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Sexta-feira, 4/6/2010
Comentários
Leitores

Não concordo com a crítica
Julio, antes de mais nada, adianto que ainda não tenho candidato para essa eleição. Mas o tom de sua crítica, apesar de justificada em algumas partes, é errada. Por exemplo, quando diz que a Natura não possui atividades de empreendedorismo social a olhos vistos, é uma fala que mostra que você não possui conhecimento amplo do assunto. Digite no YouTube e verá o que a Natura faz na América do Sul. É ainda um tema novo na agenda de Responsabilidade Social Empresarial, por isso é difícil que tais ações sejam vistas sem desconfiança, ou até mesmo que tenham visibilidade pela grande mídia - por isso seria bom se a internet desse mais voz a esse assunto... Como brasileiro, espero que o empreendedorismo social seja algo que se expanda no Brasil e no mundo. Parênteses 2: não tenho nenhum ví­nculo direto ou indireto com a Natura. Com certeza você tem o direito de estar decepcionado, pois, como disse, não gostaria de votar em alguém que esteja alheio à sua realidade (a internet). Mas induzir que, por causa desse fato, e de outras coisas como por exemplo: "e que fala em nome da natureza (para quem se cansou da 'civilização')", a candidata é despreparada, pode ter efeitos catastróficos na formação da opinião de diversas pessoas. E haja vista que disse no primeiro parágrafo sobre você não ser um formador de opinião muito politizado, deve-se atentar mais para suas considerações (todos nós devemos). De qualquer maneira, parabéns pela coragem e iniciativa de dar voz a um assunto tão delicado como a política, pois só mesmo a partir da discussão e do reconhecimento de que devemos buscar cada vez mais conhecimento acerca desse assunto é que podemos melhorar o Brasil do futuro. Abraço!

[Sobre "Encontro com Marina Silva"]

por Pedro Paulo Barros
4/6/2010 às
09h44

Não tem, ainda, opinião?
Tive a mesma sensação ao ouvir a entrevista de Marina à rádio CBN. Para várias perguntas a resposta foi "não tenho, ainda, opinião formada sobre esse assunto". Ora, quando é que a candidata terá, durante o mandato??? Infelizmente, Marina não entende a internet, o mercado econômico e não tem visão que "vai além", embora durante anos eu tenha acalentado uma canditatura expressiva dela. Nos anos 90, a Times incluiu Marina na lista dos 100 mais influentes do mundo, mas acho que faltaram algumas lições desde então para que ela amadurecesse.

[Sobre "Encontro com Marina Silva"]

por Biulismo
4/6/2010 às
09h19

Sem pai nem mãe
Pois é, Julio, estamos meio mal. Marina, a esperança dos paladinos, é muito fraquinha mesmo, eu já tinha descoberto isso quando pensei em apoiá-la no blog. Estamos sem pai. Nem mãe.

[Sobre "Encontro com Marina Silva"]

por Noga Sklar
4/6/2010 às
08h00

Chega de gente despreparada
Perfeito, Julio: "Não tiro o mérito da senadora, mas essa mistura de ingenuidade com despreparo, com sentimentalismo, não me parece a receita para governar o Brasil do futuro (que já chegou)". Chega de gente despreparada... Precisamos de pessoas com os tais "saberes" para que possam acertar os seus "fazeres"...

[Sobre "Encontro com Marina Silva"]

por Dioní­sio Souza
4/6/2010 às
02h20

O bicho ainda se garantia!
Caro Julio, só discordo da voz de Dio no final da carreira. Para alguém pra lá de sessentão, o bicho ainda se garantia! Mas, na minha opinião, um dos melhores vocalistas do rock'n'roll. Grande perda...

[Sobre "Ronnie James Dio (1942-2010)"]

por Sidney Nicéas
3/6/2010 às
12h37

O caminho da redenção
"Deus deu o seu filho para o perdão dos pecados, em sacrifício. Ah! Como terminou de uma assentada o Evangelho! O sacrifício expiatório na sua forma mais desprezível, mais bárbara, o sacrifício dos inocentes pelas faltas dos pecadores! Que espantoso paganismo! Não tinha Jesus suprimido até a ideia do pecado? Não havia negado o abismo entre Deus e o homem, vivido essa unidade entre Deus e o homem, que era a sua boa nova? E isto não era para ele um privilégio!" Mas Nietzsche não viu que Deus, através de seu filho, deu à humanidade um parâmetro de conduta para o perdão de pecados, porque só peca quem sabe ser pecador? E que Jesus não suprimiu os pecados humanos com sua morte, mas deu a possibilidade de serem suprimidos, ao mostrar o caminho da redenção? Não viu o filósofo que o Cristo negou o abismo entre Deus e o homem, porque abriu caminho para a aproximação da humanidade ao Criador? Ainda que estas interpretações fossem paulinas, e não crísticas, não estariam corretas com esta exegese?

