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Quarta-feira, 6/11/2002
Comentários
Leitores

Júlio, malgré tout, parabéns
Júlio, malgré tout, parabéns, um artigo com tantos comentários é porque deu o que falar e, finalmente, esta é a função do jornalismo, principalmente de boa qualidade como o seu e o do site, bem diferente de nossa imprensa de papel que não se pode criticar porque selecionam o que deixam sair. Aqui é ao vivo! Você desafiou os astros e desencadeou a fúria dos deuses. É o que dá mexer com este aspecto primitivo do ser humano: o messianismo. As forças mais primitivas vêm em socorro das crenças que não admitem serem desfeitas a golpes de racionalidade. Como estive demasiadamente envolvido em outras bandas internáuticas exatamente em função das eleições, só agora escrevo. Mas não me penitencio, pois faço-o após a vitória do messianismo. E as cenas que se sucedem são dantescas. Ontem mesmo saiu um artigo do inefável "Frei" Beto, uma carta à falecida mãe do Lula, comparando-a à Virgem Maria ao dizer que o Brasil merece o "fruto do vosso ventre"! Cadê o Papa, cadê o Cardeal? Este cara além de completo imbecil é herege! Como permanece "Frei"? Bem, mas agora é que "a porca torce o rabo", como se dizia lá na roça. Em pouco tempo seu artigo vai se mostrar profético. Anota os nomes e emails destes furiosos críticos para perguntar daqui a algum tempo se votaram no Lulla. Quem, eu? Nunca! Aumento do salário mínimo? Talvez 220 e olhe lá! Aumento para parasitas públicos? Não dá! Alíquota de 27,5% do IR? Permanece! CPMF? Tira o P, ou tira o de Provisório e põe o de Permanente! Hahaha! Já estou rindo e antevendo a rápida deterioração do "messias"! So temo que, para não cair, eles tentem "virar a mesa" da democracia e instalar um regime tão a seu gosto, admiradores que são do carniceiro do Caribe.

[Sobre "Lula: sem condições nenhuma*"]

por Heitor De Paola
6/11/2002 às
16h41

Forte sensação
Caro José Pereira: este artigo, tal como está aqui editado, é eminentemente teórico. Você identificou-o numa ocorrência do mundo real. Ótimo! Um artigo teórico se presta para isto mesmo.

[Sobre "Revolução e Niilismo"]

por Heitor De Paola
6/11/2002 às
16h37

Uma fábula
Caro Alexandre, vou apenas mandar uma fábula cujo autor desconheço. A serpente e o Vagalume Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada... No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra: - Posso lhe fazer três perguntas? - Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar... - Pertenço a sua cadeia alimentar ? Não. - Eu te fiz algum mal? Não. - Então, por que você quer acabar comigo? - Porque não suporto ver você brilhar...

[Sobre "Lula Já É Um Coitado"]

por Heitor De Paola
6/11/2002 às
16h29

Mais uma
Ah! Sim! Embora eu não seja culpado de gostar de nenhum filme de Sylvester Stallone, gosto de vários de Bruce Willis. Satisfeito? Satisfeito em ver um grande homem humilhado? Oh, céus!

[Sobre "Sinais de Vulgaridade - Parte II"]

por Alexandre Soares
6/11/2002 às
13h01

Confissão pública vergonhosa
Dieter, Dieter. Você acha mesmo que "eu posso, e você não"? Estava brincando. Podemos ambos, é claro. Pode qualquer um, com certo jeitinho. Com certo charme, digamos - charme desculpa tudo. Acho engraçado quando as pessoas pensam (não você, Dieter) que fiz uma lista da qual sou completamente livre, ou da qual me acho completamente livre. A lista de vulgaridades da qual eu mesmo sou culpado talvez seja pequena, mas existe. Vejamos (estou quebrando a cabeça para me lembrar de algo): há um vídeo de Mariah Carey, e outro de Britney Spears, que nunca perco. Já gritei com um caminhoneiro na rua, que é a coisa mais vulgar que poderia ter feito. Que mais? Há momentos em que eu gosto de Charles Aznavour (Santos Deuses!), e outros em que eu canto "Cucurucucu Paloma", para a exasperação do meu irmão. Pronto! Disse! Satisfeito? Volte sempre, Dieter.

[Sobre "Sinais de Vulgaridade - Parte II"]

por Alexandre Soares
6/11/2002 às
12h42

aplausos, sempre aplausos...
Alexandre, Alexandre, apontar suas contradições faz de mim um incapacitado? Por favor. Notei em outros textos que você não lida bem com as críticas, por menor que sejam. No comentário #3 eu notei a ironia de você incluir na lista de vulgaridades um recurso que você mesmo tinha usado num texto anterior, a saber, a adjetivação de nome de autor. Citei como exemplo o seu "burguês flaubertiano", que apareceu num texto bem recente até. Se você não vê a ironia nisso, está se levando a sério demais. Se você está imune aos vulgarismos do seu texto, não seria melhor mencionar isso no próprio texto? Mas uma afronta ao bom senso desse gabarito? É melhor deixar escondidinha nos comentários... Como já foi mencionado por outros leitores, o grande problema do Digestivo Cultural é não lidar com as críticas, e tratar todos os leitores divergentes como idiotas. Talvez um dia vocês consigam somente elogios para seus textos... é esse o objetivo?

