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Terça-feira, 26/2/2002
Comentários
Leitores

Continuando...
Entendo seu ponto de vista, e concordo quando você fala na necessidade de desenvolver uma postura crítica tanto na criança quanto no adulto. Sou contra o oba-oba na TV, mas acho que a construção dessa postura deve vir da educação básica, dentro de casa, e depois das instituições que teoricamente estão preparadas para isso. Assim como as pessoas sempre estarão em contato com outras que talvez não representem uma boa influência, também estarão sujeitas à manipulação dos livros, das revistas, dos jornais, da política, de maus profissionais, e também da propaganda. Também concordo que a época é consumista, mas a época é perniciosa em outros aspectos. Acredito que a publicidade, exercida com ética, não prejudica ninguém. Até porque, você sabe, ninguém faz o que não quer. Mas vai da estrutura de cada um ser mal influenciado ou não pela publicidade, pelos meios de comunicação, pelas pessoas, etc.

[Sobre "Animismo"]

por Adriana
26/2/2002 às
22h24

Marcos Mion e o incrível Huck
Marcos Mion é um cara malandro. Fez a fama zoando todo mundo na MTV, artificialmente elevado à categoria de cult e consagrado na apresentação daquele prêmio anual com nome em inglês. Só que tem um negócio: Mion não gosta de ser zoado. Só ele é que pode zoar os outros. A página Cocadaboa.com.br tem uma coluna chamada "Calúnia e difamação" na qual publica entrevistas completamente inventadas com gente muito exposta na mídia. São entrevistas cabeludíssimas. Mas o Marcos Mion não gostou e colocou seu advogado atrás dos caras. Exigindo a retirada da entrevista da página por conter, adivinhem?, adivinhem??? "declarações de caráter injurioso, calunioso e difamatório". Para evitar a batalha judicial (por falta de grana) o pessoal do Cocadaboa.com.br substituiu a entrevista por um protesto. Está tudo em http://www.cocadaboa.com.br/Textos/calunia_mion.htm Apenas para constar: o advogado de Marcos Mion é o pai do Luciano Huck.

[Sobre "Semana de Estréias"]

por Rafael Lima
26/2/2002 às
16h58

Raul ou Luar?
É, Juliano, Raul Gil também às segundas é dose prá elefante. Chega o de sábado. Apareceram bons cantores no programa, alguns já foram contratados pela Warner, só não se sabe se todos farão sucesso. Aliás, o teu "diabo loiro" já vendeu mais de 1 milhão de CDs! Será o "efeito gospel" da TV do Bispo Macedo e seus crentes? Entre aquela turma toda, eu torço pelo duo Rinaldo e Liriel, a revelação de 2001 no Brasil. Tivessem aparecido na Globo, hoje estariam fazendo shows até no exterior, com cantos sacros na Capela Sixtina. Desde dezembro, já venderam 600 mil CDs. Infelizmente, o "bel canto" não é muito apreciado por esses tristes trópicos, há quem chame música erudita de "música italiana". Assim não dá...

[Sobre "Semana de Estréias"]

por F. Maier
25/2/2002 às
18h00

carnaval
Ano passado também dei uma passadiha pelo carnaval de Salvador, Fabio, e é exetamente como você descreveu. Sujo e chato. E do camarote, onde estive, as coisas são bem diferentes. O povo que ainda se diverte no carnaval, acho, está mais pra cima, em Olinda. Muito boa coluna, abração, Eduardo

[Sobre "o carnaval dos animais"]

por Eduardo
25/2/2002 às
12h32

sem contato
Não.

[Sobre "Umbigo torto e outras tolices"]

por Rafael Lima
25/2/2002 às
08h24

oi
voce estudou no teresiano ?

[Sobre "À guisa de uma apresentação"]

por guilherme
23/2/2002 às
20h17

contato ?
Voce estudou no Teresiano ?

[Sobre "Umbigo torto e outras tolices"]

