da Pirâmide. Por que me fazem isto? Nem mesmo no MON de Curitiba que nunca entrei. Eu hein? Fiz minha pintura tradicional por mais de 40 anos e agora, ah, sim, contra tudo e contra quem aparecer, faço pintura por computador, isto mesmo, Computer Painting! Alguém conhece, alguém é capaz de criticar o que desconhece? A arte não está em baixa, o comércio, sim! E se querem mais, me dêem espaço!

[Sobre "A letargia crítica na feira do vale-tudo da arte"]

por Celito Medeiros
6/1/2010 às
06h55

Mercantilismo cultural on-line
Uma questão importante dentro disso tudo, no entanto, diz respeito a esse conceito de "mercado". Será que ele próprio é capaz de agir como o filtro que seleciona a arte? Chegamos num ponto em que a censura diminuiu a níveis mínimos, ou seja, posso publicar livremente na internet qualquer tipo de "arte", porém ao custo do aumento excessivo do poder da propaganda e das demais máquinas de criação de opiniões. É como se essa tendência do aumento da oferta fosse acompanhada de uma outra, natural, de aprimoramento dos mecanismos de classificação e divulgação. Pessoas que antes não tinham o menor interesse por arte, agora se sentem verdadeiros poetas ao escreverem 5 linhas resumidas em micro-blogs como o Twitter... Onde você classificaria, por exemplo, o fenômeno do funk carioca, expressão cultural de uma sociedade, ou putaria pra ganhar dinheiro?

[Sobre "A letargia crítica na feira do vale-tudo da arte"]

por Miguel Lannes Fernan
5/1/2010 às
17h35

Julio Daio Borges
Editor

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