[Sobre "Sinais de Vulgaridade - Parte II"]

por Dieter
6/11/2002 às
11h23

E Martinha disse: meu Marido!!
Esposa é pavoroso, concordo, mas "minha mulher" é o fim da picada. Martinha disse: Favre é meu marido, marido, marido!!! Que falaríamos caso fossemos o Favre: Martinha é minha mulher, mulher, mulher!!! Admitamos que não temos alternativa. O fato é que esta lista é interminavelmente inútil e vulgar.

[Sobre "Sinais de Vulgaridade - Parte II"]

por José Maria
6/11/2002 às
10h39

a velha ordem estabelecida
[A votação de Luiz Inácio Lula da Silva] mantém sua alma rural, primeva, milenarista e tradicionalista. O Brasil que entregou ao retirante fugido da miséria do sertão o comando de uma das 12 maiores economias do mundo não é revolucionário: exige mudanças, mas não a ruptura com a velha ordem estabelecida.

Ao contrário do voto petista, de esquerda, o sufrágio lulista tem seu núcleo central em clãs culturalmente habituados a destinar sua prole ao clero ou ao serviço público. Em torno desse núcleo giraram os interesses da burguesia dependente dos favores do Estado, de um lado, e as carências do lúmpen desassistido, na face oposta. Não se trata de uma ruptura, mas de uma seqüência histórica natural: essa aliança foi forjada há 72 anos por Getúlio Vargas.

A diferença básica entre o ex-sindicalista, que antes criticava duramente o getulismo, e o "pai dos pobres" é que este era um positivista com tinturas anticlericais e o futuro presidente atou laços difíceis de desatar com a mais longeva e monolítica máquina política brasileira, a Igreja Católica.

Agora, o messianismo - idéia fundadora do cristianismo - ressurge numa forma de sebastianismo em que o mito arcaico e arraigado no imaginário luso-brasileiro da volta do rei português dom Sebastião para vingar a cristandade da humilhação foi incorporado pelo marketing político. [...] A avidez do cidadão comum em tocar o presidente eleito lembra a legitimidade que dava aos reis taumaturgos do Medievo o alarde de seus prodígios.

Para Lula e o PT será imenso o desafio de utilizarem os benefícios dessa unanimidade quase canônica que o Brasil profundo lhes lega para promover a união nacional, sem a qual a estabilidade da moeda e da democracia poderá desabar - e logo. Sendo certo que não obrarão milagres.

José Nêumanne, hoje, em "A revanche do Brasil profundo"

[Sobre "Lula: sem condições nenhuma*"]

por Julio
6/11/2002 às
09h29

Lista de Nabokov
Viram? Não é divertido? Essa lista nunca acaba - e concordo com a maior parte dos horríveis exemplos listados por vocês. Aos curiosos, eis uma lista feita por Vladimir Nabokov numa entrevista para a Vogue: "...nightclubs, iates, circos, shows pornográficos, os olhos cheios de sentimento de homens nus com montes de pêlos de Chê Guevara em vários lugares...". Obrigado a todos pelos elogios, pelo aumento da lista, ou pela simples leitura e presença. Quanto à sugestão do Haroldo, ele tem provavelmente razão, mas me deu preguiça. Muito ocupado lendo o volume dois do "Mar de Histórias", da Nova Fronteira. Quanto ao Dieter - a única resposta é "eu posso, você não". Quanto ao José Maria, 1)"neoliberal" é uma palavra vulgar - basta dizer "liberal". 2)Releia o que escrevi sobre Elis Regina. A pressuposição de que é obrigatório gostar dela é que é vulgar - não ela (se bem que cada vez que a escuto cantar sobre a volta do irmão do Henfil, sinto um arrepio que não é bem de prazer estético).3)"Minha mulher" é a única forma aceitável. Quem diz "minha esposa" diz "toalete" no lugar de "banheiro". Abraços...Ah, a pergunta do Sidney: é por essas e outras que sou a favor de educar os filhos em casa - e só em casa. Agora sim, abraços - Alexandre Soares.

[Sobre "Sinais de Vulgaridade - Parte II"]

por Alexandre Soares
6/11/2002 à
01h26

Psicologia
A lúcida Isabel dá uma bela mostra de como a inteligência é capaz de descobrir os fatos objetivos, acima de quaisquer idiossincrasias. Explico meu obscurantismo: ao ler os últimos comentários, tive a mesma percepção. E tive até a vontade de escrever algumas palavras intituladas "Psicologia" para dar conta desse curioso fenômeno. Pois há gentes que aqui vêm, dizem que detestam os colunistas, encontram-lhes mil falhas (embora nunca as enuncie completamente, limitando-se aos insultos de sempre), declaram em voz alta sua intenção de nunca voltar, e -pasmo-, voltam! Eu, pobremente, que não já havia compreendido as razões para tamanho desgosto (uma vez que nunca as fundamentam), compreendo pouco o porquê de tanta exibição de razões pouco exploradas, e compreendo menos ainda a teimosia do retorno.

[Sobre "Lula Já É Um Coitado"]

por Félix F.
5/11/2002 às
23h17

Julio Daio Borges
Editor

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