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Terça-feira, 31/5/2005
Comentários
Leitores

Bloggers e jornais: a polêmica
Eu discordo um pouco da sua perspectiva. Morando aqui nos EUA, e tendo acompanhado de perto o processo eleitoral, acho que as principais publicações foram todas muito cuidadosas em prever um "empate" entre Kerry e Bush. O NYT até apoiou Kerry, assim como o Washington Post. Mas da mesma forma, o New York Post (de Murdoch), além de Fox News, e CNN apoiaram Bush. Eu mesmo não tinha fé alguma na eleição de Kerry, dada suas péssimas apresentações de campanha (exceto no debate). Quanto ao que Murdoch diz, tem mais a ver com a política dele para seus meios de comunicação, utilizando mídia e propaganda da Casa Branca como sendo noticiários. São poucos os canais que investem em repórteres e reportagens e fogem da linha oficial. Há uma campanha para desacreditar a forma tradicional de jornalismo, baseados na atual desconfiança do americano médio com a imprensa. Os próprios organismos de governo desacreditam a imprensa, escolhendo repórteres para representá-los, e dando lugar a falcatruas como o tal repórter michê que andou frequentando as press talks. Que os blogues são força importante, não há duvida. Mas o são porque proveêm uma base partisã para discussão de idéias. Republicanos leêm bloggers republicanos, e democratas leêm bloggers democratas. Não há muita tentativa de diálogo, e até agora as notícias são em sua maioria em torno de discussões coletadas via Google News (ou seja de fontes jornalísticas tradicionais). Quanto ao caso Rather, é sempre aquele história do dizer a coisa certa na hora certa... Tem sempre alguém que prevê um acidente do Schumacher na corrida e registra em cartório... Acho que o blogue tem mérito, mas não substitui ainda o noticiário original, até porque blogueiro investiga pelo Google. Quem vai correr atrás da verdade? Só para complementar, gosto muito das perguntas propostas por Thomas Friedmman e Maureen Dowd sobre o assunto: num "flat world" como podemos saber qual a informação é verdadeira? E qual o verdadeiro poder da informação? Será que informação ainda promove transformação ou existem fatores mais fundamentais? Vivemos e veremos. Os blogues tem seu mérito, mas no jornalismo, sua evidência se deve mais porque a mídia impressa/tevê está amarrada aos seus anunciantes e ao governo do que por alguma qualidade maior do blogue-jornal, com algumas raras exceções...

[Sobre "Blog, o último furo jornalístico"]

por Ram
31/5/2005 à
01h26

A China será um Chile?
A China é mais também:
1) Armou nuclearmente o Paquistão e Irã e por tabela a Coréia do Norte para impedir o crescimento estratégico do Japão e da Índia;
2) Tem um contingente razoável de muçulmanos que pregam separação da China, no norte-nordeste, onde a industrialização nunca chegou;
3)Mataram toda a espiritualidade de um dos países mais criativos do mundo, eliminando os resquícios de qualquer prática livre de pensamento. Hoje tem dificuldade de controle;
4)É muito difícil ganhar dinheiro com software na China, devido a pirataria. Meu amigo comprou cópia de softwares industriais nas esquinas de Shangai;
5)Rotineiramente prende jornalistas e interlocutores sociais, como o repórter do Times em Beijing; 6) Se encontram na primeira grande encruzilhada, agora que o dinheiro flui e as pessoas querem poder. Ainda assim, boa parte dos lucros é devido a mão-de-obra ultra-barata por falta de proteção ao trabalhador. Ninguém sabe o que vai acontecer quando esta bolha explodir.
Em compensação o país resolveu, a preço da liberdade de seu povo, o problema do analfabetismo. Saúde continua sendo um problema, com as províncias estando mal servidas comparadas a Shangai e arredores. O desenvolvimento chinês é baseado em uma ditadura comunista, e todos sabemos que com ou sem desenvolvimento, toda ditadura desmonta... O negócio é o que acontece depois. O que acontecerá na China? Será um Chile?

[Sobre "A mão pesada do gigante"]

por Ram
31/5/2005 à
01h08

apenas pétalas...
Caro Dário, adorei seu texto e me senti mais feliz ainda, como poeta, de nos anos 90, ao invés de estar vendo TV a cabo e "brincando" na internet, rasgar as ruas do suburbio carioca acompanhado de jovens marginais e pequenos traficantes. Claro, com o "ecce homo" no bolso da calça. Talvez, por isso, fosse tão insosso para mim ler Rubem Fonseca (um ex-cana). Sem preconceito, claro. Ou devemos ter todo o preconceito do mundo por isso? Mas deixemos para outra hora todas as histórias tristes que já houvi da boca de desde jabutináveis até jovens estudantes sobre a passagem do nosso romancista-mor pela policia no final dos anos sessenta. Estou sendo político, caro Dário? Acho que não. Apenas higiênico... Fiquei quatro meses sem computador. Ah, que delícia! E hoje, ao reencontrá-lo, ví as mesmas coisas de sempre: O Marcelino e suas fofocas do mercado, O Terron e sua pseudo-genialidade blasé e essa grande construção que é Fabrício Carpinejar. Um dia desses eu ouvi uma brincadeira de um editor que ele era pior que o pai e melhor que a mãe, como poeta. Acho que a brincadeira é bem mais séria. Depois de ler algumas traduções de Trakl feitas por um amigo, fico embasbacado ao ouvir que o jovem edipiano gaúcho é um grande poeta. Jurei que nunca mais o atacaria. Talvez por um fundo de piedade cristã mal resolvida em mim... Mas não consigo. Acho-o completamente fraco e não sei se, ao invés de ser filho do Nejar fosse o rebento de um taxista da periferia de Porto Alegre, conseguiria algum espaço em uma grande editora. Mais que Marcelino Freire, Nelson de Oliveira, ou a triste Clarah, Fabro é, para mim, a grande farsa da literatura brasileira atual. Seu problema familiar, ao invés de ter um peso trágico, soa como um lamento juvenil. Apenas isso. Porém, se Fabro for realmente um grande poeta (e não apenas uma construção dos Josés Castellos da vida), estamos realmente derrotados como geração, e o Dr. Marinho nos enterrou vivos com louvor. "... de tudo aquilo que se escreve, só me interesso por aquilo que é escrito pelo próprio sangue..." É isso aí, o velho viandante, sempre.