por Guilherme Cantisano
23/2/2002 às
20h07

Conversa
Adriana, Penso que os artigos no “Digestivo...” devem gerar conversa entre as pessoas que circulam pelo site. Por isso é muito bom que você tenha escrito sobre meu texto intitulado “Animismo”. Com esse texto eu não pretendia fazer análises profundas sobre publicidade, mas, antes, queria falar sobre -- justamente -- o que você nomeoou “público-alvo”. Minha pretensão era chamar a atenção do leitor sobre a criança (que eu penso que de fato habita cada pessoa) e a criança específica com a qual aqueles comerciais se comunicavam. De certo ponto de vista, sim, os comerciais falarão com a criança “certa” do público-alvo “certo”, mas, você não acha importante que tanto o consumidor “certo” quanto o “errado” possam ter visão crítica daquilo que o intervalo comercial está lhe propondo consumir? O negócio é pensar, e fazer pensar, e existem peças publicitárias bastante “pensadoras”, é como eu penso, mas essas aí que eu citei... e se comento sobre a mulher que vai se masturbar com o sabão em pó, é apenas para colocar o leitor noutro lugar, noutro ponto de vista, e brincar com ele... Mas há algo no que você diz que eu realmente discordo: a meu ver hoje estamos numa “época consumista”, sim, e fazê-la diferente faz parte da vida de algumas pessoas. Eu mesma exerço a Psicologia como profissão para tentar mudar isso, e não “creio” nas pesquisas sobre consumo e consumidores, simplesmente porque são realizadas com o foco no consumo (aumentar as vendas e transformar os produtos) e não no consumidor (fazer do consumidor uma pessoa crítica??!!). Devo dizer, para terminar, que “dinâmicas” propostas por psicólogos geralmente forçam mesmo a barra: da mesma forma que afirmar que a psicologia é científica é forçar uma barra também, no meu modo de pensar -- a psicologia é muito incerta e desconhece muitas de suas variáveis... Você não concordaria?

[Sobre "Animismo"]

por Marina M. Machado
23/2/2002 às
10h27

Farinha do mesmo saco
Cara Marina O que você chama de animismo também pode ser chamado de prosopopéia, quando no contexto do discurso. Assim não é só a publicidade, mas outros tipos de discurso também utilizam este recurso. Prosopopéia é atribuir características humanas, não necessariamente infantis, a seres inanimados. Alguns dos comerciais que você citou eu conheço. Outros, não. Mas acho um pouco temerário generalizar, atribuindo a todos um caráter idiotizante. O publicitário fala à criança, ao adolescente, enfim, às várias personas que habitam cada ser humano. Mas nem por isso essas personas são "datadas" e sua época essencialmente consumista. Os publicitários falam exatamente aquilo que as pessoas querem ouvir. E quando isso é bem feito, o consumidor sente-se bem e compra - um produto, uma idéia, uma causa social... O recurso da prosopopéia é utilizado há muito mais tempo do que o fim do ano passado. Talvez você não tenha percebido ele antes. Mais ainda: diria que você sentiu essa aversão tão grande por não ser exatamente o público-alvo desses comerciais que citou. Não conheço o desempenho dessas marcas em função da campanha publicitária, mas a maioria delas conta com bons profissinais, e acredito que deram bons resultados aos anunciantes. Me inquieta um pouco essa crítica generalizada à publicidade e aos publicitários. Assim como existe má publicidade e maus publicitários, existem maus psicólogos, maus médicos, maus dentistas... Quando os publicitários erram, pelo menos o dano é menor do que quando um dos outros profissionais acima comete um engano. Já imaginou uma psicóloga radical, que estrago não faz na cabeça de seu paciente? Só para finalizar, não acredito que o sabão Ariel vá levar as mulheres a um desejo de se masturbar. Acredito que esse é um dos poucos comerciais que realmente mostra a realidade feminina atual: apesar de toda liberação, de toda independência, a mulher vive um eterno conflito para manter o equilíbrio entre o relacionamento com o companheiro e a necessidade (e direito) que tem de ter a ajuda dele. O comercial do Ariel é muito realista: seu marido não ajuda em casa? Você quer se separar dele? É claro que não! Você quer fazer tudo sozinha? É claro que não! Ariel passa a mensagem de que é a solução para esse impasse. Como já disse antes, provavelmente você não é o público-alvo desse comercial, e por isso sentiu tanta aversão, mas talvez esteja sendo um pouco radical. Gostaria de lembrar que as regressões, as brincadeiras, as dinâmicas de grupo utilizadas pelos psicólogos, e que são essencialmente animistas, também acabam sendo ridículas e "forçam a barra". Mas a psicologia se atribui um fundamento científico, que muitas vezes é o mesmo da publicidade. Para você saber mais, se for do seu interesse, leia sobre comportamento do consumidor. Você vai ver como tudo tem a mesma origem. Só a título de curiosidade: "marqueteiro" (apesar de o termo ser meio pejorativo) é o profissional que trabalha com marketing. O profissional que trabalha com publicidade chama-se publicitário. Publicidade é uma das ferramentas do marketing, não são a mesma coisa.

[Sobre "Animismo"]

por Adriana
22/2/2002 às
23h05

vende tudo
eh simplesmente incomentável. parabéns. com certeza nao sou o Magri, mas, acho q inventei uma palavra.

[Sobre "família vende tudo"]

por cesar maia
22/2/2002 às
20h52

Julio Daio Borges
Editor

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