[Sobre "O cristianismo para Nietzsche"]

por mauro judice
3/6/2010 à
00h19

Inteligência aderente
Note, caro Patez, que destaco trechos do pensamento nietzschiano com intenção de trazer o raciocínio ao plano da apreciação objetiva. Move-me, quero deixar claro, a aflitiva sensação de que algo tenha me escapado na leitura de Nietzsche. Não sei se isto já lhe ocorreu, esta circunstância de não conseguirmos concordar com pensador de fulgurante inteligência, a ponto de questionarmos a toda hora se realmente entendemos o que diz. Nosso filósofo é, provavelmente, a inteligência mais aderente ao pensamento pós-moderno, e escuto-o reverberar nas palavras dos eminentes pensadores e escritores atuais, mais que Heidegger e Wittgenstein (não sei se, nas esferas acadêmicas, dá-se o mesmo). Por isso, anseio que alguém me explique o pensamento de nosso filósofo, sobretudo quando leio certos posicionamentos dele os quais reputo como erros elementares. Um exemplo: tomemos a obra "O Anticristo", capítulo 41, onde lemos sobre a morte de Jesus (continua no comentário a seguir):

[Sobre "O cristianismo para Nietzsche"]

por mauro judice
2/6/2010 às
23h55

Uma verdadeira aula!
Uma verdadeira aula! Sinceramente, todos os pretensos artistas deveriam ler este seu texto. Hoje não se vendem mais discos, mudou a coisa, vendem-se shows! Os downloads de música envergaram a lei, estão aí... Se bem que, será preciso também mudanças na lei. Vou dar um exemplo de um cantor que vendeu muito disco, ganhou dinheiro, mas é pouco conhecido no Brasil, aliás aqui pouco viveu, só até meados da década de 70: Morris Albert, o maior vendedor de discos deste país, só com "Feelings" vendeu mais de 180 milhões, já chegando no total perto de 240 milhões no mundo todo. Hoje a maior renda é de shows e direitos autorais. Nossos tempos são outros e já se discute também a questão do domínio público e não do domínido DO público, já com ações em jurisprudência internacional. É preciso como você diz, estar atento, não basta experiência!

[Sobre "Música ainda é profissão?"]

por Celito Medeiros
2/6/2010 às
15h37

O Anticristo tem as respostas
Caro sr Judice, devo dizer-lhe que os tais "nietzschianos" conclamados a lhe prestar esclarecimentos sobre as ponderações deste filósofos estão mui quietos, talvez não queiram se dar ao trabalho, o que no meu caso não o é, mas as respostas que busca está no livro que vsa. deve conhecer como "O Anticristo", do qual foi extraído o texto em questão... se folheá-lo outra vez verá que não têm os tais "nietzschianos" que lhe fornecer outros dados, pois o próprio Nietzsche o fará. Quanto à Jesus Cristo, qual foi ou é o seu sistema filosófico, quais livros escreveu? Nietzsche por vezes ataca o "cristianismo", o que foi deturpado através do catolicismo e anteriormente por Paulo de Tarso. Para o filósofo, o Buda Sidarta diz não à vida pelo fato de buscar o nirvana, a filosofia do nada absoluto. Como pode o cristianismo dizer sim à vida se busca uma vida fora desta realidade, se sua realização de felicidade ou bem viver, como queira, virá após a morte, uma supra-realidade mascarando a realidade?

[Sobre "O cristianismo para Nietzsche"]

por Carlos Patez
2/6/2010 às
13h42

Nietzsche e o racionalismo
Nietzsche detestava o racionalismo, foi contrário ao pensamento kantiano e a ideia do "eterno retorno" não encontrou eco na dialética hegeliana, pois a historiografia não era a tônica de seu pensamento, enquanto, da dialética, sim, vez que para nosso filósofo não há mundo verdade, não há absoluto, o conhecimento é apenas um minuto mentiroso da história de um universo indiferente, como já se disse. Ele negou quantos mais grandes sistemas metafísicos criados pelo raciocínio intelectivo que se pretendem cosmogônicos, mas acabam por se tornar "razão tirânica". Sócrates plantou na Grécia - que perdera a inocência primitiva - o domínio da lógica e do Logos. Eram agora cidades-estados, e a hegemonia de poder da alma de seu povo se exteriorizava à expansão ao vizinho, à Guerra do Peloponeso. Nietzsche não podia gostar do pensamento cristão ou búdico, igualmente imantados ao Logos na razão, na confiança plena da lógica como instrumento de realização, digo, felicidade, conquanto fossem domados os sentidos humanos.

[Sobre "O cristianismo para Nietzsche"]

por mauro judice
2/6/2010 às
13h14

Julio Daio Borges
Editor

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