[Sobre "Autores novos"]

por silvio barros
30/5/2005 às
16h54

E pensar que tempos atrás...
E pensar que, tempos atrás, li uma coluna sua falando do qto detestava esse fenômeno blog. Acho que por causa daquele texto coloquei aqui a minha opinião e hoje vejo que vc se rendeu, o que me deixa muito feliz, sabia? Alias, a Dani foi uma ótima "aquisição" para o Digestivo, Julio. Ela é ótima e o blog dela, tb. abrs, andrea augusto

[Sobre "Melhores Blogs"]

por Angel
30/5/2005 às
11h54

É arte
Caro Sérgio, sou leitor assiduo dos seus artigos e quero dar-lhe os parabéns pela sua excelente visão do mundo. De Cabo Verde, saudações fraternais.

[Sobre "Achtung! A luta continua"]

por Gilson Morais
30/5/2005 às
09h28

O Torquato, também
Fabio, sou uma apaixonada pela tropicália desde os 5 anos de idade! Agora já nao mais tanto quanto antes, até por algumas decepçoes que tive com alguns membros do tropicalismo, mas isto é um capítulo à parte... Olha, do que voce escreveu, só gostaria de acrescentar uma coisa. Na música "A Rua", as referencias se fazem muito mais à Teresina, no Piauí, do que propriamente ao Maranhao.... A rua, tal como o rio Parnaíba, separa o estado do Piauí do estado do Maranhao... Pacatuba, rua do Barrocao, etc., sao típicas ruas teresinenses, onde viveu Torquato Neto sua infância (para mim, injustiçado quando o tema é tropicalismo; muito pouco lembrado)...

[Sobre "Gilberto Gil, revisitado"]

por Elaine Carvalho
30/5/2005 às
05h15

Star Wars
Sou um leitor jovem e não tenho medo de demonstrar que gosto de besteirol...parece que você fala apenas em humor besteirol, mas pra mim o besteirol é simplesmente qualquer espécie de arte que, apesar de não ter valor, entretém...e aí incluiria muitos filmes do Spielberg, e a série Guerra nas Estrelas...talvez quem sabe, até o tarantino não passa de um besteirol...mas me divirto muito com esses filmes. O que discordo é que se atribua qualquer valor à essa arte...ela pode chegar a ter importãncia histórica como Star Wars, mas valor artístico não (nem falo isso porque ache que você atribua algum valor à ela, não, apenas cito)

[Sobre "Quem tem medo do Besteirol?"]

por rafael
30/5/2005 às
02h19

Mundando o mundo? Não sei...
Mas estão mudando a web. Penso que os blogs são muito diferentes das antigas páginas pessoais. Dois motivos já demonstram isso: arquivos (historicidade) e comentários (diálogo/interação). Nos arquivos não só a memória do texto como, também, a memória da imagem, das metamorfoses do espaço. O formato blog permite ao blogueiro voltar o olhar sobre seus textos. Exotopia, aquilo que permite ao autor ver o todo de sua obra. O formato blog não só permite, mas provoca o diálogo, trazendo para dentro do texto a voz do outro. No meu entender, dizer que os blogs não são um fenômeno específico e diferenciado é o mesmo que dizer que a midia não evoluiu e que o Rádio e a TV não diferem muito. O blog não é somente uma ferramenta, assim como a web/internet não é apenas uma extensão de nossas faculdades (ou, tb, uma ferramenta). Blog (o aplicativo e a atividade) é um fenômeno cultural e, juntamente com outras tecnologias (rss, trackbacks, bookmarks colaborativos, ...), vai ser um ponto significativo de mudança na web. Abraço, Su

[Sobre "Sobre blogs e blogueiros"]

por Suzana
29/5/2005 às
22h19

Deluxe!
Quase um “quero-ser-Dudi-Maia-Rosa”... Deluxe! Obrigado pela atenção, Daniela!

[Sobre "Sobre blogs e blogueiros"]

por Dudi
29/5/2005 às
19h51

Os Agostinhos
Andrea, Certos temas estão sempre atuais desde que sejam abordados com competência. É o caso do polêmico SANTO AGOSTINHO. A Veja de hoje publica uma matéria com o escritor irlandes Peter Brown sobre ELE. Mais uma vez meus cumprimentos pela sensibilidade do seu artigo no Digestivo.

[Sobre "Para amar Agostinho"]

por Fernando Lyra
29/5/2005 às
10h55

Julio Daio Borges
Editor

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